terça-feira, 24 de setembro de 2019

13ª Meia maratona Porto - será relação amor versus ódio ?


Alvorada ás 6 da manhã.
Para um domingo não está mal, não.
O outro diria, "se fosse para trabalhar não se levantava tão cedo !"
Pois, mas como quem anda por gosto não cansa, não é?
Afazeres normais para quem se prepara para mais uma prova.
Leninha e Diogo fora do país e Pedrinho ainda (de certeza) estendido na sua caminha a recuperar do dia anterior pela "brutal" prova que tinha feito.
É, tem-se dedicado mais ao trail e desta vez, debaixo de um temporal, andou a "galgar" a serra D'Arga. "Só" foram 52,77k em 10:07:32 👍
Esse seu feito merece uma postagem. Aqui vai,



                                   Grande foto do Pedrinho no meio da imensidão da serra D'Arga

Passemos á frente senão ainda fico a pensar que meia maratona não é mesmo nada.
Bom, arrancamos ás 06:55 e passados 15 minutos já estávamos estacionados no local do costume (perto do Ipanema Hotel ali mesmo no Fluvial).
Então, o que nos esperava desta vez?

- 13ª meia maratona Porto
- domingo, 22 de setembro.2019
- 09H00



                         O bonito cartaz a anunciar a meia maratona do Porto

Este ano a organização alterou a prova para iniciar ás 09H00 e não ás 10H00 como habitualmente (de certeza que o turismo "obrigou").
Lá estavam os autocarros todos perfilados para nos levarem até á Ponte do Freixo onde iniciaria a prova.
Verdade se diga que muito confiante não estava pois, por artes do diabo, nesta prova que tanto gosto de fazer, acontece-me sempre algo que me impede de "rolar" normalmente.
A ver vamos.
Ah, quando me levantei fui até á rua para sentir a temperatura. E, não é que estava mesmo frio!
Ainda hesitei mas levei vestida a camisola interior térmica.
Ok, lá fomos aquecer, cruzamo-nos com vários colegas de treinos (da quarta feira na Maia, apesar de já há muito tempo não irmos) e o sol apareceu.
Ui, já estou  transpirar por todos os lados. Teresinha logo sugeriu para tirar a térmica (e, as mulheres só "sugerem", não é?) e, claro, portei-me como um homem de H grande: obedeci de imediato 😄
Amarrei-a á cintura e, lá ia carregar um peso que não estava nos planos.
Adiante.
Caixa de partida (demos de frente com o Pedro Gaio) e, a fotinha do costume,


                O sol já apertava (e houve um inteligente que vinha de camisola térmica vestida !)

Entretanto o speaker anuncia:
Hoje o mais experiente tem 79 anos e a mais experiente 67!
Tá bem, tá, quem me dera chegar a essa idade e correr ainda.
Bom, topo uma máquina fotográfica preparada para dar um flash e, qual emplastro, decido também ficar na foto.
O interessante é que o Pedrinho encontrou essa foto e ma enviou,


                                    Quem são?  Não sei, mas o emplastro estava lá.  😋

Ah, o que nos esperava?





Tiro de partida e, aí vamos nós.


                                            A partida na ponte do Freixo

Vamos a rolar normalmente e, já estamos ao lado do Tiago Martins.
"Oh, por aqui ao lado destas lesmas?"
"Ando a treinar para a maratona, quero ver se consigo fazê-la a 6m/k. Hoje vou tentar fazer a 5.30m/k"
"Então, siga que este andamento não dá para isso"
E lá foi o nosso amigo, desaparecendo no meio do pelotão.
Já tamos no K3 á entrada da Ponte D. Luiz (é com Z que se escreve, é).
Ao atravessar a ponte, nunca tinha sentido o tabuleiro a vibrar tanto! Até parecia que ia cair.
Já estamos em Gaia e o ritmo continua normal.
K5 com 29:00, ou seja, muito calmo porque ainda falta muito.
De repente lá aparecem aquelas lebres já de volta (tinham feito o retorno aos 8k), só com negros na frente.
Muito distante lá apareceu o Rui Silva que ia sózinho, até comentei com a Teresinha "era melhor esperar por alguém para ter companhia porque custava menos"
Bom, já tínhamos tido um abastecimento, Ponte Arrábida, Afurada, ligeira subida e estamos no retorno.
Aí, até parece que senti um balão a esvaziar.
É verdade.
De repente, senti que estava, como dizer, mole, mole, aliás, derretido.
Já?
Como é possível?
Não quero acreditar nisto.
Esta prova tem algo contra mim.
Ai, tem, tem.
Bom, pensei cá para os meus botões: "baixa o ritmo, aguenta aí uns 2K e vais ver que passa".
Claro, a Teresinha estava perfeita e perante esta lesma, incentivava-me mas, desta vez, não ia lá com incentivos.
K10 (com 59:15) e, bem esperava este morto por ressuscitar e, ................. NADA.
K13 em cima da Ponte D. Luíz, passamos para o Porto e virar á direita para o Freixo.
Já estava completamente derretido, parecia plasticina 😒
No retorno (aos 15K) tínhamos abastecimento.
Aqui, parei, levei á boca três pedaços de laranja, bebi água e isotónico e, andei aí uns dois minutos.
Foram dois minutos que pareciam duas longas horas!
Só me apetecia estender no chão, fechar os olhos e,..................... "morrer" ali.
Não, isto não pode ser assim, a minha cabeça tinha de vencer o meu corpo.
Meti na cabeça que tinha de terminar.
Isso não tinha discussão possível.
Ok, lá arranquei (nem sei como) e, pronto, lá fui em passo de lesma até á meta.
Ainda passa por nós o Serafim (não tinha dorsal e ia a acompanhar uma amiga), tento acompanhá-los mas,................ nada.
De repente tenho á minha volta os comandos que fizeram a prova de calças e botas!


         Mike é mesmo um grande ator! Ia todo derretido e aqui a disfarçar para o fotógrafo 😁

Até a camisola térmica que levava á cinta cheia de suor me pesava toneladas!
E, foi assim.
Em frente ao Museu do Carro Elétrico ainda tivemos uma mangueirada dos bombeiros (que bem que me soube mas, nem isso deu para me acordar)
Sempre em esforço, até ao esforço final.



                           O esforço final da Teresinha e o arrastar de um morto-BiBo 😞

É.
Só pode.
A minha relação com esta meia maratona é mesmo de amor versus ódio.
Amor porque adoro correr na minha cidade, num cenário mesmo lindo.
Ódio porque, nas 24 meia maratonas que fiz até agora, as piores 2 de sempre, foram no Porto!
Siga, tem de ser assim e, depois de me passar a cabeça, ou antes, a grande cabeçorra com que fiquei após a prova, agora só quero que a próxima chegue rápido, muito rápido (é mais uma meia a 6 de outubro em Bregenz na Aústria).

Bom, finalmentes,
- terminaram a prova 3790 atletas
- Teresinha, tempo de 02:17:33, lugar 3302 na geral e, no seu escalão (F60), lugar 9 em 20
- Mike, tempo de 02:17:34, lugar 3303 na geral e, no seu escalão (M60), lugar 120 em 142
- Tiago Martins, tempo de 01:56:53, lugar 2156 na geral

- Vencedor: Maxwell Rotich (Uganda) com 01:01:14
- Vencedora: Antonina Kwambai com 01:09:42

Lembram-se do tal atleta experiente de 79 anos.
Pois é, aqui vai o tempo dele: 01:50:32
Nome: Óscar Loureiro
Bem o conheço, no treino de domingo de manhã na Foz cruzamos sempre por ele.

Como curiosidade, esta prova foi ganha ao sprint,


                    E, por meio metro se ganha e por meio metro se perde, não é?


E, como um mal nunca vem só, para terminar, vamos lá á odisseia do nosso amigo Silvério Pinto nesta prova.
Conta-me ele:
" Ao chegar ao K8 no retorno dá-me uma dor muito forte na perna que me impede de correr.
Ainda vi vocês a passarem por mim e, vou aos bombeiros.
Só tinham gelo e, mesmo assim não passou.
Então pensei: vou forçar a ver se passa.
Só consegui correr até á Afurada.
Aí, as dores eram tantas que parei mesmo.
Como levava dinheiro comigo, fui ao barco para fazer a passagem para a margem direita do rio.
Digo ao tipo do barco: "vou de barco para chegar primeiro á meta" (a meta era mesmo em frente do outro lado do rio).
Responde-me ele: não vai não, porque eu já vi daqui os pretos a cortarem a meta.
Atravessei o rio e fui-me embora.
Isto hoje até parece aqueles programas de TV das tardes onde é só desgraças.
Fujam, fujam.
Para terminar a cores e não a preto e branco, terminamos então com a medalha desta prova,




Terminamos?
Não, agora ainda temos uma notícia do Jornal de Notícias dando conta desta prova.
E, que tem de interesse essa notícia?
Interesse não digo mas, lembram-se daquele emplastro desta prova?
Pois ele apareceu no fim da mesma! 😆


                                                 Emplastro sempre no ativo 😁


E, agora, é mesmo tudo.
Bjs e abraços
MIKE
2019.setembro













sexta-feira, 13 de setembro de 2019

A meia entre Buda e Peste



A 5 de setembro (quinta feira), levantamos cedo e rumamos ao Aeroporto do Porto.
Estavamos na fila para a habitual revista e damos de caras com os nossos amigos Sanfins.
Mas que coincidência!
Nós, lá íamos preparados para, mais uma vez, dar corda ás sapatilhas e, suarmos na estranja; eles (os homens), preparados para se sentarem nas bancadas de Monza para apreciarem os bólides de F1 e, o elemento feminino preparado para passear pelas ruas de Milão e arredores.
Bate papo para fazer horas com um pinguinho para acompanhar,


                  Com os nossos amigos Sanfins (a Lagartixa também não faltou 😁)

Despedidas feitas e, cada qual para o seu destino.
Ah, e qual era o nosso destino desta vez?


As hipóteses são muitas, não são?
Pois, mas desta vez aterramos em Budapeste.
Chegamos com tempo quente, viagem no BUS 200, metro e hotel.
Já não estávamos habituados a fazermos contas ao câmbio e, aqui, é só contas de cabeça.
O florim vale pouco e, tudo custava milhares!
Visita á cidade na sexta (é imponente, muitas obras de reconstrução, muitos sem abrigo e, muito turismo e ainda se nota bem a pobreza do antigamente).
Ok, passemos á frente que o nosso "trabalho" é outro.
Ah, mas afinal o que nos trouxe até cá?

- 34ª Wizz Air Budapeste Half Marathon
- domingo, 8 de setembro
- 8 horas

Sábado lá fomos levantar os dorsais ao local de partida.
É uma Universidade (Eotvos Lóránd University) que fica em Buda (margem direita do Danúbio).
Aí chegados, entramos no átrio da tal Universidade e, ficamos admirados pois só tinham uma banca para entrega de dorsais, a habitual feira, .......... nada.
Ok, é assim, assim seja.


                                  Teresinha e Mike exibindo os seus dorsais da meia de Budapeste

Deram um saco plástico (!) com os dorsais e a camisola.
Camisola fraquinha, fraquinha.
Á saída tínhamos de passar o chip do dorsal numa máquina que acusava num ecran o nosso nome.
No amplo jardim, apenas quatro tendas referentes á prova.
Mas, isto é mesmo assim?
Nunca vi nada tão pobrezinho mas, siga.



                     
Á noite fomos jantar a nossa habitual pasta ao Vappiano (cadeia italiana), restaurante que muito apreciamos, mesmo junto ao nosso hotel.
E, quais as expectativas para a prova?
Dizer nenhumas é uma exagero mas, eram bem poucas.
Depois de um mês de agosto a levantar bem cedo para treinar (para fugir ao calor), eis que sinto uma dor na coxa direita que me deixa impossibilitado de correr. E, isto a 15 dias desta prova.
Lá fui eu ao Paulinho que, com as suas mãozinhas milagrosas me tratou, dando-me o veredito para  a tal dor: mialgia de esforço.
Pois, aumentamos a carga e, o músculo cedeu.
Ok, paragem total de 8 dias, tratamento e, vamos lá ver se dá para fazer a meia de Budapeste.
A verdade é que recuperei rápido mas, parti para esta prova com apenas dois treinos (curtos).
Ah, agora com o aumento da carga tenho de espaçar mais os dias de treino para poder recuperar. É a vida,........... quando se vai pra velhinho, temos de ter mais cuidado, não é? 😜
Portanto, depois de todo este "relambório", que esperar da prova?
Fácil: apenas terminar.
Só isso.
Ir nas calmas, desfrutar e, pensar só em terminar.
Ok.
Ah, nesta prova, tínhamos, digamos assim, três tipos de concorrentes:
- os que faziam a meia maratona
- o chamado relay de 2, ou seja, dois atletas, em estafeta, faziam 10,5k cada um
- relay de 3, ou seja, três atletas, em estafeta, faziam 7k cada um
Vamos lá descansar pois, como a prova inicia ás 8 horas, temos de levantar bem cedo.
E levantamos: 5horas e 25 da manhã!
Comer o habitual, dar tempo para ir á sanita (quem corre sabe que é bem necessário e alivia física e psicológicamente) mas, desta vez, bem me esforcei mas, não consegui.
É, não consegui fazer aquilo que só eu posso fazer por mim.😊
Bom, deve ser de ser tão cedo ainda.
Bom, vamos lá então.
Logo á saída do hotel tínhamos a paragem do tram. Já lá estavam os nossos colegas de corrida e, claro, aconteceram logo, como dizer, aquela troca de olhares, tipo "ah, tu também vais correr?".
Lá aparece o 4 e, num ápice, fica completamente cheio de atletas.
15 minutos de viagem e estamos todos a saír após a ponte Petoli Hid (ai, gosto é destes nomes em húngaro 😏)
Amplo jardim e já estamos na partida.
Ah, como é possível?
Ontem apenas quatro tendas aqui, hoje temos "n" tendas implantadas neste jardim!
Grande ambiente e lá fomos guardar o saco no guarda roupa.
Mas, o que nos esperava?


                           Aqui temos o itinerário entre as margens do Danúbio


Lá fomos aquecer e, ok, sentia-me bem, levezinho, apenas tinha uma preocupação: na casa de banho
nada fiz, vai-me dar a vontade na prova?
Enfim,.....
Lá fomos aquecer e entramos na nossa caixa (a nº3 com tempos entre 5:30 e 6:00m/k)


                                     Cá estamos nós prontos para mais uma meia

Bem estive atento mas não encontrei ninguém a falar português.
A caixa fica cheia e a hora aproxima-se.


                                             Para descontrair, uma makakada 😏

8 horas.
A partida é dada por fases, entre as caixas com dois minutos de espera.
Aí vamos nós.
Temperatura de 16 graus e céu nublado.
Bom, mesmo bom para correr.
Começamos nas calmas, sem stress.
Margem direita do Danúbio em ritmo bem confortável.


                  Logo, logo, depois da partida, curva á esquerda para a margem do rio Danúbio

Já ao K4 tínhamos abastecimento: água a copo!
Irrita-me esta água a copo. É difícil de beber em corrida e desperdiçamos muita água mas, tudo bem.
K5 já esta.
Olho para o relógio e vejo, 28:58
Ah, afinal está a correr bem.
Tudo dentro do normal.
Bandas de música iam dando ambiente e festa.


      Não faltava animação (e, nesta foto fomos "apanhados" de costas) 😃

Público?
Até agora, muito pouco.
Razões: quem se levanta ás 8 da manhã para ver uma corrida?
E, mais: estávamos a correr mesmo junto ao rio numa cota inferior á estrada dita normal.
Fiz-me entender?
Não?
Ok, então aqui vai uma foto para entenderem,


                           Prova práticamente sempre á cota mais baixa junto ao rio Danúbio

Siga.
K10 aparece rapidamente e continuamos a andar nas calmas.
Tempo: 58:28
Muito bem para quem esteve lesionado não tá mal e, o músculo continuava ok.
Ah, uma cena interessante: na passagem do testemunho do relay2, vinha um dos atletas com o dorsal na mão para o passar á sua colega e, esta , logo que o viu, em vez de correr ao seu lado para agarrar no dorsal, correu de frente para ele! Resultado? Choque frontal e quase que se espalhava no chão!
Bom, já estamos na ponte Margarida para passarmos para a ilha e, aí já temos moldura humana.
Ah, de repente sinto uma coisa estranhíssima: passavam por mim atletas a "alta" velocidade.
Como é possível? Então, vimos aqui todos no mesmo ritmo e aparecem este ovnis a 100 á hora?
Só depois é que me lembrei. Ah, só os fresquinhos do relay2 que iniciaram agora e vão com o "fogo no rabo".
Esta ilha no meio do Danúbio é só jardins e para aqui vêm muitas famílias para lazer e é o local de exercício físico.
Volta á ilha (sempre com abastecimentos de 4 em 4K agora com água, banana, bebida isotónica e queijo), nova ponte e já estamos na margem direira do Danúbio.
Sentia-me mesmo bem que até dava para desconfiar.
Levei várias vezes a mão ao bolso, sentia o meu gel e pensava: "queria mesmo tomar mas, será que me vai dar volta á barriga?". É melhor jogar pelo seguro. Não tomo.
K15 com 01:28:12
Na margem direita já estamos em Peste.
K15, 16, 17 (ao passar na ponte mais famosa de Budapeste, a chamada Ponte das Correntes) e, continuava sempre com o mesmo ritmo.
Continuava, dizia eu.
Pois é.
A partir do K18 senti logo as pernas mais pesadas.
Ah, isto estava a correr tão bem!
Ok, nada de stress, vamos terminar que é o mais importante.
Ainda olhei (e ouvi) bem para a música que nos era dada para ganhar energia mas, ........ nada.


                                           Eles bem puxavam por nós

Atravessar a ponte para Peste novamente e já estamos na reta da meta.
Ainda consegui acelerar um pouco (o baú das forças ainda lá tinha uma réstia de energia), e pronto, já tá.
Grande túnel depois da meta e recebemos medalha, garrafa de água de 1.5 litros (nunca me tinham dado uma garrafa tão grande!), bolachas, barras energéticas,"n" brindes.


                                                  Mais uma para a coleção 😅


Lá fomos mudar de roupa e, reparei numa curiosidade: muitos atletas tinham vindo para a prova de bicla.


                              Depois de correr no asfalto, pedalar (não era para aquecer, não)

Estranhamente (ou não), estava mesmo bem: nada me doía e a mialgia da perninha não apareceu.
Ah, e a medalha é bem bonita.
Aqui vai,

                                                    Muito suor para conquistar esta linda medalha


Tram novamente (repleto de atletas) e, já estamos no Hotel para um retemperador banho.
E pronto.
É tudo.
Tudo, é como quem diz, faltam os finalmentes.

- Terminaram 5048 atletas
- Teresinha, tempo de 02:06:38, lugar 3571 na geral e no seu escalão, W60, 9º lugar
- Mike, tempo de 02:06:40, lugar 3572 na geral e, no seu escalão M60, 70º lugar

Descobri que afinal não éramos os únicos portugas na prova.
Assim, correram 26 portugas, tendo a Teresinha terminado no lugar 18 e Mike no lugar 19
A esmagadora maioria pertencia ao grupo "Correr Lisboa"
- Vencedor: Loran Cheruiyot do Quénia com 01:04:56
- Vencedora: Zita Kácser da Hungria com 01:14:47
Agora sim, agora é tudo.
Vamos lá treinar (muito) para a meia do Porto a 15 de setembro.
Bjs e abraços para todos
MIKE
2019.setembro













terça-feira, 9 de julho de 2019

5ª Corrida Portucale - fim de época muito soft





A 5ª Corrida Portucale esperava por nós.
- 10K
- 7 de julho de 2019
- 10 horas
Como habitual saímos cedo para podermos estacionar o bote bem perto da partida.
A prova iniciava debaixo do túnel da Ribeira, daí o objetivo era estacionar no parque da Alfandega.
Lá chegados (ás 08h15), demos, como sói dizer-se, com "o nariz na porta"!
O aviso era claro: "desde fevereiro que o parque está reservado para estacionamento de camionetes".
A pressão do turismo a se fazer sentir, não é?
Bom, miraculosamente encontramos um único lugar disponível na Rua da Alfandega que foi logo ocupado por nós.
Depois era vê-los a tentarem entrar no parque e a fazerem marcha atrás com cara de muito admirados.
Ainda no "fazer tempo" dentro do carro, eis que surge a correr a Rosa Mota.
É verdade.
Lá ia ela correndo para a partida.
Cumprimentamos esta grande campeã que é uma simpatia.
Ah, a Corrida é organizada pelo CAP (Clube de Atletismo do Porto) que é dinamizado pela Rosinha, daí a presença dela.
Bom, preparativos e lá vamos nós para a Ribeira.
Teresinha continua out mas, esta será (esperamos todos) a última prova em que não nos faz companhia; já corre 10K mas ainda lento.
Logo, logo encontramos o Silvério que, nisto de correr, está em todas.


      Leninha e Mike com o Silvério que, desta vez, trouxe os seus amigos de Mondim de Basto


Entretanto já os pequenotes faziam a sua prova de 500 metros, indo e vindo no tabuleiro da Ponte D. Luiz (é com "z" é).
Uma alegria esta pequenada.
Lá fomos aquecer e, logo aí senti as pernas pesadas.
Temos 18 graus e céu encoberto e um ar abafado.
Já são horas de ir para a caixa de partida.
Aí voltamos a encontrar o Silvério que nos mostrava as suas novas sapatilhas Mizuno.
Eu só pensava, "se com as velhas já voas, com estas ficas supersónico" 😁


                                                 Cá estamos nós prontos para arrancar

Tiro de partida e, aí vamos nós.
Todos a galgar o tabuleiro da Ponte D. Luíz para o lado de Gaia.
Estranhamente, desta vez não senti a oscilação do tabuleiro que incomoda muita gente pois dá uma sensação muito estranha.
Já estamos no Cais de Gaia com muito público nos passeios (o turismo faz-se sentir).
Bom andamento e, apesar da sensação das tais pernas pesadas no aquecimento, até ia bem.
Siga.
Retorno ao K 2,7 no Cais do Cavaco (já tinha incentivado o Silvério que já tinha passado em sentido contrário) e continuo a rolar normalmente.
Aí ao K3, este pseudo atleta, engasga-se com ................. um gole de, ........... ar !!!
Dá para acreditar?
É verdade.
Não sei como aconteceu, o que sei é que começo a tossir, tossir e, o raio da tosse não  passava.
"Ui, já estou assim tão tótó que agora até esta m...... me acontece?, perguntava eu cá ao je.
A verdade é que me incomodava mesmo (até pensei em parar para respirar melhor) e, como que por magia, ao entrar novamente no Cais de Gaia, ......... foi-se !
Esta treta demorou 1K, enfim, vamos tendo estórias para contar, deste género, esta é a primeira que conto e espero bem que seja a última.
Ao chegar ao tabuleiro da Ponte D. Luíz estamos no K5, entro na ponte e deparo com o Serafim e a mulher (de sino na mão) a incentivar quem passa.
"Então Serafim, anda , anda correr", digo-lhe eu.
Bom, para ali estar certamente está lesionado pois ele também não falta a uma prova (irei contactá-lo para saber o que se passa).
Virar á direita no sentido da Ponte do Freixo.
Agora temos sol, ou seja, tempo abafado com sol na cabeça.
Abastecimento e, siga.
Sinto que vou a perder gás e, fico logo a saber que aquela "cena" de arrancar no último K, desta vez, vai ser difícil.
Agora sinto mesmo as pernas pesadas e, já dou passadas mais em esforço.
Ok, deixa-te ir pois hoje não é o teu dia.
Ponte do Infante, Ponte D. Maria e retorno aos 7,6K
Aqui somos "apanhados" pelo fotógrafo,


                                                        Mike a matar a sede  (foto Rolando)



                                                  Leninha, bem acompanhada  (foto Rolando)

Como disse atrás, não ia com energia suficiente para acelerar.
Tanto não ia, que, ao contrário da última prova na Póvoa em que passei "n" atletas no final, agora começava era a contar os que me passavam.
1,... 2,... 3,....., 4, ui que isto ainda vai ficar pior, vai.
Bem, já vejo ali ao fundo a Ponte D. Luíz, já lá estou, (novamente os simpáticos Serafim e mulher a me incentivarem) e, agora é só descer até á Ribeira onde estava a meta.
E, não é que ainda aqui na descida sou "comido" por mais 3 mesmo em cima da meta! 😒
É assim a vida, umas vezes por cima, outras por baixo.
Pronto, já está.
Hoje fui um pastelão, uma autêntica lesma mas, ando cá que é o mais importante, não é?


                              Mike abre os braços para mais ninguém ainda o ultrapassar 😀




              Leninha preocupada com o tempo (vim a saber que o seu relógio tinha pifado aos 7K)



             Silvério não brinca em serviço e, então com as novas Mizuno ........ até voa 😊


Medalha, água, maçã e barra para terminar a "festa".
Estranhamente, desta vez, não encontramos os nossos habituais amigo(a)s.
Estão já de férias?
Leninha a mostrar-me o seu relógio que tinha parado aos 7K e desolada por não ter feito tempo abaixo de 1 hora, só me dizia, "tenho de treinar mais, tenho de treinar mais".

Bom, finalmentes,
Terminaram a prova 954 atletas
- Mike, tempo de 00:56:15, lugar 634 na geral
- Leninha, tempo de 01:03:07, lugar 803 da geral
- Silvério, tempo de 00:46:53, lugar 266 da geral

E pronto.
Terminou a época.
Agora treinar soft até agosto e depois intensificar para estar preparado para as três meias maratonas em que já estamos inscritos (a primeira a 8 de setembro em Budapeste) e, para a maratona do Porto em novembro (ui, ..........maratona! será possível? a ver vamos).

Então, bjs e abraços para todos
MIKE
2019.julho





















terça-feira, 2 de julho de 2019

31ª Corrida de S. Pedro - um prazer correr esta prova


Domingo, 30 de junho
Ás 07H56 estávamos a arrancar rumo á Póvoa de Varzim.
Teresinha out (ainda a recuperar), mais uma vez, não faz parte da comitiva.
Chegamos cedinho (08H25) e, como habitualmente estacionamos no parque junto á ainda Praça de Touros (vai abaixo, creio que ainda este ano), a uns 300 metros da meta.
Para quem ainda não sabe, este parque, além de estar posicionado estrategicamente junto á marginal, neste dia, para os atletas, é gratuito (basta mostrar o dorsal á saída).
Bom, lá fomos levantar os dorsais o que foi uma pressinha.
O tempo estava enevoado e já um ventinho de nortada se fazia sentir.
De volta ao bote já o parque estava com a porta fechada pois estava lotado. Ora vamos lá fazer os habituais preparos para mais uma prova. Leninha, ao colocar o dorsal, diz-me:" para não gozares comigo, vou colocar o dorsal debaixo do meu nome para não o tapar". 😀
E, o que nos esperava?


                            Uns "míseros" 10K para aquecer nesta manhã de domingo !


Lá fomos aquecer mesmo junto ao mar (a paisagem é linda mesmo!) e o sol teimava em estar escondido nas nuvens.


                           Mike e Leninha mais que prontos para uma suadela matinal

O speaker de serviço não se cansava de fazer entrevistas aos atletas que por ele passavam e, só apanhava os muitos faladores! Tão faladores que até disse:" eu tenho de fazer as perguntas e responder, é? Só me respondem, sim e não".
Bom, a hora aproxima-se e lá vamos para a caixa.


Coincidência, ou não, o sol aparece e passa a aquecer os nossos corpinhos.
Bom, tudo a postos?


                   Sim, sim, estamos todos prontos. Põe a mota a trabalhar que já vamos partir.

Tiro de partida.
Aí vamos nós.


                           Ora aqui parte o pelotão com as lebres já a tomarem a dianteira

Muito "trânsito" inicial, uma reta aí de 200 metros em paralelepípedo e, já estamos na primeira rotunda. Sinto uma palmada nas costas. Mal tenho tempo de olhar para o meu lado esquerdo e ouço "boa prova, boa prova". Era o Silvério que ia com a 6ª velocidade engatada, nem me deu tempo para responder.😃
Estamos na marginal da Póvoa, muita gente nas bermas, um prazer este itinerário.
Siga.
Já estamos a cruzar com os primeiros (vinha um pelotão á frente aí com 10 atletas) e, no limite da Póvoa com Vila do Conde temos o retorno (não se podia colocar o pé no solo inimigo, não é poveiros?)
Arranquei calmo, sempre a pensar que tenho que fazer a segunda metade de qualquer prova sempre mais rápida que a primeira e, mais ainda, fazer o melhor tempo no último Km.
Vai-se aprendendo a correr, ou antes, aprendemos é a controlar aquela adrenalina inicial que nos leva a "galgar" mais rápido do que aquilo que valemos e, no fim pagamos caro.
Portanto, deixa-te ir, sem esforço, vais bem.
Ao K5 temos o primeiro abastecimento (sempre a rolar no centro da cidade e sempre com muita gente nos passeios).
A água já fazia falta pois o sol já se fazia sentir bem no nosso corpinho.
Sentia-me sempre confortável, é verdade que não ia a "esticar" muito mas, só pensava que nos dois últimos K tinha que acelerar.
K7 e novo abastecimento.
Agora temos ventinho pela frente pois aqui é mais descampado.
Já estamos novamente na marginal e, ainda dá para olhar para o mar.
Aqui, nesta passagem, temos repórter fotográfico,


                            Mike aqui, tem duas companhias: o seu esforço e os seus pensamentos




                       Leninha a tapar o nome da sua camisola com a mão. Então, como é ?




                   O foguete Silvério (1135) já nos tinha dada um avanço de mais de 5 minutos !

Bom, falta pouco.
Isto é um instante.
Avisto o placard do K8 e estou bem, posso aumentar o ritmo.
Vamos lá.
Aos K8,5 novo abastecimento de água.
Dois, três goles, respiro fundo, deito fora a garrafa e digo para comigo: "ok, vamos lá deixar de andar a passear e vamos lá comer uns tantos".
É isso.
A partir do K9 apertei e comecei a contar os atletas que ia passando.
1, 2, 3, ...... 12,..... 16,.....20,....22,...... (ai que gozo que sinto a passar estes!), já estou na reta da meta, siga, não abrandes, 26,........ só falta mais um, só falta mais um, e,.............. já tá. 👍
Uffff !!!


      O último a ser passado mesmo em cima da reta da meta foi este com o macaco na camisola 😉


Isto até parece uma brincadeira de miúdos mas, sou sincero, dá bastante gozo passar uns tantos no fim.
Eu sei que sou lento mas, ver as costas deles, aproximar, passar (já foste)! , assim, o nosso ego fica cheiinho que nem um ovo 😆
A verdade é que o meu último K foi o mais rápido de todos (05:16) e, o que me deixa satisfeito pois já aprendi a correr com cabecinha.
Enfim, estas são as confissões de um corredor de meia tijela 😊


                               Leninha no seu último esforço na reta da meta

Leninha estava desconsola. Tinha vindo a controlar o tempo e queria fazer menos que 1 hora.
Não o conseguiu por escassos 12 segundos!
O que ela se lamentava......
Não desesperes, no próximo domingo vais conseguir. Acredita em mim.
Medalha, água, maçã e bebida isotónica foi o que recebemos (além dos inúmeros panfletos a anunciarem outras corridas).

Finalmentes,
- Terminaram a prova 1293 atletas
- Mike, tempo de 00:55:17, lugar 973 da geral e, no seu escalão (M60), lugar 67 em 93
- Leninha, tempo de 01:00:12, lugar 1135 da geral e, no seu escalão (F45), lugar 79 em 112
- Silvério, tempo de 00:46:15, lugar 467 da geral e, no seu escalão (M50), lugar 57 em 138


- Vencedor: Licínio Pimentel, tempo de 00:29:55
- 1º lugar feminino: Mónica Silva, tempo de 00:34:10

Para terminar queria realçar a excelente organização desta prova (Bikeservice com o Prozis).
Itinerário lindíssimo e sempre na cidade da Póvoa, praticamente plano, três abastecimentos, inúmeros fotógrafos e muita gente nas ruas.
Parabéns.

E, é tudo.
Para domingo temos mais.
Mais uma de 10K.

Bjs e abraços a todos
MIKE
2019.junho





















terça-feira, 18 de junho de 2019

20ª Corrida S. João- uma inesperada e agradável companhia



Com Teresinha ainda convalescente e apenas com dois treinos (muito softs), com Pedrinho "entretido" a treinar para os 100K do Ultra trail da Serra da Freita (ui ..........., só de pensar em 100K, já estou a sentir as minhas perninhas a desfalecerem 😊), com Diogo, momentaneamente a trabalhar em Santarém, a equipa Happyrun limitou-se a dois representantes: este escriba e sua irmã Leninha.
Assim, domingo, 16 de junho, alvorada ás 06:50 que o dia de "trabalho" chegou!
Lá avançamos ás 07:55 (temos de ir cedo pois estacionar perto da marina da Afurada é bem difícil) e, claro, estacionamento de primeira a 200 metros da partida.
Ah, mas o que nos esperava?



Isso mesmo, a Corrida de S. João que desde o ano passado deixou as ruas do Porto para se mudar para o outro lado do rio, ou seja, Gaia.
Como não tenho treinado convenientemente o meu objetivo era muito limitadinho: ter uma prova soft no início, melhorar na parte final e, mesmo assim, fazer melhor que o ano passado. É, o ano passado apanhamos uma caloraça dos diabos que me derreteu e tinha feito 01:36:03 e, vá lá, não queria passar das 01:30:00
O nosso divertimento enquanto fazíamos horas era ver condutores a estacionarem o carro num lugar reservado para deficientes, saírem do carro, olharem para a placa e, com cara de desiludidos, voltarem a entrar e a arrancarem. Um, dois, três, quarto, ........... quantos seriam? Não sei, perdi a conta 😉
Depois deste divertimento infantil, vamos lá dar os últimos retoques para irmos aquecer.
Ao chegar ao recinto da partida/chegada, notei logo que os atletas estavam em menor número que o ano passado.
Bastaram duas corridinhas e encontramos logo alguém conhecido.
As gémeas estavam cá (mais uma vez) e, a fotinha da praxe não se fez esperar,

                                    
                                       Com as gémeas voadoras Zélia e Rosa Ferreira 😛

Lá aquecemos e, sentia mesmo que os atletas eram menos que o ano passado.
Adiante.
Então, que percurso nos esperava?


                                                 Percurso de 15K igual ao do ano passado


Lá fomos para a caixa de partida e, reparo que a Leninha tinha o dorsal colocado em cima do nome dela.
- Olha lá, tens o dorsal mal colocado, assim tapas o teu nome na camisola
- É, vai ficar assim
- Vai ficar assim?
- Vai.
- Mas, porquê?
- Olha, eu já sei que vou ficar para trás e depois as pessoas lêem o meu nome e dizem "Oh Leninha vamos lá, corre" e outras coisas e, assim não sabem o meu nome.
Fartei-me de rir e, disse-lhe, vira para cá para te tirar uma foto
- Ah, pronto, já sei, já vais gozar comigo.


                                                      Onde está a LENINHA? 😕

Claro que a foto tinha de ser postada mas, não é para te gozar, não; é para brincar pois só se brinca com quem se gosta, não é?
A temperatura estava aí uns 17/18 graus, uma pequena brizinha do mar (o que era muito bom) e, lá vamos nós depois do tiro de partida.
Avisados já com o sucedido o ano passado, tivemos muito cuidado a "saltar" da zona de partida (zona pedonal do Canidelo) para a Rua da Praia (afunilava e tinha um degrau).


                                   No arranque, Leninha, como sempre, concentradíssima


Início muito compacto pois a estrada é relativamente estreita e, ao fim do K1 já estamos a subir
para a Casa Branca.
É uma subida íngreme de 1K e, aí, usei o que a Flor, no meu início das corridas me ensinou: subidas é com passes curtos e muitos e sem esforço.
Assim fiz, subi nas calmas, já estamos lá no alto e entramos na Avenida Beira Mar.
Aqui temos o mar como companhia o que é dizer, temos uma paisagem maravilhosa mesmo ali ao nosso lado.
Já vejo a polícia com as sirenes a tocar a vir de volta pois os primeiros já estavam aí.
De repente sinto uma mão nas costas "então cá estamos"
Era o Américo que passa a correr ao meu lado.
Lá fomos na converseta sobre as corridas, diz-me ele que desde que começou a correr já perdeu 30 Kilos. Sim, não me enganei não, foram mesmo 30 kilos !
Retorno aos 3.7K e, como sabia que ele é mais rápido que eu, lá lhe ia dizendo "vai, vai, não te prendas por mim"
Primeiro abastecimento de água aqui nos 4K.
Já estamos a descer (tudo o que sobe, desce, não é?), descida esta que não me dá muito prazer pois, como desce bem, obriga a "travar" o que desgasta as perninhas e, já estamos de volta á Rua da Praia.
Aí, o Américo vê um fotógrafo (O Zé Lopes) e grita-lhe para ele tirar foto.
Foi rápido ao levantar a máquina e ainda deu para isto,


                              Ao 7,5K, o dueto ainda foi apanhado pelo Zé Lopes

Mais uma subidinha (pequena) e, lá lhe disse outra vez para se ir embora e, já estamos a cruzar com os primeiros que estão a escassos metros da meta.
Não me respondeu e, começou a se distanciar.
Já estamos na Afurada (muita gente nas ruas com as normais "bocas") e, debaixo da ponte Arrábida (K9) temos mais um abastecimento de água, isotónico e laranjas.
Américo espera por mim e diz "vamos juntos até ao fim".
Ok
Estávamos agora a cruzar com os mais rápidos que já tinham feito o retorno no Cais de Gaia.
Lá nos incentivamos quando vimos o Silvério e o Tiago Martins. Ia a rolar bem sem sentir muito esforço, retorno, vamos lá que já estamos no 11,2K, novamente Ponte Arrábida, mais um abastecimento e dar um pouco mais para esta parte final.
Última subida (curta), agora descer, virar á direita em curva de quase 360 graus e, já estamos na reta da meta.


                                           A dupla improvável na reta da meta

Aceleramos, vejo o relógio ainda em 01:29:00 e, cortamos a meta juntos.
Estava bem, muito bem mesmo, muito pouco cansado, demos um abraço e, a foto final destes dois comparsas de corrida,


                                      Américo como já te disse, obrigado pela companhia

E pronto, desta vez, além da água, maçã e medalha ainda tivemos direito a um martelo de S. João amarelinho 😉
Lá apareceu a Leninha a dizer que, com aquelas sapatilhas novas, não sabe como aguentou com tantas dores nos pés mas, como tem um espírito enorme de sacrifício, foi até ao fim.
Bom, finalmentes,

Terminaram a prova 1373 atletas
- Mike, tempo de 01:29:27, lugar 1032 da geral e, no seu escalão (M60), lugar 68 em 88
- Leninha, tempo de 01:37:22, lugar 1219 da geral e, no seu escalão (F55), lugar 7 em 11
- Américo, tempo de 01:28:48, lugar 1031 na geral e, no seu escalão (M45), lugar 148 em 181
- Silvério, tempo de 01:10:31, lugar 278 da geral e, no seu escalão (M50) , lugar 28 em 143
- Tiago Martins, tempo de 01:17:55, lugar 593 da geral e, no seu escalão (M50), lugar 60 em 143
- Zélia Ferreira, tempo de 01:11:08, lugar 303 da geral e, no seu escalão (F55), lugar 1 em 11
- Rosa Ferreira, tempo de 01:18:55, lugar 602 na geral e, no seu escalão (F55), lugar 4 em 11

- Vencedor da geral: Paulo Paula com o tempo de 00:46:18
- Vencedora feminina: Mónica Silva com o tempo de 00:53:29

Bom, eu não comecei por dizer que as gémeas eram voadoras?
E, não é que a Zélia arrebata o primeiro lugar no seu escalão!
Bravo. Parabéns.

Ah e, agora para terminar vamos lá ao número de atletas que participaram nesta prova.
E, como não há nada como realmente, vamos aos números apoiados nas estatísticas que podemos consultar no site do João Lima,


                              João Lima a dar-nos uma preciosa ajuda nos números



Desde o ano de 2014 (com 3740 atletas a terminarem a prova), é só decrescer !
É isso, muitas provas em simultâneo (de estrada e trail) e, o mal é geral.
Onde vai parar?
Não sei, não.
A única coisa que sei é que, enquanto a saúde me permitir, farei sempre parte do grosso da coluna 😊

Para terminar queria realçar a lindíssima medalha com que recebemos.
não acreditam?
Ora vejam,


                 Aqui está a medalha alusiva ao S. João, desta vez, com muito bom gosto





Meus amigo(a)s, bjs e abraços para todos
MIKE
2019.junho