quarta-feira, 11 de abril de 2018

38ª Meia maratona de Berlim. A Liga dos Campeões no seu melhor



Sexta, dia 6.abril
Levantar de madrugada que o dia ia ser intenso.
Teresinha e Mike de malas feitas, chamado o uber e já estamos no Aeroporto do Porto.
Mini viagem até Lisboa e siga para ,................... Berlim 😀
Saímos com chuva a chegamos com sol.
Tempo frio, é verdade mas, um solzinho a dar as boas vindas.
Compra logo ali no aeroporto do Berlin Welcome Card de 72 horas e já estamos a entrar no H2 Hotel Berlin Alexanderplatz.
Uff!
Ora vamos lá conhecer, ou antes, reconhecer Berlim (já cá tínhamos estado em 2012)
Quando já se conhece movemo-nos mais á vontade, estamos naquela de "estou em casa", sei para onde ir e como.
Por indicação da net (dá muito jeito dá), lá fomos jantar ao restaurante mais antigo de Berlim onde Napoleão e Charlie Chaplin já jantaram.
É isso mesmo.
É o "Znr Letzten Instanz", datado de 1621 e, ainda mantem a fachada!
Para quem vier a esta cidade tem de cá vir comer o joelho de porco assado com repolho roxo e xarope de malte. Uma delícia! A não perder.
Adiante que a nossa vinda cá não é gastronómica.

Sábado, 7 de abril
Lá vamos nós de metro para levantar os dorsais.
A chamada Expo Berlin Vital é num antigo aeroporto já desativado, agora lugar de visita para ainda se poder ver o que era a Alemanha de Leste (Berlin Tempelhof).
Logo á entrada sentimos que estamos a "recuar" no tempo,

               A entrada no antigo aeroporto com a arquitetura linear e austera do leste

Segurança quanto baste, identificação e, colocação de pulseira para só entrar quem for atleta.

                                                           Pulseirinha identificativa

Interessante, mesmo muito interessante este lugar.
Como disse, recuamos no tempo, mesmo.
Está ali tudo: a arquitetura, os materiais, os espaços, enfim, o "choque" sente-se mesmo.
Levantados os dorsais (mais identificação como segurança), pousamos com os ditos cujos,

                             Aqui estão eles, ........ os dorsais a usar na prova

Percorremos a "feira", tinha muito para ver e por onde escolher.
Á saída passamos pela pista,

                 Reparem naquela pérola de avião ali ao fundo á direita na foto 😁

Voltamos ao Hotel, pousamos as sacolas e , .... halla para a cidade.
Estranhamos ver tanta polícia na rua (visível) mas, como estamos na Alemanha.....
Uma tarde bem passada e, onde jantar?
Bom, jantar, teria de ser massa e, decidimos ir  a um restaurante de uma cadeia italiana que já conhecíamos.
Uma massinha para dar energia ás nossas perninhas,

                       Não, não somos acionistas da Vapiano mas, .... até parecemos 😁

Bom, vamos lá descansar que amanhã é o grande dia.
Antes de me colocar na horizontal, verificar o equipamento para que nada falte,

                             Tudo nos conformes com as barras trazidas de Portugal

Domingo, dia 8.abril
Noite mal dormida (para mim é sempre a mesma coisa antes de uma prova) e, alvorada ás 07H15
Descemos para o pequeno almoço e,......... a sala estava "infestada" de atletas!
Trocamos aqueles olhares cúmplices de quem pertence á mesma equipa e não se conhece.
Abastecemos o estômago pois era bem preciso.
Para quê?
Ah, pois, então aqui vai:

- 38ª meia maratona de Berlim
- 21,1 kms
- 10 horas

Como o hotel era a 500 metros da partida e chegada, não podíamos estar melhor.
Cá fora, 12 graus e sol.
Aquele frio que se fazia sentir mas, o sol "aquecia" a alma.
Lá vamos nós para a Karl-Marx-Alle, uma avenida enorme pertencente á antiga Alemanha de Leste.
Continuava a ver muita polícia na rua.
As ruas estavam fechadas não com grades mas com carros da polícia.
Ora vejam,

                               Ruas todas fechadas com os carros da polícia

Bom, siga.
Para entramos na caixa de partida, dupla verificação.
Uff, ......... isto é só segurança!
Aqui vão os blocos de partida,
                         Enorme caixa de partida dividida em 6 sub-caixas

A nossa caixa era a "E"
A inscrição obrigava a entregar diploma comprovativo de tempo (no último ano) e, quem não o enviasse ia para a última caixa.
Entregamos os sacos de roupa (havia "n" camionetas" identificadas como tal) e fomos aquecer.
Fomos de mala preparada para o frio intenso e, estávamos ali só com uma camisola interior debaixo da camisola da prova.
Teresinha já com calor decide tirar a camisola interior e, como já estávamos longe da entrega dos sacos, decidiu amarrar a camisola a uma grade e, atira: "até quero ver se no fim ainda cá está para a levar"
Não respondi mas fiz um olhar de dúvida.
A multidão era enorme.
Pois, seríamos mais de 30 mil, tínhamos de ser muitos, não é?

                                            Já dentro da nossa caixa "E"

Sol continua a brilhar mas o frio sente-se.
Então, qual era o itinerário que nos esperava?
Aqui vai,

                  Percurso da meia maratona de Berlim a passar sempre no centro da cidade

Já conhecíamos praticamente todo o percurso o que nos dá tranquilidade.
Estava tranquilo?
Estava.
                                               O relógio não mente. 65 pulsações antes da prova

Preparados?
Yes.
10 horas.
Aí vamos nós.
Aí vamos nós, não é bem assim.
Para quem estava na caixa "E", a "seca" foi grande.
Chegamos á meta de partida 22 minutos depois do tiro de partida!
Pois, isto é uma prova da Liga dos Campeões, não é?
Então, pôr em movimento milhares de atletas sem se atropelarem,....... é assim.

                                 Logo após a saída já íamos bem concentrados

Siga.
Muita gente a aplaudir, mesmo muita e já estamos na Kark Liebknecht
Lindo.
Passamos o rio Spree pejado de botes com turistas.
Ah,.......... já estamos a passar pelas portas e Brandenburger que, é o mesmo que dizer, estamos a passar da antiga Alemanha de Leste para o Ocidente.
Aquele local é mágico!

                       Imagem fantástica nas portas de Brandenburger com os portuguesitos lá

Íamos em ritmo moderado pois Teresinha tinha estado três meses sem treinar e, tinha feito só onze treinos para esta prova.
Ia mesmo a desfrutar.
Muitas pessoas a aplaudir e, sobretudo muitas bandeiras da Dinamarca a serem agitadas.
Já estamos no km 5 e, logo após temos o primeiro abastecimento.
Oh,........oh,.......... lá estão os copos!
Lá tínhamos nós copos cheios de água em vez de garrafas.
Não dá jeito nenhum para pegar nos copos (quase temos de parar), a água é escassa em cada copo e, beber é difícil sem desperdiçar o precioso líquido.
Abrandamos para podermos beber e, lá seguimos.
No entanto, vi numa mesa uns copos com um líquido escuro e pensei:" oh, aquilo deve ser bebida isotónica, no próximo abastecimento vou mas é beber aquilo que me vai saber melhor"

                                       Aqui vamos nós na 17 juni strabe

Estavamos a manter o ritmo sempre com o pensamento de poder, na parte final, aumentar a passada.
Muita alegria nas ruas, cada vez mais era o incentivo e, isso "pesa" na nossa prestação.
Sente-se que isto é mesmo a Liga dos Campeões 😀
Km 10 á vista, km 10 passado e já temos novo abastecimento.
Ia "filado" na bebida isotónica, por isso procurei bem onde estavam os tais copinhos com aquela bebida escura.
Ah, estão ali.
Corto para lá e "apanho" logo dois.
Meto á boca e,................. eh pá, é chá e,.............. quente!
Que desconsolo 😒
Bom, só tens uma solução, bebe e esquece, bebe e pensa que é isostar.
O chá vá lá que não vá mas,........... quente?
Roguei umas pragas (para dentro) e, claro, esqueci.
Ora bem, vamos lá "apertar" um bocadinho, só um bocadinho para ver o que dá.
Ok.
Tudo bem, tudo "jóia" como dizem os brasileiros.
Para "disfarçar" a sensação do quente, resolvi tomar o primeiro gel.
Nada nos custava manter aquele ritmo e, continuávamos a passar atletas.
Isto de passar atletas em prova é mesmo muito bom.
Dá cá um moral imenso, até parece que vamos a um ritmo muito superior.
E, a verdade é que a partir do km 3 já vínhamos a passá-los.
Siga.
Agora estamos a correr lado a lado com duas atletas ligadas por uma corda aí de um metro.
Uma era cega e a outra era a guia.
Ia ao lado delas e a pensar: "olha que é mesmo difícil correr com os olhos tapados"
Fechei os olhos (por segundos) só para sentir a sensação e, a insegurança é total.
Brava esta atleta!
Parabéns.
Deixámo-las para trás (mais umas) e lá seguimos.
De repente vejo que estão a entregar gel.
Uma voluntária estende-me a mão com um.
Apanho-o e vejo a mesa repleta deles.
Desvio-me um pouco para a esquerda e, .......... zás, "saco" três.
Até parecia uma ave de rapina!
Siga.
Km 15 e novo abastecimento.
Não, aqui já não fui enganado, não.
Nada de cházinho quentinho, água que é muito boa.
Claro, só para "apanhar" os copos até paramos tanta era a dificuldade de espaço para circular.
Estamos já em Potsdman onde está agora instalada a área Sonny
A passagem aqui foi espetacular.
Tanta, tanta gente a bater palmas a incitar que estreitavam estrada (formavam um túnel) e nós ali no meio "armados" em campeões.

                        A passar por Potsdman com a multidão mais exuberante nos incentivos

Km 16 já no "papo" e nós sempre a rolar sem dificuldade.
Multidão continua agitada a incitar.
Sol continua a nos aquecer,

                                     A multidão incentiva e nós ganhamos força extra

Já só faltam 2 km
Tá quase.
Levo a torre da TV de Berlim na minha mira.
Tá á minha esquerda.
Cada vez mais perto.
Já falta pouco.
Anda.
Não abrandes

                                      Já falta muito pouco para a meta

Tamos a continuar a passá-los.
Curva á direita em 90 graus.
A meta é já ali.
Pronto.
Yes.
Tá feito.
Água pois estou sequioso.
Lá está ela.
Em copos,....... para variar.
Só foram quatro de uma vez só!
Agora bananas.
Não quero.
Medalhas.
Ok.
Lindas.
Vamos para a fila.
Oh, esta é a fila dos certificados.
Ah, é aquela ali ao lado.
Agora somos nós.
A menina cola um post-it na medalha, escreve lá o nosso número e o nosso nome.
Escreve e diz:" agora vão para ali ao lado que depois chamam"
Ui, que estranho.
Mas, é isso mesmo.
As medalhas iam para os gravadores que estavam lá atrás e depois apareciam na mão de uma alemã armada em Merckl que puxava pelos pulmões a gritar os nomes dos atletas.
Tão a imaginar a pronúncia daquela alemã a gritar nomes de todas as nacionalidades?
Não, não estão, aquilo só visto,

                             Térrézá Máíá,......  Férrenandú Máìá, dizia ela em altos berros

E, agora uma cena nunca vista: no meio de todos nós, "passeavam" polícias armados de metralhadora a olharem para todos os lados!
Ui,.......... isto é que é segurança!
Levantamos o nosso saco de roupa mas, com os plásticos que nos tinham dado não tinhamos frio e não mudamos.

                                As nossas medalhas conquistadas com muito suor

Lentamente viemos para o Hotel ainda a desfrutar de todo aquele ambiente magnífico.
A polícia continuava bem visível no meio de nós.
Ah, e a tal camisola da Teresinha, sempre estava lá á nossa espera?
No. 😞
Chegados ao Hotel, ligando a net do telemóvel é que entendemos toda aquela "anormalidade" policial.
A polícia alemã tinha prendido uma célula terrorista que se preparava para esfaquear o maior número possível de atletas.
E esta hein?

                                    Aqui está a notícia que originou todo aquele aparato policial

Bom, tudo dito.
Quase.
Antes dos finalmentes, só queria aqui "postar" os nossos tempos de 5 em 5 km dos 0 aos 20.
Aqui vai:
-  00:29:04
-  00:29:04
-  00:28:21
-  00:28:25
e km 21 em 00:05:38
Conclusões:
-  últimos 10 km mais rápidos que os primeiros dez como mandam os livros.
- os dois primeiros 5 km feitos no mesmo tempo!
- Km mais rápido, o 14 em 00:05:25
- prova muito equilibrada em termos de ritmo (a experiência já se vai fazendo sentir)
E, o relógio não mente, foram 21,49 km e não 21,09.

Vamos então aos finalmentes.
Terminaram a prova 33220 atletas, repito, 33220 !
Teresinha, tempo de 02:03:50, lugar 12455 na geral e no seu escalão (W60), lugar 34 em 247
Mike, tempo de 02:03:50, lugar 12459 na geral e no seu escalão (M60), lugar 271 em 641
Agora, só falando de Portugueses presentes nesta prova:

Feminino: total de 14 atletas e Teresinha alcança o 1º lugar 😁
Masculino: total de 32 atletas e Mike em 9º lugar (também não está mal pois não?)

Agora os vencedores:
- Masculino: Erick Kiptanui com 00:58:42
- Feminino: Melat Kejeta com 01:09:04

Agora sim, é tudo.
Vamos então treinar para mais uma prova na Liga dos Campeões😆
Quando?
29 de abril
Onde?
Ah,.................. adivinhem,.......... adivinhem (é longe, é longe)
Antes de terminar: bjs para todos aqueles que nos enviaram mensagens.
Sabe muito bem quando se está longe💙
Bjs e abraços para todos
MIKE
2018.abril
PS: em bem tinha avisado o João Lima que isto hoje não era um relatório mas sim, uma epístula 😃










segunda-feira, 19 de março de 2018

Corrida dia do Pai: Uma prova .......... para treinar




A corrida dia do Pai é emblemática na nossa cidade.
Sempre muito concorrida com muitas famílias presentes e principalmente muitos pais a terminarem a prova com os filhos ao colo.
Mas, vamos lá dar ordem ás ideias e, como diz o outro, "começar pelo princípio".
Alvorada ás 07:00, fazer aquilo que ninguém pode fazer por nós 😃, tomar o pequeno almoço, voltar a fazer o que ninguém pode fazer por nós, equipar e arrancar ás 08.35
Estacionamos o bote como normalmente na Vilarinha (em frente á casa do uruguaio Maxi Pereira).
Então, preparados para mais uma prova:

- 15º Corrida do dia do Pai
- 18.março.2018
- 10 horas
- 10K

Estava fresquinho (10 graus) com sol e rumamos ao Queimódromo.
Encontramos logo o Serafim que agora tem todo o tempo do mundo para treinar e, tratei logo de arranjar quem nos tirasse a primeira foto.
Toco nas costas de um atleta e peço para tirar uma foto.
Ele agarra no telemóvel e diz. "Ok oh Mike, ta bém, eu tiro mas não fico na foto"
Oh,........... era o Rui Coelho que treina connosco á quarta feira no grupo da Maia!
Oh, nem pensar, arranjamos aí um outro tipo qualquer  e tu também ficas, disse-lhe eu.
Então, arranjei um outro "voluntário á força" e, aqui está ela:



              Rui Coelho, Mike, Teresinha, Leninha e Serafim já "acordados" para dar á perna 😃

Bom, estávamos perante uma prova, é verdade mas, esta ia ser sui generis.
A partir de 8.dezembro de 2017 (os 10 K da Volta a Paranhos) que Teresinha tinha metido "férias" ás perninhas.
Adoeceu, esteve três meses sem correr e, antes desta prova só tinha feito três treinos.
Então, só havia uma maneira de encarar esta prova: como treino.
É isso.
Sem stress, nas calmas, fazia 10K como treino para voltar á boa forma.
A 8 de abril temos a meia maratona de Berlim e, aí tem que estar ok.
Cá o Mike limitava-se a fazer-lhe companhia, indo ao ritmo que ela impusesse.
Ok, no problem.
Leninha também não estava nas melhores condições pois, por afazeres profissionais tem treinado muito menos só conseguindo cumprir o treino de ginásio com o Bruno.
Lá fomos aquecer.
Andava no aquecimento de olhos atentos a ver se via os meus amigos que sabia que lá estavam mas, nada, não avistei nenhum, nem Esperança(s) nem Silvério.
Ah, é verdade, este ano o itinerário mudou.
A prova iria ser realizada só na cidade de Matosinhos.
A partida era no mesmo local mas, desta vez em sentido contrário.
Aqui vai o novo itinerário:


                                        Novo itinerário para a corrida dia do Pai

Vamos para a caixa de partida e, dá-mos de caras com o nosso amigo Tiago Martins.
Amena cavaqueira e diz-me ele: "hoje é a primeira prova que faço no novo escalão, o M50"
Ah, pois é Tiago, a idade não perdoa a ninguém, não é?
Depois, chega-me ao ouvido (como a dizer um segredo) e confessa: "hoje vou tentar bater o meu record nos 10K. Tenho que fazer menos de 50 minutos"
Oh, o que é isso para o Carlos Lopes?, atiro-lhe eu para lhe dar aquela força moral😁
E, claro, não podia deixar de tirar uma foto com o Carlos Lopes, não é?


             Carlos Lopes, perdão Tiago, Teresinha, Leninha e Mike na caixa de partida

Relógios já ligados no GPS, só mais uns minutinhos e,..... partida.
Siga.
Subimos a Circunvalação até á Vilarinha calmamente (Teresinha impunha o ritmo), sem stress quanto ao tempo final.
Volta na Vilarinha, Circunvalação e entramos em Matosinhos.
Tudo calmo, sem forçar.
Chegamos aos 5 km e olho para o relógio: 00:27:17
Pensei cá para os meus botões "isto até nem vai mal, para quem esteve tanto tempo parada, até vai a andar bem"
Sexto kilómetro no mesmo ritmo, já estamos de volta e, começo a sentir que a Teresinha está a abrandar um pouco.
Nada digo, apenas acompanho como se nada fosse.
Vamos á marginal de Matosinhos e tenho um atleta todo equipado de ciclista (com a bicicleta ao seu lado) e grita: "Boa Milke, força"
Quem será?
Fico naquela de pôr o meu "computador" a funcionar e a Teresinha pergunta: Quem é?
"Pressionado" pela pergunta, os meus circuitos disparam e decifro o enigma: É o Tomé.
Era ele, era.
De repente acompanha-nos durante uns metros na sua bicicleta (não sei se era para nos fazer inveja da sua velocidade 😏) e incentiva-nos novamente.
Um abraço Tomé.
Estamos então na marginal da praia de Matosinhos.


       Uma foto da marginal da praia de Matosinhos com o terminal de cruzeiros lá ao fundo

Anémona e, já falta pouco.
Como tinha dito o ritmo tinha baixado um pouco mas, já estávamos perto da meta.
Chegados á rotunda do Castelo do Queijo voltamos.
Vinha perfeito e, aí lembrei-me da maratona do Porto de novembro do ano passado.
Nesse dia, neste mesmo local vinha completamente "morto" e, hoje estava ali "fresquinho como um alface".
Ah, queria era terminar assim a maratona !
Sonhar ainda não paga imposto, pois não?
Bom, siga pra frente, já estamos na ligeira subida para o Queimódromo, reta da meta e, pronto, já tá.


                                           Mike e Teresinha nos últimos metros da prova

Medalha, maçã, água, o costume no final de cada prova.
Olho para o relógio e vejo:
- 10,04 km
- 00:57:21
"Oh, fizeste um bom tempo", digo eu para a Teresinha.
Ela, na sua modéstia diz que ainda está muito "perra".
Como tínhamos combinado com a Leninha, fomos indo para o carro pois ela não sabia quanto tempo ia demorar mais.
Muda de roupa, uma golada de bebida isotónica e aparece a Leninha.
"Olha até nem correu nada mal, fiz 1 hora e 7 e tal"
Ora bem, vamos lá por partes, ok?
Estas mulheres são "fogo", são!
Quer Teresinha quer Leninha, pelas circunstâncias em que iniciaram esta prova, até fizeram bons tempos.
Nós fazemos nos 10K normalmente 53 minutos.
Ora, depois de 3 meses de paragem da Teresinha fizemos mais 4 minutos que o habitual.
Leninha este ano fez mais 5 minutos que o ano passado..
É,....... é,....... e, depois digam que o sexo fraco são elas, são.
Como disse atrás, desta vez só encontramos o Serafim e o Tiago.
No entanto, não posso deixar de postar a foto dos Esperanças pois temos pai e filha a cortarem a meta.
Aqui vai:


                Um esforço lindo, lindo de pai e filha Esperança no final da prova do dia do Pai

Bom, finalmentes:
Terminaram a prova 3603 atletas.
Teresinha, tempo de 00:57.21, lugar 2082 da geral e, no seu escalão (F60), lugar 4 em 10
Mike, tempo de 00:57.21, lugar 2083 da geral e, no seu escalão (M60), lugar 97 em 178
Leninha, tempo de 01:07.22, lugar 3088 da geral e, no seu escalão (F55), lugar 12 em 20
Os nossos amigos:
Tiago Martins, tempo de 00:48.22, lugar 927 da geral e, no seu escalão (M50), lugar 104 em 305
Serafim Ramos, tempo de 00:44:14, lugar 485 da geral e, no seu escalão (M55), lugar 26 em 187 
Rui Coelho, tempo de 00.49.26, lugar 1110 da geral e, no seu escalão (M50), lugar 122 em 305
Silvério Pinto, tempo de 00:46:26, lugar 798 da geral e, no seu escalão (M50), lugar 85 em 305
Zé Esperança, tempo de 01:13:19, lugar 3469 da geral e, no seu escalão (M60), lugar 172 em 178
Helena Esperança, tempo de 01.13:20, lugar 3468 da geral e, no seu escalão 8F40), lugar 128 em 137
Pedro Esperança, tempo de 00:54:44, lugar 1933 da geral e, no seu escalão(M40), lugar 353 em 528
Lénio Marinho, tempo de 00:59:27, lugar 2588 da geral e, no seu escalão (M60), lugar 122 em 178
Vencedor masculino: Miguel Ribeiro, tempo de 00:30:11
Vencedora feminina: Mónica Silva, tempo de 00:35:20
Antes de terminar quero realçar o tempo "trovão" do Tiago Martins que sempre conseguiu bater o seu record dos 10K.
Parabéns, ohhhhhh Carlos Lopes😉
Do Serafim e do Silvério nada a acrescentar ás suas já habituais corridas "canhão"!
Agora é treinar muito, muito, muito porque a meia maratona de Berlim está a chegar (é daqui a quatro semanas)
Bjs e abraços para todos
MIKE
2018.março




















terça-feira, 13 de março de 2018

Meia maratona de Lisboa: e o Félix apareceu !!!




Não sei o que se passa comigo mas, correr em Lisboa tem dado malapata.
É verdade.
Em outubro de 2016 prontos para a meia maratona Rock and Roll, no dia da prova Teresinha acorda com tonturas e, ficamos no Hotel a vê-los passar 😒
Agora,Teresinha e Mike inscritos para a meia. Teresinha adoece (está parada desde dezembro.2017) e, faz a viagem para Lisboa apenas para me acompanhar 😞
O Félix, esse malandro grande ativista de tempestades, resolve aparecer e obriga a organização a cancelar a partida da margem Sul, ou seja, a travessia da Ponte 25 de Abril fica cancelada devido á perigosidade do vento na ponte. 😟
Como dizia o outro, "que mais me irá acontecer '"
Pois é.
Sábado, 10 de março abalamos rumo á capital.
Alugamos um apartamento mesmo ao lado do Palácio de Belém (para quem conhece foi na rua atrás do restaurante/café Versailles), ali mesmo ao lado do Marcelo e da meta.
Ah, vou fazer uma confidência: O Marcelo bem insistiu para que fossemos jantar com ele ao Palácio mas, o descanso impunha-se e declinamos o convite para grande tristeza do PR 😁
Chegados, arrumadas as maletas, rumamos de imediato ao Centro Cultural de Belém para levantar os dorsais.
O tal Félix (o homem das tempestades) já a nos avisar o que aí viria pois, já no sábado, nos estava a brindar com um vento forte, cortante e frio.
Levantamento rápido do dorsal e umas meninas a explicarem a mudança da partida para Sete Rios.


                                              Mike preparado para competir em Lisboa

Descanso, jantar e vamos lá tratar do equipamento para que nada falte.


                                               Tudo direitinho para que nada falte

Domingo seria o grande dia.

- 28ª meia maratona EDP de LISBOA
- 11.março 2018
- 10H30

Noite mal dormida (é sempre assim antes das provas) e alvorada ás 06:50
Teresinha também se levantou e equipou.
Saímos de casa ás 8 horas e vou para a paragem do autocarro 752
Aí vem ele.
Despeço-me da Teresinha.
Teresinha, depois de muitos e  muitos dias de paragem iria aproveitar para fazer um treininho (informou mais tarde que fez 50 minutos de corrida).
Entro no autocarro, confirmo com o motorista e, diz-me ele: "não, hoje o transito está fechado na marginal e o percurso é diferente"
Ai, ai, ai, ai, isto está a correr mal, penso eu.
"Ok, então diga-me onde tenho que sair", peço eu já a pensar na minha odisseia para chegar a Sete Rios.
Vejo lá atrás um atleta e, claro, vou ter com ele, meto conversa (um lisboeta de gema pelo sotaque) e digo-lhe que vou com ele para não me enganar no percurso.
Cais do Sodré, metro, mais metro e já estamos em Sete Rios.


                                           O meu cicerone que me guiou até Sete Rios

14 graus de temperatura e um sol "envergonhado"
Rumo para o local de partida, passo por três filas de seguranças (até detetor de metais tinham) e já estou em cima de um viaduto onde seria a partida.
Era cedo, faltava 1 hora e 15 minutos para a partida mas já havia muita gente.
De repente, nuvens no céu e uma carga de água aparece com um vento fortíssimo.
Abrigo-me atrás de um WC portátil esperando que passe.
O saco de lixo que levei bem jeito me deu para me proteger.
Sol novamente.


                                                  No local da partida em Sete Rios

Aqueci um pouco e a multidão de atletas é cada vez maior.
Como fui cedo fiquei bem perto da partida.
Um inglês (de York) mete conversa comigo.
Disse-lhe que já tinha estado em York (ele ficou admirado) e, lá estou eu a tentar convencê-lo a fazer a meia do Porto. 😊
Como estava sozinho pensei para comigo "ora, já tenho companhia para fazer esta prova", então perguntei-lhe: "quanto tempo fazes?
Resposta: "1 hora e 40"
Já era.
Nem lhe disse nada.


                                                             Mike e o atleta de York


Faltam cinco minutos para a partida e, não sei como, olho para os meus calções e reparo que os tinha vestido do avesso!
Minha nossa, ando mesmo trengo!
Não, assim é que não vou com eles, não.
Estiquei o saco do lixo o mais que podia e, mudei ali mesmo.


                                         Todos preparados para a partida em Sete Rios

Partida.
Aí vamos nós
Descida do viaduto (dá jeito para "aquecer" os motores), siga sempre em frente, subida, descida e já estamos com 5 km feitos ao chegarmos a Alcântara (mesmo ao lado e por baixo da ponte 25 de abril).
Sentia-me bem (média de 05:38)
Viramos á esquerda e continuo tranquilo.
Aos 7,7 km viramos na direção contrária (no Cais do Sodré).
Agora é que eram elas!
A tempestade Félix estava atenta a não facilitou.
Um vento forte contra se começa a sentir.
Detesto vento de frente e muito calor.
Agora tinha vento.
Só.
Mas chegava.
Se chegava!
Começo a lutar contra um muro.
Sinto que a velocidade baixa e o esforço aumenta.
Bastas vezes tenho de baixar a cabeça para não perder o boné.
11 km e estamos debaixo da Ponte 25 de abril.
Puff...
Ao meu lado, um atleta cai de frente.
Uma atleta, com o vento é empurrada contra o gradeamento e quase cai.
Psicologicamente estou a ir abaixo.
"Enfio" um gel pela goela abaixo.
Tento esquecer.
Ainda falta tanto até ao fim desta marginal com este vento (virávamos aos 17,3 km)😒
Estava a ser penoso, não tanto pelo desgaste físico mas pelo desgaste mental.
A minha cabeça já estava a andar á roda.
De repente, sinto uma mão no meu ombro.
Olho para a minha esquerda e tenho o João Lima!
- Então Mike estás cá?
- Oh João estou muito cansado e quase morto. Hoje vim sozinho porque a Teresinha está doente.
- Eu vi uma camisola Happyrun e vi logo que eras tu, diz o João
A verdade é que, naquele momento, aquela mão no ombro foi o "doping" que precisava.
Alguém que me fizesse companhia para levantar o moral.
E assim foi.
Corríamos juntos, íamos ao mesmo ritmo, tudo bem.
Por volta do km 14 (mais coisa menos coisa), a tempestade Félix deixa  a sua marca.
Um tempestade de granizo e vento fortíssimo abala sobre nós.
Pareciam pedras pelo corpo abaixo!
Para o "prato" ficar completo, um vento fortíssimo nos fustiga.
Baixo a cabeça, agarro no boné e,................ siga.
Foram 2 a 3 minutos neste calvário.
Passa o sofrimento e volta o sol.
Apanhar uma tempestade destas só me lembro de uma só vez ter acontecido; foi na Wings for life word run no Porto em maio de 2015.
O João só me dizia " o meu objetivo é chegar com o boné ao fim"
Siga.
João mostra-me a pulseira que levava da maratona de Valência (levava-a para dar sorte) pois vai lá fazer a maratona no fim deste ano.
Ofereço-lhe o que tinha (gel, mel e barra) ao que João declina pois teria que ler primeiro a composição do alimento pois tem uma alergia a qualquer coisa (disse-me qual mas já não me lembro).
Falo-lhe da minha experiência na meia de Valência, local fantástico para correr pois o apoio do público é enorme.
Lá fomos em amena cavaqueira  (eu a contar as minhas histórias do hóquei em patins e o João pacientemente a ouvir) e os km a passarem.
Pergunto-lhe pelos amigos dele ao que ele responde que vinham lá atrás
Voltamos em Algés aos 17,3 km e passamos a apanhar o vento pelas costas.
Aí, quase que numa cumplicidade, como dizer, " vamos lá agora terminar em beleza", deixamos de falar e aumentamos o ritmo.
Andamos bem os últimos km , ainda ultrapassamos uns tantos e, ao passar no km 20 diz o João "esta já está feita"
Mais uns minutos a dar-lhe bem e, já estamos na reta da meta.
Já tá.
Feito.
Damos um abraço sentido de "dever cumprido"
Tiramos umas fotos e recebemos a medalha (bem bonita), banana, saco e um gelado.
João, simpaticamente, dá-me o gelado para a Teresinha
Falamos das nossas próximas corridas e o João confessa que até junho tem todos os domingos ocupados com provas.
E, não é que me começa a dizê-las todas sequencialmente!!!


                           
                                 Mike e João felizes após mais uma meia maratona terminada



                                             Agora com as medalhas (bem merecidas)


Nós vamos fazer a corrida do Pai (já neste domingo próximo) e as meias maratonas de Berlim (a 8 abril) e Viena (a 22 abril).
Teresinha estava á minha espera em casa, banho quentinho e fomos almoçar a Sintra (no restaurante "Apeadeiro" com uma boa comida e uma simpatia dos funcionários fora do comum).
Á noite, jantar com o meu sobrinho Miguelito (que está em Lisboa a tirar o mestrado) e na segunda feira ainda fomos dar uma volta a Cascais (metemos um dia de férias), viagem de regresso e treino (tem de ser😊).
A organização esteve muito bem: alterou a partida (não tinha alternativa), não colocou pórtico na partida (se o tivesse posto tinha ido pelo ar devido ao vento fortíssimo), muitos abastecimentos  (água, bebida isotónica, gel, banana e laranja).
Antes dos "finalmentes" umas palavrinhas para o João Lima: foi uma agradável companhia (não me deixou cair ao "poço" a que estava a cair) e, constatei a quantidade de atletas que o conhecem. Sempre com saudações, até de populares a verem a corrida.
Fantástico!
Obrigado João.
Finalmentes:
Terminaram a prova 9191 atletas
Mike, tempo de 02:06:47, lugar 5512 da geral e, no seu escalão (M60), lugar 150 em 260
João Lima, tempo de 02:05:09, lugar 5511 da geral e , no seu escalão (M55), lugar 294 em 471
Para os menos entendidos, isto são tempos reais, o que quer dizer que o João partiu mais atrás.
Vencedor masculino: Erik Kiptanin com 01:00:04
Vencedora feminina: Aoife Cooke com 01:20:27
Melhor português: Bruno Paixão com 01:07:15
Melhor portuguesa: Filomena Costa com 01:16:43
Meu relógio marcou 21,27 km de prova
E pronto.
È tudo.
Era tudo.
Antes de terminar quero dizer que tive muita pena de não atravessar o Tejo a correr na Ponte e, como a Teresinha também não correu, talvez venhamos cá para o ano.
Quem sabe!
Beijinhos e abraços
MIKE
2018.março



























terça-feira, 23 de janeiro de 2018

20ª Meia maratona Manuela Machado - a lebre e a tartaruga




Domingo
21.janeiro.2018
Mike e Pedrinho, arrancam ás 07:59 rumo a Viana do Castelo.
Sim.
Só estes dois Happyruns arrancaram pois, Teresinha ainda não treina, Leninha muito pouco e Diogo idem aspas, aspas.
Voltem depressa porque nos fazem falta.
Já o ano passado estávamos inscritos a esta prova e acabamos por não comparecer devido a uma arreliadora gripe.
Este ano, não faltei
O que nos esperava:

- 20ª Meia maratona Manuela Machado
- 21,1 Km

Para quem não sabe, Manuela Machado é de Viana, foi uma grande atleta que, em representação do Sporting Clube de Braga, conquistou a medalha de ouro na maratona no Campeonato do Mundo em 1995 e medalhas de ouro, igualmente na maratona, nos campeonatos da Europa de 1994 e 1998
Insiro Viana no GPS e temos: hora de chegada: 08:42
Ok.
Tamos bem.
Já estamos na A28 e Pedrinho insiste: "Hoje vou fazer a prova contigo. Vou ser a tua lebre"
Eu, já a ver o "filme", calmamente tento-o convencer a não o fazer.
"Não, não faças isso, vai no teu ritmo que eu sou uma tartaruga para ti e, não vai dar"
"Não, hoje vou contigo, vou rolar para o próximo trail de domingo que é de 50 km", insistia ele"
Pedrinho, um atleta que, na meia maratona vale 1 hora e 50 minutos ia acompanhar um "pastelão" que faz, no mínimo, mais 10 minutos que ele!
Uma chuva miudinha nos acompanha na viagem.
De tempos a tempos, lá insistia com ele, "não vás comigo, segue no teu passo"
Mas, o homem estava teimoso e não largava a ideia de me acompanhar.
Ao chegarmos a Viana uma carga de água nos espera.
Ui,....... se ficar sempre assim vamos sair daqui uns pintainhos !
A verdade é que, mal estacionamos o bote no parque junto ao jardim da Marina, passamos só a ter aquela morrinha "molha-tolos".
Bom, lá fomos marginal adiante até ao Centro Cultural de Viana para levantar os dorsais.
Lá, tivemos os primeiros encontros,

                                            Os Happyruns com Silvério e um seu amigo


                                                            agora com o Tiago Martins

Atravessamos a rua e fomos fazer a compra da praxe: bolas de Berlim
Pois é.
Viana é bem conhecida pelas famosas bolas de Berlim do Natário.
Agora quem lidera a empresa é o Zé que, tempos idos, jogou Hóquei em patins comigo no Infante de Sagres.
O movimento na confeitaria era mais que muito !
Pedrinho bebe um café e come uma bola.
Mike, não quis nada com cremes áquela hora e só as mandou embrulhar para trazer para casa.


                                       Aqui estão as famosas bolas de Berlim do Zé Natário

Lá voltamos ao bote (carregados com as ditas cujas bolas) e, toca a preparar para a prova.
Aquecimento na marginal (é ótimo para treinar) e já estamos a meia hora da partida.
Estavam aí umas seis marquesas com as respetivas massagistas prontas para "aquecer" as perninhas dos atletas.
Claro, arrastei logo o Pedrinho para tratarmos das nossas perninhas,


                                       Mike a sentir as perninhas a ficarem levezinhas



                                        A cara de satisfação do Pedrinho não engana

Pronto.
Depois disto lá fomos para a caixa de partida.
A multidão começa a apertar na caixa.


                                   Já na caixa de partida a escassos minutos da largada

Como "quem não quer a coisa", numa última tentativa, digo ao Pedrinho, "vai no teu passo e não penses em mim"
Ele, teimoso, teimoso, ri-se e diz, "não, hoje vou contigo"
10H30
Tiro de partida.
Aí vamos nós
Logo, logo após a partida, ao meu lado direito, uma atleta estatela-se no chão!
Só tenho tempo de olhar por cima do ombro e, já a não vejo tantos eram os atletas.
Estamos na Avenida Marginal,

                       
                              Aqui estamos nós, logo, logo, após a arrancada

Pedrinho já começa o seu "show".
Impressionante a quantidade de atletas que ele conhece!
Ao passarem por nós (claro, com esta tartaruga como companhia), todos o cumprimentavam.
"Então, não vens? Que se passa?"
Ele ria-se e dizia. "não, hoje vou na caminhada"
Pois.
Mais um e, outro e, outro.
Ah, também conheço alguns.
Já estamos na rotunda do Hotel Axis (já estão 2 km passados) e sinto que estou a ir depressa demais para quem vai fazer 21 km
Logo aí começamos a subir.
Passa o Silvério, o Mário Soares, Maria Ricardo  e o Tiago por mim.
Os cumprimentos do costume.
Ouço atrás de mim: "olha vai ali o gajo da Happyrun"
As nossas camisolas não enganam.
Estamos no nó da auto estrada e estamos por baixo da A28
Aí, um grande grupo de homens, adeptos da modalidade do enche o copo e bebe, lá estavam com as mãos ocupadas com uma bifana e um copo.
Riam-se para nós, davam vivas e "entornavam"
Pedrinho grita para eles: "quando vier para baixo quero uma cerveja fresquinha"
Siga.
Estamos no km 4,5
Agora é sempre a subir.
Começo a sentir os meus intestinos ás voltas.
Ai,....ai,...calminha que não quero problemas com casas de banho agora.
Passamos Portuzelo (km 7) e vamos tendo umas subidas "jeitosas".
Pedrinho não se calava.
Naquele estilo descontraído, de quem ia a passear (pudera, ia ao meu ritmo), de cada vez que aparecia um aglomerado de pessoas a ver (e eram muitas), lá falava com elas "então, não batem palmas? Toca a aquecer as mãos, vamos lá"
E, não era que elas batiam?
Um até diz:" Oh pá, olha que bater palmas durante hora e meia não é fácil"
De quando em vez incentivava-me e, eu nem lhe respondia.
"Mete um gel", dizia-me Pedrinho.
"Não posso, ainda me dá a volta aos intestinos"
Passamos Serreleis (km 8,5) e já estamos em Cardielos.
"Tá bem, tá bem, isto sobe bem, sobe", pensava eu.
Aí (km 10), voltamos.
Bom, agora vou beneficiar das descidas.
Abastecimento.
Como já tinha feito anteriormente, Pedrinho arranca uns metros á minha frente e "saca" duas garrafas de água.
Uma par mim e outar para ele.
Até lhe digo: "pareces meu pai, pá"
"Tu é que podias ser meu pai", diz ele.
Alcançamos uma jovenzinha atleta e, Pedrinho diz-lhe:"olha não pises tanto o chão que te cansas mais"
Vai ali a conversar com ela sobre a passada uns metros largos e eu só pensava "isto não custa nada pra ele e eu já vou aqui com grande esforço"
Ai que "raiva" que me fazes !
E, agora temos mais!
Cada vez que apanhava um atleta "morto" a andar, puxava por ele. "Vamos toca a andar, não páres"
E, não é que eles começavam a correr?
Eu, só pensava: "olha, mais um que eu já o tinha ultrapassado e, agora vou levar com ele, ainda vai terminar á minha frente"
Um incentivador "profissional" este Pedrinho.
km 13
Apanhamos uma boa descida (não esquecer que tinha sido uma boa subida) e, com o incentivo dele, acelero.
Enfio um gel para o "bucho"
Foram dois kilómetros a uma média aproximada de 05:20
Para mim, "era dar gás", para ele, era treino.
Siga.
Mais uma subida, curta mas ingreme e começo a ir-me abaixo.
Lembrei-me logo que últimamente não tenho treinado o suficiente e, aqui não há milagres.
Cada vez mais público na estrada.
15,8 km e já estamos novamente debaixo da A28
Aí, Pedrinho grita para o tal grupo de homens: "então a minha cerveja? Onde está'"
"Aqui, aqui", grita um estendendo-lhe um copo.
Ele pára e bebe.
Subida para o nó da auto estrada e, já estava a ficar "morto"
Apanha mais um a andar (Hugo nas costas) e diz-lhe" Oh Hugo, vamos lá toca a correr"
"Dói-me tudo", diz ele
"Então se te dói tudo, esquece, já nada te vai doer mais, toca a correr"
E, ele lá arranca.
"Mais um para eu levar com ele", penso eu.😒


                                                  Pedrinho ao km 17 em passo de treino


                                        Mike com cara de disfarce (já me ia a custar)

Rotunda do Hotel Axis
Já falta pouco.
Já estamos a ver a antiga ponte férrea de Viana e temos que a passar por baixo



                                      Os dois amigos (a lebre e a tartaruga)

Nesta foto Pedrinho grita para o fotógrafo. "Como te chamas?
Ele lá responde, "António Sousa" (assim já sabe onde ir "sacar" a foto)
Avenida Marginal
Km 20
Estamos a passar pela meta á nossa esquerda, viro a cara para a direita para não ver pois, psicologicamente é horrível passar pela meta, ir lá ao fundo e voltar.
Mas, tem de ser.
Já estou meio "morto" e ele na maior a cumprimentar aqueles que já tinham acabado a prova e iam embora.
Últimos metros e, ...... já tá.


                                                                É isso. Já tá.

Olho para o relógio e, até fiquei admirado comigo; 2 horas e 4 e tal
Oh, como vinha "morto" até pensava que tinha feito pior tempo.
Tiro o chip da sapatilha, recebo o saco final, medalha, como uma banana e, voltamos para o nosso bote.
Pedrinho, numa de sinceridade, diz-me. "olha, vou-te dizer uma coisa: cansei-me mais a vir devagar do que a correr normalmente"
A última foto,
Tás a ver?
Eu bem te dizia para seguires no teu ritmo pois é aquele a que estás habituado.
"E, ainda bebeste aquela cervejita", digo-lhe eu.
"Não era cerveja, era vinho tinto", diz ele.


                              Aqui estamos nós com o rio Lima por fundo



                                            A medalha conquistada com muito suor

Mudança de roupa, pagamento do parque, telefonema para a Teresinha e, rumar a casa.

Finalmentes,

O meu relógio marcou 21,27 km de prova
Terminaram a prova 2473 atletas
Mike, tempo de 02:04:54, lugar 2266 da geral e no seu escalão (M55), lugar 194 em 218
Pedrinho, tempo de 02:04:52, lugar 2265 da geral e, no seu escalão (M40), lugar 497 em 516

Agora os nossos amigos,
Tiago Martins, tempo de 01:54:06, lugar 2148 da geral e no seu escalão (M45) lugar 336 em 406
Silvério Pinto, tempo de 01:43:34, lugar 1476 da geral e no seu escalão (M50), lugar 186 em 308
Maria Ricardo, tempo de 02:00:00, lugar 2183 da geral e no seu escalão (F40), lugar 123 em 188
Rosa Costa, tempo de 02:18:44, lugar 2376 na geral e no seu escalão (F40), lugar 178 em 188

Vencedor masculino: Miguel ribeiro com o tempo de 01:06:12
Vencedora feminina: Filomena Costa com o tempo de 01:18:40

De realçar que Tiago Martins bateu o seu record pessoal. Parabéns Tiago.
Para terminar, uma sugestão: Pedrinho a incentivador do pelotão.
Funcionava mesmo.
Os "mortos" ressuscitam com ele!

E pronto.
É tudo
Bjs e abraços
MIKE
2018.janeiro























quarta-feira, 3 de janeiro de 2018

24ª S. Silvestre do Porto - teminar 2017 em beleza



Pedrinho não se inscreveu.
Teresinha, inscrita mas, com gripe forte, não treina  á quinze dias, não tinha condições para correr.
Diogo, inscrito mas, impossibilitado de ir também por se encontrar a trabalhar.
Quem restava da Happyrun?
Leninha e Mike.
Pois.
Então, com a equipa "esfrangalhada", lá teriam que ser estes dois elementos a dignificar o nome da equipa.
- Sábado
- 30 de dezembro.2017
- 24ª S. Silvestre do Porto
- 18 horas
- 10K
Assim, lá teríamos que nos juntar aos milhares que anualmente percorrem as ruas da baixa do Porto para a última prova de 2017
Arrancamos ás 16:00 de casa e lá fomos rumo á baixa do Porto pois, com tantos milhares já não seria fácil arranjar lugar para o "bote" nas imediações da partida.
Íamos s descer a Rua de Camões, com os olhinhos bem abertos, lugares todos repletos e, todo o mundo em passo de "caracol" á procura de lugar.
Eis que, vindo do nada, um bote estacionado dá pisca (foi a Leninha a "descobridora").
Eureka!
Eureka!
Vais sair?
Não queria acreditar mas, era verdade mesmo.
Pronto, o principal problema já estava solucionado.
Como ainda era cedo, lá ficamos no carro a "fazer horas".
Ás 17H00, já equipados a rigor, lá saímos da "toca".
Ui......., que frio!
O melhor é irmos já a correr até á Avenida dos Aliados senão ainda gelamos.
Ruas já todas cortados e, agora ocupadas só por atletas em movimento.
Lá chegados, já tínhamos subido a temperatura corporal o que nos dava mais conforto (estavam 15 graus).
Então, a primeira foto;

                           Os representantes da Happyrun prontos para mais uma S. Silvestre

Bom, vamos aquecer mais que já estou a ficar com frio.
Lá fomos.
Caminhamos para a nossa caixa de partida e já lá estamos.
Como tem sido hábito últimamente, eramos "mais que as mães"
Como divulgou o João Lima na sua página, a S. Silvestre do Porto é a segunda maior prova do país com mil ou mais de mil atletas a concluírem prova.
E, este ano não fugiu á regra.
Ah, aqui vai uma imagem "do alto" da partida só para terem uma mera perceção de quantos éramos,


                                            Então, sempre dá para ver quantos éramos ?

5...,4,...3,...2,...1,... partida
E, aí vamos nós.


                 Mike, todo compenetrado, mesmo em frente á estação de S. Bento

Muita gente a apoiar, mesmo muita e, já estamos na subida para a Ponte D. Luiz.
Temperatura ideal para correr embora, por vezes, fosse difícil fazê-lo, tantos eram os atletas a ocuparem as estreitas ruas do Porto.
Rua D. João IV, sempre a subir e já na Rua da Alegria sou ultrapassado pelo Silvério.
Siga.
Marquês (muita gente aí), Rua da Constituição e já estamos a acelerar.
Rua de Camões abaixo e, aí é preciso ter muito cuidado para não cair porque desce bem.
Virar para a Praça da República (estamos nos 5 km), abastecimento e Rua da Boavista.
Meter sexta velocidade e deixar ir.
Sentia-me bem e apertei um pouco.
Chegados á Rotunda da Boavista voltamos, e aí senti uma pequena quebra.
Respira fundo e vai.
Ok.
Liceu D. Manuel II (passei aqui sete anos da minha juventude), cuidado com os paralelos molhados e siga.
Já estou a recuperar.
Serafim ultrapassa-me.
Pois.
Túnel de Ceuta e, a última subida custou-me mesmo mas, tá quase.
Avenida dos Aliados até lá ao fundo, volta e já vejo a meta lá no cimo.
Último esforço e, pronto, já tá.


 
                                        A terminar a S. Silvestre num último esforço.

Leninha também terminaria,


                                                           Uff, já acabou

Sabia que tinha aqui vários amigos a correr mas, além do Silvério e Serafim (que passaram por mim durante a prova), não vi mais ninguém.
Finalmentes,
Terminaram a prova 8258 atletas
- Mike, tempo de 00:56:19, lugar 2620 da geral e, no seu escalão (M60), lugar 81 em 257
- Leninha, tempo de 01:10:04, lugar 5960 da geral e, no seu escalão (F55), lugar 20 em 53
Agora os nossos amigos,
Silvério Pinto, tempo de 00:49:09, lugar 1396 da geral e no seu escalão (M50), lugar 126 em 513
Serafim Ramos, tempo de 00:47:28, lugar 1342 da geral e no seu escalão (M55), lugar 68 em 299
Tiago Martins, tempo de 00:53:59, lugar 2201 na geral e no seu escalão (M45), lugar 286 em 837
José Esperança, tempo de 01:16:18, lugar 7912 na geral e no seu escalão (M60), lugar 248 em 257
Pedro Esperança, tempo de 00:55:35, lugar 2700 na geral e no seu escalão (M40), lugar 501 em 1195
Helena Esperança, tempo de 01.18:51, lugar 8024 na geral e no seu escalão (F40), lugar 367 em 387
Américo Martins, tempo de 00:56:02, lugar 3335 da geral e no seu escalão (M409, lugar 618 em 1195
Vencedores,
- Masculino: Rui Pedro Silva com o tempo de 00:29:56
- Feminino: Salomé Rocha com o tempo de 00:34.35
O meu relógio marcou 10,35 Km de prova
Curiosidadades:
- este ano fiz menos 2 minutos e 30 segundos que o ano passado! 👍
- Rui Pedro Silva com esta vitória em 2018 é o recordista com oito vitórias, seis das quais consecutivas
- a primeira S. Silvestre do Porto foi em 1994 tendo terminado 391 atletas com José Regalo a vencedor absoluto e Mónica Gama vencedora feminina
E pronto.
É tudo.
Ano terminado em beleza.
Um Bom Ano 2018 para todos e, para os que ainda não conseguiram encontrar o prazer na corrida, vá lá, ......... não custa nada e, passam a fazer-nos companhia nesta maravilhosa aventura de "papar" kilómetros
Bjs e abraços
MIKE
2017.dezembro