terça-feira, 9 de julho de 2019

5ª Corrida Portucale - fim de época muito soft





A 5ª Corrida Portucale esperava por nós.
- 10K
- 7 de julho de 2019
- 10 horas
Como habitual saímos cedo para podermos estacionar o bote bem perto da partida.
A prova iniciava debaixo do túnel da Ribeira, daí o objetivo era estacionar no parque da Alfandega.
Lá chegados (ás 08h15), demos, como sói dizer-se, com "o nariz na porta"!
O aviso era claro: "desde fevereiro que o parque está reservado para estacionamento de camionetes".
A pressão do turismo a se fazer sentir, não é?
Bom, miraculosamente encontramos um único lugar disponível na Rua da Alfandega que foi logo ocupado por nós.
Depois era vê-los a tentarem entrar no parque e a fazerem marcha atrás com cara de muito admirados.
Ainda no "fazer tempo" dentro do carro, eis que surge a correr a Rosa Mota.
É verdade.
Lá ia ela correndo para a partida.
Cumprimentamos esta grande campeã que é uma simpatia.
Ah, a Corrida é organizada pelo CAP (Clube de Atletismo do Porto) que é dinamizado pela Rosinha, daí a presença dela.
Bom, preparativos e lá vamos nós para a Ribeira.
Teresinha continua out mas, esta será (esperamos todos) a última prova em que não nos faz companhia; já corre 10K mas ainda lento.
Logo, logo encontramos o Silvério que, nisto de correr, está em todas.


      Leninha e Mike com o Silvério que, desta vez, trouxe os seus amigos de Mondim de Basto


Entretanto já os pequenotes faziam a sua prova de 500 metros, indo e vindo no tabuleiro da Ponte D. Luiz (é com "z" é).
Uma alegria esta pequenada.
Lá fomos aquecer e, logo aí senti as pernas pesadas.
Temos 18 graus e céu encoberto e um ar abafado.
Já são horas de ir para a caixa de partida.
Aí voltamos a encontrar o Silvério que nos mostrava as suas novas sapatilhas Mizuno.
Eu só pensava, "se com as velhas já voas, com estas ficas supersónico" 😁


                                                 Cá estamos nós prontos para arrancar

Tiro de partida e, aí vamos nós.
Todos a galgar o tabuleiro da Ponte D. Luíz para o lado de Gaia.
Estranhamente, desta vez não senti a oscilação do tabuleiro que incomoda muita gente pois dá uma sensação muito estranha.
Já estamos no Cais de Gaia com muito público nos passeios (o turismo faz-se sentir).
Bom andamento e, apesar da sensação das tais pernas pesadas no aquecimento, até ia bem.
Siga.
Retorno ao K 2,7 no Cais do Cavaco (já tinha incentivado o Silvério que já tinha passado em sentido contrário) e continuo a rolar normalmente.
Aí ao K3, este pseudo atleta, engasga-se com ................. um gole de, ........... ar !!!
Dá para acreditar?
É verdade.
Não sei como aconteceu, o que sei é que começo a tossir, tossir e, o raio da tosse não  passava.
"Ui, já estou assim tão tótó que agora até esta m...... me acontece?, perguntava eu cá ao je.
A verdade é que me incomodava mesmo (até pensei em parar para respirar melhor) e, como que por magia, ao entrar novamente no Cais de Gaia, ......... foi-se !
Esta treta demorou 1K, enfim, vamos tendo estórias para contar, deste género, esta é a primeira que conto e espero bem que seja a última.
Ao chegar ao tabuleiro da Ponte D. Luíz estamos no K5, entro na ponte e deparo com o Serafim e a mulher (de sino na mão) a incentivar quem passa.
"Então Serafim, anda , anda correr", digo-lhe eu.
Bom, para ali estar certamente está lesionado pois ele também não falta a uma prova (irei contactá-lo para saber o que se passa).
Virar á direita no sentido da Ponte do Freixo.
Agora temos sol, ou seja, tempo abafado com sol na cabeça.
Abastecimento e, siga.
Sinto que vou a perder gás e, fico logo a saber que aquela "cena" de arrancar no último K, desta vez, vai ser difícil.
Agora sinto mesmo as pernas pesadas e, já dou passadas mais em esforço.
Ok, deixa-te ir pois hoje não é o teu dia.
Ponte do Infante, Ponte D. Maria e retorno aos 7,6K
Aqui somos "apanhados" pelo fotógrafo,


                                                        Mike a matar a sede  (foto Rolando)



                                                  Leninha, bem acompanhada  (foto Rolando)

Como disse atrás, não ia com energia suficiente para acelerar.
Tanto não ia, que, ao contrário da última prova na Póvoa em que passei "n" atletas no final, agora começava era a contar os que me passavam.
1,... 2,... 3,....., 4, ui que isto ainda vai ficar pior, vai.
Bem, já vejo ali ao fundo a Ponte D. Luíz, já lá estou, (novamente os simpáticos Serafim e mulher a me incentivarem) e, agora é só descer até á Ribeira onde estava a meta.
E, não é que ainda aqui na descida sou "comido" por mais 3 mesmo em cima da meta! 😒
É assim a vida, umas vezes por cima, outras por baixo.
Pronto, já está.
Hoje fui um pastelão, uma autêntica lesma mas, ando cá que é o mais importante, não é?


                              Mike abre os braços para mais ninguém ainda o ultrapassar 😀




              Leninha preocupada com o tempo (vim a saber que o seu relógio tinha pifado aos 7K)



             Silvério não brinca em serviço e, então com as novas Mizuno ........ até voa 😊


Medalha, água, maçã e barra para terminar a "festa".
Estranhamente, desta vez, não encontramos os nossos habituais amigo(a)s.
Estão já de férias?
Leninha a mostrar-me o seu relógio que tinha parado aos 7K e desolada por não ter feito tempo abaixo de 1 hora, só me dizia, "tenho de treinar mais, tenho de treinar mais".

Bom, finalmentes,
Terminaram a prova 954 atletas
- Mike, tempo de 00:56:15, lugar 634 na geral
- Leninha, tempo de 01:03:07, lugar 803 da geral
- Silvério, tempo de 00:46:53, lugar 266 da geral

E pronto.
Terminou a época.
Agora treinar soft até agosto e depois intensificar para estar preparado para as três meias maratonas em que já estamos inscritos (a primeira a 8 de setembro em Budapeste) e, para a maratona do Porto em novembro (ui, ..........maratona! será possível? a ver vamos).

Então, bjs e abraços para todos
MIKE
2019.julho





















terça-feira, 2 de julho de 2019

31ª Corrida de S. Pedro - um prazer correr esta prova


Domingo, 30 de junho
Ás 07H56 estávamos a arrancar rumo á Póvoa de Varzim.
Teresinha out (ainda a recuperar), mais uma vez, não faz parte da comitiva.
Chegamos cedinho (08H25) e, como habitualmente estacionamos no parque junto á ainda Praça de Touros (vai abaixo, creio que ainda este ano), a uns 300 metros da meta.
Para quem ainda não sabe, este parque, além de estar posicionado estrategicamente junto á marginal, neste dia, para os atletas, é gratuito (basta mostrar o dorsal á saída).
Bom, lá fomos levantar os dorsais o que foi uma pressinha.
O tempo estava enevoado e já um ventinho de nortada se fazia sentir.
De volta ao bote já o parque estava com a porta fechada pois estava lotado. Ora vamos lá fazer os habituais preparos para mais uma prova. Leninha, ao colocar o dorsal, diz-me:" para não gozares comigo, vou colocar o dorsal debaixo do meu nome para não o tapar". 😀
E, o que nos esperava?


                            Uns "míseros" 10K para aquecer nesta manhã de domingo !


Lá fomos aquecer mesmo junto ao mar (a paisagem é linda mesmo!) e o sol teimava em estar escondido nas nuvens.


                           Mike e Leninha mais que prontos para uma suadela matinal

O speaker de serviço não se cansava de fazer entrevistas aos atletas que por ele passavam e, só apanhava os muitos faladores! Tão faladores que até disse:" eu tenho de fazer as perguntas e responder, é? Só me respondem, sim e não".
Bom, a hora aproxima-se e lá vamos para a caixa.


Coincidência, ou não, o sol aparece e passa a aquecer os nossos corpinhos.
Bom, tudo a postos?


                   Sim, sim, estamos todos prontos. Põe a mota a trabalhar que já vamos partir.

Tiro de partida.
Aí vamos nós.


                           Ora aqui parte o pelotão com as lebres já a tomarem a dianteira

Muito "trânsito" inicial, uma reta aí de 200 metros em paralelepípedo e, já estamos na primeira rotunda. Sinto uma palmada nas costas. Mal tenho tempo de olhar para o meu lado esquerdo e ouço "boa prova, boa prova". Era o Silvério que ia com a 6ª velocidade engatada, nem me deu tempo para responder.😃
Estamos na marginal da Póvoa, muita gente nas bermas, um prazer este itinerário.
Siga.
Já estamos a cruzar com os primeiros (vinha um pelotão á frente aí com 10 atletas) e, no limite da Póvoa com Vila do Conde temos o retorno (não se podia colocar o pé no solo inimigo, não é poveiros?)
Arranquei calmo, sempre a pensar que tenho que fazer a segunda metade de qualquer prova sempre mais rápida que a primeira e, mais ainda, fazer o melhor tempo no último Km.
Vai-se aprendendo a correr, ou antes, aprendemos é a controlar aquela adrenalina inicial que nos leva a "galgar" mais rápido do que aquilo que valemos e, no fim pagamos caro.
Portanto, deixa-te ir, sem esforço, vais bem.
Ao K5 temos o primeiro abastecimento (sempre a rolar no centro da cidade e sempre com muita gente nos passeios).
A água já fazia falta pois o sol já se fazia sentir bem no nosso corpinho.
Sentia-me sempre confortável, é verdade que não ia a "esticar" muito mas, só pensava que nos dois últimos K tinha que acelerar.
K7 e novo abastecimento.
Agora temos ventinho pela frente pois aqui é mais descampado.
Já estamos novamente na marginal e, ainda dá para olhar para o mar.
Aqui, nesta passagem, temos repórter fotográfico,


                            Mike aqui, tem duas companhias: o seu esforço e os seus pensamentos




                       Leninha a tapar o nome da sua camisola com a mão. Então, como é ?




                   O foguete Silvério (1135) já nos tinha dada um avanço de mais de 5 minutos !

Bom, falta pouco.
Isto é um instante.
Avisto o placard do K8 e estou bem, posso aumentar o ritmo.
Vamos lá.
Aos K8,5 novo abastecimento de água.
Dois, três goles, respiro fundo, deito fora a garrafa e digo para comigo: "ok, vamos lá deixar de andar a passear e vamos lá comer uns tantos".
É isso.
A partir do K9 apertei e comecei a contar os atletas que ia passando.
1, 2, 3, ...... 12,..... 16,.....20,....22,...... (ai que gozo que sinto a passar estes!), já estou na reta da meta, siga, não abrandes, 26,........ só falta mais um, só falta mais um, e,.............. já tá. 👍
Uffff !!!


      O último a ser passado mesmo em cima da reta da meta foi este com o macaco na camisola 😉


Isto até parece uma brincadeira de miúdos mas, sou sincero, dá bastante gozo passar uns tantos no fim.
Eu sei que sou lento mas, ver as costas deles, aproximar, passar (já foste)! , assim, o nosso ego fica cheiinho que nem um ovo 😆
A verdade é que o meu último K foi o mais rápido de todos (05:16) e, o que me deixa satisfeito pois já aprendi a correr com cabecinha.
Enfim, estas são as confissões de um corredor de meia tijela 😊


                               Leninha no seu último esforço na reta da meta

Leninha estava desconsola. Tinha vindo a controlar o tempo e queria fazer menos que 1 hora.
Não o conseguiu por escassos 12 segundos!
O que ela se lamentava......
Não desesperes, no próximo domingo vais conseguir. Acredita em mim.
Medalha, água, maçã e bebida isotónica foi o que recebemos (além dos inúmeros panfletos a anunciarem outras corridas).

Finalmentes,
- Terminaram a prova 1293 atletas
- Mike, tempo de 00:55:17, lugar 973 da geral e, no seu escalão (M60), lugar 67 em 93
- Leninha, tempo de 01:00:12, lugar 1135 da geral e, no seu escalão (F45), lugar 79 em 112
- Silvério, tempo de 00:46:15, lugar 467 da geral e, no seu escalão (M50), lugar 57 em 138


- Vencedor: Licínio Pimentel, tempo de 00:29:55
- 1º lugar feminino: Mónica Silva, tempo de 00:34:10

Para terminar queria realçar a excelente organização desta prova (Bikeservice com o Prozis).
Itinerário lindíssimo e sempre na cidade da Póvoa, praticamente plano, três abastecimentos, inúmeros fotógrafos e muita gente nas ruas.
Parabéns.

E, é tudo.
Para domingo temos mais.
Mais uma de 10K.

Bjs e abraços a todos
MIKE
2019.junho





















terça-feira, 18 de junho de 2019

20ª Corrida S. João- uma inesperada e agradável companhia



Com Teresinha ainda convalescente e apenas com dois treinos (muito softs), com Pedrinho "entretido" a treinar para os 100K do Ultra trail da Serra da Freita (ui ..........., só de pensar em 100K, já estou a sentir as minhas perninhas a desfalecerem 😊), com Diogo, momentaneamente a trabalhar em Santarém, a equipa Happyrun limitou-se a dois representantes: este escriba e sua irmã Leninha.
Assim, domingo, 16 de junho, alvorada ás 06:50 que o dia de "trabalho" chegou!
Lá avançamos ás 07:55 (temos de ir cedo pois estacionar perto da marina da Afurada é bem difícil) e, claro, estacionamento de primeira a 200 metros da partida.
Ah, mas o que nos esperava?



Isso mesmo, a Corrida de S. João que desde o ano passado deixou as ruas do Porto para se mudar para o outro lado do rio, ou seja, Gaia.
Como não tenho treinado convenientemente o meu objetivo era muito limitadinho: ter uma prova soft no início, melhorar na parte final e, mesmo assim, fazer melhor que o ano passado. É, o ano passado apanhamos uma caloraça dos diabos que me derreteu e tinha feito 01:36:03 e, vá lá, não queria passar das 01:30:00
O nosso divertimento enquanto fazíamos horas era ver condutores a estacionarem o carro num lugar reservado para deficientes, saírem do carro, olharem para a placa e, com cara de desiludidos, voltarem a entrar e a arrancarem. Um, dois, três, quarto, ........... quantos seriam? Não sei, perdi a conta 😉
Depois deste divertimento infantil, vamos lá dar os últimos retoques para irmos aquecer.
Ao chegar ao recinto da partida/chegada, notei logo que os atletas estavam em menor número que o ano passado.
Bastaram duas corridinhas e encontramos logo alguém conhecido.
As gémeas estavam cá (mais uma vez) e, a fotinha da praxe não se fez esperar,

                                    
                                       Com as gémeas voadoras Zélia e Rosa Ferreira 😛

Lá aquecemos e, sentia mesmo que os atletas eram menos que o ano passado.
Adiante.
Então, que percurso nos esperava?


                                                 Percurso de 15K igual ao do ano passado


Lá fomos para a caixa de partida e, reparo que a Leninha tinha o dorsal colocado em cima do nome dela.
- Olha lá, tens o dorsal mal colocado, assim tapas o teu nome na camisola
- É, vai ficar assim
- Vai ficar assim?
- Vai.
- Mas, porquê?
- Olha, eu já sei que vou ficar para trás e depois as pessoas lêem o meu nome e dizem "Oh Leninha vamos lá, corre" e outras coisas e, assim não sabem o meu nome.
Fartei-me de rir e, disse-lhe, vira para cá para te tirar uma foto
- Ah, pronto, já sei, já vais gozar comigo.


                                                      Onde está a LENINHA? 😕

Claro que a foto tinha de ser postada mas, não é para te gozar, não; é para brincar pois só se brinca com quem se gosta, não é?
A temperatura estava aí uns 17/18 graus, uma pequena brizinha do mar (o que era muito bom) e, lá vamos nós depois do tiro de partida.
Avisados já com o sucedido o ano passado, tivemos muito cuidado a "saltar" da zona de partida (zona pedonal do Canidelo) para a Rua da Praia (afunilava e tinha um degrau).


                                   No arranque, Leninha, como sempre, concentradíssima


Início muito compacto pois a estrada é relativamente estreita e, ao fim do K1 já estamos a subir
para a Casa Branca.
É uma subida íngreme de 1K e, aí, usei o que a Flor, no meu início das corridas me ensinou: subidas é com passes curtos e muitos e sem esforço.
Assim fiz, subi nas calmas, já estamos lá no alto e entramos na Avenida Beira Mar.
Aqui temos o mar como companhia o que é dizer, temos uma paisagem maravilhosa mesmo ali ao nosso lado.
Já vejo a polícia com as sirenes a tocar a vir de volta pois os primeiros já estavam aí.
De repente sinto uma mão nas costas "então cá estamos"
Era o Américo que passa a correr ao meu lado.
Lá fomos na converseta sobre as corridas, diz-me ele que desde que começou a correr já perdeu 30 Kilos. Sim, não me enganei não, foram mesmo 30 kilos !
Retorno aos 3.7K e, como sabia que ele é mais rápido que eu, lá lhe ia dizendo "vai, vai, não te prendas por mim"
Primeiro abastecimento de água aqui nos 4K.
Já estamos a descer (tudo o que sobe, desce, não é?), descida esta que não me dá muito prazer pois, como desce bem, obriga a "travar" o que desgasta as perninhas e, já estamos de volta á Rua da Praia.
Aí, o Américo vê um fotógrafo (O Zé Lopes) e grita-lhe para ele tirar foto.
Foi rápido ao levantar a máquina e ainda deu para isto,


                              Ao 7,5K, o dueto ainda foi apanhado pelo Zé Lopes

Mais uma subidinha (pequena) e, lá lhe disse outra vez para se ir embora e, já estamos a cruzar com os primeiros que estão a escassos metros da meta.
Não me respondeu e, começou a se distanciar.
Já estamos na Afurada (muita gente nas ruas com as normais "bocas") e, debaixo da ponte Arrábida (K9) temos mais um abastecimento de água, isotónico e laranjas.
Américo espera por mim e diz "vamos juntos até ao fim".
Ok
Estávamos agora a cruzar com os mais rápidos que já tinham feito o retorno no Cais de Gaia.
Lá nos incentivamos quando vimos o Silvério e o Tiago Martins. Ia a rolar bem sem sentir muito esforço, retorno, vamos lá que já estamos no 11,2K, novamente Ponte Arrábida, mais um abastecimento e dar um pouco mais para esta parte final.
Última subida (curta), agora descer, virar á direita em curva de quase 360 graus e, já estamos na reta da meta.


                                           A dupla improvável na reta da meta

Aceleramos, vejo o relógio ainda em 01:29:00 e, cortamos a meta juntos.
Estava bem, muito bem mesmo, muito pouco cansado, demos um abraço e, a foto final destes dois comparsas de corrida,


                                      Américo como já te disse, obrigado pela companhia

E pronto, desta vez, além da água, maçã e medalha ainda tivemos direito a um martelo de S. João amarelinho 😉
Lá apareceu a Leninha a dizer que, com aquelas sapatilhas novas, não sabe como aguentou com tantas dores nos pés mas, como tem um espírito enorme de sacrifício, foi até ao fim.
Bom, finalmentes,

Terminaram a prova 1373 atletas
- Mike, tempo de 01:29:27, lugar 1032 da geral e, no seu escalão (M60), lugar 68 em 88
- Leninha, tempo de 01:37:22, lugar 1219 da geral e, no seu escalão (F55), lugar 7 em 11
- Américo, tempo de 01:28:48, lugar 1031 na geral e, no seu escalão (M45), lugar 148 em 181
- Silvério, tempo de 01:10:31, lugar 278 da geral e, no seu escalão (M50) , lugar 28 em 143
- Tiago Martins, tempo de 01:17:55, lugar 593 da geral e, no seu escalão (M50), lugar 60 em 143
- Zélia Ferreira, tempo de 01:11:08, lugar 303 da geral e, no seu escalão (F55), lugar 1 em 11
- Rosa Ferreira, tempo de 01:18:55, lugar 602 na geral e, no seu escalão (F55), lugar 4 em 11

- Vencedor da geral: Paulo Paula com o tempo de 00:46:18
- Vencedora feminina: Mónica Silva com o tempo de 00:53:29

Bom, eu não comecei por dizer que as gémeas eram voadoras?
E, não é que a Zélia arrebata o primeiro lugar no seu escalão!
Bravo. Parabéns.

Ah e, agora para terminar vamos lá ao número de atletas que participaram nesta prova.
E, como não há nada como realmente, vamos aos números apoiados nas estatísticas que podemos consultar no site do João Lima,


                              João Lima a dar-nos uma preciosa ajuda nos números



Desde o ano de 2014 (com 3740 atletas a terminarem a prova), é só decrescer !
É isso, muitas provas em simultâneo (de estrada e trail) e, o mal é geral.
Onde vai parar?
Não sei, não.
A única coisa que sei é que, enquanto a saúde me permitir, farei sempre parte do grosso da coluna 😊

Para terminar queria realçar a lindíssima medalha com que recebemos.
não acreditam?
Ora vejam,


                 Aqui está a medalha alusiva ao S. João, desta vez, com muito bom gosto





Meus amigo(a)s, bjs e abraços para todos
MIKE
2019.junho







quarta-feira, 15 de maio de 2019

6ª Corrida Fernanda Ribeiro - em ritmo de treino



Desde o fim de março que a Teresinha está parada, ou seja, já tem mês e meio de nada de corrida.
De então para cá não tenho treinado convenientemente mas, não deixei de o fazer.
Assim, a forma vai-se perdendo, não é?
Bom, não tinha nenhuma corrida prevista para já mas, encontrando um amigo, foram-me oferecidas as inscrições para a prova de 10K aqui na minha cidade da Maia.
Vai daí, aceitei de bom grado com a mentalidade de ir treinar numa prova de 10K.
Pedrinho entretido com os trilhos, Diogo em Copenhague de férias, Teresinha out, então sobrou para mim e para a minha irmã Leninha.
Então, o que nos esperava?

- 6ª Corrida Fernanda Ribeiro
- 10K
- 2019.05.12

Ah, pois, Fernanda Ribeiro.
Esta mulher merece umas linhas.
Aqui vai.
Atualmente a Fernanda tem uma Academia de Atletismo no Estádio do Maia
Cruzo-me muitas vezes com ela durante os treinos porque esta mulher corre com as suas pupilas.
Ainda o ano passado a encontramos na meia de Valência e, tem um palmarés invejável.
Vejamos,



                        Muitas perninhas e coração tinha esta Fernandinha para tantas medalhas


Bom, continuemos.
Domingo, logo de manhã, um calor imenso para quem já não estava habituado.
24 graus marcava o termómetro ás 09H00.
A partida era em frente á Camara da Maia e, aí chegados, logo demos com caras conhecidas,


                         Com o Raul Ferreira, nosso colega dos treinos de quarta feira



                                 Com o Lénio , representante da alma salgueirista 😀

Ligeiro aquecimento (já estávamos a suar antes do seu início) e, de repente, Leninha, dá um suspiro e remata: "Ai que trouxe estas sapatilhas por engano. Estas dão-me cabo dos pés!"
Pois é, agora não temos remédio para isso, tens de aguentar.
Que itinerário nos esperava? Duas voltas ao bilhar grande, perdão, duas voltas pelo centro da Maia,




Lá fomos para a caixa de partida e, estava mesmo a "estourar" as 10 horas quando vemos o Presidente da Camara da Maia (andou comigo no Liceu e Faculdade de Engenharia ), a dar uma corridinha para a frente do pelotão.
Faltava ele dar umas palavrinhas ao pessoal.
A arfar (uma corridinha de 30 metros rebentou-o todo!), diz:
"Espero que tudo corra bem e que o vencedor seja o primeiro a cortar a meta".
Pois é, o esforço físico tremendo por que tinha passado na tal corridinha de 30 metros, até lhe deturpou a mente ! 😁
E que tal calçar umas sapatilhas e dar umas corridas para ter uma vida mais saudável?
Não era uma boa ideia?
Vamos a isso?
Bom, 10 horas, tiro de partida e, aí vamos nós.
Tranquilo, mesmo tranquilo, lá ia nesta primeira parte a descer até ao pavilhão de ginástica.
Retorno e agora uma subidinha e a descer novamente.
Fácil, até agora fácil mas, como tudo o que desce, sobe, não é?


                                    K 2,7 . Retorno. Mike a ser controlado  💪



                            Leninha já suava por todos os lados com o calor que estava 😝



                   O nosso amigo Serafim, em bom andamento, a comandar este grupinho

             
Bom agora era subir e, .............. bem.
Estádio do Maia, subida acentuada e, já estamos nos 5K a fazer o retorno em frente á Camara.
Agora, é mais do mesmo.
Segunda volta.
O calor apertava bem e, andava a procurar sombras (já não me lembrava de o fazer).
Dos 8 aso 9K foi um pouco duro porque o calor apertava cada vez mais e a subida não era nada meiga.
Meti o meu passo e lá fui tranquilo sem preocupações.
Como eram duas voltas, sempre deu para nos incentivarmos quando nos cruzávamos com gente conhecida.
E pronto, estamos chegados á meta,


                          Mike, desta vez sem a companhia da Teresinha, a cortar a meta



                                        Leninha, a terminar com os pés "em brasa"

Leninha acaba e diz que não aguenta mais as dores nos pés.
Tira as sapatilhas e senta-se nas escadas da porta principal da Câmara a dizer mal da sua vida.
Medalha, água, maça e barra foi o que nos deram para amenizar o esforço.
Apesar de não ter treinado convenientemente, sinto-me bem, nada cansado, tudo normal, sei que não dei tudo (nem era preciso), encarei a prova como um treino ligeiro.
Ah, Leninha conta que após um dos abastecimentos, ouviu um comentário de um "passant" que dizia:
" Nunca vi desperdiçar tanta água! Vou apanhar e levar para casa estas garrafas quase cheias". 😀
Agora, como sabem, proliferam as provas nas mesmas datas. Assim, neste dia tínhamos a Corrida Médis em Gaia (da Runporto) e a meia de Cortegaça, já para não falar nos trails; o pessoal agora divide-se pelas provas e, claro, o pelotão diminui.
Bom, finalmentes,

- Terminaram a prova 701 atletas
- Mike, tempo de 00:59:25, lugar 538 da geral e, no seu escalão (VET60), lugar 22 em 35
- Leninha, tempo de 01:07:01, lugar 632 da geral e, no seu escalão (VET55F), lugar 5 em 7

Nossos amigos,
- Serafim Ramos, tempo de 00:45:53, lugar 156 e, no seu escalão (VET60), lugar 5 em 35
- Raul Ferreira, tempo de 01:10:36 e, no seu escalão (VET60), lugar 27 em 35

Finalmentes dos finalmentes,
- Serafim no sábado quando fomos levantar os dorsais, queixava-se da anca (não ando bem, dizia ele) e faz aquele tempo, imaginem se estivesse tudo ok!
- Raul faz aquele tempo pois vinha a acompanhar uma amiga, ............. lenta 😎
- Lénio não consta da listagem final (terminou a prova, lá isso terminou, terá perdido o chip que estava na sapatilha?)

- Vencedor: Tiago Freitas, tempo de 00:34:44
- Vencedora: Liliana Rocha, tempo de 00:39:24

E, é tudo.
Esperemos pela rápida recuperação da Teresinha para me poder "rebocar" 😊
Bjs e abraços para todos
MIKE
maio.2019




quarta-feira, 17 de abril de 2019

XIX Movistar Médio Maratón Madrid - á terceira, NÃO foi de vez !


Sexta, dia 5 de abril, após almoço, lá estávamos nós no Aeroporto do Porto a embarcar agora rumo a Madrid!
É Berdade.
Teresinha e este Mike, de malas aviadas para nova prova.
Vamos lá ver se é desta, pensávamos nós com os nossos botões depois das duas anteriores saídas em 2019 ao estrangeiro terem sido, como sói dizer-se "um tiro pela culatra" 😞
Só para relembrar:
- janeiro.Sevilha
  fomos lá á meia de Sevilha, tínhamos estado os dois doentes com gripe (15 dias sem treinar) e aventuramo-nos na prova a ver o que dava. Só deu para 11K e para a nossa primeira desistência numa corrida
- março.Den Haag (Holanda)
  fomos lá também á meia, no dia da prova temos um temporal com chuva intensa e vento fortíssimo e a prova foi cancelada. Dá para acreditar? 😞
Então, esta era a terceira.
Será de vez?
Teresinha já andava um pouco adoentada e, como não tinha treinado, decidiu nem levar as sapatilhas para não se aventurar a fazer o que não podia (sempre eram 21K).
Restava eu e a minha irmã Leninha e o meu sobrinho Diogo que iriam voar no sábado de manhã.
Bom, eu também tinha andado com tratamentos ao meu aquiles (esse malvado!) mas, o Paulinho trata-me sempre muito bem e, lá vou disfarçando a dor,


Isto de ser tratado pelo Paulinho , é só para quem merece 😃 


Bom, lá nos fomos "acampar" no Hotel da organização perto da estação de Atocha (Rafael Hoteles Atocha) e, ao entrar, logo sentimos o "fervilhar" da competição pelos cartazes que lá estavam e pelos hóspedes de fato de treino que passeavam pelo hall de entrada.
Sábado chegaram Leninha e Diogo.
O dia nasce com alguma chuva e um ventinho de enregelar.
Como Teresinha acorda com muita tosse e já com alguma febre, achamos conveniente que não saíria  do Hotel para não piorar.
Assim, ás 12H lá fomos os três levantar os dorsais á Feria del Corredor que desta vez era no Pavilhão IFEMA na Feria de Madrid.
Em Espanha, em todas as feiras a que temos ido, são todas muito boas pois têm muita animação e muitos stands ligados ao desporto.
E assim foi.
Muita animação como é apanágio dos espanhóis.
Levantamos os dorsais e lá tiramos as fotos da praxe,


  Mulheres ao poder: Leninha no 1º lugar, Mike conformado e Diogo mais que conformado 😋



                     Quando se toma o vício do 1º lugar, não o largamos mais, não é Leninha?

Encontramos lá o stand da maratona do Porto e estivemos á conversa com o seu representante (fiquei com a sensação que era o filho do Teixeira).
Entre muitas coisas, contou um episódio interessante: na última S. Silvestre no Porto recebemos um colete amarelo. Ora, eles fizeram uma encomenda de 10 mil coletes á China. Quando a mercadoria chegou foi barrada pela polícia que os chamou lá. Estavam desconfiados que esse material fosse para França para as manif dos coletes amarelos. Lá tiveram que explicar tudo e, o que lhes valeu foi a inscrição de "S. Silvestre do Porto" nos coletes senão iriam ter um problema. Mesmo assim obrigaram a  abrir todas as caixas para verificação.
Bom, lá viemos para o hotel novamente e, a circulação já era toda ligada á prova tantos eram os atletas lá instalados.
Entretanto ando com troca de mensagens com o Alvarito (filho da nossa colega de trabalho Cristina) que, estando a trabalhar em Madrid, iria fazer a sua primeira prova e, logo na meia (quando se é jovem saltam-se etapas fácilmente, não é?)
Optamos por jantar no hotel porque cá fora o frio era imenso.
Durante o jantar o nosso divertimento foi tentar acertar (apostar) no vencedor da prova (as trutas estavam lá todas).
Ora aqui vão as nossas apostas,


                         Já estaria a mandar msg para casa a dizer "Yes, yes, I am the winner" ?




                                    Apostamos no de azul (porquê? feeling apenas) 😁


E pronto.
Marcamos estar ali na sala do pequeno almoço ás 06H40 para "abastecer" o depósito.
Ah, o que nos esperava:

- XIX Movistar Médio Maratón de Madrid
- 21,097K
- 09H15
- 7 de abril de 2019




A verdade é que a noite não foi fácil porque a Teresinha passa a tossir ainda mais e, logo de manhã está com febre alta.
Perante este cenário, a minha decisão não demorou muito: "ok, não vais ficar sozinha, não vou correr, fico aqui contigo no hotel"
Fechei os olhos por escassos segundos e só pensei:" que mal fiz eu para esta malapata continuar?"
Bom, a decisão está tomada.
Leninha e Diogo lá foram e nós ficamos entre quatro paredes de uma quarto de hotel a imaginar o que seria.
Já estou com pouca vontade de prosseguir este relato mas, agora vamos lá até ao fim.
Foram, correram e chegaram.
Diogo relata que está "morto" pois tinha treinado muito pouco.
Leninha está feliz porque aguentou bem mas, gostou mais do percurso da meia da Rock and Roll (realizasse no fim do mês de abril).
Malas feitas, comer qualquer coisa e retorno para o Aeroporto.
Na estação de Atocha vimos que o comboio também ia direto para o aeroporto e só demorava 35 minutos. Oh, mais rápido que o metro, vamos lá, pensaram estes "inteligentes".
Diogo, que adormece em qualquer lado, volta a provar essa sua grande faculdade,


                                         Este Diogo é um Berdadeiro sono 😊


Ora bem, onde fomos parar?
Ao terminal T4.
Pois, o embarque era no terminal T1.
Corrida (agora com malas) para apanhar o autocarro.
Ainda foram 15 minutos de viagem.
Teresinha cada vez mais abatida e nós ainda com uma viagem de avião pela frente.
Enfim, chegamos.
Teresinha, no hospital, tem o diagnóstico: vírus, não sabem o que é mas, vamos lá tratar isso.
Pois é, para já, para já, já deu seis dias de cama!
Agora tem que esperar que tudo volte á normalidade para poder voltar á forma.
Três saídas este ano, Sevilha, Den Haag e Madrid e, ..... .............. ZERO.
Haja paciência!
Vai ficar por aqui esta malapata?

Bom, finalmentes,
Terminaram a prova 15496 atletas
- Leninha , tempo de 02:15:19, lugar 14294 da geral e no seu escalão (Vet C), lugar 77
- Diogo, tempo de 01:58:12, lugar 10516 da geral e, no seu escalão (Senior M), lugar 2367
- Alvarito, tempo de 01:48:45, lugar 7030 da geral e, no seu escalão(Senior M), lugar 1745 

- Vencedor: Kerin Kipumoi do Quénia, tempo de 01:01:47 (record da prova)
- Melhor mulher: Tigist Ayanu, tempo de 01:10:08

- o vencedor amealhou 1700 euros pelo 1º lugar e mais 1000 euros pelo record
- a vencedora amealhou 1700 euros

De salientar a grande prova do Alvarito pois, até esta data só tinha treinado, nunca tinha competido.

E, é tudo.
Será que da próxima vez vamos conseguir correr?
Ai, ai, essas bruxas malvadas não me largam, não 😞

Bje e abraços para todos
MIKE
2019.abril