terça-feira, 18 de setembro de 2018

12º Meia Maratona Porto. Valeu a pena arriscar? Sim, valeu.



Domingo.
Enquanto a maioria dos portugas ainda passavam pelas "brasas", nós já estávamos bem acordados!
Ás 07:41 já estávamos a arrancar do local do crime (Rua Vitorino Nemésio), desta vez, quatro Happyruns, equipados a rigor, prontos para produzirem uns litros de suor a "papar" asfalto.
A participação nesta prova esteve "tremida".
Pois é.
O meu aquiles esquerdo voltou a acordar, ou seja, impediu-me que treinasse durante 15 dias.
Sim, nada de corrida, parado, mesmo.
Esta paragem já me tinha custado a ausência a 8 de setembro na corrida do Porto de Leixões.
Então, depois da paragem forçada, restava uma semana para preparar uma meia maratona!
Três treinos (de 9, 10 e 14 km) e ainda a receber tratamento.
Enfim, a vontade de alinhar falou mais alto que a prudência e, apesar de ter a perfeita consciência que não estava preparado para altos voos, decidi participar.
Sempre é a meia do Porto, é a minha cidade e, não ir, é dor demasiada.
Bom, depois deste introito, vamos lá ao que interessa.
Dizia então que éramos quatro.
Sim, quatro, a saber: Teresinha, Leninha, Pedrinho e cá o Mike.
Aterramos no local do costume (ao lado do Hotel Ipanema), últimos preparativos e vamos lá descer até ao Fluvial para apanharmos o autocarro para a partida (eram 08H20).
Lá vamos pela marginal fora (é lindo mesmo) e, sempre que faço estre trajeto neste dia, penso sempre que a distância que corremos é enorme!
Já estamos na ponte do Freixo no meio de uma multidão de atletas.
Passamos pelas caixas de partida (desta vez havia um "atrofiamento" pelo facto de haver obras na via), as madames á procura de uma casa de banho e, os "homes" á espera.


                               Enquanto esperavam pelas madames, eles "soltaram-se"😀

Todos juntos já e, encontramos o Mário Soares á civil!
Então que aconteceu para este homem que não falha uma prova, não estar equipado?
"Eh pá, dei uma queda e tenho que colocar uma pequena prótese!", diz o Mário desconsolado.
Acontece, não é.
Volta rápido que o pelotão sente a tua falta.
Cumprimenta este e aquele (nisso o Pedrinho tem um leque de conhecimentos vasto, conhece meio mundo!) e, já preparados para o aquecimento.


                                     Aqui os Happyruns com o amigo Tiago Martins

Tiago Martins que também nos dá a notícia da paragem do seu sócio Pedro com problemas num joelho (rápidas melhoras Pedro).
Bom, lá fomos para a caixa de partida e, só pensava no meu aquiles.
Vais aguentar?
Sim ou não?
Estava apreensivo, lá isso estava pois, 21 km não é, "ir ali e já venho" mas, .........
Ah, estamos em que prova?

- 12ª Meia maratona do Porto
- 16 de setembro
- 10 horas
- 17 graus e nevoeiro

O percurso que nos esperava,


Tiro de partida.
Siga.
Siga, é como quem diz, "só" demoramos 3m32s a passar o risco de partida.
Arrancamos confortável como quem não quer acordar o aquiles, suave, pianinho e, já estamos a chegar á Ponte D. Luiz (sim, é com "z" mesmo).


                                               Pedrinho concentradísssssssimo


                                            Teresinha e Mike bem descontraídos


                                              Leninha já  a dar o seu melhor

Entramos na Ponte D. Luiz para passarmos para Gaia.
No tabuleiro é sempre a mesma sensação estranha de estar a correr "no ar" pois ele abana bastante (claro, teria que fletir, se o não fizesse partia e íamos todos tomar banho ao Rio Douro 😊)
Km 3, cais de Gaia, continuamos suave.
Siga, Marginal antes da Ponte Arrábida e, já estou a dar de frente com os batedores que vinham a acompanhar os primeiros classificados.
Já?
De repente as gazelas aparecem.
Eram nove africanos (contei-os bem) e, para mim, vinham a sprintar!
Ponte Arrábida (abastecimento), Afurada, mais uns minutos e estamos no retorno.
Km 8
Aquiles?
Ok.
Nada.
Tá a dormir.
Não o acordes, penso eu.
Estamos agora a cruzar com uma "multidão" de atletas (eram 100) que empurram outros atletas em cadeiras de rodas.
É a equipa "Egoísmo positivo". É uma associação espanhola que nasceu para integrar os deficientes através do running.
Lindo.
É mesmo comevedor ver uma menina tão linda numa cadeira de rodas ser empurrada por quem tem a felicidade de poder correr.
Enfim, ainda há quem se queixe porque é feio!
Avancemos.
De repente, por qualquer ato de malvadez, sinto uma dor a aumentar na unha do pé direito.
Não, não, isso não me está a acontecer!
Devo estar a sonhar.
Só pode.
Não. Não estava a sonhar, não.
Que dores!
Disse umas não sei quantas asneiras (em voz baixinha) e só pensava como me iria aguentar em mais 12 km naquele martírio.
Esquece.
Deixa lá.
Pois, a vontade era mesmo cortar o dedo.
Desistir, não desisto, não, portanto, siga.
Ponte Arrábida (Km 10), Cais de Gaia, o "sofrimento" já se fazia sentir.


                                                       Pedrinho no km 11

                 
                                                        Leninha já a voltar

Ponte D. Luiz (km13) e siga até ao Freixo (novamente).
Aqui já cruzamos com o Pedrinho (já ia bem adiantado)


                          Teresinha e Mike depois da Ponte D. Luiz, de volta ao Freixo


                                     Pedrinho já tinha feito o retorno no Freixo

Lá me ia aguentando, tentava pensar em tudo menos na dor da maldita unha e, os km iam passando.
O sol aparece agora também para nos "chatear"
Retorno, abastecimento ("saquei" três gel 😋) e já estamos no túnel da Ribeira a ouvir os músicos a darem um empurrãozinho).
Passamos a Maria Ricardo e o Raul Ferreira e incentivamo-los a nos acompanhar.
"Isto nunca mais acaba", pensava eu com os meus botões.
Alfandega, Museu Carro Elétrico (aqui apanho um banho de mangueirada de um bombeiro) e, vamos lá cerrar os dentes que já falta pouco.
Temos a grande atleta Flor no passeio a nos incentivar (então Flor desta vez não correste?), anima um pouco, lá isso anima.
Falta 1 km !
Só 1.
Yes.
Aqui temos o Pedro Gaio (outro grande atleta) que, desta vez, tá lá para tirar fotos.
Simpático como é, bate então umas chapas.
Aqui estão as suas fotos:


                          Pedrinho como se nada fosse muito perto da meta


                     O riso só para o Pedro Gaio, porque por dentro, ia a "chorar" de dores

Entretanto Pedrinho já tinha terminado e voltava para trás para também tirar umas fotos.
Aqui vai uma das suas habilidades,


                                    Leninha apanhada pelo telemóvel de Pedrinho

A meta é já ali.
Um último folego e, já está.
Água, isotónico, banana e medalha.
Desta vez fui um sortudo.
Tive duas medalhas.
A primeira aqui vai,


                                    Linda medalha desta meia maratona

A segunda, bom, tapem o nariz para não sentirem o cheiro, ok? 😧


                                    A maldita unha que me atormentou durante 12 km 😠

Antes dos finalmentes, queria ainda fazer uma referência aos atletas do "Egoísmo positivo".
Lembram-se de lhes ter dito que me tinha ficado na retina uma menina lindíssima numa cadeira de rodas a ser empurrada?
Pois, não podia deixar de postar essa beleza.
Aqui vai,

                             
                                                 Que linda que tu és 😊

Perguntava eu, no título, se tinha valido a pena arriscar?
A minha resposta foi SIM.
Agora a razão.
SIM, só para ver o teu sorriso minha linda menina, valeu a pena tanta dor.

Finalmentes,
Terminaram a prova 4221 atletas
- Teresinha, tempo de 02.14:38, lugar 3625 da geral e no seu escalão (F60), lugar 6 em 13
- Leninha, tempo de 02:22:52, lugar 3864 da geral e no seu escalão (F55), lugar 16 em 24
- Mike, tempo de 02:14.39, lugar 3626 da geral e no seu escalão (M60), lugar 116 em 141
- Pedrinho, tempo de 01:50:13, lugar 1900 da geral e no seu escalão 8M40), lugar 378 em 682
Os nossos amigos,
- Tiago Martins, tempo de 01:52.24, lugar 2125 da geral
- Silvério Pinto, tempo de 01:41.28, lugar 1055 da geral
- Maria Ricardo, tempo de 02:19.12, lugar 3678 da geral
- Pedro Esperança, tempo de 02:05:06, lugar 3044 da geral
- Raul Ferreira, tempo de 02:17:54, lugar 3677 da geral
Agora as grandes estrelas,
- Vencedor masculino: Mike Kiptum Boit (Quénia), tempo de 01:00:52
- Vencedora feminina: Susan Jeptoo (Quénia), tempo de 01:11:04
- Melhor português: Luis Saraiva, tempo de 01:07:23  , 13º lugar
- Melhor portuguesa: Susana Godinho, tempo de 01:18:45, 18º lugar
Como última nota destaco o vencedor se chamar Mike, um dia serei eu? 😀
E pronto.
É tudo
Abraço e beijos
MIKE
2018.setembro






terça-feira, 17 de julho de 2018

4ª Corrida Portucale - última prova de fim de época


Domingo.
Ás 08H26 em ponto, Teresinha, Leninha, Pedrinho e Mike arrancam para mais uma prova.
Desta vez era para o lado de lá da ponte Arrábida.
Estacionamos o bote no parque destinado pela organização.
Dá-mos logo de caras com o Tiago Martins (ultimamente está a "andar" muito este atleta), últimos preparativos e toca a descer para o Cais de Gaia.
Descer não custa mesmo nada, não é?
Olha se fosse a subir e, a correr!
Uff.
Mas, não é.
Chegados lá abaixo ainda vamos a tempo de apreciar a Corrida dos pequeninos.
500 metros para aquelas "formigas" começarem a ganhar o gosto pela corrida.
Uma ternurinha ver aqueles miúdos todos contentes com a corrida.



                                           Aqui estão os campeões de amanhã


Ah, o que nos esperava?

- 4ª Corrida Portucale
- 10 horas
- 15K

4ª Corrida Portucale que estamos presentes.
Não falhamos uma (a primeira foi de 10K).
O sol estava envergonhado mas, estávamos com muita humidade, ar abafado e temperatura a rondar os 24 graus.
Lá fomos aquecendo (era preciso?) e, claro, começaram os encontros com gente amiga conhecida.
Como hábito, algumas fotos tiradas para a posteridade,



 Aqui os Happyruns com o amigo Tiago Martins



                         Aqui com o amigo Lénio verdadeiro portador da alma salgueirista

Ok, já aquecidos, vamos lá para a caixa de partida.
Já estava a escorrer por todos os lados e ainda não tinha partido.
Tiro de partida e, aí vamos nós.
Esta via está diferente com novo piso pois, proibiram os automóveis e aumentaram os passeios.
Já estamos a entrar na Ponte D. Luíz (sim, é com "z" mesmo) e, como de costume, a sensação é terrível!
Toda a estrutura da ponte abana (tinha de ser senão partia) e, não sentimos os pés no chão, dá a sensação que estamos sempre no ar e a cair a qualquer momento.
Ponte atravessada (K1 já feito), virar á direita para ao Freixo.


                             Pedrinho já nos tinha deixado para trás e, aí vai ele 😋


                                       Mike e Teresinha concentradíssimos 😝                                      


                                Leninha também mais que concentradíssima 😝

Íamos em ritmo confortável porque, já sabia, o calor lá mais para o fim ia "apertar".
Até ao Freixo encontramos o Adriano, Mário Soares, o Tiago e a Maria Ricardo.
Todos nos saudamos e todos eles nos passaram.
Siga.
Retorno na Ponte do Freixo (K4,5), abastecimento e, já estamos de volta.
Pedrinho cruza connosco e nos incentivamos.
Ao K5 olho para o relógio: 28 minutos e 11 segundos
Ok.
Deixa-te ir assim que estás confortável.
Túnel da Ribeira (aqui há sempre quem grite pelo seu clube para, com o eco, se ouvir bem) e, já estamos a descer (e muito) para o cubo da Ribeira.
Aqui o contraste era evidente: uns (maioria turistas), sentados nas esplanadas a beberem fininhos, e outros (os "tolinhos" como nós), a suarem as estopinhas naquela manhã bem quente.
Agora toca a subir para a Ponte D. Luíz (custa um pouco) e, vamos lá novamente para Gaia.
Aqui, somos bafejados pela sorte pois uma fotógrafa nos tira uma boa foto,


                                             Enquadramento bem bonito da Ponte D. Luíz

Siga.
7 K já estão.
Acabamos de ultrapassar a Maria Ricardo (incentivo-a a vir connosco) e, estamos rumo á Ponte Arrábida.
Já estou a sentir os efeitos do calor e vou procurando as sombras.
Pouco antes da ponte, K10
Relógio marca: 00:57:21
Ok.
Podia ser melhor mas, hoje não é de esperar grande coisa no tempo final.
Novo abastecimento.
Siga.
Marina da Afurada (aqui com muito incentivo do público) e, já estamos no retorno.

                                                      
                                                             No retorno da Afurada

Novamente Marina Afurada e, já falta pouco.
Pedrinho já ia bem á frente.

                                       
                                            Aqui está Pedrinho já bem adiantado de nós

Novo abastecimento, Ponte Arrábida, tá quase, tá quase, acelera um pouco, passamos o Adriano e, já vejo a meta lá ao fundo (Pedrinho já á nossa espera para nos tirar mais uma foto), siga, siga, ... pronto, já tá.
Água, fruta, medalha e isotónico.
Leninha chega logo após,


                                                       Leninha a cortar a meta

E pronto.
Assim termina a nossa época de atletismo.
Provas, agora, só em setembro.
Descansar um pouco e treinar afincadamente para ver se conseguimos fazer a maratona do Porto em novembro!
Agora vamos lá subir a Rua Serpa Pinto até ao parque de estacionamento.
Ah e, como foi então a nossa época?
Uma imagem vale mais que mil palavras, não é?


                                                A imagem de marca de fecho de época 😝😝

Antes dos finalmente só queria realçar a excelente organização desta prova em todos os aspetos.
Excelente itinerário, sempre nas margens do Douro, abastecimentos impecáveis, tudo do melhor, não fosse esta a prova da nossa campeoníssima Rosa Mota!
Agora sim, agora os finalmentes,

Terminaram a prova 822 atletas
- Teresinha, tempo de 01:29:39, lugar 623 da geral e no seu escalão (F), lugar 75 em 154
- Mike, tempo de 01.29:39, lugar 624 da geral e, no seu escalão (M), lugar 549 em 681
- Pedrinho, tempo de 01:20:28, lugar 408 da geral e, no seu escalão (M), lugar 380 em 681
- Leninha, tempo de 01:44:46, lugar 789 da geral e, no seu escalão (F), lugar 143 em 154

Os nossos amigos,
- Tiago Martins, tempo de 01.20:43, lugar 432 da geral e no seu escalão (M), lugar 409 em 681
- Mário Soares, tempo de 01:21:37, lugar 460 da geral e, no seu escalão (M), lugar 424 em 681
- Maria Ricardo, tempo de 01:33:02, lugar 695 da geral e, no seu escalão (F), lugar 96 em 154
- Adriano Ferreira, tempo de 01:30:00, lugar 640 da geral e, no seu escalão (M), lugar 562

- Vencedor masculino: Carlos Costa com o tempo de 00:49:30
- Vencedora masculina: Marisa Barros com o tempo de 00:57:00

E, pronto, época terminada.
Boas férias para todos e bjs e abraços
MIKE
2018.julho





segunda-feira, 2 de julho de 2018

30ª Corrida de S. Pedro: a prova que não era mas,........... foi.



A prova que não era para ser mas,............... foi.
Então, porquê?
Ora vamos lá desvendar este "mistério".
Especialmente a partir do início deste ano passamos a priveligiar as meias maratonas em detrimento das provas de 10K
Tanto assim é que, este ano (e já vamos a meio do ano), apenas tínhamos participado numa prova de 10k, a Corrida do dia do Pai em março.
Assim, já em fevereiro último (com antecedência, portanto), tínhamos decidido ir á Corrida das Fogueiras em Peniche que se realizava a 30 de junho á noite.
Ok, estou no site da prova (das Fogueiras, como disse em fevereiro) e, antes da inscrição decido é marcar primeiro o Hotel pois iríamos lá dormir uma noite.
Procura que procura e lá encontramos um que nos satisfazia.
Reservo.
Ok.
Naquela hora estava convencido que já tinha feito a inscrição para a prova.
Vou ao meu ficheiro de corridas a realizar e marco lá a prova.
Mais tarde (no blogue do João Lima), sei que ele também vai a Peniche.
Não lhe digo nada para ser uma surpresa o nosso encontro em terras de Peniche.
Uma semana antes da prova, como sempre faço, vou ao site para verificar se está tudo ok e qual o número dos dorsais.
Número de dorsal?
Nada.
Nada?
Não pode ser.
Caio em mim.
Mas, como é possível?
Não tinha feito a inscrição!
Bom, vamos lá ver se ainda vou a tempo de a fazer.
Ias,.......ias,...... mas, não vais.
Inscrições encerradas com 2800 atletas.
Pronto.
Nada a fazer.
O hotel ainda consegui cancelar.
E agora?
Agora foi encontrar uma prova de substituição.
Onde?

30ª Corrida de S. Pedro
Póvoa de Varzim
10k
10 horas

E pronto, aqui está o relato de um morcão que se esqueceu de fazer a inscrição para uma prova estando convencido que a tinha feito.
Assim, irem à Póvoa, foi a solução encontrada para este morcão, Teresinha e Leninha.
Á última da hora Leninha, por problemas pessoais, não vai.
Então, domingo, lá "aterramos" na Póvoa ás 08H30 e estacionamos o carro no parque mesmo junto á antiga Praça de Touros.
Tempo muito encoberto e, de repente uma carga de água daquelas fortes se abate.
Ficamos no carro esperando que a tormenta passasse.
Passou mesmo.
Lá fomos levantar os dorsais (ainda com uns pingos de chuva).
Já várias vezes tínhamos vindo á Póvoa e sempre apanhamos muito calor.
Desta vez estavam 16 graus, sol nem vê-lo e vento sul (fortezito).
Ok, vamos lá aquecer que bem precisamos mas, como de costume, a foto da praxe,



            1 de julho e, banhistas na praia, ................ nem vê-los! Onde estamos? Na Sibéria?

Estava friinho lá isso estava e, o ventinho soprava forte



                           Teresinha a alongar e o ventinho a fazer-se sentir com intensidade

Ok, vamos lá para a caixa de partida.
Já lá estávamos e Teresinha que tinha vestido uma camisola interior, decide tirá-la.
"Olha, não me apetece levá-la, vou deixá-la aqui no gradeamento", diz-me ela.
"Pois, quando cá chegarmos,........... já era", respondo eu.
A chuva tinha parado e o vento tinha aparecido.
Tiro de partida.
Aí vamos nós.
Vamos mas vamos com muito cuidado pois temos aí uns 300 metros iniciais de paralelo (em frente ao Estádio do Varzim) e, paralelo molhado é para cair.
Marginal sempre ao lado do mar até ao fim da cidade da Póvoa.
Aqui costuma estar sempre muita gente a assistir mas, desta vez, com a chuvinha que tinha caído e o vento a "assoprar", as ruas estavam mais despidas.
Vento de frente para começar.
Retorno, aos 3K já temos água e, siga.
Vamos em ritmo normal sem forçar muito pois, como temos feito distâncias maiores, temos perdido velocidade e não vale a pena dar aos músculos aquilo a que eles últimamente não estão habituados.
5K em 00:27:26 o que é perfeitamente normal.
Estamos a queimar o K7 e já temos os primeiros a cruzarem connosco para terminarem a prova.


          Nós no K7, ainda íamos para lá e, os primeiros para cá a apenas 300 metros da meta😊

Em outros anos ao K7,5 havia sempre carro de bombeiros para nos refrescar e, este ano não foi necessário pois o S. Pedro encarregou-se da rega.
Chegamos ao K9 e ainda penso, "vá lá, acelera"
Não acelerei.
Não me sentia com capacidade para "apertar" com o ritmo, assim, foi sempre soft até ao fim.
Vento a chatear (sempre) e, lá entramos na reta final.


                                       Últimos metros em grande "estilo"  😉

Ok.
Já está
Medalha, maçã e água.
Ah, por simples curiosidade, lembrei-me de ir ver se a camisola da Teresinha ainda lá estava.
Ia convencido que ia só ver o local mas,............ mentira, vi o local e a camisola !
Estava lá, estava.
E, pronto, é a crónica da tal prova que não era para ser.
Não fomos a Peniche porque fui um verdadeiro amigo de Peniche para mim próprio. 😆
Finalmentes,
Terminaram a prova 1050 atletas
- Teresinha, tempo de 00:54:29, lugar 846 da geral e, no seu escalão (F45), lugar 40 em 66
- Mike, tempo de 00:54:29, lugar 847 na geral e, no seu escalão (M60), lugar 43 em 51
- Vencedor masculino: Hélder Santos com 00:29:40
- Vencedora feminina: Emília Pisoeiro com 00:33:56
Como curiosidade indico os nossos tempos nesta prova nos últimos 4 anos (sempre o mesmo percurso):
2015 - 00:51:51
2016 - 00:53:20
2017 - 00:53.13
2018 - 00:54:29
Os números não mentem, não. Estou a perder velocidade. É um facto.
É tudo.
Finito.
Bjs e abraços para tds

MIKE
2018.julho















segunda-feira, 18 de junho de 2018

Corrida de S. João de,................... Gaia :)




A Corrida de S. João sempre foi uma corrida emblemática do Porto.
A organização (Runporto) explica que, com o aumento astronómico de turistas na cidade do Porto nos últimos anos, a Câmara do Porto contactou-os para a prova passar para a margem esquerda do Douro, ou seja, para a cidade de Gaia.
É uma pena, ....... mesmo.
O itinerário no Porto era fabuloso (é onde gostamos mais de treinar) mas, como sói dizer-se, "o que tem que ser, tem muita força".
Pois é.
Domingo, 17 de junho, lá estamos nós os três (Teresinha, Leninha e Mike) a arrancar ás 07H55 para a Afurada.
Fomos cedo pois, como conhecemos bem a zona, sabíamos que só indo cedo arranjaríamos lugar para estacionar o bote perto da marina da Afurada.
E, assim foi, lugar de primeira para quem merece.
O que nos esperava:

- Corrida de S. João
- 15 K
- 10 horas

Já cedinho o calor era imenso.
Demorou mas, chegou.
Chegou e, logo a escaldar.
Enfim, já estava a imaginar o que ia sofrer pois, tenho por pior inimigo o calor.
Descemos 100 metros e já estamos na Marina da Afurada pejada de barcos de recreio.
Ainda cedo, a primeira foto se bateu,


                Aqui estão os três prontos para enfrentar os 15K e, sobretudo, o calor 😆

Lá fomos aquecer (era preciso?) e, já estava a escorrer por todos os lados.
Aguentamos o mais possível numa sombrinha (debaixo de umas árvores) até irmos para a nossa caixa.
Já lá dentro, mais uma foto,


                                                             Uff, que calor;.....

Partida.
Aí vamos nós.


                                                O quadro é bonito, não é? 😁

Arrancamos, devagar, devagarinho que a partida era estreita e, passados aí uns 50 metros estamos a entrar na Avenida principal.
Aí, o primeiro percalço: para fazer esta passagem, devido ao estreitamento da saída (tipo funil), toda a gente a fez a passo!
Não ajuda nada e, a circulação fica muito difícultada.


            Nesta imagem vê-se perfeitamente o afunilamento da passagem para a estrada

Avenida fora e era mesmo difícil correr.
Passados aí uns 200 metros, apanhamos um susto.
É verdade.
Dois cães (granjolas), do meio do nada, aparecem no meio da estrada engalfinhados em luta!
Ouviram-se uns gritos, atletas a saltarem para o passeio, outros até a inverter a marcha, enfim, uns segundos de completa desorganização.
De repente desapareceram, nem sei como.
Esta "cena" nunca me tinha acontecido em nenhuma prova mas, de facto não é nada agradável ter encontros imediatos destes,
Siga,
Fazemos 1 km e já estamos a entrar numa subida bem íngreme.
Uff,.......... isto ainda agora começou e já estou todo a escorrer de suor, a pingar mesmo, já estava a sentir aquele mau estar do calor, tipo estar "derretido".
Calor a apertar e, a subir, é, ........ explosivo.
Bom, já estamos lá em cima, ligeira descida (por trás da Casa Branca), agora descida íngreme e, já estamos na  Avenida Beira Mar, na marginal de Gaia.
Ah, ok, aqui já se pode correr normalmente.
Siga,
Vamos até lá ao fundo e fazemos o retorno aos 3,5 km com um trompetista a nos "dar força".
Ok, já estamos a subir novamente, agora descer e aproveitar para descansar.
Passamos pela meta (aos 7,5 km), Afurada e aí já nos cruzamos com a volta dos primeiros que eram três atletas do Sporting que seguiam em alta velocidade (como de costume, não é?).
Olho para o relógio (era preciso?) e vejo logo que estou a andar a gasóleo.
Siga e vamos lá fazer o que falta.
Já estamos debaixo da Ponte Arrábida (novo abastecimento) e, aqui faço mesmo questão de beber a bebida isotónica para tentar recuperar algumas energias.
O calor apertava cada vez mais.
Bem procurava uma sombrinha mas, áquela hora com o sol a pino, ....... nada.
Sol a pique e eu a pensar que nunca mais chegava ao fim.
Uff,....... a passo de caracol lá ia eu.
Cruzamos com o Américo Martins e nem força tenho para o incentivar 😞
O retorno era no início do cais de Gaia (com 11,5 km de prova) e, já ia de rastos.


                          Uma imagem vale mais que mil palavras. "Morto", ia eu, não ia?

Reparem bem na imagem acima; aquele aglomerado de atletas no lado esquerdo da foto, era para beberem água de uma fonte que lá existe tal era o calor!
Ai, ai, ai, mas isto nunca mais acaba?
Estou completamente "derretido" e, inicio caminhada.
Respiro fundo, uma, duas, três vezes e, uma voz começa a me metralhar: "anda lá corre, deixa-te de mariquices".
Corri.
Novamente.
Metros adiante, parei mais uma vez.
Corri.
Parecia feito de plasticina.
Enfim, a correr mas a 20 á hora.
Ponte Arrábida (novamente), mais um abastecimento e já está quase.
Yes, reta da meta para terminar este suplício,


                      Mike completamente "derretido" e Teresinha "fresquinha" como sempre




                                    Leninha a terminar a sua prova em, ........ sprint 😊



        Silvério aqui a terminar a sua prova apesar de ter treinado pouco ultimamente

Tinha a Berdadeira (com B do norte) consciência que tinha feito um tempo miserável.
Logo, logo, o que me assolou á mente foi, querer já  a próxima prova  o mais rápido possível para "limpar" a imagem.
É verdade, foi a pior prova de 15K que fiz até hoje.
De longe.
Ah, para fechar o ramalhete ainda tenho mais esta: vínhamos nós os três para o carro e, passam por nós dois jovenzinhos atletas que não tinham mais de 30 anos e, diz um deles para nós: "Os meus parabéns. Eu gostava era na vossa idade correr tanto como vocês"
Respondo eu:" Ah, obrigada, obrigada, os velhinhos agradecem".
Lá se foram.
Olho para as meninas e digo: "nem sei se deva estar contente ou triste. É que eles só disseram aquilo porque olharam para mim e não para vocês" 😊
Enfim, eu estava completamente derretido, "lixado" com o tempo que tinha feito e, ainda por cima o jovenzinho acha que eu já tinha idade era para estar sentado numa cadeira a tomar uma cerveja, a ler o jornal e a olhar para a minha grande barriga!
Ai, "um mal nunca vem só", não é?
Chegamos ao carro e leio logo a temperatura: 30 graus !
Bom, finalmentes,
Terminaram a prova 1810 atletas
- Teresinha, tempo de 01:36:03, lugar 1471 na geral e no seu escalão (F60), lugar 3 em 4
- Mike, tempo de 01:36:03, lugar 1472 na geral e, no seu escalão (M60), lugar 75 em 96
- Leninha, tempo de 01:44:37, lugar 1669 e, no seu escalão (F55), lugar 7 em 10
Agora tempos de nossos amigos,
- Flor Madureira, tempo de 01:19:23, lugar 702 na geral
- Américo Martins, tempo de 01:28:44, lugar 1160 na geral
- Silvério Pinto, tempo de 01:19:24, lugar 843 na geral
Os vencedores,
-  masculino: Hélder Santos com 00:47:08
-  feminina: Mónica Silva com 00:53:27
E pronto.
É tudo.
Não, ainda não é tudo.
Só queria dizer que o itinerário da corrida de S. João no Porto é (ou era) incomparavelmente melhor que o de Gaia.
Não gostei nada deste novo traçado.
É pena mas, para já, no Porto só teremos a meia e a maratona (setembro e novembro).
Vá lá que ainda não nos proibiram de lá treinar,...... só faltava essa 😠
E, para terminar mesmo , uma "grande" notícia:
Teresinha com o seu honroso terceiro lugar no seu escalão, recebe o prémio de 30 euros ! 😀
Já realizamos uma reunião familiar e decidimos que vamos deixar de trabalhar para passarmos a viver á custa dos prémios alcançados. Nunca é tarde para dar novo rumo á vida, não é? ✌
Bjs e abraços para todos

MIKE
2018.junho















terça-feira, 29 de maio de 2018

1ª Meia maratona de Esposende: treinar pouco para tão grande distância



Ora, dez dias parados, são dez dias.
E, dez dias parados, sem treinar, é,.......... muito.
Pois é.
Ficamos dez dias "sem mexer uma palha" pois as doenças da época (tosse e constipação) decidiram nos bater á porta.
Depois voltar aos treinos e, só fazer dois antes de uma meia maratona!
Um de dezasseis (calmo, muito calmo) e outro de dez.
Com esta possível preparação (fraquinha), decidimos cumprir a nossa inscrição na prova.
Mas, que prova era essa?

- 1ª Meia maratona de Esposende
- 21,0975 K

Assim, domingo, dia 27 de maio lá levantamos cedo (para variar), ou seja, ás 06:50 da matina.
Pequeno almoço para nos dar aquela "força" e Teresinha, Mike e Leninha arrancam então para a cidade de  Esposende.
Teresinha e Mike para correrem a meia maratona e Leninha preparada para os 10K (as duas provas partiam do mesmo local e á mesma hora).
Chegados, foi estacionar o "bote" e ir levantar os dorsais.
Volta ao carro para descansar um pouco (eu diria antes, acordar um pouco), colocar os dorsais e, aí vamos nós para o aquecimento.
Temperatura de 16 graus mas sem sol o que nos dava uma certa frescura ambiente.


                                    
                                                Preparados para o aquecimento

Já corremos cá em Esposende mas nos 10K onde temos boa recordação pois fizemos tempo abaixo de 50 minutos mais propriamente 00:49:41 em maio de 2015
A meia maratona era a primeira vez nesta terrinha (bonita).
Notou-se logo que a afluência não iria ser como de costume pois, nesse mesmo dia havia uma concorrência de peso: a meia maratona do Douro Vinhateiro que congrega mais de 2500 atletas.
Ok.
Vamos lá calmamente para a caixa de partida.


                            A escassos segundos da partida com esta bela paisagem

Ás 10 horas em ponto, aí vamos nós.


                                            Partida com Mike a ligar o seu relógio

Terreno plano, largo, onde andávamos á vontade.
Iniciamos num ritmo calmo para não "gripar" o motor cedo.
Já saímos da cidade e estamos no meio dos campos.
Retorno, voltamos a passar pelo local da meta, 5 km a bater, olho para o relógio e tenho 00:28:39
Ok.
Tudo bem, respiração normal, tranquilo.
Siga.
Retorno e já estamos novamente no local da meta.
10 km
Agora marca 00:57:32
Ok, tamos dentro do normal.
Aqui os atletas dos 10 K terminavam a prova (Leninha acabava aqui) e os "duros" continuavam.
Confesso que passar pela meta e continuar não é coisa que me agrade.
Diria mesmo, não me agrada nada pois ficamos com aquela sensação que é interminável a prova.
Adiante.
Continuamos em plano, o sol continua encoberto e, lá voltamos nós para o meio do campo.
Aqui a prova é um pouco, como dizer, "sonolenta" e "triste" pois não vemos vivalma a não ser quem nós dá os abastecimentos.
Comecei a pensar em comer a minha barra conforme tinha programado mas, a fome era zero e decidi, desta vez, não o fazer.
Ainda atravessamos a velhinha ponte de Esposende (há anos que não passava por aqui) mas, foi ir e, vir, não entramos em Ofir.

 
                           Aqui estamos nós a atravessar esta linda e centenária ponte

Estávamos aí nos 13 km
Bom, já estamos a queimar os 15 Km
Tempo: 01:26:52
Nada mau, nada mau para o que esperava.
Pois, mas, a partir daqui comecei a sentir as "rotações" do motor a abrandar.
Como sei que não há milagres, ou treinas e consegues ou não treinas e não consegues, "treinei" a minha mente para "deixa-te ir, não te incomodes."
E foi.
Deixei-me ir sabendo que estava a desacelerar mas, o objetivo era terminar.
20 km e já ia a pensar que "isto nunca mais acaba".
Aqui, tempo de 01:57:43
Bom, até nem estava mal de todo mas o km 21 foi o que custou mais; aliás, foi o km com pior tempo, ou seja, estava na curva descendente mas já próximo da meta.
Ao chegar temos uma "tiffosi" especial á nossa espera, a Leninha, para nos dar ânimo para os últimos forçados e esforçados100 metros.
Ok.
Ufffffff.
Feito.
Terminado.
Olho para o relógio: 02:06:12 e distância de 21,26K
Mediante as circunstâncias, até nem foi mau de todo.
Medalha, água, maçã, volta ao carro e ruma a casa.

Finalmentes,
Acabaram a prova 557 atletas
- Teresinha, tempo de 02:06:12, lugar 514 na geral e, no seu escalão (F60), lugar 4 em 4
- Mike, tempo de 02:06:12, lugar 515 na geral e no seu escalão (M60), lugar 25 em 26
- Nos 10 K, Leninha tempo de 01:03:29, lugar 266 em 372 e no seu escalão (F35), lugar 45 em 93

Vencedores da meia maratona:
- Masculino: José Moreira, tempo de 01:07:17
- Feminino: Mónica Silva, tempo de 01:15.28

E pronto.
É tudo.
Hoje foi uma crónica mini 😊
Agora vamos lá treinar o habitual para não fazer "fracas figuras", não é?
Abraços e beijos
MIKE
2018.maio