segunda-feira, 18 de junho de 2018

Corrida de S. João de,................... Gaia :)




A Corrida de S. João sempre foi uma corrida emblemática do Porto.
A organização (Runporto) explica que, com o aumento astronómico de turistas na cidade do Porto nos últimos anos, a Câmara do Porto contactou-os para a prova passar para a margem esquerda do Douro, ou seja, para a cidade de Gaia.
É uma pena, ....... mesmo.
O itinerário no Porto era fabuloso (é onde gostamos mais de treinar) mas, como sói dizer-se, "o que tem que ser, tem muita força".
Pois é.
Domingo, 17 de junho, lá estamos nós os três (Teresinha, Leninha e Mike) a arrancar ás 07H55 para a Afurada.
Fomos cedo pois, como conhecemos bem a zona, sabíamos que só indo cedo arranjaríamos lugar para estacionar o bote perto da marina da Afurada.
E, assim foi, lugar de primeira para quem merece.
O que nos esperava:

- Corrida de S. João
- 15 K
- 10 horas

Já cedinho o calor era imenso.
Demorou mas, chegou.
Chegou e, logo a escaldar.
Enfim, já estava a imaginar o que ia sofrer pois, tenho por pior inimigo o calor.
Descemos 100 metros e já estamos na Marina da Afurada pejada de barcos de recreio.
Ainda cedo, a primeira foto se bateu,


                Aqui estão os três prontos para enfrentar os 15K e, sobretudo, o calor 😆

Lá fomos aquecer (era preciso?) e, já estava a escorrer por todos os lados.
Aguentamos o mais possível numa sombrinha (debaixo de umas árvores) até irmos para a nossa caixa.
Já lá dentro, mais uma foto,


                                                             Uff, que calor;.....

Partida.
Aí vamos nós.


                                                O quadro é bonito, não é? 😁

Arrancamos, devagar, devagarinho que a partida era estreita e, passados aí uns 50 metros estamos a entrar na Avenida principal.
Aí, o primeiro percalço: para fazer esta passagem, devido ao estreitamento da saída (tipo funil), toda a gente a fez a passo!
Não ajuda nada e, a circulação fica muito difícultada.


            Nesta imagem vê-se perfeitamente o afunilamento da passagem para a estrada

Avenida fora e era mesmo difícil correr.
Passados aí uns 200 metros, apanhamos um susto.
É verdade.
Dois cães (granjolas), do meio do nada, aparecem no meio da estrada engalfinhados em luta!
Ouviram-se uns gritos, atletas a saltarem para o passeio, outros até a inverter a marcha, enfim, uns segundos de completa desorganização.
De repente desapareceram, nem sei como.
Esta "cena" nunca me tinha acontecido em nenhuma prova mas, de facto não é nada agradável ter encontros imediatos destes,
Siga,
Fazemos 1 km e já estamos a entrar numa subida bem íngreme.
Uff,.......... isto ainda agora começou e já estou todo a escorrer de suor, a pingar mesmo, já estava a sentir aquele mau estar do calor, tipo estar "derretido".
Calor a apertar e, a subir, é, ........ explosivo.
Bom, já estamos lá em cima, ligeira descida (por trás da Casa Branca), agora descida íngreme e, já estamos na  Avenida Beira Mar, na marginal de Gaia.
Ah, ok, aqui já se pode correr normalmente.
Siga,
Vamos até lá ao fundo e fazemos o retorno aos 3,5 km com um trompetista a nos "dar força".
Ok, já estamos a subir novamente, agora descer e aproveitar para descansar.
Passamos pela meta (aos 7,5 km), Afurada e aí já nos cruzamos com a volta dos primeiros que eram três atletas do Sporting que seguiam em alta velocidade (como de costume, não é?).
Olho para o relógio (era preciso?) e vejo logo que estou a andar a gasóleo.
Siga e vamos lá fazer o que falta.
Já estamos debaixo da Ponte Arrábida (novo abastecimento) e, aqui faço mesmo questão de beber a bebida isotónica para tentar recuperar algumas energias.
O calor apertava cada vez mais.
Bem procurava uma sombrinha mas, áquela hora com o sol a pino, ....... nada.
Sol a pique e eu a pensar que nunca mais chegava ao fim.
Uff,....... a passo de caracol lá ia eu.
Cruzamos com o Américo Martins e nem força tenho para o incentivar 😞
O retorno era no início do cais de Gaia (com 11,5 km de prova) e, já ia de rastos.


                          Uma imagem vale mais que mil palavras. "Morto", ia eu, não ia?

Reparem bem na imagem acima; aquele aglomerado de atletas no lado esquerdo da foto, era para beberem água de uma fonte que lá existe tal era o calor!
Ai, ai, ai, mas isto nunca mais acaba?
Estou completamente "derretido" e, inicio caminhada.
Respiro fundo, uma, duas, três vezes e, uma voz começa a me metralhar: "anda lá corre, deixa-te de mariquices".
Corri.
Novamente.
Metros adiante, parei mais uma vez.
Corri.
Parecia feito de plasticina.
Enfim, a correr mas a 20 á hora.
Ponte Arrábida (novamente), mais um abastecimento e já está quase.
Yes, reta da meta para terminar este suplício,


                      Mike completamente "derretido" e Teresinha "fresquinha" como sempre




                                    Leninha a terminar a sua prova em, ........ sprint 😊



        Silvério aqui a terminar a sua prova apesar de ter treinado pouco ultimamente

Tinha a Berdadeira (com B do norte) consciência que tinha feito um tempo miserável.
Logo, logo, o que me assolou á mente foi, querer já  a próxima prova  o mais rápido possível para "limpar" a imagem.
É verdade, foi a pior prova de 15K que fiz até hoje.
De longe.
Ah, para fechar o ramalhete ainda tenho mais esta: vínhamos nós os três para o carro e, passam por nós dois jovenzinhos atletas que não tinham mais de 30 anos e, diz um deles para nós: "Os meus parabéns. Eu gostava era na vossa idade correr tanto como vocês"
Respondo eu:" Ah, obrigada, obrigada, os velhinhos agradecem".
Lá se foram.
Olho para as meninas e digo: "nem sei se deva estar contente ou triste. É que eles só disseram aquilo porque olharam para mim e não para vocês" 😊
Enfim, eu estava completamente derretido, "lixado" com o tempo que tinha feito e, ainda por cima o jovenzinho acha que eu já tinha idade era para estar sentado numa cadeira a tomar uma cerveja, a ler o jornal e a olhar para a minha grande barriga!
Ai, "um mal nunca vem só", não é?
Chegamos ao carro e leio logo a temperatura: 30 graus !
Bom, finalmentes,
Terminaram a prova 1810 atletas
- Teresinha, tempo de 01:36:03, lugar 1471 na geral e no seu escalão (F60), lugar 3 em 4
- Mike, tempo de 01:36:03, lugar 1472 na geral e, no seu escalão (M60), lugar 75 em 96
- Leninha, tempo de 01:44:37, lugar 1669 e, no seu escalão (F55), lugar 7 em 10
Agora tempos de nossos amigos,
- Flor Madureira, tempo de 01:19:23, lugar 702 na geral
- Américo Martins, tempo de 01:28:44, lugar 1160 na geral
- Silvério Pinto, tempo de 01:19:24, lugar 843 na geral
Os vencedores,
-  masculino: Hélder Santos com 00:47:08
-  feminina: Mónica Silva com 00:53:27
E pronto.
É tudo.
Não, ainda não é tudo.
Só queria dizer que o itinerário da corrida de S. João no Porto é (ou era) incomparavelmente melhor que o de Gaia.
Não gostei nada deste novo traçado.
É pena mas, para já, no Porto só teremos a meia e a maratona (setembro e novembro).
Vá lá que ainda não nos proibiram de lá treinar,...... só faltava essa 😠
E, para terminar mesmo , uma "grande" notícia:
Teresinha com o seu honroso terceiro lugar no seu escalão, recebe o prémio de 30 euros ! 😀
Já realizamos uma reunião familiar e decidimos que vamos deixar de trabalhar para passarmos a viver á custa dos prémios alcançados. Nunca é tarde para dar novo rumo á vida, não é? ✌
Bjs e abraços para todos

MIKE
2018.junho















terça-feira, 29 de maio de 2018

1ª Meia maratona de Esposende: treinar pouco para tão grande distância



Ora, dez dias parados, são dez dias.
E, dez dias parados, sem treinar, é,.......... muito.
Pois é.
Ficamos dez dias "sem mexer uma palha" pois as doenças da época (tosse e constipação) decidiram nos bater á porta.
Depois voltar aos treinos e, só fazer dois antes de uma meia maratona!
Um de dezasseis (calmo, muito calmo) e outro de dez.
Com esta possível preparação (fraquinha), decidimos cumprir a nossa inscrição na prova.
Mas, que prova era essa?

- 1ª Meia maratona de Esposende
- 21,0975 K

Assim, domingo, dia 27 de maio lá levantamos cedo (para variar), ou seja, ás 06:50 da matina.
Pequeno almoço para nos dar aquela "força" e Teresinha, Mike e Leninha arrancam então para a cidade de  Esposende.
Teresinha e Mike para correrem a meia maratona e Leninha preparada para os 10K (as duas provas partiam do mesmo local e á mesma hora).
Chegados, foi estacionar o "bote" e ir levantar os dorsais.
Volta ao carro para descansar um pouco (eu diria antes, acordar um pouco), colocar os dorsais e, aí vamos nós para o aquecimento.
Temperatura de 16 graus mas sem sol o que nos dava uma certa frescura ambiente.


                                    
                                                Preparados para o aquecimento

Já corremos cá em Esposende mas nos 10K onde temos boa recordação pois fizemos tempo abaixo de 50 minutos mais propriamente 00:49:41 em maio de 2015
A meia maratona era a primeira vez nesta terrinha (bonita).
Notou-se logo que a afluência não iria ser como de costume pois, nesse mesmo dia havia uma concorrência de peso: a meia maratona do Douro Vinhateiro que congrega mais de 2500 atletas.
Ok.
Vamos lá calmamente para a caixa de partida.


                            A escassos segundos da partida com esta bela paisagem

Ás 10 horas em ponto, aí vamos nós.


                                            Partida com Mike a ligar o seu relógio

Terreno plano, largo, onde andávamos á vontade.
Iniciamos num ritmo calmo para não "gripar" o motor cedo.
Já saímos da cidade e estamos no meio dos campos.
Retorno, voltamos a passar pelo local da meta, 5 km a bater, olho para o relógio e tenho 00:28:39
Ok.
Tudo bem, respiração normal, tranquilo.
Siga.
Retorno e já estamos novamente no local da meta.
10 km
Agora marca 00:57:32
Ok, tamos dentro do normal.
Aqui os atletas dos 10 K terminavam a prova (Leninha acabava aqui) e os "duros" continuavam.
Confesso que passar pela meta e continuar não é coisa que me agrade.
Diria mesmo, não me agrada nada pois ficamos com aquela sensação que é interminável a prova.
Adiante.
Continuamos em plano, o sol continua encoberto e, lá voltamos nós para o meio do campo.
Aqui a prova é um pouco, como dizer, "sonolenta" e "triste" pois não vemos vivalma a não ser quem nós dá os abastecimentos.
Comecei a pensar em comer a minha barra conforme tinha programado mas, a fome era zero e decidi, desta vez, não o fazer.
Ainda atravessamos a velhinha ponte de Esposende (há anos que não passava por aqui) mas, foi ir e, vir, não entramos em Ofir.

 
                           Aqui estamos nós a atravessar esta linda e centenária ponte

Estávamos aí nos 13 km
Bom, já estamos a queimar os 15 Km
Tempo: 01:26:52
Nada mau, nada mau para o que esperava.
Pois, mas, a partir daqui comecei a sentir as "rotações" do motor a abrandar.
Como sei que não há milagres, ou treinas e consegues ou não treinas e não consegues, "treinei" a minha mente para "deixa-te ir, não te incomodes."
E foi.
Deixei-me ir sabendo que estava a desacelerar mas, o objetivo era terminar.
20 km e já ia a pensar que "isto nunca mais acaba".
Aqui, tempo de 01:57:43
Bom, até nem estava mal de todo mas o km 21 foi o que custou mais; aliás, foi o km com pior tempo, ou seja, estava na curva descendente mas já próximo da meta.
Ao chegar temos uma "tiffosi" especial á nossa espera, a Leninha, para nos dar ânimo para os últimos forçados e esforçados100 metros.
Ok.
Ufffffff.
Feito.
Terminado.
Olho para o relógio: 02:06:12 e distância de 21,26K
Mediante as circunstâncias, até nem foi mau de todo.
Medalha, água, maçã, volta ao carro e ruma a casa.

Finalmentes,
Acabaram a prova 557 atletas
- Teresinha, tempo de 02:06:12, lugar 514 na geral e, no seu escalão (F60), lugar 4 em 4
- Mike, tempo de 02:06:12, lugar 515 na geral e no seu escalão (M60), lugar 25 em 26
- Nos 10 K, Leninha tempo de 01:03:29, lugar 266 em 372 e no seu escalão (F35), lugar 45 em 93

Vencedores da meia maratona:
- Masculino: José Moreira, tempo de 01:07:17
- Feminino: Mónica Silva, tempo de 01:15.28

E pronto.
É tudo.
Hoje foi uma crónica mini 😊
Agora vamos lá treinar o habitual para não fazer "fracas figuras", não é?
Abraços e beijos
MIKE
2018.maio


















sexta-feira, 27 de abril de 2018

35ª meia maratona de Viena. 31 anos depois.........



Sexta feira, 20 de abril
Teresinha e este escriba, Mike de seu nome, depois de voarem desde o Porto (com escala em Frankfurt), acabam de colocar os seus pezinhos em solo austríaco.
É verdade.
Estamos em Viena.
31 anos depois de aqui ter estado (era um jovenzinho), para presenciar uma das mais emocionantes vitórias internacionais do meu Porto, o que me passa pela cabeça é o "filme" das sensações que tive em que, lembro-me bem, chorei como, sói dizer-se, uma autêntica "Madalena" ao ver a Taça dos Clubes Campeões Europeus nas mãos dos dragões.
Enfim, o tempo passa a uma velocidade estonteante.
Bom, bus direto, metro e já estamos a nos instalar no "25 hours hotel at Museums Quartier" mesmo ao lado do Rathaus.
Alojados, lá fomos ainda para uma voltinha á cidade.


Sábado, 21 de abril
Pequeno almoço tomado, ou seja, estômago afagado e lá fomos de metro (linha U2) até á estação de Krieau até á chamada Messe Viena onde iríamos levantar os dorsais.
Saímos da estação e damos logo de caras com a entrada.
Enorme espaço com muito movimento tantos eram os atletas inscritos para a prova.
Deparamos logo com o stand da Adidas que estava muito concorrido e alegre.
Ora, desta vez a Adidas teve uma ideia brilhante: oferecia a todos um copo de fruta triturada mas, eram os visitantes que tinham que "trabalhar" para a poderem degustar.
Ora, como era?
Escolhíamos a fruta (nós fomos para os kivis), eles colocavam-na no recipiente (triturador), esse triturador era colocado numa bicicleta e, pela força exercida nos pedais, o triturador começava a trabalhar.
Oh,..... para que estou eu aqui com toda esta treta se uma imagem vale mais que mil palavras.
Aqui vai:

Teresinha já a dar o seu melhor na arte de pedalar



Claro que não ia ficar atrás e também dei á perna,

                                        Mike a 100 á hora para triturar todos os kivis

Ora aí está.
Uma ideia genial e, pensei logo em trazer a "máquina" para casa.
Teria a sua piada pôr os nossos amigos lá em casa a pedalarem para poderem beber suminho 😋
E, estava delicioso?
Yes.

                                                       Ui,..............  soube mesmo bem 😀


Lá andamos ás voltas a apreciar todos os stands e, por fim, lá fomos levantar os dorsais.

                                  Aqui estamos nós com os nossos dorsais de Viena

"Ok, ali ao fundo levantam as camisolas", indica a funcionária.
Lá fomos levantar as ditas cujas camisolas e, a austríaca entrega-me uma camisola "M" mas de Woman!
"Oh,.... aqui há engano, a minha é de Men", digo eu.
Ela, imperturbável, aponta o indicador para a lista que tem ali á sua frente e mostra-me.
"M" de Woman.
Era o que ali estava.
Insisto (sorridente) que não podia ser, tinha de ser "M" de muito Matcho mas, ela,.......... nada.
Moral da história: ao fazer a inscrição enganei-me e, de facto, errei.
Como Berdadeiro portuga que sou, não podia desistir assim facilmente.
"Chama lá a chefe disto que quero falar com ela", digo eu já a perder a paciência.
Aparece uma ainda pior que ela com aquela cara dura de alemã e eu a ver a minha vida a andar para trás.
Blá,.... blá,... blá...... e, nada.
Ainda lhe digo que era a primeira vez que me chamavam de mulher mas, ela não achou piada (era para ter?) e, lá tive que trazer na sacola uma camisola de mulher.
É para aprenderes a estares mais atento quando fazes a inscrição, diz-me o meu "eu".
Ok.
Volta para o Hotel e, lá vamos nós passear novamente.
Jantar como de costume, massa no Vapiano e deitar cedinho que amanhã é o grande dia.



Domingo, 22 de abril
Então, o que nos esperava?

- 35ª meia maratona de Viena
- 21,097 km
- 9 horas

Alvorada cedo (06H45) para poder tomar banho, fazer aquilo que ninguém pode fazer por nós e tomar o pequeno almoço com tempo para fazer a digestão.
Tudo ok e lá vamos nós para a estação do metro.
Logo á saída do hotel já estavam na rua atletas a se dirigirem para a estação.
A temperatura já estava elevada para a hora e, já "via" que nos tínhamos que debater com o calor.
Carruagem totalmente cheia com atletas e, lá chegamos á estação de Kaisermuhlen.
Ui,........ que multidão!
Teresinha ainda vai á casa de banho (a fila já estava alongada), aquecemos um pouco (não muito) e, lá vamos nós para a nossa caixa.

                                     Na caixa de partida, prontos para enfrentar os 21 km e o calor


Ora, nesta prova tínhamos a maratona, meia maratona e o relay (como eles chamam aqui) que era a maratona por estafetas.
Imaginem só a quantidade de atletas que eram!
A partida era dada em duas faixas enormes com a saída logo a atravessar a ponte Reichsbrucke sobre o Danúbio.
E o calor a apertar.
24 graus já lá estavam nas nossas cabeças!
Em Portugal sabíamos que estava a chover e, nós ali, no centro da Europa, em pelo abril com aquele calor!
Avançam os de atletas de Élite e depois os da faixa esquerda (nós estávamos na direita).
Ora, assim sendo, iríamos ficar bem para trás no início.
Lá vamos nós.
Já estamos em cima da ponte (com umas vistas lindíssimas) mas, o "trânsito" era imenso.
Pelotão mesmo compacto.

                             Inicio da prova a passarmos a ponte Reichsbrucke

km 1 já feito logo á saída da ponte, km 2, rotunda e virar á esquerda.
Uff!
Mas isto vai ser sempre assim?, perguntava eu.
Sim, nunca estive num pelotão tão compacto como este.
Ultrapassar era difícil, ou antes, dificílimo e, já estava a ver o filme: isto vai ser no arranca e pára.
Como tínhamos atletas da maratona, meia e relay, estávamos a apanhar muitos lentos que eram da maratona.
Já estava a "bufar" pois me estava a "desgastar" com a preocupação de não tocar em ninguém e que ninguém me tocasse.
Siga.
Aos 5 km já temos o primeiro abastecimento.
Oh!,...... o que é aquilo?
Aquilo era um magote de atletas parados na estrada a ocuparem-na toda.
Como é possível?
Pois eles tinham aí umas quatro ou cinco mesas com copos de água para o abastecimento.
Ora, como éramos tantos e tantos, a rua "entupiu"!
Para ter água, foi uma luta de "cotovelos" para lá chegar.
Agora imaginem a Teresinha com aquele físico a lutar com aqueles grandalhões!
Enfim, ritmo quebrado, água mal bebida e, agora a pisar milhares de copos no chão (não, não estou a exagerar, não) e,.................. siga.
Mas, como é possível uma prova desta envergadura ter um abastecimento assim?
Minha nossa.
Siga.
Siga mas com um calor super abafado já a me chatear.
Difícil fazer corrida em ritmo constante pois tínhamos muito para ultrapassar e, como se isto não chegasse, a corrida era feita "ás curvas".
Já só pensava, "o próximo abastecimento também vai ser assim?"
E foi.
Nos 10 km a mesma "luta".
A mesma "luta" mas ainda  com um pormenor "delicioso": os copos com água tinham sumido e agora tínhamos era uma bacia enorme com água e copos vazios!
Paramos mesmo, "luta" de cotovelos para chegar á mesa e, aí, encher os copos com água e partir.
Uffff,......... mais cansado aqui que a dar ás pernas!
Bebi dois copos em frente á mesa, voltei a enchê-los e prossegui.
Estupefacto fiquei foi com a Teresinha ao vê-la já ao meu lado com um copo na mão!
Afinal, ela "luta" como uma padeira de Aljubarrota"
Siga.

                                             Teresinha em grande ritmo

Olho para o relógio e,....... ok,...... vamos normal par o calor e trânsito que está (10 km em mais ou menos 59 minutos).
Lá continuamos e já estamos a passar perto do Palácio de Schonbrunn e o calor a "apertar" cada vez mais.
Já sinto bem que o ar abafado me está a causar estragos.
Ai, ..... está,.... está.
Sinto que estamos a diminuir o ritmo mas, deixa-te ir na "enxurrada" e logo se vê.
Já estou a ver uma ambulância a entrar na nossa "pista" em sentido contrário, em altos berros, para socorrer uma atleta que estava deitada no chão.
Mais uns passos e mais um no chão a pedir assistência.
Olha,.......... mais outro!
O calor estava a fazer das suas, estava.
Km 15 e novo abastecimento.
Nova paragem e  nova "luta"!
Surreal isto.
Acabava de beber e tinha logo os lábios secos.
Transpirava por todos os lados, ou antes, pingava.
Bom, já falta pouco.
Olho para o relógio e já estamos no km 19 e o ritmo a diminuir.
Uma pequena descida e, no meio da estrada temos a seguinte indicação em grande placard com setas: esquerda a meia maratona, em frente a maratona.
Ok.
Andamos aí uns 100 metros e temos, no centro da estrada, um palanque com dois indivíduos lá em cima, cada um deles com uma luva grande e preta na mão a indicar: meia maratona em frente e maratona para a esquerda!
Tou maluco?
Então temos indicações contrárias?
Moral da história: nós, eramos em frente e estávamos na esquerda. Os outros eram para virar á esquerda e estavam na direita.
Tão a ver o "filme", não estão?
Naquele ponto nós a nos cruzarmos!
Oh pá,................. isto não me está a contecer.
Não acredito.
Pois é, mas foi mesmo verdade.
Enfim, depois do "descruzar", aí sim, aí já corríamos á vontade.
O problema é que faltavam 1.5 km para o final.
Bom, vamos lá acelerar para a meta.
Foi no que fizemos.
Ainda passamos uns quantos mas, já sabia que o tempo final ia ser "mauzinho"


                                               Últimos metros antes da meta

Uff,.... já tá.
Tá feito.

                                     Logo após cortar a meta ainda ofegantes com o sprint final

Fila indiana para receber água, medalha e um saco com uma banana.
Abro a garrafa de água (até que enfim que é em garrafa!), bebo um gole de sofreguidão e,..........  oh pá , esta água é com gás!
Que mal fiz eu?
Agora água com gás que não gosto?
Lá á frente distribuíam cerveja a rodos.
Ao lado, "n" mesas corridas ao sol com os respetivos bancos de madeira e era vê-los ali todos sentados a beberem cerveja alegremente😊
Como beber cerveja não é a minha praia, lá seguimos.
Mais uma foto agora com as medalhas,

                                   Não sei se estou a trincar a medalha de gozo ou de "raiva"

Lá caminhamos pelo meio daquela multidão até ao nosso Hotel que distava 400 metros da meta.
Enfim, uma prova grandiosa passando pelo meio de uma cidade não menos grandiosa mas com um abastecimento surreal.
Olho para o relógio e confirmo o tempo "pobrezinho": 02:09:44
Só foram mais 5 minutos que quinze dias antes em Berlim mas, atendendo ás peripécias da prova e ao calor (terminamos com 26 graus), digamos que até foi normal.

Finalmentes,
- Terminaram a prova 12776 atletas.
- Teresinha, tempo de 02:09:44, lugar 6421 da geral  e nos eu escalão (W60), lugar 8 em 40
- Mike, tempo de 02:09:40, lugar 6422 da geral e, no seu escalão (M60), lugar 127 em 303

Vencedores:
- Masculino: Adam Konleczny com 01:11.15
- Feminino: Michela Ciprietti com 01:22:52

Curiosidades:
- Concluiram a prova 20 portugueses
- Teresinha ficou no lugar 10 e Mike no lugar 11 no total
- Concluiram a prova 6 portuguesas, Teresinha no lugar 3
- Concluiram a prova 14 portugas, Mike no lugar 8

- Na maratona concluíram 5252 atletas
- No Relay concluíram 1251x4 atletas , o que dá 5004
- Total de atletas em prova: 23032

Bom, depois achamos que merecíamos jantar o famoso Wienner Schnitzel, prato típico da Austria, que não é mais do que um panado austríaco!
Aqui vai,


                                    Ir tão longe para comer um panado!  Só nós 😋

E pronto.
Mais uma meia feita com suor, muito suor mesmo.
Abraços e bjs
MIKE
2018.abril

















quarta-feira, 11 de abril de 2018

38ª Meia maratona de Berlim. A Liga dos Campeões no seu melhor



Sexta, dia 6.abril
Levantar de madrugada que o dia ia ser intenso.
Teresinha e Mike de malas feitas, chamado o uber e já estamos no Aeroporto do Porto.
Mini viagem até Lisboa e siga para ,................... Berlim 😀
Saímos com chuva a chegamos com sol.
Tempo frio, é verdade mas, um solzinho a dar as boas vindas.
Compra logo ali no aeroporto do Berlin Welcome Card de 72 horas e já estamos a entrar no H2 Hotel Berlin Alexanderplatz.
Uff!
Ora vamos lá conhecer, ou antes, reconhecer Berlim (já cá tínhamos estado em 2012)
Quando já se conhece movemo-nos mais á vontade, estamos naquela de "estou em casa", sei para onde ir e como.
Por indicação da net (dá muito jeito dá), lá fomos jantar ao restaurante mais antigo de Berlim onde Napoleão e Charlie Chaplin já jantaram.
É isso mesmo.
É o "Znr Letzten Instanz", datado de 1621 e, ainda mantem a fachada!
Para quem vier a esta cidade tem de cá vir comer o joelho de porco assado com repolho roxo e xarope de malte. Uma delícia! A não perder.
Adiante que a nossa vinda cá não é gastronómica.

Sábado, 7 de abril
Lá vamos nós de metro para levantar os dorsais.
A chamada Expo Berlin Vital é num antigo aeroporto já desativado, agora lugar de visita para ainda se poder ver o que era a Alemanha de Leste (Berlin Tempelhof).
Logo á entrada sentimos que estamos a "recuar" no tempo,

               A entrada no antigo aeroporto com a arquitetura linear e austera do leste

Segurança quanto baste, identificação e, colocação de pulseira para só entrar quem for atleta.

                                                           Pulseirinha identificativa

Interessante, mesmo muito interessante este lugar.
Como disse, recuamos no tempo, mesmo.
Está ali tudo: a arquitetura, os materiais, os espaços, enfim, o "choque" sente-se mesmo.
Levantados os dorsais (mais identificação como segurança), pousamos com os ditos cujos,

                             Aqui estão eles, ........ os dorsais a usar na prova

Percorremos a "feira", tinha muito para ver e por onde escolher.
Á saída passamos pela pista,

                 Reparem naquela pérola de avião ali ao fundo á direita na foto 😁

Voltamos ao Hotel, pousamos as sacolas e , .... halla para a cidade.
Estranhamos ver tanta polícia na rua (visível) mas, como estamos na Alemanha.....
Uma tarde bem passada e, onde jantar?
Bom, jantar, teria de ser massa e, decidimos ir  a um restaurante de uma cadeia italiana que já conhecíamos.
Uma massinha para dar energia ás nossas perninhas,

                       Não, não somos acionistas da Vapiano mas, .... até parecemos 😁

Bom, vamos lá descansar que amanhã é o grande dia.
Antes de me colocar na horizontal, verificar o equipamento para que nada falte,

                             Tudo nos conformes com as barras trazidas de Portugal

Domingo, dia 8.abril
Noite mal dormida (para mim é sempre a mesma coisa antes de uma prova) e, alvorada ás 07H15
Descemos para o pequeno almoço e,......... a sala estava "infestada" de atletas!
Trocamos aqueles olhares cúmplices de quem pertence á mesma equipa e não se conhece.
Abastecemos o estômago pois era bem preciso.
Para quê?
Ah, pois, então aqui vai:

- 38ª meia maratona de Berlim
- 21,1 kms
- 10 horas

Como o hotel era a 500 metros da partida e chegada, não podíamos estar melhor.
Cá fora, 12 graus e sol.
Aquele frio que se fazia sentir mas, o sol "aquecia" a alma.
Lá vamos nós para a Karl-Marx-Alle, uma avenida enorme pertencente á antiga Alemanha de Leste.
Continuava a ver muita polícia na rua.
As ruas estavam fechadas não com grades mas com carros da polícia.
Ora vejam,

                               Ruas todas fechadas com os carros da polícia

Bom, siga.
Para entramos na caixa de partida, dupla verificação.
Uff, ......... isto é só segurança!
Aqui vão os blocos de partida,
                         Enorme caixa de partida dividida em 6 sub-caixas

A nossa caixa era a "E"
A inscrição obrigava a entregar diploma comprovativo de tempo (no último ano) e, quem não o enviasse ia para a última caixa.
Entregamos os sacos de roupa (havia "n" camionetas" identificadas como tal) e fomos aquecer.
Fomos de mala preparada para o frio intenso e, estávamos ali só com uma camisola interior debaixo da camisola da prova.
Teresinha já com calor decide tirar a camisola interior e, como já estávamos longe da entrega dos sacos, decidiu amarrar a camisola a uma grade e, atira: "até quero ver se no fim ainda cá está para a levar"
Não respondi mas fiz um olhar de dúvida.
A multidão era enorme.
Pois, seríamos mais de 30 mil, tínhamos de ser muitos, não é?

                                            Já dentro da nossa caixa "E"

Sol continua a brilhar mas o frio sente-se.
Então, qual era o itinerário que nos esperava?
Aqui vai,

                  Percurso da meia maratona de Berlim a passar sempre no centro da cidade

Já conhecíamos praticamente todo o percurso o que nos dá tranquilidade.
Estava tranquilo?
Estava.
                                               O relógio não mente. 65 pulsações antes da prova

Preparados?
Yes.
10 horas.
Aí vamos nós.
Aí vamos nós, não é bem assim.
Para quem estava na caixa "E", a "seca" foi grande.
Chegamos á meta de partida 22 minutos depois do tiro de partida!
Pois, isto é uma prova da Liga dos Campeões, não é?
Então, pôr em movimento milhares de atletas sem se atropelarem,....... é assim.

                                 Logo após a saída já íamos bem concentrados

Siga.
Muita gente a aplaudir, mesmo muita e já estamos na Kark Liebknecht
Lindo.
Passamos o rio Spree pejado de botes com turistas.
Ah,.......... já estamos a passar pelas portas e Brandenburger que, é o mesmo que dizer, estamos a passar da antiga Alemanha de Leste para o Ocidente.
Aquele local é mágico!

                       Imagem fantástica nas portas de Brandenburger com os portuguesitos lá

Íamos em ritmo moderado pois Teresinha tinha estado três meses sem treinar e, tinha feito só onze treinos para esta prova.
Ia mesmo a desfrutar.
Muitas pessoas a aplaudir e, sobretudo muitas bandeiras da Dinamarca a serem agitadas.
Já estamos no km 5 e, logo após temos o primeiro abastecimento.
Oh,........oh,.......... lá estão os copos!
Lá tínhamos nós copos cheios de água em vez de garrafas.
Não dá jeito nenhum para pegar nos copos (quase temos de parar), a água é escassa em cada copo e, beber é difícil sem desperdiçar o precioso líquido.
Abrandamos para podermos beber e, lá seguimos.
No entanto, vi numa mesa uns copos com um líquido escuro e pensei:" oh, aquilo deve ser bebida isotónica, no próximo abastecimento vou mas é beber aquilo que me vai saber melhor"

                                       Aqui vamos nós na 17 juni strabe

Estavamos a manter o ritmo sempre com o pensamento de poder, na parte final, aumentar a passada.
Muita alegria nas ruas, cada vez mais era o incentivo e, isso "pesa" na nossa prestação.
Sente-se que isto é mesmo a Liga dos Campeões 😀
Km 10 á vista, km 10 passado e já temos novo abastecimento.
Ia "filado" na bebida isotónica, por isso procurei bem onde estavam os tais copinhos com aquela bebida escura.
Ah, estão ali.
Corto para lá e "apanho" logo dois.
Meto á boca e,................. eh pá, é chá e,.............. quente!
Que desconsolo 😒
Bom, só tens uma solução, bebe e esquece, bebe e pensa que é isostar.
O chá vá lá que não vá mas,........... quente?
Roguei umas pragas (para dentro) e, claro, esqueci.
Ora bem, vamos lá "apertar" um bocadinho, só um bocadinho para ver o que dá.
Ok.
Tudo bem, tudo "jóia" como dizem os brasileiros.
Para "disfarçar" a sensação do quente, resolvi tomar o primeiro gel.
Nada nos custava manter aquele ritmo e, continuávamos a passar atletas.
Isto de passar atletas em prova é mesmo muito bom.
Dá cá um moral imenso, até parece que vamos a um ritmo muito superior.
E, a verdade é que a partir do km 3 já vínhamos a passá-los.
Siga.
Agora estamos a correr lado a lado com duas atletas ligadas por uma corda aí de um metro.
Uma era cega e a outra era a guia.
Ia ao lado delas e a pensar: "olha que é mesmo difícil correr com os olhos tapados"
Fechei os olhos (por segundos) só para sentir a sensação e, a insegurança é total.
Brava esta atleta!
Parabéns.
Deixámo-las para trás (mais umas) e lá seguimos.
De repente vejo que estão a entregar gel.
Uma voluntária estende-me a mão com um.
Apanho-o e vejo a mesa repleta deles.
Desvio-me um pouco para a esquerda e, .......... zás, "saco" três.
Até parecia uma ave de rapina!
Siga.
Km 15 e novo abastecimento.
Não, aqui já não fui enganado, não.
Nada de cházinho quentinho, água que é muito boa.
Claro, só para "apanhar" os copos até paramos tanta era a dificuldade de espaço para circular.
Estamos já em Potsdman onde está agora instalada a área Sonny
A passagem aqui foi espetacular.
Tanta, tanta gente a bater palmas a incitar que estreitavam estrada (formavam um túnel) e nós ali no meio "armados" em campeões.

                        A passar por Potsdman com a multidão mais exuberante nos incentivos

Km 16 já no "papo" e nós sempre a rolar sem dificuldade.
Multidão continua agitada a incitar.
Sol continua a nos aquecer,

                                     A multidão incentiva e nós ganhamos força extra

Já só faltam 2 km
Tá quase.
Levo a torre da TV de Berlim na minha mira.
Tá á minha esquerda.
Cada vez mais perto.
Já falta pouco.
Anda.
Não abrandes

                                      Já falta muito pouco para a meta

Tamos a continuar a passá-los.
Curva á direita em 90 graus.
A meta é já ali.
Pronto.
Yes.
Tá feito.
Água pois estou sequioso.
Lá está ela.
Em copos,....... para variar.
Só foram quatro de uma vez só!
Agora bananas.
Não quero.
Medalhas.
Ok.
Lindas.
Vamos para a fila.
Oh, esta é a fila dos certificados.
Ah, é aquela ali ao lado.
Agora somos nós.
A menina cola um post-it na medalha, escreve lá o nosso número e o nosso nome.
Escreve e diz:" agora vão para ali ao lado que depois chamam"
Ui, que estranho.
Mas, é isso mesmo.
As medalhas iam para os gravadores que estavam lá atrás e depois apareciam na mão de uma alemã armada em Merckl que puxava pelos pulmões a gritar os nomes dos atletas.
Tão a imaginar a pronúncia daquela alemã a gritar nomes de todas as nacionalidades?
Não, não estão, aquilo só visto,

                             Térrézá Máíá,......  Férrenandú Máìá, dizia ela em altos berros

E, agora uma cena nunca vista: no meio de todos nós, "passeavam" polícias armados de metralhadora a olharem para todos os lados!
Ui,.......... isto é que é segurança!
Levantamos o nosso saco de roupa mas, com os plásticos que nos tinham dado não tinhamos frio e não mudamos.

                                As nossas medalhas conquistadas com muito suor

Lentamente viemos para o Hotel ainda a desfrutar de todo aquele ambiente magnífico.
A polícia continuava bem visível no meio de nós.
Ah, e a tal camisola da Teresinha, sempre estava lá á nossa espera?
No. 😞
Chegados ao Hotel, ligando a net do telemóvel é que entendemos toda aquela "anormalidade" policial.
A polícia alemã tinha prendido uma célula terrorista que se preparava para esfaquear o maior número possível de atletas.
E esta hein?

                                    Aqui está a notícia que originou todo aquele aparato policial

Bom, tudo dito.
Quase.
Antes dos finalmentes, só queria aqui "postar" os nossos tempos de 5 em 5 km dos 0 aos 20.
Aqui vai:
-  00:29:04
-  00:29:04
-  00:28:21
-  00:28:25
e km 21 em 00:05:38
Conclusões:
-  últimos 10 km mais rápidos que os primeiros dez como mandam os livros.
- os dois primeiros 5 km feitos no mesmo tempo!
- Km mais rápido, o 14 em 00:05:25
- prova muito equilibrada em termos de ritmo (a experiência já se vai fazendo sentir)
E, o relógio não mente, foram 21,49 km e não 21,09.

Vamos então aos finalmentes.
Terminaram a prova 33220 atletas, repito, 33220 !
Teresinha, tempo de 02:03:50, lugar 12455 na geral e no seu escalão (W60), lugar 34 em 247
Mike, tempo de 02:03:50, lugar 12459 na geral e no seu escalão (M60), lugar 271 em 641
Agora, só falando de Portugueses presentes nesta prova:

Feminino: total de 14 atletas e Teresinha alcança o 1º lugar 😁
Masculino: total de 32 atletas e Mike em 9º lugar (também não está mal pois não?)

Agora os vencedores:
- Masculino: Erick Kiptanui com 00:58:42
- Feminino: Melat Kejeta com 01:09:04

Agora sim, é tudo.
Vamos então treinar para mais uma prova na Liga dos Campeões😆
Quando?
29 de abril
Onde?
Ah,.................. adivinhem,.......... adivinhem (é longe, é longe)
Antes de terminar: bjs para todos aqueles que nos enviaram mensagens.
Sabe muito bem quando se está longe💙
Bjs e abraços para todos
MIKE
2018.abril
PS: em bem tinha avisado o João Lima que isto hoje não era um relatório mas sim, uma epístula 😃










segunda-feira, 19 de março de 2018

Corrida dia do Pai: Uma prova .......... para treinar




A corrida dia do Pai é emblemática na nossa cidade.
Sempre muito concorrida com muitas famílias presentes e principalmente muitos pais a terminarem a prova com os filhos ao colo.
Mas, vamos lá dar ordem ás ideias e, como diz o outro, "começar pelo princípio".
Alvorada ás 07:00, fazer aquilo que ninguém pode fazer por nós 😃, tomar o pequeno almoço, voltar a fazer o que ninguém pode fazer por nós, equipar e arrancar ás 08.35
Estacionamos o bote como normalmente na Vilarinha (em frente á casa do uruguaio Maxi Pereira).
Então, preparados para mais uma prova:

- 15º Corrida do dia do Pai
- 18.março.2018
- 10 horas
- 10K

Estava fresquinho (10 graus) com sol e rumamos ao Queimódromo.
Encontramos logo o Serafim que agora tem todo o tempo do mundo para treinar e, tratei logo de arranjar quem nos tirasse a primeira foto.
Toco nas costas de um atleta e peço para tirar uma foto.
Ele agarra no telemóvel e diz. "Ok oh Mike, ta bém, eu tiro mas não fico na foto"
Oh,........... era o Rui Coelho que treina connosco á quarta feira no grupo da Maia!
Oh, nem pensar, arranjamos aí um outro tipo qualquer  e tu também ficas, disse-lhe eu.
Então, arranjei um outro "voluntário á força" e, aqui está ela:



              Rui Coelho, Mike, Teresinha, Leninha e Serafim já "acordados" para dar á perna 😃

Bom, estávamos perante uma prova, é verdade mas, esta ia ser sui generis.
A partir de 8.dezembro de 2017 (os 10 K da Volta a Paranhos) que Teresinha tinha metido "férias" ás perninhas.
Adoeceu, esteve três meses sem correr e, antes desta prova só tinha feito três treinos.
Então, só havia uma maneira de encarar esta prova: como treino.
É isso.
Sem stress, nas calmas, fazia 10K como treino para voltar á boa forma.
A 8 de abril temos a meia maratona de Berlim e, aí tem que estar ok.
Cá o Mike limitava-se a fazer-lhe companhia, indo ao ritmo que ela impusesse.
Ok, no problem.
Leninha também não estava nas melhores condições pois, por afazeres profissionais tem treinado muito menos só conseguindo cumprir o treino de ginásio com o Bruno.
Lá fomos aquecer.
Andava no aquecimento de olhos atentos a ver se via os meus amigos que sabia que lá estavam mas, nada, não avistei nenhum, nem Esperança(s) nem Silvério.
Ah, é verdade, este ano o itinerário mudou.
A prova iria ser realizada só na cidade de Matosinhos.
A partida era no mesmo local mas, desta vez em sentido contrário.
Aqui vai o novo itinerário:


                                        Novo itinerário para a corrida dia do Pai

Vamos para a caixa de partida e, dá-mos de caras com o nosso amigo Tiago Martins.
Amena cavaqueira e diz-me ele: "hoje é a primeira prova que faço no novo escalão, o M50"
Ah, pois é Tiago, a idade não perdoa a ninguém, não é?
Depois, chega-me ao ouvido (como a dizer um segredo) e confessa: "hoje vou tentar bater o meu record nos 10K. Tenho que fazer menos de 50 minutos"
Oh, o que é isso para o Carlos Lopes?, atiro-lhe eu para lhe dar aquela força moral😁
E, claro, não podia deixar de tirar uma foto com o Carlos Lopes, não é?


             Carlos Lopes, perdão Tiago, Teresinha, Leninha e Mike na caixa de partida

Relógios já ligados no GPS, só mais uns minutinhos e,..... partida.
Siga.
Subimos a Circunvalação até á Vilarinha calmamente (Teresinha impunha o ritmo), sem stress quanto ao tempo final.
Volta na Vilarinha, Circunvalação e entramos em Matosinhos.
Tudo calmo, sem forçar.
Chegamos aos 5 km e olho para o relógio: 00:27:17
Pensei cá para os meus botões "isto até nem vai mal, para quem esteve tanto tempo parada, até vai a andar bem"
Sexto kilómetro no mesmo ritmo, já estamos de volta e, começo a sentir que a Teresinha está a abrandar um pouco.
Nada digo, apenas acompanho como se nada fosse.
Vamos á marginal de Matosinhos e tenho um atleta todo equipado de ciclista (com a bicicleta ao seu lado) e grita: "Boa Milke, força"
Quem será?
Fico naquela de pôr o meu "computador" a funcionar e a Teresinha pergunta: Quem é?
"Pressionado" pela pergunta, os meus circuitos disparam e decifro o enigma: É o Tomé.
Era ele, era.
De repente acompanha-nos durante uns metros na sua bicicleta (não sei se era para nos fazer inveja da sua velocidade 😏) e incentiva-nos novamente.
Um abraço Tomé.
Estamos então na marginal da praia de Matosinhos.


       Uma foto da marginal da praia de Matosinhos com o terminal de cruzeiros lá ao fundo

Anémona e, já falta pouco.
Como tinha dito o ritmo tinha baixado um pouco mas, já estávamos perto da meta.
Chegados á rotunda do Castelo do Queijo voltamos.
Vinha perfeito e, aí lembrei-me da maratona do Porto de novembro do ano passado.
Nesse dia, neste mesmo local vinha completamente "morto" e, hoje estava ali "fresquinho como um alface".
Ah, queria era terminar assim a maratona !
Sonhar ainda não paga imposto, pois não?
Bom, siga pra frente, já estamos na ligeira subida para o Queimódromo, reta da meta e, pronto, já tá.


                                           Mike e Teresinha nos últimos metros da prova

Medalha, maçã, água, o costume no final de cada prova.
Olho para o relógio e vejo:
- 10,04 km
- 00:57:21
"Oh, fizeste um bom tempo", digo eu para a Teresinha.
Ela, na sua modéstia diz que ainda está muito "perra".
Como tínhamos combinado com a Leninha, fomos indo para o carro pois ela não sabia quanto tempo ia demorar mais.
Muda de roupa, uma golada de bebida isotónica e aparece a Leninha.
"Olha até nem correu nada mal, fiz 1 hora e 7 e tal"
Ora bem, vamos lá por partes, ok?
Estas mulheres são "fogo", são!
Quer Teresinha quer Leninha, pelas circunstâncias em que iniciaram esta prova, até fizeram bons tempos.
Nós fazemos nos 10K normalmente 53 minutos.
Ora, depois de 3 meses de paragem da Teresinha fizemos mais 4 minutos que o habitual.
Leninha este ano fez mais 5 minutos que o ano passado..
É,....... é,....... e, depois digam que o sexo fraco são elas, são.
Como disse atrás, desta vez só encontramos o Serafim e o Tiago.
No entanto, não posso deixar de postar a foto dos Esperanças pois temos pai e filha a cortarem a meta.
Aqui vai:


                Um esforço lindo, lindo de pai e filha Esperança no final da prova do dia do Pai

Bom, finalmentes:
Terminaram a prova 3603 atletas.
Teresinha, tempo de 00:57.21, lugar 2082 da geral e, no seu escalão (F60), lugar 4 em 10
Mike, tempo de 00:57.21, lugar 2083 da geral e, no seu escalão (M60), lugar 97 em 178
Leninha, tempo de 01:07.22, lugar 3088 da geral e, no seu escalão (F55), lugar 12 em 20
Os nossos amigos:
Tiago Martins, tempo de 00:48.22, lugar 927 da geral e, no seu escalão (M50), lugar 104 em 305
Serafim Ramos, tempo de 00:44:14, lugar 485 da geral e, no seu escalão (M55), lugar 26 em 187 
Rui Coelho, tempo de 00.49.26, lugar 1110 da geral e, no seu escalão (M50), lugar 122 em 305
Silvério Pinto, tempo de 00:46:26, lugar 798 da geral e, no seu escalão (M50), lugar 85 em 305
Zé Esperança, tempo de 01:13:19, lugar 3469 da geral e, no seu escalão (M60), lugar 172 em 178
Helena Esperança, tempo de 01.13:20, lugar 3468 da geral e, no seu escalão 8F40), lugar 128 em 137
Pedro Esperança, tempo de 00:54:44, lugar 1933 da geral e, no seu escalão(M40), lugar 353 em 528
Lénio Marinho, tempo de 00:59:27, lugar 2588 da geral e, no seu escalão (M60), lugar 122 em 178
Vencedor masculino: Miguel Ribeiro, tempo de 00:30:11
Vencedora feminina: Mónica Silva, tempo de 00:35:20
Antes de terminar quero realçar o tempo "trovão" do Tiago Martins que sempre conseguiu bater o seu record dos 10K.
Parabéns, ohhhhhh Carlos Lopes😉
Do Serafim e do Silvério nada a acrescentar ás suas já habituais corridas "canhão"!
Agora é treinar muito, muito, muito porque a meia maratona de Berlim está a chegar (é daqui a quatro semanas)
Bjs e abraços para todos
MIKE
2018.março