terça-feira, 10 de dezembro de 2019

62ª Volta a Paranhos - correr á peixe



Todos os anos, no feriado de 8 de dezembro temos sempre a mesma prova.

- 62ª Volta a Paranhos
- 11H45
- 10K

Este ano não usufruímos do feriado (tivemos azar, foi a um domingo) mas, da prova mais velhinha de Portugal, 👴isso aí, não podia faltar.
A verdade, verdadinha, é que já é o sexto ano consecutivo que corremos esta prova.
Teresinha doente, apesar de inscrita, não podia marcar presença. Assim, eu, Leninha e Pedrinho arrancamos ás 09H10 do local do costume rumo a Paranhos.
Estacionamos mesmo á frente da Escola Superior de Saúde (no último lugar livre) e, ficamos dentro do carro a fazer horas e a ver a chuvinha a cair.
Pois é, estava mesmo frio e a chuva não parava, não é que fosse com grande intensidade mas, molhava mesmo.
Pedrinho ia fazer um passeio pois 10K para ele são "tretas" para quem ainda há bem pouco tempo fez um trail de 100K !
Leninha estava preocupada pois ultimamente devido a afazeres profissionais tinha treinado muito pouco.
Eu, este Mike, estava muito constipado, sempre com o nariz tapado mas, mesmo assim presente porque 10K é coisa pequena (ui, ui, eu agora armado em grande atleta !).
São horas, vesti o saco do lixo para me proteger e, lá fomos nós aquecer.
Logo, logo em frente á reta da meta (na Rua Alfredo Allen) "esbarro" com as gémeas "gazelas" voadoras (Rosa e Angelina) que, sabendo da novidade do motivo da ausência da Teresinha, lhe enviam um beijinho de melhoras (ok, já dei  💏)
Ah, oh "gazelas" e, não é que me esqueci da nossa foto?
Adiante.
Aqueço mais 10 segundos e "esbarro" com o Silvério.
Diz-me ele: " o Zé e a Andreia também vieram correr, vamos ter ali com eles. O Zé anda entusiasmado com os treinos ás quartas feiras com o Salgueiros"
Sério?
Então o Zé passa, a partir de agora, a ser o afilhado (desportivo) do Silvério 😃
O Zé e a Andreia (além do Silvério), são dois colegas meus de trabalho que decidiram fazer parte da vida ativa.
Lá fomos nós,


                                  Andreia, Zé (o afilhado), Silvério (o padrinho) e eu 👍

Confessa o Zé que é a primeira prova em que participa (bem vindo meu caro ao grupo dos ativos).
Vamos mas é mexer que ainda não aqueci nada.
Bom, o problema até nem era o aquecimento, o problema era a constipação que não me deixava respirar pelo nariz pois estava constantemente tapado.
Ok, já são horas e lá vamos nós para a caixa de partida.
Muita gente mesmo para uma prova de 10K, especialmente para os dias que correm em que há muitas provas simultâneas.
A chuva não parava, não era intensa mas era de pingos fortes, vai daí decidi não tirar o saco de lixo,  apenas o rasguei á frente.



                                  Pedrinho, Leninha e Mike prontos para a partida

Pedrinho diz-me: "hoje vou contigo"
"Oh, nem penses, logo hoje que estou adoentado e com o nariz todo tapado"
Enfim, bem o tentei demover mas, ele insistiu e, fiquei logo com a certeza que, para ele, ia ser um passeio acompanhar-me.
Partida e, aí vamos nós.
Pelotão compacto, virar á direita e vamos começar com uma subida.
Ao K1 estamos a passar por cima da Via de Cintura Interna, sede do Salgueiral na nossa frente (grande organizador desta prova sexagenária 👴), respiro fundo e acelero um pouco.
Ok, já vi que só consigo respirar unicamente pela boca e com chuva pela cabeça abaixo, isto vai ser correr á peixe 😁
Já estamos no empedrado (muito cuidado com estes 500 metros, não vale caír), passamos pela reta da meta, virar á esquerda e lá vamos nós para mais uma subida.
Siga.
Olhava para o meu lado e via Pedrinho sorridente com cara sem esforço e eu, já ali, a sentir o peso das pernas.
Bem lhe disse para ele ir embora mas, o teimoso ficou.
Como o esforço, para ele, era pequeno, entretinha-se a "meter-se" com quem estava a assistir (é verdade, mesmo a chover ainda havia quem de guarda chuva em riste estivesse ali a ver passar todos aqueles maluquinhos)
Ok, já estamos na Rua Alvares Cabral (planinho), Constituição, sempre a rolar a, lá está o abastecimento de água aos 5K  (mais água é o que é).
Olho para o relógio: 28:04
Ok, até nem está mau para um super constipado como eu!
Descemos para o canil e, mais uma subidinha (longa) até ao cinema Vale Formoso.
Aqui sim, aqui senti que o respirar bem me fazia muita falta para dar combustível ás minhas perninhas.
Levei com uns tantos a me ultrapassarem (gosto pouco, gosto 😒) e, Pedrinho, tranquilo, até andava de lado para me incentivar.
Uff, chegamos lá acima e, já estamos na Rua Vale Formoso.


             Na Rua Vale Formoso, o ar de "passeio" de Pedrinho e eu em esforço 😀

A chuva decresce um pouco, rasgo o que ainda sobra do saco do lixo em cima dos meus ombros e, vamos lá que tá quase.
Colégio Luso Francês, mais uma subidinha (a última), acelerar um pouco, empedrado (os tais 500 metros) e, já vejo a meta lá ao fundo.
Pedrinho dá um arranque, pára antes da meta e, pasme-se, tira uma foto !


        O meu ritmo para o Pedrinho, dá para tudo, até para me tirar fotos na reta da meta ! 😃

Pronto.
Já tá.
Mais uma feita e aquela sensação (lá estou eu a me "armar" novamente) que, 10K é muito pouco e passa num instante.
Medalha, água, maçã e, vamos mas é lá embora para mudar de roupa rapidamente pois, se apanho frio, então é que uma gripe daquelas valentes não me escapa.
Antes disso, mais uma foto,


                                                              Dever cumprido 👍


Agora a prova (nossa e dos nosso amigos) em fotos,


                                  Leninha (bem disfarçada) de preto na Rua Vale Formoso 😋



                                   Silvério (em grande forma), a comandar este pelotão



                        O "afilhado" do Silvério e a Andreia em grande estilo



                           A "gazela" Rosa Ferreira a meter os homens no bolso 😊



                               A outra "gazela" Angelina Ferreira a 100 á hora 😃



                        Serafim Ramos até com os cordões desapertados corre 😜




                               Grande, grande Zé Esperança e sua filha 😍


Finalmentes,

Terminaram a prova 1849 atletas
- Mike, tempo de 00:55:57, lugar 1370 da geral e no seu escalão (VET60), lugar 115 em 164
- Pedrinho, tempo de 00:55:58, lugar 1372 da geral e, no seu escalão (VET40), lugar 233 em 289
- Leninha, tempo de 01:01:47, lugar 1615 da geral e, no seu escalão (VET 55), lugar 11 em 19
- Serafim Ramos, tempo de 00:43.27, lugar 440 da geral e, no seu escalão (VET60), lugar 22 em 164
- Silvério Pinto, tempo de 00:45.17, lugar 611 da geral e, no seu escalão( VET50), lugar 75 em 188
- Zé Silva , tempo de 00:52.15, lugar 1158 da geral e, no seu escalão (VET40), lugar 207 em 289
- Andreia Barbosa, tempo de 00:52:15, lugar 1157 da geral e, no seu escalão (EFEM), lugar 43 em 128
- Angelina Ferreira, tempo de 00:45.48, lugar 616 da geral e, no seu escalão (VET55), lugar 3 em 19
- Rosa Ferreira, tempo de 00:49.15, lugar 909 da geral e, no seu escalão (VET55), lugar 6 em 19
- Zé Esperança, tempo de 01:19:17, lugar 1844 da geral e, no seu escalão (VET60), lugar 164 em 164

- Vencedor: Fábio Oliveira, tempo de 00:30:24
- Vencedora: Marisa Barros, tempo de 00:34:39


E, é tudo
Bjs e abraços para todos

MIKE
2019.dezembro


PS: recebi uma correção do João Lima (este homem é uma autêntica enciclopédia !) e, sendo assim, aqui vai:
Esta Volta a Paranhos não é a mais antiga de Portugal como a organização a intitula.
Assim, as provas mais antigas do país são:
1ª Estafeta Cascais - Lisboa (início em 1932)
2ª Grande Prémio de Natal Lisboa (início em 1946)
3ª Volta a Paranhos (início em 1956)
4ª Volta ao Funchal (início em 1959)
Pronto.
Verdade reposta.
Gr abraço João





















terça-feira, 5 de novembro de 2019

16ª maratona Porto - ajudar Pedrinho e ressuscitar "mortos"



16ª maratona do Porto
3 de novembro de 2019
09H00


Desde dezembro de 2018 que estávamos inscritos para esta maratona.
Chegados á "hora da verdade" (aproximadamente um mês antes da data), conscientemente, Teresinha e este v/ humilde escriba, chegaram á conclusão que não estavam em condições físicas ideais para a fazer.
Ainda tentei passar a inscrição para a Family Race (prova de 15K que se realiza em simultâneo) mas, não foi possível por não ter respeitado o prazo mínimo de troca e, ainda teria de pagar 30 euros (15 de cada), como multa.
Então, qui fari?
Bom, vamos ajudar o nosso amigo Pedrinho a efetuar os últimos Km (atenção João Lima, não escrevi Kms  😜) pois, como todos sabemos, o "muro" aparece por volta dos 30K e, é aqui que toda a ajuda é pouca.
No sábado recebo telefonema do Jorge Cruz que, sabendo ao que íamos, nos queria acompanhar e marcar encontro connosco.
Então, no domingo apanhamos o metro na Maia das 10H00 (o Jorge já vinha desde o Castêlo da Maia) e, iniciamos a nossa "odisseia" desta maratona.
Com a agradável converseta o tempo de viagem passou a correr.
Já estamos na Trindade, está uma temperatura ideal para correr (fresquinho) e nada de chuva.
Como tinha instalado a app da maratona, ia acompanhando os nossos amigos através da mesma.
- O Bruno (BA) destacou-se logo desde o início
- O Pedrinho (PB) logo atrás
- O Tiago (TO) logo atrás do Pedrinho (300 m de distância)
- O João Lima (JL) mais atrás
Ora, não há nada como ver a imagem destes grandes atletas quando o primeiro deles atingiu os 5K (foi o Bruno o primeiro a lá chegar ).
Aqui vai:


Muito público na ponte D. Luiz e passamos para o lado de Gaia.
Chegamos lá deviam ser aí umas 11 horas.
Pela app já sabia que o Bruno e o Pedrinho já por aqui tinham pasasdo e já iam na direção da Afurada e Tiago e João ainda corriam do lado do Porto
Ficamos logo ali na subida para a ponte e, o Jorge Cruz iniciou logo os incentivos a quem passava.
Ok, boa ideia, então vamos todos incentivar.


      Mike, Jorge e Teresinha preparados para incentivarem os atletas e á espera do Pedrinho


Claro, os que vinham da Afurada eram bem rápidos e, esperava pelo Bruno que devia estar mesmo a "rebentar".
De repente o Bruno "aparece do nada", (não o reconheci logo pois vinha com um boné ao contrário), ainda dou um pique para o ultrapassar, páro, viro-me, preparo o telefone para as fotos, aponto e ele passa por mim como em "foguete" .
Foto de frente já não dá, então vai de costas.


                                     Foto traseira ao Bruno, foi o que consegui arranjar 😒

Bom, neste falhei a foto, foi por pouco mas falhei, não posso falhar mais.
De repente sinto uma mão a dar-me uma palmada no ombro.
Era o Serafim Ramos que também ia em bom ritmo.
Não sabia que ia fazer a maratona.
"Boa prova Serafim"
Ok, já sei que o próximo a chegar é o Tiago e coloco-me a postos.
Olhinhos bem abertos e, .........ali vem ele.


                    Ah, desta vez não falhei! Tiago de sorriso aberto ao passar nos 21K 😆

Próximo cliente?
João.
Ok, vou-me pôr de sobreaviso
A camisola amarela berrante não engana.
É ele.


                                       João Lima sorridente e bem acompanhado 😏


Guardo o telemóvel e ainda os acompanho numas passadas.
"Vocês estão com muito bom aspeto", digo eu para levantar a moral (na verdade até estavam)..
Como a conversa não fluiu (o que é natural para quem já leva 21K nas pernas), desejei "boa prova" e lá os deixei continuar o seu caminho.
E, lá estamos nós os três a incentivar quem passa á espera do Pedrinho.
Aviso, "pela app o Pedrinho já está ali em baixo" e, lá vem ele.
Entramos na prova (já não era sem tempo) e, logo aí, Pedrinho dispara "aqui nesta subida vou a pé, não dá para correr"
Ok, ainda agora começamos e já estamos a andar!
Ponte D. Luiz, já estamos a virar para o Freixo, incentivamo-lo e ele logo avisa: "quando chegar aos 30K do abastecimento, vou parar".
Ok, por nós tudo bem, estamos aqui para ajudar.
Entretanto, por iniciativa do Jorge, iniciamos a nossa odisseia de ressuscitar "mortos".
Como toda a gente sabe, numa maratona, aos 30K aparece o dito cujo "muro" no qual esbarramos de frente.
É mesmo verdade, eu que o diga quando fiz esta maratona em 2017 (para mim o muro apareceu aos 32k 😧)
Então, lá iam os "mortos" a andar.
E, com a nossa intervenção, não é que eles ressuscitavam mesmo?
O Jorge dizia-me: "olha aquele, vamos pô-lo a correr"
Mãos á volta do ombro e, umas palavras de incentivo e, ele lá arrancava!
É verdade.
Bastava dizer,"corre senão arrefeces", "corre que ainda tens de ir fazer o almoço", "já falta pouco" e, eu usava "oh pá és muito jovem, mexe-te, tomara eu ter a tua idade".
Ah e, O Jorge tinha uma muito cómica; quando apanhava um "morto" careca como ele, dizia: "Oh careca acompanha este careca".
Incrível, incrível mesmo a quantidade de "mortos" que ressuscitaram!
Jorge aponta para um atleta que está a berrar agarrado a um poste.
Vamos lá.
Está com cãibras e diz que lhe dói muito.
Sentámo-lo no chão e passamos a alongar cada uma das suas pernas.
A dado momento ele diz que já está melhor e largámo-lo pois o Pedrinho e  Teresinha já iam lá longe.
Ao entrar no túnel da Ribeira, Pedrinho pára e diz que está com dores na virilha direita e nos gémeos.
Mando-o sentar e aplico-lhe uma massagem (não sei onde aprendi a dar massagens mas a verdade é que, depois de a ter aplicado, ele disse que estava melhor).
Mesmo ao nosso lado estava um tipo com um megafone que, vendo aquela cena, berrava:" oh Pedro deixa-te de mariquices e corre"
Siga, vamos lá, falta pouco.
Passamos o túnel e já estamos na Alfândega.
Aqui incentivo mais um, tinha aí  1,95m e, depois de começar a correr diz-me ele: "gracias"
"és Espanhol?", digo eu.
"Não, não, sou Argentino, e vim passear para a Europa, vim de Madrid até aqui para fazer a maratona mas, como já não treino há 8 dias, estou muito cansado"
"Ah, és Argentino? Então és do Boca ou do River?"
"Boca, Boca, sempre Boca", diz ele a plenos pulmões.
"Então se és do Boca não podes parar, nunca, não és um rato pois não?"
Ele riu-se e deu-me uma palmada nas costas.
Como te chamas, digo-lhe eu?
Ele mostra-me o dorsal (já estava sem forças para falar) e lá tinha: Fernando.
Fernando? Olha eu também sou (e mostro-lhe o meu dorsal).
Ele ri e volta a dar-me uma "tapa".
Siga.
Pedrinho vai alterando o humor entre bem disposto e "já me custa correr".


          Aqui era a fase do bom humor do Pedrinho. Pudera com companhias destas 😊

De repente Pedrinho vê os bombeiros e diz:
"Spray, spray eles devem ter spray para as minhas pernas"
Paramos todos no Viaduto do Cais das Pedras e Pedrinho senta-se nos rails


                                               Aqui está o spray milagroso

Siga, vamos lá, está quase.
Museu do Carro Elétrico e, aí, mais um abastecimento.
Nós "carregávamos" com as garrafas de água para o Pedrinho não ter peso a mais, éramos tipo "mulas de carga".
Nova paragem para o abastecimento e, toca a arrancar.
A nossa missão continuava: ressuscitar "mortos"
Repito, incrível como uma simples palavra de encorajamento os fazia voltar a correr!
Mais á frente, tenho o único que não aceitou a nossa ajuda: um espanhol (pelo menos falou em espanhol), diz: "tira, tira, tira". Estava a referir-se á minha mão nas costas dele.
Ao passar a ponte Arrábida, Pedrinho vê a barraca dos bombeiros e sai disparado para lá para pôr mais spray
Mais á frente, nova massagem (desta vez nos gémeos) cá dada pelo "je" (ainda vou mudar de profissão!) 😉
Já estamos na Avenida Brasil, um nevoeiro caía e, a meta era já ali ao fundo.
Continuamos a incentivar quem estava a andar (um negrinho não nos largou mais e só se ria e agradecia cada vez que olhava para nós), Castelo do Queijo, edifício Transparente e já estamos a subir para a meta.
Na subida damos de caras com o Daniel no meio da público a gritar por nós.
Meu caro amigo, o teu lugar é na prova não é no público, para o ano tás cá, ok?


                   Pedrinho acompanhado pelo trio de "ajudas" na Rotunda do Castelo do Queijo

Vamos lá, vanmos lá, só mais um esforço e, sempre juntos, sempre juntos, cortamos a meta,


                  Ela aí está, a meta  mais desejada para quem termina uma  maratona

Pronto.
Ponto final.
Para nós foram só 11,9K de ajuda.
Fácil, não é?


                              Pedrinho e dois dos seus "ajudantes de campo" 😎

Recolhemos a medalha, camisola e demais "lembranças".
Teresinha deu a medalha e a camisola á filha do Pedrinho e eu dei tudo ao Jorge.
A medalha era linda, linda, gostava muito de a ter mas, só merecendo-a, não é?


           Aqui a equipa completa: O medalhado e os "outros", os carregadores de piano 😊

Pedrinho como veio muito cedo arranjou lugar para o carro logo ali na primeira bomba de gasolina na Circunvalação á saída do Queimódromo.
Mudar de roupa e rumar para casa para o banho retemperador.
Vinha no carro e o meu pensamento era um só:
"Não, para o ano faço mesmo a maratona.
Tem de ser.
Dê para onde der.
A partir de julho.2020 é treinar com um só objetivo.
Gostei de ajudar?
Gostei.
Mesmo.
Mas, não é a mesma coisa.
Não.
Maratona do Porto de 2020 é para mim.
Tem de ser"
Vou cumprir a promessa?

Finalmentes,
Terminaram a prova 3895 atletas
- Pedrinho, tempo de 04:24:37, lugar 2697 da geral
- Bruno Antunes, tempo de 03.15.17, lugar 366 da geral
- Serafim Ramos, tempo de 04:30:02, lugar 2879 da geral
- Tiago Martins, tempo de 04:30:24, lugar 2925 da geral
- João Lima, tempo de 05:31.18, lugar 3815 da geral

Apreciações:
- Pedrinho mesmo cansado (tinha feito um trail de 100K, 15 dias antes) faz um bom tempo tendo apenas quebrado nos últimos 12K 🙌
- Bruno Antunes, o meu PT que me tem poupado ás lesões musculares, com incrível força física, faz um tempo canhão (confidenciou-me que chegou ao fim de gatas) 🙌
- Serafim Ramos continua a correr muito e, bem 🙌
- Tiago Martins com um tempo espetacular para a sua primeira maratona (tem de abrir uma garrafa de champagne) 🙌
- João Lima, este grande atleta de incrível força mental, consegue terminar uma maratona após ter tido um acidente (queda) e, ter estado parado! Bravo 🙌

E eu?
E a Teresinha?
Ah, para o ano esta crónica vai ser bem diferente, vai.

Vencedor:  Deso Gelmisa (Etiópia), tempo de 02:09:06
Vencedora: Bontu Bekelegada (Etiópia), tempo de 02:33:36

Melhor português: Carlos Costa, tempo de 02:11:56, lugar 7 na geral
Melhor portuguesa: Roda Madureira, tempo de 02:49:53, lugar 51 na geral

Igualmente com a maratona, em simultâneo, realizou-se a Family Race de 15K
Leninha, apesar de ter estado últimamente com dores nas costas e ter andado em tratamento, decidiu participar.
Arriscou um pouco pois, 15K sempre são 15K , não é?
É uma prova interessante que decorre principalmente em Matosinhos e descola da maratona na Rotunda do Castelo do Queijo.


                               Leninha em pleno esforço ao lado dos "positivos"

Resultados,
- Leninha, tempo de 01:44:51, lugar 2026 da geral
- José Esperança, tempo de 01:57:09, lugar 2173 da geral
- Pedro Esperança, tempo de 01:27:23, lugar 1042 da geral
- Angelina (Zélia) Ferreira, tempo de 01:11:43, lugar 254 na geral
- Rosa Ferreira, tempo de 01:22:05, lugar 726 na geral

Apreciações:
- Leninha, como acima disse, arriscou correr sem estar preparada e, mesmo assim termina
- Zé Esperança não pára de nos surpreender; este jovem atleta está para durar 💪
- As "gazelas" gémeas Zélia e Rosa também marcaram presença. A Zélia com um tempo super "canhão" (muitos parabéns) e, a sua irmã Rosa, apesar de adoentada, também faz um excelente tempo (como sempre) 👍



E pronto.
É tudo.
bjs e abraços

MIKE
2019.novembro











quinta-feira, 10 de outubro de 2019

Skinfit meia maratona Bregenz - organização exemplar



Sexta, 4 de outubro
Logo pela manhãzinha, Porto - Zurich de avião.
A primeira etapa estava feita.
Agora entrar no comboio e só sair em Bregenz.
Bregenz?
Mas, onde é isso?
Pois, é uma cidadezinha na Aústria a sul do lago Constança.
Ok, mas alguém já ouviu falar deste lugar?
Ok, .... ok,.... vamos lá ajudar com o mapa para localizar,



                                Aqui está o lago Constança, para os locais, é Bodensse


Hotel e vamos lá conhecer o lugar.
Estava um frio de morrer e uma chuvinha "molha tolos"
Ora, andar bem agasalhado e entrar em qualquer local com uma elevada temperatura, dá,........., é isso mesmo, dá logo constipação.
Bom, mas ao que viemos?

                             Aqui está o cartaz da prova(s) com as bandeiras dos 3 países

Ora bem, tínhamos 3 provas no domingo e, estávamos inscritos na meia maratona.
Esta prova é sui generis pois, a maratona percorre 3 países (Alemanha, Aústria e Suíça) e a meia maratona dois (Alemanha e Aústria).


sábado, 5 de outubro
Ora, os dorsais eram levantados na cidade alemã de Lindau, local onde seria dada a partida da prova.
Assim, fomos de comboio até lá (escassos 11 minutos).
O Run Expo Forum estava muito bem fornecido de atividades, tudo muito bem organizado.
Comprei novo boné (pretinho) e, já com os dorsais na mão, a foto da praxe,


                             Com dos dorsais da Skinfit prontinhos a serem usados amanhã

A constipação não me largava apesar de estar a ser medicamentado pela Teresinha (não me perguntem, o que era pois, eu só tomava o que ela me dava sem olhar para o medicamento😁 )
Passeamos por esta bela cidade toda restaurada e muito bem conservada, andamos a "inspecionar" o local de partida (muito bonito na marina) e, só o tempo não ajudava com chuveiros constantes.
De abalada para Bregenz, jantar (massinha como de costume) e, vamos lá descansar que amanhã temos de "dar á perna".


domingo, 6 de outubro,
Enquanto uns se preparavam para irem votar nas legislativas (nós, como bons cidadãos não nos esquecemos e votamos antecipadamente), outros levantavam-se para tomarem um pequeno almoço condizente com o esforço que iriam ter nesse dia.
Sala do pequeno almoço do hotel cheia de atletas (este hotel estava a 3 minutos da linha de chegada) e, alguém me pergunta, "portugueses?"
- Sim
- Ah, ouvi você dizer Teresinha e vi logo que tinha aqui alguém para conversar. Sou brasileiro, trabalho em Londres para o Governo Federal e vim aqui só para correr a maratona
- Ah, ok, nós somos mais modestos e corremos só a meia
Este foi o início de conversa com o tal dito cujo brasileiro que ainda estava com dúvidas como ir para a partida.
Então, a partida era na ilha de Lindau na Alemanha.
Para irmos para lá tínhamos duas hipóteses: ou de comboio ou de barco.
A organização tinha indicado o horário de partida de cada um dos transportes (grátis).
Optamos pelo barco pois era mais divertido navegar no lago e entrar na marina de Lindau.
Assim foi.
O frio era mais que muito (9 graus) e decidimos ir embrulhados no habitual saco de lixo (somos prevenidos, não somos?)
Sair do hotel e ir para o local de embarque foram 4 minutos numa corridinha lenta para aquecer.

                   
                               À entrada do barco que nos iria levar para a ilha de Lindau

Barco só para atletas e, numa travessia de 20 minutos, já estamos em Lindau.


             A entrar na marina com o leão por estibordo, símbolo da cidade em destaque

O frio era imenso e, só umas corridinhas nos aqueciam um pouco.
O ambiente já era de festa (tinha lá um grupo rock a cantar) e grande azáfama.
A maratona partia ás 10H30 e a meia e relay de maratona ás 11H15
Á volta de todas as caixas havia vedação e a entrada era só feita pelo fundo da última caixa.
Entrados, tínhamos as caixas marcadas mas sem vigilância, ou seja, cada um ocupava o seu lugar.
Tudo muito ordeiro e tranquilo.
Assistimos á partida da maratona e, a adrenalina começa a aumentar.
Sentia-me bem apesar de ter o nariz tapado pela constipação.
Bom, então que itinerário nos esperava?


                            Itinerários de maratona e meia (meia ia só até Hard)

O Rock cada vez mais alto cantado pelo tal grupo, a hora a aproximar-se, sacos de lixo para o balde e, mesmo antes de partir, a tal fotinha,


          Apesar do frio, Teresinha e Mike prontos para irem da Alemnha á Aústria a,.... correr

Este local é mesmo deslumbrante!
Mesmo muito bonito, querem ver?


                            E, nós ali no meio da multidão á espera do tiro de partida

E, chega a hora: 11H15
Partida.
Aí vamos nós.
Ainda fazemos 1K na ilha e já estamos a atravessar a ponte.


                                                 A ilha de Lindau já a ficar para trás

Durante o percurso na ilha temos muita gente a incentivar o que nos ia aquecendo a alma.
Estamos agora a correr entre o lago e o caminho de ferro.


                                           Sempre na marginal do lago

Vamos bem.
Até acho que estou um pouco entusiasmado e vou depressa demais para quem não tem treinado muito e ainda por cima está constipado.
Siga,
Aos 4K já temos abastecimento.
Ah, lá estão os copos.
Detesto copos.
Além de estarem só meio cheios (ou meio vazios conforme o nosso olhar), dá pouco jeito correr e beber apesar de já ter aprendido a fazer um vínculo no copo para beber.
Enfim,...
Agora estamos com muito menos público a assistir.
Vou olhando para o lago e ainda tenho tempo para me deleitar com a paisagem.

               

K5 em 28:09
Tudo bem até agora.
K6 com placa de indicação que acabamos de entrar na Aústria (então, não mostramos os passaportes?)
7, 8, 9 e no K10 e já estamos em Bregenz em 57:00
Estava frio, lá isso estava mas, aqui já ia a "ferver" por todos os lados.
Como o nosso hotel era mesmo ali, ao passar por aqui até parecia que estava em casa.


                                K10 em Bregenz mesmo em frente ao nosso hotel

Ah, vamos passar pela frente do teatro do lago mas conhecido por Rigoletto?
E, é que vamos mesmo!


                 Passamos por baixo das bancadas e percorremos a frente do teatro do lago

Só uma nota: aqui em Bregenz em agosto e setembro há um festival de música e teatro realizado no palco da imagem acima que está situado dentro do lago.
Hoje, tínhamos esta cabeça com aqueles olhos arregalados a olhar para nós 😃
Agora entramos numa zona de mais vegetação e, passamos a "apanhar" alguns percursos de terra.
Setas obrigam agora os atletas da maratona a seguirem pela esquerda e os da meia maratona seguem em frente.
Aí por volta do K12 já começo a sentir que a disponibilidade de pernas já não é a mesma.
Ok, tranquilo, o importante é acabar.
Ultrapassada esta zona de muita vegetação (sem público), passamos agora a correr numa zona toda verdejante, de quintas agrícolas com as vaquinhas a pastar.
São aquelas típicas paisagens bucólicas de uma silêncio, como dizer, um silêncio ensurdecedor pois só se ouviam o bater das sapatilhas no piso e os passarinhos.
Nunca tinha corrido num ambiente destes!

                                   

                                     Teresinha e Mike no meio da vegetação em boa passada

Ah, os abastecimentos continuam de 4 em 4K e com muita qualidade.
Estamos em Hard, K15 em 01:28:02
Aqui no abastecimento páro mesmo para poder beber três ou quatro copos em vez de um.
Estamos a atravessar um rio e, aqui já começo a pensar que "ainda falta muito".
Não é bom presságio pensar assim mas, as pernas já pesavam e já me custava respirar pois tinha o nariz bem tapado.
"Aguenta, aguenta, já falta pouco", dizia-me a Teresinha.
Já estamos de volta a Bregenz e estou a sentir que estou a ser passado por atletas mais rápidos.
Psicológicamente não ajuda nada mas, nem sempre podemos ser nós a passá-los, não é?
Ok, já estamos a 1K do Estádio Casino Bregenz onde terminaria a prova e o público já é mais que muito e extremamente ruidoso principalmente os que tinham chocalhos.
Só mais um esforço (e que esforço para mim!), que já estou a ver o Estádio,

     
                     Mike em esforço e Teresinha (como sempre) a "brincar" com o tal esforço

Mais e mais público e, já estamos a entrar no Estádio.



                                       Últimas passadas para completar a prova

E pronto.
Já tááááááááá .........
Uff, estava-me a custar estes dois últimos K
Medalha e, somos encaminhados para a zona de abastecimento final.
Nunca vi tal!
Travessas e travessas de fruta (laranja, tâmaras, maçã, uvas, eu sei lá que mais...), água, chá, café, isotónico, cerveja, barras, enfim, tudo o que possam imaginar estava lá.
Fartei-me de comer tâmaras de tão deliciosas que eram.


      Então, já viram bem a quantidade e qualidade de alimentos ali á nossas disposição!

Estava cansado?
Estava mas, aquele suplemento, naquele momento, soube-me pela vida!


                               Nós e elas (as medalhas) ganhas com muito suor



                                      Vista geral do estádio Casino Bregenz


A medalha era gira?
Era, comprovem,



Antes dos finalmentes, dizer que foi a prova mais bem organizada em que participamos até agora.
Sem dúvida alguma.
No final até tinham camiões TIR só para os atletas tomarem banho.
Ah e esta era mesmo plana.
A ida do final ao Hotel foram escassos 3 minutos o que dá muito jeito depois de um esforço daqueles.

Finalmentes,
Terminaram a prova 2329 atletas
- Teresinha, tempo de 02:08:54, lugar 1710 na geral e, no seu escalão (F60), lugar 9 em 23
- Mike, tempo de 02:08:54, lugar 1709 na geral e, no seu escalão (M60), lugar 50 em 70

- Vencedor: Nando Baumann com o tempo de 01:09:55
- Vencedora: Michéle Gautner com o tempo de 01:15:46

Ah, ainda antes do ponto final.
Eu bem digo que tenho amor-ódio com a meia maratona do Porto.
Apesar de nesta prova não ter feito um bom tempo, sempre foram menos 08:40 que na meia do Porto!
Tenho de resolver este problema, ai tenho, tenho.

E, é tudo
Bjs e abraços
MIKE
2019.outubro
















terça-feira, 24 de setembro de 2019

13ª Meia maratona Porto - será relação amor versus ódio ?


Alvorada ás 6 da manhã.
Para um domingo não está mal, não.
O outro diria, "se fosse para trabalhar não se levantava tão cedo !"
Pois, mas como quem anda por gosto não cansa, não é?
Afazeres normais para quem se prepara para mais uma prova.
Leninha e Diogo fora do país e Pedrinho ainda (de certeza) estendido na sua caminha a recuperar do dia anterior pela "brutal" prova que tinha feito.
É, tem-se dedicado mais ao trail e desta vez, debaixo de um temporal, andou a "galgar" a serra D'Arga. "Só" foram 52,77k em 10:07:32 👍
Esse seu feito merece uma postagem. Aqui vai,



                                   Grande foto do Pedrinho no meio da imensidão da serra D'Arga

Passemos á frente senão ainda fico a pensar que meia maratona não é mesmo nada.
Bom, arrancamos ás 06:55 e passados 15 minutos já estávamos estacionados no local do costume (perto do Ipanema Hotel ali mesmo no Fluvial).
Então, o que nos esperava desta vez?

- 13ª meia maratona Porto
- domingo, 22 de setembro.2019
- 09H00



                         O bonito cartaz a anunciar a meia maratona do Porto

Este ano a organização alterou a prova para iniciar ás 09H00 e não ás 10H00 como habitualmente (de certeza que o turismo "obrigou").
Lá estavam os autocarros todos perfilados para nos levarem até á Ponte do Freixo onde iniciaria a prova.
Verdade se diga que muito confiante não estava pois, por artes do diabo, nesta prova que tanto gosto de fazer, acontece-me sempre algo que me impede de "rolar" normalmente.
A ver vamos.
Ah, quando me levantei fui até á rua para sentir a temperatura. E, não é que estava mesmo frio!
Ainda hesitei mas levei vestida a camisola interior térmica.
Ok, lá fomos aquecer, cruzamo-nos com vários colegas de treinos (da quarta feira na Maia, apesar de já há muito tempo não irmos) e o sol apareceu.
Ui, já estou  transpirar por todos os lados. Teresinha logo sugeriu para tirar a térmica (e, as mulheres só "sugerem", não é?) e, claro, portei-me como um homem de H grande: obedeci de imediato 😄
Amarrei-a á cintura e, lá ia carregar um peso que não estava nos planos.
Adiante.
Caixa de partida (demos de frente com o Pedro Gaio) e, a fotinha do costume,


                O sol já apertava (e houve um inteligente que vinha de camisola térmica vestida !)

Entretanto o speaker anuncia:
Hoje o mais experiente tem 79 anos e a mais experiente 67!
Tá bem, tá, quem me dera chegar a essa idade e correr ainda.
Bom, topo uma máquina fotográfica preparada para dar um flash e, qual emplastro, decido também ficar na foto.
O interessante é que o Pedrinho encontrou essa foto e ma enviou,


                                    Quem são?  Não sei, mas o emplastro estava lá.  😋

Ah, o que nos esperava?





Tiro de partida e, aí vamos nós.


                                            A partida na ponte do Freixo

Vamos a rolar normalmente e, já estamos ao lado do Tiago Martins.
"Oh, por aqui ao lado destas lesmas?"
"Ando a treinar para a maratona, quero ver se consigo fazê-la a 6m/k. Hoje vou tentar fazer a 5.30m/k"
"Então, siga que este andamento não dá para isso"
E lá foi o nosso amigo, desaparecendo no meio do pelotão.
Já tamos no K3 á entrada da Ponte D. Luiz (é com Z que se escreve, é).
Ao atravessar a ponte, nunca tinha sentido o tabuleiro a vibrar tanto! Até parecia que ia cair.
Já estamos em Gaia e o ritmo continua normal.
K5 com 29:00, ou seja, muito calmo porque ainda falta muito.
De repente lá aparecem aquelas lebres já de volta (tinham feito o retorno aos 8k), só com negros na frente.
Muito distante lá apareceu o Rui Silva que ia sózinho, até comentei com a Teresinha "era melhor esperar por alguém para ter companhia porque custava menos"
Bom, já tínhamos tido um abastecimento, Ponte Arrábida, Afurada, ligeira subida e estamos no retorno.
Aí, até parece que senti um balão a esvaziar.
É verdade.
De repente, senti que estava, como dizer, mole, mole, aliás, derretido.
Já?
Como é possível?
Não quero acreditar nisto.
Esta prova tem algo contra mim.
Ai, tem, tem.
Bom, pensei cá para os meus botões: "baixa o ritmo, aguenta aí uns 2K e vais ver que passa".
Claro, a Teresinha estava perfeita e perante esta lesma, incentivava-me mas, desta vez, não ia lá com incentivos.
K10 (com 59:15) e, bem esperava este morto por ressuscitar e, ................. NADA.
K13 em cima da Ponte D. Luíz, passamos para o Porto e virar á direita para o Freixo.
Já estava completamente derretido, parecia plasticina 😒
No retorno (aos 15K) tínhamos abastecimento.
Aqui, parei, levei á boca três pedaços de laranja, bebi água e isotónico e, andei aí uns dois minutos.
Foram dois minutos que pareciam duas longas horas!
Só me apetecia estender no chão, fechar os olhos e,..................... "morrer" ali.
Não, isto não pode ser assim, a minha cabeça tinha de vencer o meu corpo.
Meti na cabeça que tinha de terminar.
Isso não tinha discussão possível.
Ok, lá arranquei (nem sei como) e, pronto, lá fui em passo de lesma até á meta.
Ainda passa por nós o Serafim (não tinha dorsal e ia a acompanhar uma amiga), tento acompanhá-los mas,................ nada.
De repente tenho á minha volta os comandos que fizeram a prova de calças e botas!


         Mike é mesmo um grande ator! Ia todo derretido e aqui a disfarçar para o fotógrafo 😁

Até a camisola térmica que levava á cinta cheia de suor me pesava toneladas!
E, foi assim.
Em frente ao Museu do Carro Elétrico ainda tivemos uma mangueirada dos bombeiros (que bem que me soube mas, nem isso deu para me acordar)
Sempre em esforço, até ao esforço final.



                           O esforço final da Teresinha e o arrastar de um morto-BiBo 😞

É.
Só pode.
A minha relação com esta meia maratona é mesmo de amor versus ódio.
Amor porque adoro correr na minha cidade, num cenário mesmo lindo.
Ódio porque, nas 24 meia maratonas que fiz até agora, as piores 2 de sempre, foram no Porto!
Siga, tem de ser assim e, depois de me passar a cabeça, ou antes, a grande cabeçorra com que fiquei após a prova, agora só quero que a próxima chegue rápido, muito rápido (é mais uma meia a 6 de outubro em Bregenz na Aústria).

Bom, finalmentes,
- terminaram a prova 3790 atletas
- Teresinha, tempo de 02:17:33, lugar 3302 na geral e, no seu escalão (F60), lugar 9 em 20
- Mike, tempo de 02:17:34, lugar 3303 na geral e, no seu escalão (M60), lugar 120 em 142
- Tiago Martins, tempo de 01:56:53, lugar 2156 na geral

- Vencedor: Maxwell Rotich (Uganda) com 01:01:14
- Vencedora: Antonina Kwambai com 01:09:42

Lembram-se do tal atleta experiente de 79 anos.
Pois é, aqui vai o tempo dele: 01:50:32
Nome: Óscar Loureiro
Bem o conheço, no treino de domingo de manhã na Foz cruzamos sempre por ele.

Como curiosidade, esta prova foi ganha ao sprint,


                    E, por meio metro se ganha e por meio metro se perde, não é?


E, como um mal nunca vem só, para terminar, vamos lá á odisseia do nosso amigo Silvério Pinto nesta prova.
Conta-me ele:
" Ao chegar ao K8 no retorno dá-me uma dor muito forte na perna que me impede de correr.
Ainda vi vocês a passarem por mim e, vou aos bombeiros.
Só tinham gelo e, mesmo assim não passou.
Então pensei: vou forçar a ver se passa.
Só consegui correr até á Afurada.
Aí, as dores eram tantas que parei mesmo.
Como levava dinheiro comigo, fui ao barco para fazer a passagem para a margem direita do rio.
Digo ao tipo do barco: "vou de barco para chegar primeiro á meta" (a meta era mesmo em frente do outro lado do rio).
Responde-me ele: não vai não, porque eu já vi daqui os pretos a cortarem a meta.
Atravessei o rio e fui-me embora.
Isto hoje até parece aqueles programas de TV das tardes onde é só desgraças.
Fujam, fujam.
Para terminar a cores e não a preto e branco, terminamos então com a medalha desta prova,




Terminamos?
Não, agora ainda temos uma notícia do Jornal de Notícias dando conta desta prova.
E, que tem de interesse essa notícia?
Interesse não digo mas, lembram-se daquele emplastro desta prova?
Pois ele apareceu no fim da mesma! 😆


                                                 Emplastro sempre no ativo 😁


E, agora, é mesmo tudo.
Bjs e abraços
MIKE
2019.setembro