quarta-feira, 7 de novembro de 2018

15ª Maratona Porto - quem tem amigos não morre na cadeia


5 de novembro de 2017
Data marcante.
Pela primeira vez corri uma maratona.
O local não poderia ter sido outro que não o Porto.
Após a ter terminado, lembro-me muito bem, ter tido a "certeza" que não me meteria noutra empreitada como essa.
Passado um mês, já estava inscrito na maratona do Porto de novembro de 2018 😊
Estava eu, Teresinha, Pedrinho e Diogo.
È, na hora da verdade, o "vício" supera o sacrifício.
Mas, o problema que tive a partir de agosto com o meu tendão de aquiles (esquerdo), não me permitiu treinar para fazer 42K.
Já estou muito melhor, temos feito a meia sem problemas mas, ainda não dá para duas meias seguidas.
A maratona de 2017 ensinou-me (seria preciso?) que, para correr uma maratona temos de estar mesmo bem preparados, não dá fazer de conta que treinei e, chegar lá e, correr normalmente.
Leninha e Diogo, aspas, aspas, por motivos diferentes não conseguiram treinar convenientemente.
Fomos todos inscritos pela Marmedsa (isto de ser reconhecido mundialmente dá aso  a que as equipas se degladiem para nos terem nas suas fileiras, não é?).
Tentei junto da Runporto passar as nossas inscrições para a Family Race (prova de 15K que é simultânea com a maratona) mas, o pedido foi negado pois não o fizemos com o mínimo de 30 dias de antecedência do dia da prova.
Então, quem nos restava para nos "representar"?
Pedrinho, sim esse mesmo.
Pedrinho não brinca em serviço (nem tem lesões), treinou afincadamente para esta prova. Era a sua terceira maratona e todas no Porto.
Então, qui fari?
Bom, a decisão foi a seguinte:
- Leninha decide partir na boxe da Family Race e fazer os 15K dessa prova (como tinha dorsal da maratona, não irá constar nos resultados finais)
- Diogo devido aos seus novos afazeres profissionais, nesse dia está de serviço e, claro, não participa.
- Mike e Teresinha decidem ir ajudar o Pedrinho a fazer os últimos 15K para tornar mais "suave" a parte final e tentar puxá-lo para um grande tempo
Pronto, tudo decidido.
Pedrinho levanta todos os dorsais na sexta.
Mas, antes de domingo, temos sábado, certo?
E, no sábado, na Alfandega do Porto tínhamos a entrega dos dorsais e umas conferências sobre atletismo.
João Lima foi convidado pela organização para fazer uma conferência sobre a "evolução da maratona em Portugal".
João, a quem eu tenho o prazer de conhecer, é um homem que se dedica á divulgação do atletismo, tendo, além de outras úteis informações, um site onde "acumula" todas as provas portuguesas com os respetivos resultados.
É incrível como o consegue fazer aliando essa informação á prática do atletismo.
Bem posso dizer que esta homenagem está mesmo muito aquém do que realmente merece, embora o reconhecimento e agradecimento da esmagadora maioria de atletas (quem não conhece o seu site?), seja para ele, tenho a certeza, a sua verdadeira medalha.
Grande abraço João e Bem Hajas.

       
                    O nosso amigo João Lima (ao centro) durante a sua exposição

Já estamos no dia D, ou antes, dia M de Maratona.
Domingo, 5 de novembro de 2018
Como dormi descansado!
É verdade, nas noites anteriores a provas (e então da maratona nem se fala!), não consigo dormir, apenas dormito.
Desta vez, dormi como um justo!
Só acordei com o despertador.
Pequeno almoço tomado e, desta vez, eu e Teresinha fomos de metro para o Porto:
Já tinha instalado a aplicação da maratona do Porto no meu telemóvel e já estava a ver onde ia Pedrinho pois já tinha iniciado a prova.
Saímos então de metro ás 10:06 e chegamos à Trindade ás 10:36
Já chovia e, para aquecer, fomos a correr (soft), até à Ribeira.
Lá chegados, pelo telemóvel, verifico que Pedrinho já ia do lado de lá em Gaia.
Muita gente mesmo ali na Ponte D. Luiz, atravessamos para o lado de lá e ficamos no cais de Gaia á espera do Pedrinho.
Eles, os atletas, iam passando e cada vez mais sentia aquela nostalgia de não estar ali a "sofrer" com eles.
Enfim, para o ano temos mais, não é?
Encontro o Mário Costa.
"Então, por aqui?"
"É, eu, o Luis Almeida e a Maria do Carmo Loureiro viemos com o Pedrinho desde o Castelo do queijo (K12) até aqui (K21)
Agora vamos descansar e vamos apanhá-lo ali á entrada do Túnel da Ribeira (K33)"
"Ah, nós também estamos á espera dele par o levar-mos ao colo até á meta.
Então, até já", respondo eu.
Alongamentos, pequeno aquecimento e, lá vem ele.
Pedrinho já vinha com 28K nas pernas.
"Então, tudo bem?"
"Sim, até agora estou bem"
Subimos a rampa de acesso á ponte (nunca achei tão fácil aquela subida como agora!), ponte a tremer (é sempre assim), muita gente a incentivar e lá viramos para o freixo.
Retorno ao 31,5K, abastecimento e já estamos novamente na ponte D. Luiz (K33)
Aqui, muita gente a incentivar e, claro, lá entrem os outros três amigos na corrida.
Isto é que era!
Pedrinho ali com cinco, repito cinco amigos a darem-lhe apoio nestes últimos kilómetros.
Logo á saída do túnel ouço gritar pelo meu nome.
Quem era?
O nosso grande amigo Luís e a Joãozinho estavam ali á nossa espera para verem estes tolinhos a correr á chuva.
Siga.
Alfândega, agora é a descer e lá iam os "guarda costas" a fazerem o seu trabalhinho.
Claro, estou fresquinho como um alface e, olho para o lado e, só vejo atletas a "bufarem".
Os 35K já fazem mossa.
Lembro-me muito bem do que foi a minha passagem aqui neste local; já estavam a ficar sem pilhas e as pernas começavam a pesar toneladas.
Deu-me vontade de passar a minha energia para todos aqueles que iam a sofrer mas, nessa impossibilidade, ao passar por eles, passei a incentivá-los.
Chegados ao Museu do Carro Eléctrico, novo abastecimento nos espera e Pedrinho pede para "sacar-mos" garrafas de água.
Lá o fizemos e ele passa a usá-las pelas pernas abaixo para combater o aparecimento de cãibras.
Fluvial já está, "anda, vais bater o record, falta pouco", era disto que alimentávamos o esforço dele.
Forte de S. João Batista (K39) e já estamos a entrar na Avenida Brasil.
O ventinho tinha nos acompanhado e agora passamos a ter chuva mais intensa.
Para mim, tudo bem, adoro chuva (só não gosto de muito calor e vento forte de frente).
A meio da Avenida aparece Flor e passamos a ter mais uma acompanhante.
Pedrinho vai olhando para o relógio regularmente, estamos a passar umas dezenas deles mais lentos e, de repente ouço "Ah, ah, ah, porra"
Pedrinho tinha parado e agarrava-se á sua perna direita.
"tenho cãibras, tenho cãibras", dizia ele com um rosto de dor.
Flor já está a esticar a perna dele.
"Continua a doer, continua a doer"
Nós ali todos parados e agora era a vez dos outros passarem por nós.
Decido entrar em ação e passo a massajar a sua coxa.
Enfio os dedos nos músculos para os libertar.
"ok, ok, já posso, já posso"
Inicia lentamente e começa a aumentar o ritmo.
Falta pouco, muito pouco para terminar esta odisseia.
Rotunda do Castelo do Queijo e já ouvimos o speaker no Queimódromo.
Flor deixa-nos e vai "buscar" outros atrasados.
Siga, vamos lá.
Já estamos todos na subida do Queimódromo (nunca fiz esta subida tão facilmente) e estamos a ultrapassar os dois estafetas das 4 horas.
Diz um deles "isto é que é uma equipa unida!"
Já estamos na reta da meta, vejo o marcador horário e, está antes das 4 horas.
Damos todos as mãos e cortamos a meta.
Lindo.
03:58:17
Grande tempo!
Cumprimentamo-nos todos como se esse grande tempo também fosse nosso.
Não é mas, é como se fosse.
Chovia cada vez mais mais mas, naquele momento não sentia nada apesar de igualmente estar muito frio.
Bom, agora há que ir levantar o nosso saco (Pedrinho tinha entregue um único saco com todas as nossas roupas para mudar).
Onde é?
Ali?
Naquele sítio tão pequeno?
Uma fila enorme para lá chegar.
Nós já a tremer de frio.
Íamos para o fim da fila quando este portuga, tipo "chico esperto", dispara: "vamos para aquela fila ali ao lado que é muito pequena (era a dos dorsais depois de 3000) e, depois viramos á direita e estamos lá na frente.
Eu sei que é feio, eu sei mas, desculpem lá o jeito mas, estávamos enregelados e debaixo de chuva intensa.
Lá fomos e, claro, já estamos bem lá na frente num amontoado de atletas a gritarem pelos funcionários para levantarem o dorsal.
Uma confusão dos diabos!
Havia quem tivesse um grande plástico para se cobrir e, decido ir para trás para encontrar pelo menos um para nos protegermos.
Lá fui e, quem os distribuía já tinha desaparecido.
"Não, não vou de volta sem nada , não".
Então, decido ir visitando as inúmeras barracas que lá estavam na esperança de encontra um plástico "esquecido" em alguma delas.
Lá vi um, dobradinho em cima de uma cadeira.
Zás, já cá está.
Voltei lá para a confusão e ainda deu para nos abrigarmos os três (eu, Teresinha e Pedrinho).
Tudo aos berros e tenho um a vomitar atrás de mim.
Ui, só me faltava esta!
Pedrinho tira o dorsal e, com ele na mão, dá um empurrão e já está na frente do gradeamento.
Consegue entregar o dorsal lá a um funcionário e já temos o nosso saco.
Voltamos e a fila ainda estava pior!
Fomos para dentro de uma das barracas e, mesmo ali, mudamos de roupa.
Ui, tirei a minha camisola que escorria água por todos os lados e vesti a camisola quentinha e seca.
Que bem que sabe, não é?
Ainda tínhamos 10 minutos até ao carro.
Uff, arrancamos e só paramos na estação do metro na Maia (tinha deixado aí o carro) e, casa.
Banho e, sentir o prazer do que é ter uma casa.
Pronto, uma odisseia esta maratona!
Já chega de texto, não é?
Então vamos lá ás imagens,


     Luís, Pedrinho, Mário Costa, Mike, Teresinha e Maria Loureiro (encoberta) na subida final




             Maria, Pedrinho, Mike, Luis e Teresinha, no último fôlego, a cortarem a meta 😁




                                                   Missão cumprida 😃


Reparem bem como chovia torrencialmente.
Até parece que estamos com os pés dentro de uma piscina!



  O nosso amigo Serafim Ramos (3583), agora disfarçado de Pai Natal com aquelas barbas 😌😌



                João Lima (9301) que participou na Family Race (15K), como sempre bem disposto



                               Leninha, como sempre, concentradíssima 😊



                                  E aqui a cortar a meta com cara de "dever cumprido"



Finalmentes,

Terminaram a maratona 4653 atletas
- Pedrinho, tempo de 03.58:17, lugar 2570 na geral
- Serafim Ramos, tempo de 03:52:06, lugar 2181 da geral

Da Family Race temos:
Terminaram a prova 2769 atletas
- Leninha, tempo de 01:34:00
- Silvério Pinto, tempo de 01:13:04, lugar 393 da geral
- João Lima, tempo de 01:23:31, lugar 1073 da geral
- Pedro Esperança, tempo de 01:27:35, lugar 1393 da geral
- Zé Esperança, tempo de 02:32:51, lugar 2765 da geral
- Helena esperança, tempo de 02:32:48, lugar 2764 da geral

Zé Esperança e sua filha Helena chegaram com esse tempo tão dilatado pois, durante a prova estiveram a  assistir um atleta de 83 anos, tendo estado parados 50 minutos a acompanhá-lo até á chegado do 112.
Ah, grande família Esperança!

Agora, os homens e mulheres voadore(a)s,
Maratona,
- Vencedor masculino. Robert Chemonges, tempo de 02:09:03
- Vencedora feminina: Abeba Gebremeskel, tempo de 02:30:09
Family Race,
- Vencedor masculino: Jorge Cruz, tempo de 00:46:31
- Vencedora feminina: Emília Pisoeiro, tempo de 00:52:15

E pronto.
Agora é tudo.
Ou antes, ainda temos mais três coisinhas para terminar,
- a organização é excelente mas, desta vez, na entrega dos sacos guarda roupa esteve muito mal
- em dezembro já nos vamos inscrever para a maratona de novembro.2019
- e, Pedrinho, "quem tem amigos não morre na cadeia", não é?

Bjs a abraços para todos,
MIKE
Happyrun
2018.novembro



PS:
Acabo de ler um comunicado da Runporto no seu facebook sobre o problema do guarda roupa.
Aqui vai,


Isto sim.
Isto é um atitude digna.
Por mim, estás perdoado.
Até para o ano.
















quarta-feira, 31 de outubro de 2018

28ª meia de Valência com record do mundo !




Sexta, 26 de outubro,

Como é habitual, quando Bamos Boar, usamos o Uber.
Desta vez nada alterou e, toda a viagem, este escriba Mike e Teresinha, foram a ouvir o motorista a  dar "lições" de como bem usar os seus serviços.
Eram 05:40
Desta vez o destino era Valência.
Já estamos bem sentadinhos no avião (com cara ainda de sono) e, divertia-mos em tentar acertar quem também iria com ar de atleta para correr no domingo.
"Este vai". "Olha, outra". E mais, e mais.
"Ah, olha quem está ali, é a  Fernanda Ribeiro"
"Mais, agora são da Ecademia Fernanda Ribeiro" (os blusões identificavam).
Voo curto mas que deu para dormir, ou antes, dormitar.
Á saída, trocamos palavras com a Fernanda Ribeiro: "Então Fernandinha, é para correr ou é para orientar aí os atletas?"
"Deram-me um convite VIP e vou também correr com eles"
Ok
Metro rumo ao hotel.
Estamos instalados no AC Valência, um dos hotéis da organização a 1,2K da partida/chegada.
Passeamos toda a tarde e, subimos ao Corte Inglês.
Aí, por mero acaso encontrei o que procurava já há uns tempos: um boné amarelinho para condizer com a minha camisola. 😄
Refizemos o estomago e tiramos uma foto no último andar.
Aqui vai,


                                       Vista de Valência (passaríamos naquela ponte na corrida)


Por toda a cidade encontrávamos, a cada esquina, publicidade á prova,

                         
                             Um dos muitos marcos publicitários espalhados pela cidade


Jantar e descanso.



Sábado, 27 de outubro,

Aproveitamos para dormir um pouco mais pois o pequeno almoço era até ás 11 horas.
Assim sendo, descemos ás 10H30.
Chegamos ao rés do chão, vimos uma sala com mesa posta.
"Ui, tão pouca coisa para um pequeno almoço? Pode? Isto é um hotel de 4 estrelas!"
Umas mesas só com croassaints, café e sumos!
Será de ser tão tarde?
Bebemos desconsoladamente um sumo sem ninguém a nos acompanhar.
De repente entra uma funcionária que nos diz: "A sala do pequeno almoço é no primeiro andar. Aqui foi um serviço para um congresso".
Então, ........ então,........ que se passa? Temos andado fora "n" vezes e não dei por ela? Já estou assim tão tótó ? 😕
Ok
Pequeno almoço tomado (na sala correta) e, descemos para esperar pela Leninha e Diogo que só tinham voado hoje para se juntarem a nós.
Sala do rés do chão repleta de atletas.
E, que atletas!
Contei 12, todos africanos,  (entre eles e elas) com cara de quem vinha aqui para vencer.
Bom, agora, para passar o tempo, era fazer apostas. "Em quem apostas para vencer a prova?"
Apostamos no mesmo.
O mais alto, magricela, parecia um esqueleto e sempre a rir.
Mal sabíamos nós que era ele mesmo que iria ganhar a prova e a bater um record.
Esta cabecinha não se lembrou de ir tirar uma foto com eles todos. Uma pena.
Chega a Leninha e Diogo, almoçar, e lá vamos nós levantar os dorsais.
Em 2015 já estivemos aqui a correr a mesma prova.
Este ano mudaram um pouco o itinerário e igualmente o local da tenda.
Sinceramente, feira nada de especial, até acho que em 2015 estava bem melhor.


                     Reparem no pormenor de termos a bandeira portuguesa nos dorsais

Passamos pela reta da meta (uma azáfama), local bem desafogado para "encaixar" todos os milhares de atletas que iriam estar aí no domingo.
Diogo confessa: "Não sei como vou fazer 21K sem ter treinado"
Pois, mudou de trabalho e agora o tempo é escasso para treinar mas, para um jovem de 25 anos, o que é uma corridinha de 21K? Precisa de treinar? 😀
Ás 18 horas cai uma carga de água daquelas de molhar da cabeça aos pés (a sorte é que tínhamos acabado mesmo de chegar ao hotel).
Tudo o que vem, vai, a carga de água também foi e, lá fomos jantar.
Caminha cedo porque amanhã é o grande dia.




domingo, 28 de outubro,

Alvorada ás 06H00.
Abro a janela (noite como breu) e, uma rajada de frio invade o quarto.
"Ui, está mesmo frio está. Vou levar a camisola térmica e as luvas", decido eu.
Tomamos o pequeno almoço ás 06H20 numa sala repleta de atletas.
Sim, atletas mas, os pretinhos, nem vê-los.
Descemos ao rés do chão e, lá estavam todos eles já prontos a seguirem de camioneta para o local de partida.
Já?

O que nos esperava:
- 28ª Médio Marathon Trinidad Valência EDP
- 09h00

Aqui vai o itinerário,


Ás 07H50 deixamos o hotel rumo á partida.
Que frio!
Brrrrrrr.
15 minutos depois já lá estávamos.
Vamos lá aquecer o mais possível.
Como a caixa era bem grande (a nossa era a D), entramos logo.
Ao entrar, um dos seguranças, entre português e espanhol diz-me: "então és português? Eu também. boa sorte"
Retribuo e já estamos a "aquecer os motores".
O termómetro marca 10 graus.


               Somos, somos portugueses e com muito orgulho (e o meu novo boné a estrear)

Ainda tenho tempo de mandar esta foto via WhatsApp para muitos amigos e desligo o telefone.
Bem olhava a ver se via alguém conhecido mas, .............. nada.


                      Boa disposição não faltava ao Diogo, Leninha, Teresinha e Mike 😊

Os primeiros já partiram e nós esperávamos (a partida foi com intervalos entre as caixas).
Chega a nossa vez e, o sol aparece.
Estava frio, estava mas, o sol amenizava.
Partida.
Reta de 800 metros, rotunda e já estamos a subir a ponte mesmo em frente á Cuidad de las artes Y las Ciências.
Passamos mesmo em frente ao nosso hotel e, siga em frente.
Ritmo confortável e, a temperatura friinha, ajudava.
Ao Km 4 ouço mesmo atrás de mim: "Portugal, Portugal, vamos lá".
A voz não me era estranha mas, só olhando, vi bem quem era.
"Então Fernandinha, aqui atrás? Tens de estar é lá na frente"
Era a Fernanda Ribeiro acompanhada de duas outras atletas da sua Academia.
"Venho aqui acompanhar estas duas amigas"
"É a primeira vez que corro ao lado de uma campeã olímpica", digo eu.
" E não vais bem?", diz ela.
E avançam pois o ritmo era maior que o nosso.
Pouco depois junta-se a nós o Diogo.
"Olha vai ali a Fernanda Ribeiro", vai com ela, digo-lhe eu.
Diogo arrancou e, lá foi.
Ao K5 já temos o primeiro abastecimento.
Olho para o relógio e vejo, 27 minutos e tal.
Ok, vamos bem.
Entretanto, com o sol, a sensação de temperatura ia aumentado.
Já estava a pensar que luvas e camisola térmica tinha sido demasiado mas, agora não havia nada a fazer.
Siga.
Sinto-me bem, aliás sentimo-nos bem (Teresinha naquela sua passada levezinha, anda sempre, como dizer, sem esforço algum) e, lá vamos nós.
Sempre plano o percurso o que ajuda imenso a manter o ritmo.
K10, novo abastecimento, olho novamente o relógio: 00:56:41
Neste preciso momento lembro-me que o vencedor está prestes a cortar a meta e eu ainda vou ali nos 10K, ou seja, vai-me dar um avanço de 11K !
Será possível voar assim !?
Ok, voltemos á minha (nossa) realidade e, nada mal, nada mal para quem tem andado "atrapalhado" com o seu aquiles esquerdo.
Ah, por falar em aquiles, ia muito bem, ele estava "silencioso" e não incomodava.
A partir de agora a multidão nas ruas aumenta e sempre com incentivos do tipo "ânimo, ânimo" o que nos dá muita força para continuar.
K14 ali á frente e já nos estão a dar gel. Saco logo 3 para o que der e vier.
Tomo um logo de assentada.
K15 com 01:26:24 e a minha cabecinha começa a fazer perguntas ao meu corpinho:
Como te sentes?
Achas que podes acelerar um pouco na parte final?
Deixa andar mais um kilómetro que te respondo já, ok?
Já estamos na cidade velha (centro de Valência) muito público e sinto que o pessoal está a aumentar o ritmo.
Vamos na onda a, ao chegar á Praça de Touros (K17) sinto que vou a esforçar demasiado.
Não, calma, só faltam 4K mas são duros de roer.
Novo gel (a ver se funcionava a 6ª velocidade) e, a cabeça queria mas o corpo não correspondia.
Como já tenho umas tantas meias nas pernas e, já sei como é, portanto, nada de stress, deixa-te ir, o tempo que der deu e, desfruta.
Assim foi.
Relaxei e deixei-me ir normalmente e, ia bem.
K20 com 01:56:06
Já falta pouco.
Muita gente a apoiar e últimos 800 metros em linha reta.
Meta lá bem na frente e, como é habitual nas últimas passadas, tenho quem passe por mim e, vá lá, também passo por outros (hoje, mais os que passam por mim).
Finito.
The end.
02:04:41
Medalha, laranjas e um saco com "n" produtos e lembranças.
Vamos ao guarda roupa levantar o nosso saco, mudamos (que bem sabe vestir camisola limpinha, não é?) e, já todos ao quatro juntos, vamos gravar as medalhas com o nosso tempo.
A foto da praxe aqui está,


             Felizes, satisfeitos e orgulhosos, assim estão estes quatro portugas em Valência

A pé até ao hotel, Diogo a queixar-se das pernas (não sei como é que consegui fazer 21K sem treinar e desolado por não ter terminado abaixo das 2 horas por 7 escassos segundos), Leninha com as sapatilhas na mão (dói-me a planta de ambos os pés) e, Teresinha e Mike a fazerem-se de fortes, caminhando como se tivessem ido passear ao jardim 😃
Teresinha, altruísta, ia descascando laranjas para afagar os estômagos dos outros.
Hotel (podíamos saír até ás 16 horas), banho, fazer mala e arrancar de volta para a nossa casinha.
No aeroporto encontramos novamente a Fernanda Ribeiro e as suas muchachas, correu tudo ok e, diz ela: "a correr naquele ritmo, ainda me cansei mais" (fizeram 01:54:00)
Antes dos finalmentes (como é hábito), temos uma novidade:
O tal pretinho (aquele em quem apostamos que seria o vencedor), ganhou mesmo e com record Mundial!
Abraham Kiptum, Queniano, termina com 00:58:18 e bate o record do mundo da meia maratona com menos 5 segundos do que o anterior que tinha sido estabelecido em Lisboa em 2010 pelo Eritreu Zersenay Tadesse.
Aqui estão os seus tempos de passagem (acreditem que é verdade):
- 5K, em 00:13:56
- 10k em 00:28:02
- 15k em 00:41:10
- 20K em 00:55:18
O homem voador tem 29 anos e, ao vivo (como nós o vimos), só tem pele o osso.
Este campeão merece uma foto,


                              Kiptum, quando for grande, quero ser como tu 😀

Em feminino venceu a Etíope Gelete Bati com 01:06.11

Agora os finalmentes,
Terminaram a prova 13827 atletas
- Teresinha, tempo de 02:04:41, lugar 10906 na geral e, no seu escalão (VET-F), lugar 13 em 36
- Mike, tempo de 02:04:41, lugar 10909 e, no seu escalão (VET-F), lugar 155 em 224:
- Leninha, tempo de 02:12:48, lugar 12348 da geral e, no seu escalão (VET-E), lugar 66 em 110
- Diogo, tempo de 02:00:07, lugar 9585 da geral e, no seu escalão (Seniores), lugar 1970 em 2464

Curiosidades,
- correram esta prova 50 portugueses (Teresinha lugar 20, Mike lugar 21, Leninha lugar 25 e Diogo lugar 15)
- foi a minha prova nº 100 de todas e a minha meia maratona nº 22
- Teresinha prova nº 98 e a sua meia maratona nº 21
- Leninha foi a sua meia maratona nº 13
- em 2015, nesta mesma prova, Teresinha faz 02:02:47 e Mike 02:02:51

Pronto.
É tudo.
Bjs e abraços para todos

MIKE
2018.outubro































quarta-feira, 17 de outubro de 2018

1ª Corrida do Dragão - um mar azul


Nas comemorações dos 125 anos do F. C. Porto, o clube decidiu organizar uma prova de 10k.
Claro que esta prova era destinada a dragões.
Assim sendo, a nossa presença não era de esperar, era simplesmente, imprescindível ! 😁
Então, sábado, 13 de outubro, lá estávamos no Estádio do Dragão, não para ocupar os nossos lugares anuais como é hábito mas, para levantar os dorsais.
O cartaz alusivo á prova era bem bonito,

                         Aurora Cunha, José Regalo e Fernanda Ribeiro a darem a cara pela prova


Lá levantamos os dorsais e as respetivas camisolas que também foram muito bem conseguidas,


                                         Azul e branco é o coração .............  💙

Bom, deixemo-nos de cantorias e vamos lá continuar.
Desta vez não existiu equipa Happyrun pois fizemos questão de vestir a nossa camisola azul com o dragão estampado que nos tinha calhado em sorte.
Assim, como hábito, domingo (14 de outubro) o "bote" arranca às 08:14 rumo ao Dragão.
Ás 08:30 já estávamos estacionados nas traseiras do Alameda, bem juntinho ao Dragão.
O que nos esperava então:


Ora, tínhamos uma prova de 10K, uma de 5K e uma caminhada.
E, hoje iríamos apadrinhar a primeira prova de dois novatos nestas andanças: Rodrigo e Rui Marques, pai e filho, ou antes, filho e pai que tinham vindo diretamente de Ovar.
Igualmente o meu sobrinho João iria participar ou seja, deixou de ser um rato para passar a ser um homem !
João apenas tinha participado numa prova de 8 K (connosco também), salvo erro em 2015 em na marginal de Leça da Palmeira.
Abraços e beijos no reencontro e, lá fomos nós rumo á Praça Velasquez.
09:20 e iniciamos o aquecimento.
Iniciamos é como quem diz, fugimos logo para debaixo de um toldo de um café pois a carga de água era terrível.
Assim como veio, assim foi.
Ok.
Toca a aquecer.
Já a "fumegar", pose para as primeiras fotos:


         Leninha, Rui, Rodrigo, Mike, Pedrinho, Teresinha e Tiago ........... só vejo dragões 💙

A prova iniciava mesmo em frente á "Tertúlia do Dragão" e, foi aí que encontramos o nosso "primo" Draco,


           O tal nosso "primo" Draco rodeado de atletas ilustres (aqui já com o João incluído)

Vamos lá para a caixa de partida que já são horas.
Logo apareceram umas duas "ladies" para nos aquecerem,

                                     O "aquecimento" ao som de música e cânticos

A hora aproxima-se.
Então, "aparece" sonoramente o Presidente Jorge Nuno sim, esse mesmo, o Pinto da Costa para "botar" faladura.
Inicia o "discurso" mas, logo a sua voz torna-se impercetível pois todo o mundo começou a cantar o "Pinto da Costa olé, Pinto da Costa olé,  .........." aquelas "cenas" dos estádios 😆
Sim, ele estava mesmo lá.


             Aqui está o Pintinho e também vemos a Fernanda Ribeiro e a Aurora Cunha

Bom, agora é que vamos mesmo arrancar.
Ah, mas antes temos de cantar o Hino do Porto.
Toca a cantar.
Festa.
Agora é que é.
Pintinho dá o tiro de partida e, lá vamos nós.


                  Ora, aqui conseguimos descortinar o Pedrinho, Mike, Leninha, Tiago e João


                                           
                                     E aqui o Pedrinho, Tiago e Leninha



                          O início da prova (são mais que as mães, carago!) 😃

Lá vamos nós.
Tinha parado a chuva e o céu aliviou um pouco.
14 graus era a temperatura.
Avenida Fernão de Magalhães e já estamos a voltar á esquerda para a Corujeira


                                Pedrinho, Mike e Teresinha em bom andamento



                                        Leninha, ...... concentradíssima 😃



                    Os novatos Rui e Rodrigo (meio encobertos) com o João (a ouvir música)

Ei lá!
Entramos na Rua do Amparo, descida muito acentuada e 200 metros de paralelos muito polidos.
Toca a meter o ABS senão é para espalhar e, isso não dá muito jeito.
"Saltamos" para o passeio para estarmos mais seguros.
A verdade é que uma atleta logo aí se espalhou; ossos do ofício, não é?
Bom, já estamos na Avenida 25 de Abril e continuamos a descer.
Aqui vai a imagem,


                                                    É ou não é, um mar azul ?

Já passamos pelo viaduto por cima da auto estrada e o jardim da Corujeira é já ali.
Olho para o lado e tenho a Aurora Cunha!
"Estou a correr ao lado de uma campeã", digo-lhe eu.
"Tu é que és campeão", responde-me ela naquele seu sotaque bem nortenho.
Bom, 2K já foram.
Agora toca a subir tudo o que descemos.
Lá terá que ser.
Pedrinho faz questão de nos acompanhar.
Segundo ele, na sua preparação para a maratona, tinha feito um treino de 30K e precisava de "descansar".
Bom, Praça Velasquez, Rua Nova de S. Crispim e estamos no Marquês com 5.5 K já "no papo".
Estamos num ritmo tranquilo pois, "rezava" para que o meu aquiles não "acordasse".
Novamente Praça Velasquez (8K) e, sinto um toque nas costas, "Eh pá, com esta camisola nem te conhecia".
Era o Américo Martins que, com a sua passada larga, lá se foi.
Adriano também se junta a nós.
Alameda das Antas e agora, é só descer.
Como, "a descer todos os santos ajudam", metemos 5ª velocidade e lá fomos.
Cuidado, muito cuidado com o chão molhado que ainda tombamos, era o que todos nós pensávamos.
Contornamos o Dragão e, só faltam 200 metros,


         Já falta pouco. Pedrinho a "passear", Mike em esforço e Teresinha a "flutuar" 😓

Vamos lá, vamos lá, só mais um esforço.
Já vejo a meta (vejo?, passei este meu último esforço a olhar para o chão!) e, agora sim, agora é mesmo para terminar,


        Tom descontraído do Pedrinho e Teresinha e grande esforço do Mike para os acompanhar  
          


                                                 Leninha cheia de estilo 😃



                        Ah grande Rui, nunca é tarde para começar, não é amigo?

E pronto.
Feito.
Lá recebemos as nossas medalhas (lindas, para nós claro) e, satisfeitos pela participação neste mar azul.


                          A foto final destes dragões felizes (falta o Rui) 💙💙💙

Não resisto e vou postar a medalha,


                                       Linda (para quem é dragão, não é?)

Ok.
Finalmentes,

Concluíram a prova 1540 atletas
- Teresinha, tempo de 00:54:33, lugar 967 na geral e no seu escalão (F60), lugar 4 em 10
- Leninha, tempo de 00:57:58, lugar  1170 na geral e no seu escalão (F55), lugar 6 em 12
- Mike, tempo de 00:54:38, lugar  969 na geral e no seu escalão (M60), lugar 38 em 67
- Pedrinho, tempo de 00:54:32, lugar 965 na geral e no seu escalão (M40), lugar 200 em 264
- João Santos, tempo de 00:56:21, lugar 1081 na geral e no seu escalão (Seniores), lugar 190 em 243
- Rodrigo Marques, tempo de 00:55:11, lugar 1014 na geral e no seu escalão (Seniores), lugar 181 em 243
- Rui Marques, tempo de 01:10:36, lugar 1476 na geral e, no seu escalão (M50), lugar 131 em 134

Agora os nossos amigos,
- Tiago Martins, tempo de 00:47:34, lugar 483 na geral e no seu escalão (M50), lugar 54 em 134
- Américo Martins, tempo de 00:51:57, lugar 926 na geral e no seu escalão (M40), lugar 193 em 264
- Serafim Ramos, tempo de 00:43:02, lugar  201 na geral e no seu escalão (M60), lugar 3 em 67
- Adriano, tempo de 00:54:38, lugar 966  na geral e no seu escalão (M60), lugar 37 em 67

Vencedores,
- Masculinos: Pedro Magalhães com o tempo de 00:33:07
- Femininos: Ana Nunes com o tempo de 00:38:51

E pronto.
É tudo.
Isto foi a história de uma prova diferente onde se respirava ar,...... azul 💙
Agora é "trabalhar" para a próxima prova que será em, ...................  Valência !

Bjs e abraços para todos
MIKE
2018.outubro








quarta-feira, 10 de outubro de 2018

30ª Meia maratona de de Ovar - unha acorda novamente


Em 40 minutos "arrivamos" a Ovar.
Eram 08:20
Domingo de manhã é o dia ideal para circular, trânsito zero. Assim devia ser todos os dias, não era?
Bom, Teresinha e este vosso humilde escriba, estacionaram mesmo em frente ao Salão Paroquial de Ovar.
Pedrinho tinha ido a um trail no Douro, Leninha não estava preparada e Diogo, com o seu novo emprego (gerente sofre não é?), não podia. Assim, só nós dois marcamos presença.
Levantados os dorsais (sem fila), logo aí a menina nos informou que seria melhor deixar estar o carro onde estava pois a partida era próxima (5 minutos a pé).
Voltamos para o carro (para fazer horas) e, não tardou a haver fila (e grande) para os dorsais.
Lénio Marinho encontra-nos e, claro, posamos para a primeira foto,


                    Lénio, o grande representante salgueirista com os dois Happyrun

"Então, também vais fazer a meia?", perguntei-lhe eu?
"Não, hoje faço só os 10k"
Ah, vamos lá então explicar:
Nós, preparados para correr a meia maratona de Ovar e, em paralelo, havia também prova de 10k
Então, tínhamos.


Ora, eram duas provas em simultâneo: a 30ª Meia maratona de Ovar e a 2ª Corrida do Azulejo (10k)
Bom, vamos lá preparar que já são horas; gel, telemóvel e mel para os bolsos.
Fomos então para o centro de Ovar onde era  a partida.
A cidade não nos era estranha pois já tínhamos corrido aqui a S. Silvestre em 2015, embora a prova fosse á noite.
Então, que percurso nos esperava?


                                              Aqui está o percurso da meia de Ovar


Muitos atletas, muitos mesmos a aquecerem pelas ruas estreitas desta cidade.


                                           Teresinha e Mike na baixa de Ovar

Olhando para os participantes, só via "B"erdadeiros atletas.
É.
Quando saímos dos centros populacionais, os atletas têm mais fibra, lá isso é verdade e, nota-se bem.
Tinha perfeita consciência que não estava na minha melhor forma (o meu aquiles e a minha unha do pé direito não deixam 😞) mas, mesmo assim, marcamos presença.
Já estamos na caixa de partida á espera do tiro.
14 graus e sol, temperatura ambiente boa para uma prova.
Na faixa da esquerda os da meia e, na direita os dos 10K
Partida.
Aí vamos nós.


.                        Mike, "abrindo as asas", a ocupar o espaço fotográfico 😀




                                               Ainda dentro da cidade de Ovar

Circulamos pelo centro da cidade, passagem outra vez pela meta (aos 3.5 K), ritmo tranquilo, mais uma volta e saímos da cidade aos 6K por uma avenida.
Aos 5K já tínhamos tido abastecimento de água e esponjas.
Continuamos em ritmo confortável, tudo dentro do esperado.
Aos 8K estamos no pinhal e sentados numa pedra, estavam a Nani e o Rui, nossos amigos aqui de Ovar, a apreciarem a passagem da imensidão de atletas.
Não nos viram e, foi preciso mandar um berro para que nos acenassem. Retribuíram e incluíram aquele risinho malandro de "grandes malucos que vocês são".
Pois.
Siga.
10K em 58:10
Ok, normal.
Aos 11.5K entramos na avenida em direção ao Furadouro.
Já vemos o mar lá ao longe.
Pouco tempo depois estamos a cruzar com o Silvério que já tinha ido ver o mar e já voltava. Como de costume, um incentivo mútuo.


                  Cá está o nosso amigo Silvério (1473) com a sua forte passada

Na passagem pelo Furadouro (K14), muita gente aí a nos incentivar o que ajuda um pouco a "distrair" o cansaço.
Já estamos de volta, K15 em 01:28:58 e, como era de esperar, a minha unha começa a "resmungar".
O aquiles ia silencioso, lá isso ia mas a unha "acordou".
Enfim, pensava eu: "faltam 6K, vê lá se aguentas isso, esquece, não lhe passes cartão e continua".
Pois,
Tentei esquecer mas, estava difícil.
Ritmo a baixar (notoriamente) e eu a pensar "mas, quando é que isto termina?".
Enfim, como diria o outro, "fez-se o que se pôde" e lá me arrastei até á meta.
Teresinha lá ia "esperando" pelo manco 😌


                                            Teresinha no reabastecimento

Ao K19 iniciamos uma ligeira (ligeira?) subida até ao km 20,5
Já estou a ver a meta (que alívio, uff) e, agora é só deixar ir.
Fim.
Finito.
End.
Somos presenteados com "n" recuerdos e, até um pão de ló tivemos !


                    Não é normal recebermos tanto no final de uma prova mas, em Ovar, é assim.

Não queria terminar sem dar uma palavra á organização desta prova.
Simplesmente excelente!
É organizada pela AFIS (Atletas de fim de semana) com a colaboração da Câmara municipal.
Muitos colaboradores durante todo o percurso, quatro abastecimentos (e longos) , parte final excelente.
Parabéns, se puder, para o ano cá estaremos.
Ah, a minha unha malvada merece mais uma publicação.
Agora está assim,


                      Ossos do ofício, não é? Alguém sabe onde posso comprar uma nova? 😒

Pois e, com estes "empecilhos" a atrapalhar, já estamos a ver a próxima maratona do Porto (em novembro) por um canudo 😑

Finalmentes,
Terminaram a prova 1381 atletas
- Teresinha, tempo de 02:11:52, lugar 1336 da geral e no seu escalão (F4O), lugar 84 em 94
- Mike, tempo de 02:11:52, lugar 1337 da geral e no seu escalão (M60), lugar 92 em 97
- Silvério, tempo de 01:43:45, lugar 786 da geral

Lénio Marinho que participou nos 10K fez o tempo de 01:03:43, lugar 345 em 470

- vencedor masculino: Nuno Lopes com 01:03.57
- vencedora feminina: Catarina Ribeiro com 01:11:09

E, é tudo.
Bjs e abraços
MIKE
2018.outubro







terça-feira, 18 de setembro de 2018

12º Meia Maratona Porto. Valeu a pena arriscar? Sim, valeu.



Domingo.
Enquanto a maioria dos portugas ainda passavam pelas "brasas", nós já estávamos bem acordados!
Ás 07:41 já estávamos a arrancar do local do crime (Rua Vitorino Nemésio), desta vez, quatro Happyruns, equipados a rigor, prontos para produzirem uns litros de suor a "papar" asfalto.
A participação nesta prova esteve "tremida".
Pois é.
O meu aquiles esquerdo voltou a acordar, ou seja, impediu-me que treinasse durante 15 dias.
Sim, nada de corrida, parado, mesmo.
Esta paragem já me tinha custado a ausência a 8 de setembro na corrida do Porto de Leixões.
Então, depois da paragem forçada, restava uma semana para preparar uma meia maratona!
Três treinos (de 9, 10 e 14 km) e ainda a receber tratamento.
Enfim, a vontade de alinhar falou mais alto que a prudência e, apesar de ter a perfeita consciência que não estava preparado para altos voos, decidi participar.
Sempre é a meia do Porto, é a minha cidade e, não ir, é dor demasiada.
Bom, depois deste introito, vamos lá ao que interessa.
Dizia então que éramos quatro.
Sim, quatro, a saber: Teresinha, Leninha, Pedrinho e cá o Mike.
Aterramos no local do costume (ao lado do Hotel Ipanema), últimos preparativos e vamos lá descer até ao Fluvial para apanharmos o autocarro para a partida (eram 08H20).
Lá vamos pela marginal fora (é lindo mesmo) e, sempre que faço estre trajeto neste dia, penso sempre que a distância que corremos é enorme!
Já estamos na ponte do Freixo no meio de uma multidão de atletas.
Passamos pelas caixas de partida (desta vez havia um "atrofiamento" pelo facto de haver obras na via), as madames á procura de uma casa de banho e, os "homes" á espera.


                               Enquanto esperavam pelas madames, eles "soltaram-se"😀

Todos juntos já e, encontramos o Mário Soares á civil!
Então que aconteceu para este homem que não falha uma prova, não estar equipado?
"Eh pá, dei uma queda e tenho que colocar uma pequena prótese!", diz o Mário desconsolado.
Acontece, não é.
Volta rápido que o pelotão sente a tua falta.
Cumprimenta este e aquele (nisso o Pedrinho tem um leque de conhecimentos vasto, conhece meio mundo!) e, já preparados para o aquecimento.


                                     Aqui os Happyruns com o amigo Tiago Martins

Tiago Martins que também nos dá a notícia da paragem do seu sócio Pedro com problemas num joelho (rápidas melhoras Pedro).
Bom, lá fomos para a caixa de partida e, só pensava no meu aquiles.
Vais aguentar?
Sim ou não?
Estava apreensivo, lá isso estava pois, 21 km não é, "ir ali e já venho" mas, .........
Ah, estamos em que prova?

- 12ª Meia maratona do Porto
- 16 de setembro
- 10 horas
- 17 graus e nevoeiro

O percurso que nos esperava,


Tiro de partida.
Siga.
Siga, é como quem diz, "só" demoramos 3m32s a passar o risco de partida.
Arrancamos confortável como quem não quer acordar o aquiles, suave, pianinho e, já estamos a chegar á Ponte D. Luiz (sim, é com "z" mesmo).


                                               Pedrinho concentradísssssssimo


                                            Teresinha e Mike bem descontraídos


                                              Leninha já  a dar o seu melhor

Entramos na Ponte D. Luiz para passarmos para Gaia.
No tabuleiro é sempre a mesma sensação estranha de estar a correr "no ar" pois ele abana bastante (claro, teria que fletir, se o não fizesse partia e íamos todos tomar banho ao Rio Douro 😊)
Km 3, cais de Gaia, continuamos suave.
Siga, Marginal antes da Ponte Arrábida e, já estou a dar de frente com os batedores que vinham a acompanhar os primeiros classificados.
Já?
De repente as gazelas aparecem.
Eram nove africanos (contei-os bem) e, para mim, vinham a sprintar!
Ponte Arrábida (abastecimento), Afurada, mais uns minutos e estamos no retorno.
Km 8
Aquiles?
Ok.
Nada.
Tá a dormir.
Não o acordes, penso eu.
Estamos agora a cruzar com uma "multidão" de atletas (eram 100) que empurram outros atletas em cadeiras de rodas.
É a equipa "Egoísmo positivo". É uma associação espanhola que nasceu para integrar os deficientes através do running.
Lindo.
É mesmo comevedor ver uma menina tão linda numa cadeira de rodas ser empurrada por quem tem a felicidade de poder correr.
Enfim, ainda há quem se queixe porque é feio!
Avancemos.
De repente, por qualquer ato de malvadez, sinto uma dor a aumentar na unha do pé direito.
Não, não, isso não me está a acontecer!
Devo estar a sonhar.
Só pode.
Não. Não estava a sonhar, não.
Que dores!
Disse umas não sei quantas asneiras (em voz baixinha) e só pensava como me iria aguentar em mais 12 km naquele martírio.
Esquece.
Deixa lá.
Pois, a vontade era mesmo cortar o dedo.
Desistir, não desisto, não, portanto, siga.
Ponte Arrábida (Km 10), Cais de Gaia, o "sofrimento" já se fazia sentir.


                                                       Pedrinho no km 11

                 
                                                        Leninha já a voltar

Ponte D. Luiz (km13) e siga até ao Freixo (novamente).
Aqui já cruzamos com o Pedrinho (já ia bem adiantado)


                          Teresinha e Mike depois da Ponte D. Luiz, de volta ao Freixo


                                     Pedrinho já tinha feito o retorno no Freixo

Lá me ia aguentando, tentava pensar em tudo menos na dor da maldita unha e, os km iam passando.
O sol aparece agora também para nos "chatear"
Retorno, abastecimento ("saquei" três gel 😋) e já estamos no túnel da Ribeira a ouvir os músicos a darem um empurrãozinho).
Passamos a Maria Ricardo e o Raul Ferreira e incentivamo-los a nos acompanhar.
"Isto nunca mais acaba", pensava eu com os meus botões.
Alfandega, Museu Carro Elétrico (aqui apanho um banho de mangueirada de um bombeiro) e, vamos lá cerrar os dentes que já falta pouco.
Temos a grande atleta Flor no passeio a nos incentivar (então Flor desta vez não correste?), anima um pouco, lá isso anima.
Falta 1 km !
Só 1.
Yes.
Aqui temos o Pedro Gaio (outro grande atleta) que, desta vez, tá lá para tirar fotos.
Simpático como é, bate então umas chapas.
Aqui estão as suas fotos:


                          Pedrinho como se nada fosse muito perto da meta


                     O riso só para o Pedro Gaio, porque por dentro, ia a "chorar" de dores

Entretanto Pedrinho já tinha terminado e voltava para trás para também tirar umas fotos.
Aqui vai uma das suas habilidades,


                                    Leninha apanhada pelo telemóvel de Pedrinho

A meta é já ali.
Um último folego e, já está.
Água, isotónico, banana e medalha.
Desta vez fui um sortudo.
Tive duas medalhas.
A primeira aqui vai,


                                    Linda medalha desta meia maratona

A segunda, bom, tapem o nariz para não sentirem o cheiro, ok? 😧


                                    A maldita unha que me atormentou durante 12 km 😠

Antes dos finalmentes, queria ainda fazer uma referência aos atletas do "Egoísmo positivo".
Lembram-se de lhes ter dito que me tinha ficado na retina uma menina lindíssima numa cadeira de rodas a ser empurrada?
Pois, não podia deixar de postar essa beleza.
Aqui vai,

                             
                                                 Que linda que tu és 😊

Perguntava eu, no título, se tinha valido a pena arriscar?
A minha resposta foi SIM.
Agora a razão.
SIM, só para ver o teu sorriso minha linda menina, valeu a pena tanta dor.

Finalmentes,
Terminaram a prova 4221 atletas
- Teresinha, tempo de 02.14:38, lugar 3625 da geral e no seu escalão (F60), lugar 6 em 13
- Leninha, tempo de 02:22:52, lugar 3864 da geral e no seu escalão (F55), lugar 16 em 24
- Mike, tempo de 02:14.39, lugar 3626 da geral e no seu escalão (M60), lugar 116 em 141
- Pedrinho, tempo de 01:50:13, lugar 1900 da geral e no seu escalão 8M40), lugar 378 em 682
Os nossos amigos,
- Tiago Martins, tempo de 01:52.24, lugar 2125 da geral
- Silvério Pinto, tempo de 01:41.28, lugar 1055 da geral
- Maria Ricardo, tempo de 02:19.12, lugar 3678 da geral
- Pedro Esperança, tempo de 02:05:06, lugar 3044 da geral
- Raul Ferreira, tempo de 02:17:54, lugar 3677 da geral
Agora as grandes estrelas,
- Vencedor masculino: Mike Kiptum Boit (Quénia), tempo de 01:00:52
- Vencedora feminina: Susan Jeptoo (Quénia), tempo de 01:11:04
- Melhor português: Luis Saraiva, tempo de 01:07:23  , 13º lugar
- Melhor portuguesa: Susana Godinho, tempo de 01:18:45, 18º lugar
Como última nota destaco o vencedor se chamar Mike, um dia serei eu? 😀
E pronto.
É tudo
Abraço e beijos
MIKE
2018.setembro