quarta-feira, 17 de outubro de 2018

1ª Corrida do Dragão - um mar azul


Nas comemorações dos 125 anos do F. C. Porto, o clube decidiu organizar uma prova de 10k.
Claro que esta prova era destinada a dragões.
Assim sendo, a nossa presença não era de esperar, era simplesmente, imprescindível ! 😁
Então, sábado, 13 de outubro, lá estávamos no Estádio do Dragão, não para ocupar os nossos lugares anuais como é hábito mas, para levantar os dorsais.
O cartaz alusivo á prova era bem bonito,

                         Aurora Cunha, José Regalo e Fernanda Ribeiro a darem a cara pela prova


Lá levantamos os dorsais e as respetivas camisolas que também foram muito bem conseguidas,


                                         Azul e branco é o coração .............  💙

Bom, deixemo-nos de cantorias e vamos lá continuar.
Desta vez não existiu equipa Happyrun pois fizemos questão de vestir a nossa camisola azul com o dragão estampado que nos tinha calhado em sorte.
Assim, como hábito, domingo (14 de outubro) o "bote" arranca às 08:14 rumo ao Dragão.
Ás 08:30 já estávamos estacionados nas traseiras do Alameda, bem juntinho ao Dragão.
O que nos esperava então:


Ora, tínhamos uma prova de 10K, uma de 5K e uma caminhada.
E, hoje iríamos apadrinhar a primeira prova de dois novatos nestas andanças: Rodrigo e Rui Marques, pai e filho, ou antes, filho e pai que tinham vindo diretamente de Ovar.
Igualmente o meu sobrinho João iria participar ou seja, deixou de ser um rato para passar a ser um homem !
João apenas tinha participado numa prova de 8 K (connosco também), salvo erro em 2015 em na marginal de Leça da Palmeira.
Abraços e beijos no reencontro e, lá fomos nós rumo á Praça Velasquez.
09:20 e iniciamos o aquecimento.
Iniciamos é como quem diz, fugimos logo para debaixo de um toldo de um café pois a carga de água era terrível.
Assim como veio, assim foi.
Ok.
Toca a aquecer.
Já a "fumegar", pose para as primeiras fotos:


         Leninha, Rui, Rodrigo, Mike, Pedrinho, Teresinha e Tiago ........... só vejo dragões 💙

A prova iniciava mesmo em frente á "Tertúlia do Dragão" e, foi aí que encontramos o nosso "primo" Draco,


           O tal nosso "primo" Draco rodeado de atletas ilustres (aqui já com o João incluído)

Vamos lá para a caixa de partida que já são horas.
Logo apareceram umas duas "ladies" para nos aquecerem,

                                     O "aquecimento" ao som de música e cânticos

A hora aproxima-se.
Então, "aparece" sonoramente o Presidente Jorge Nuno sim, esse mesmo, o Pinto da Costa para "botar" faladura.
Inicia o "discurso" mas, logo a sua voz torna-se impercetível pois todo o mundo começou a cantar o "Pinto da Costa olé, Pinto da Costa olé,  .........." aquelas "cenas" dos estádios 😆
Sim, ele estava mesmo lá.


             Aqui está o Pintinho e também vemos a Fernanda Ribeiro e a Aurora Cunha

Bom, agora é que vamos mesmo arrancar.
Ah, mas antes temos de cantar o Hino do Porto.
Toca a cantar.
Festa.
Agora é que é.
Pintinho dá o tiro de partida e, lá vamos nós.


                  Ora, aqui conseguimos descortinar o Pedrinho, Mike, Leninha, Tiago e João


                                           
                                     E aqui o Pedrinho, Tiago e Leninha



                          O início da prova (são mais que as mães, carago!) 😃

Lá vamos nós.
Tinha parado a chuva e o céu aliviou um pouco.
14 graus era a temperatura.
Avenida Fernão de Magalhães e já estamos a voltar á esquerda para a Corujeira


                                Pedrinho, Mike e Teresinha em bom andamento



                                        Leninha, ...... concentradíssima 😃



                    Os novatos Rui e Rodrigo (meio encobertos) com o João (a ouvir música)

Ei lá!
Entramos na Rua do Amparo, descida muito acentuada e 200 metros de paralelos muito polidos.
Toca a meter o ABS senão é para espalhar e, isso não dá muito jeito.
"Saltamos" para o passeio para estarmos mais seguros.
A verdade é que uma atleta logo aí se espalhou; ossos do ofício, não é?
Bom, já estamos na Avenida 25 de Abril e continuamos a descer.
Aqui vai a imagem,


                                                    É ou não é, um mar azul ?

Já passamos pelo viaduto por cima da auto estrada e o jardim da Corujeira é já ali.
Olho para o lado e tenho a Aurora Cunha!
"Estou a correr ao lado de uma campeã", digo-lhe eu.
"Tu é que és campeão", responde-me ela naquele seu sotaque bem nortenho.
Bom, 2K já foram.
Agora toca a subir tudo o que descemos.
Lá terá que ser.
Pedrinho faz questão de nos acompanhar.
Segundo ele, na sua preparação para a maratona, tinha feito um treino de 30K e precisava de "descansar".
Bom, Praça Velasquez, Rua Nova de S. Crispim e estamos no Marquês com 5.5 K já "no papo".
Estamos num ritmo tranquilo pois, "rezava" para que o meu aquiles não "acordasse".
Novamente Praça Velasquez (8K) e, sinto um toque nas costas, "Eh pá, com esta camisola nem te conhecia".
Era o Américo Martins que, com a sua passada larga, lá se foi.
Adriano também se junta a nós.
Alameda das Antas e agora, é só descer.
Como, "a descer todos os santos ajudam", metemos 5ª velocidade e lá fomos.
Cuidado, muito cuidado com o chão molhado que ainda tombamos, era o que todos nós pensávamos.
Contornamos o Dragão e, só faltam 200 metros,


         Já falta pouco. Pedrinho a "passear", Mike em esforço e Teresinha a "flutuar" 😓

Vamos lá, vamos lá, só mais um esforço.
Já vejo a meta (vejo?, passei este meu último esforço a olhar para o chão!) e, agora sim, agora é mesmo para terminar,


        Tom descontraído do Pedrinho e Teresinha e grande esforço do Mike para os acompanhar  
          


                                                 Leninha cheia de estilo 😃



                        Ah grande Rui, nunca é tarde para começar, não é amigo?

E pronto.
Feito.
Lá recebemos as nossas medalhas (lindas, para nós claro) e, satisfeitos pela participação neste mar azul.


                          A foto final destes dragões felizes (falta o Rui) 💙💙💙

Não resisto e vou postar a medalha,


                                       Linda (para quem é dragão, não é?)

Ok.
Finalmentes,

Concluíram a prova 1540 atletas
- Teresinha, tempo de 00:54:33, lugar 967 na geral e no seu escalão (F60), lugar 4 em 10
- Leninha, tempo de 00:57:58, lugar  1170 na geral e no seu escalão (F55), lugar 6 em 12
- Mike, tempo de 00:54:38, lugar  969 na geral e no seu escalão (M60), lugar 38 em 67
- Pedrinho, tempo de 00:54:32, lugar 965 na geral e no seu escalão (M40), lugar 200 em 264
- João Santos, tempo de 00:56:21, lugar 1081 na geral e no seu escalão (Seniores), lugar 190 em 243
- Rodrigo Marques, tempo de 00:55:11, lugar 1014 na geral e no seu escalão (Seniores), lugar 181 em 243
- Rui Marques, tempo de 01:10:36, lugar 1476 na geral e, no seu escalão (M50), lugar 131 em 134

Agora os nossos amigos,
- Tiago Martins, tempo de 00:47:34, lugar 483 na geral e no seu escalão (M50), lugar 54 em 134
- Américo Martins, tempo de 00:51:57, lugar 926 na geral e no seu escalão (M40), lugar 193 em 264
- Serafim Ramos, tempo de 00:43:02, lugar  201 na geral e no seu escalão (M60), lugar 3 em 67
- Adriano, tempo de 00:54:38, lugar 966  na geral e no seu escalão (M60), lugar 37 em 67

Vencedores,
- Masculinos: Pedro Magalhães com o tempo de 00:33:07
- Femininos: Ana Nunes com o tempo de 00:38:51

E pronto.
É tudo.
Isto foi a história de uma prova diferente onde se respirava ar,...... azul 💙
Agora é "trabalhar" para a próxima prova que será em, ...................  Valência !

Bjs e abraços para todos
MIKE
2018.outubro








quarta-feira, 10 de outubro de 2018

30ª Meia maratona de de Ovar - unha acorda novamente


Em 40 minutos "arrivamos" a Ovar.
Eram 08:20
Domingo de manhã é o dia ideal para circular, trânsito zero. Assim devia ser todos os dias, não era?
Bom, Teresinha e este vosso humilde escriba, estacionaram mesmo em frente ao Salão Paroquial de Ovar.
Pedrinho tinha ido a um trail no Douro, Leninha não estava preparada e Diogo, com o seu novo emprego (gerente sofre não é?), não podia. Assim, só nós dois marcamos presença.
Levantados os dorsais (sem fila), logo aí a menina nos informou que seria melhor deixar estar o carro onde estava pois a partida era próxima (5 minutos a pé).
Voltamos para o carro (para fazer horas) e, não tardou a haver fila (e grande) para os dorsais.
Lénio Marinho encontra-nos e, claro, posamos para a primeira foto,


                    Lénio, o grande representante salgueirista com os dois Happyrun

"Então, também vais fazer a meia?", perguntei-lhe eu?
"Não, hoje faço só os 10k"
Ah, vamos lá então explicar:
Nós, preparados para correr a meia maratona de Ovar e, em paralelo, havia também prova de 10k
Então, tínhamos.


Ora, eram duas provas em simultâneo: a 30ª Meia maratona de Ovar e a 2ª Corrida do Azulejo (10k)
Bom, vamos lá preparar que já são horas; gel, telemóvel e mel para os bolsos.
Fomos então para o centro de Ovar onde era  a partida.
A cidade não nos era estranha pois já tínhamos corrido aqui a S. Silvestre em 2015, embora a prova fosse á noite.
Então, que percurso nos esperava?


                                              Aqui está o percurso da meia de Ovar


Muitos atletas, muitos mesmos a aquecerem pelas ruas estreitas desta cidade.


                                           Teresinha e Mike na baixa de Ovar

Olhando para os participantes, só via "B"erdadeiros atletas.
É.
Quando saímos dos centros populacionais, os atletas têm mais fibra, lá isso é verdade e, nota-se bem.
Tinha perfeita consciência que não estava na minha melhor forma (o meu aquiles e a minha unha do pé direito não deixam 😞) mas, mesmo assim, marcamos presença.
Já estamos na caixa de partida á espera do tiro.
14 graus e sol, temperatura ambiente boa para uma prova.
Na faixa da esquerda os da meia e, na direita os dos 10K
Partida.
Aí vamos nós.


.                        Mike, "abrindo as asas", a ocupar o espaço fotográfico 😀




                                               Ainda dentro da cidade de Ovar

Circulamos pelo centro da cidade, passagem outra vez pela meta (aos 3.5 K), ritmo tranquilo, mais uma volta e saímos da cidade aos 6K por uma avenida.
Aos 5K já tínhamos tido abastecimento de água e esponjas.
Continuamos em ritmo confortável, tudo dentro do esperado.
Aos 8K estamos no pinhal e sentados numa pedra, estavam a Nani e o Rui, nossos amigos aqui de Ovar, a apreciarem a passagem da imensidão de atletas.
Não nos viram e, foi preciso mandar um berro para que nos acenassem. Retribuíram e incluíram aquele risinho malandro de "grandes malucos que vocês são".
Pois.
Siga.
10K em 58:10
Ok, normal.
Aos 11.5K entramos na avenida em direção ao Furadouro.
Já vemos o mar lá ao longe.
Pouco tempo depois estamos a cruzar com o Silvério que já tinha ido ver o mar e já voltava. Como de costume, um incentivo mútuo.


                  Cá está o nosso amigo Silvério (1473) com a sua forte passada

Na passagem pelo Furadouro (K14), muita gente aí a nos incentivar o que ajuda um pouco a "distrair" o cansaço.
Já estamos de volta, K15 em 01:28:58 e, como era de esperar, a minha unha começa a "resmungar".
O aquiles ia silencioso, lá isso ia mas a unha "acordou".
Enfim, pensava eu: "faltam 6K, vê lá se aguentas isso, esquece, não lhe passes cartão e continua".
Pois,
Tentei esquecer mas, estava difícil.
Ritmo a baixar (notoriamente) e eu a pensar "mas, quando é que isto termina?".
Enfim, como diria o outro, "fez-se o que se pôde" e lá me arrastei até á meta.
Teresinha lá ia "esperando" pelo manco 😌


                                            Teresinha no reabastecimento

Ao K19 iniciamos uma ligeira (ligeira?) subida até ao km 20,5
Já estou a ver a meta (que alívio, uff) e, agora é só deixar ir.
Fim.
Finito.
End.
Somos presenteados com "n" recuerdos e, até um pão de ló tivemos !


                    Não é normal recebermos tanto no final de uma prova mas, em Ovar, é assim.

Não queria terminar sem dar uma palavra á organização desta prova.
Simplesmente excelente!
É organizada pela AFIS (Atletas de fim de semana) com a colaboração da Câmara municipal.
Muitos colaboradores durante todo o percurso, quatro abastecimentos (e longos) , parte final excelente.
Parabéns, se puder, para o ano cá estaremos.
Ah, a minha unha malvada merece mais uma publicação.
Agora está assim,


                      Ossos do ofício, não é? Alguém sabe onde posso comprar uma nova? 😒

Pois e, com estes "empecilhos" a atrapalhar, já estamos a ver a próxima maratona do Porto (em novembro) por um canudo 😑

Finalmentes,
Terminaram a prova 1381 atletas
- Teresinha, tempo de 02:11:52, lugar 1336 da geral e no seu escalão (F4O), lugar 84 em 94
- Mike, tempo de 02:11:52, lugar 1337 da geral e no seu escalão (M60), lugar 92 em 97
- Silvério, tempo de 01:43:45, lugar 786 da geral

Lénio Marinho que participou nos 10K fez o tempo de 01:03:43, lugar 345 em 470

- vencedor masculino: Nuno Lopes com 01:03.57
- vencedora feminina: Catarina Ribeiro com 01:11:09

E, é tudo.
Bjs e abraços
MIKE
2018.outubro







terça-feira, 18 de setembro de 2018

12º Meia Maratona Porto. Valeu a pena arriscar? Sim, valeu.



Domingo.
Enquanto a maioria dos portugas ainda passavam pelas "brasas", nós já estávamos bem acordados!
Ás 07:41 já estávamos a arrancar do local do crime (Rua Vitorino Nemésio), desta vez, quatro Happyruns, equipados a rigor, prontos para produzirem uns litros de suor a "papar" asfalto.
A participação nesta prova esteve "tremida".
Pois é.
O meu aquiles esquerdo voltou a acordar, ou seja, impediu-me que treinasse durante 15 dias.
Sim, nada de corrida, parado, mesmo.
Esta paragem já me tinha custado a ausência a 8 de setembro na corrida do Porto de Leixões.
Então, depois da paragem forçada, restava uma semana para preparar uma meia maratona!
Três treinos (de 9, 10 e 14 km) e ainda a receber tratamento.
Enfim, a vontade de alinhar falou mais alto que a prudência e, apesar de ter a perfeita consciência que não estava preparado para altos voos, decidi participar.
Sempre é a meia do Porto, é a minha cidade e, não ir, é dor demasiada.
Bom, depois deste introito, vamos lá ao que interessa.
Dizia então que éramos quatro.
Sim, quatro, a saber: Teresinha, Leninha, Pedrinho e cá o Mike.
Aterramos no local do costume (ao lado do Hotel Ipanema), últimos preparativos e vamos lá descer até ao Fluvial para apanharmos o autocarro para a partida (eram 08H20).
Lá vamos pela marginal fora (é lindo mesmo) e, sempre que faço estre trajeto neste dia, penso sempre que a distância que corremos é enorme!
Já estamos na ponte do Freixo no meio de uma multidão de atletas.
Passamos pelas caixas de partida (desta vez havia um "atrofiamento" pelo facto de haver obras na via), as madames á procura de uma casa de banho e, os "homes" á espera.


                               Enquanto esperavam pelas madames, eles "soltaram-se"😀

Todos juntos já e, encontramos o Mário Soares á civil!
Então que aconteceu para este homem que não falha uma prova, não estar equipado?
"Eh pá, dei uma queda e tenho que colocar uma pequena prótese!", diz o Mário desconsolado.
Acontece, não é.
Volta rápido que o pelotão sente a tua falta.
Cumprimenta este e aquele (nisso o Pedrinho tem um leque de conhecimentos vasto, conhece meio mundo!) e, já preparados para o aquecimento.


                                     Aqui os Happyruns com o amigo Tiago Martins

Tiago Martins que também nos dá a notícia da paragem do seu sócio Pedro com problemas num joelho (rápidas melhoras Pedro).
Bom, lá fomos para a caixa de partida e, só pensava no meu aquiles.
Vais aguentar?
Sim ou não?
Estava apreensivo, lá isso estava pois, 21 km não é, "ir ali e já venho" mas, .........
Ah, estamos em que prova?

- 12ª Meia maratona do Porto
- 16 de setembro
- 10 horas
- 17 graus e nevoeiro

O percurso que nos esperava,


Tiro de partida.
Siga.
Siga, é como quem diz, "só" demoramos 3m32s a passar o risco de partida.
Arrancamos confortável como quem não quer acordar o aquiles, suave, pianinho e, já estamos a chegar á Ponte D. Luiz (sim, é com "z" mesmo).


                                               Pedrinho concentradísssssssimo


                                            Teresinha e Mike bem descontraídos


                                              Leninha já  a dar o seu melhor

Entramos na Ponte D. Luiz para passarmos para Gaia.
No tabuleiro é sempre a mesma sensação estranha de estar a correr "no ar" pois ele abana bastante (claro, teria que fletir, se o não fizesse partia e íamos todos tomar banho ao Rio Douro 😊)
Km 3, cais de Gaia, continuamos suave.
Siga, Marginal antes da Ponte Arrábida e, já estou a dar de frente com os batedores que vinham a acompanhar os primeiros classificados.
Já?
De repente as gazelas aparecem.
Eram nove africanos (contei-os bem) e, para mim, vinham a sprintar!
Ponte Arrábida (abastecimento), Afurada, mais uns minutos e estamos no retorno.
Km 8
Aquiles?
Ok.
Nada.
Tá a dormir.
Não o acordes, penso eu.
Estamos agora a cruzar com uma "multidão" de atletas (eram 100) que empurram outros atletas em cadeiras de rodas.
É a equipa "Egoísmo positivo". É uma associação espanhola que nasceu para integrar os deficientes através do running.
Lindo.
É mesmo comevedor ver uma menina tão linda numa cadeira de rodas ser empurrada por quem tem a felicidade de poder correr.
Enfim, ainda há quem se queixe porque é feio!
Avancemos.
De repente, por qualquer ato de malvadez, sinto uma dor a aumentar na unha do pé direito.
Não, não, isso não me está a acontecer!
Devo estar a sonhar.
Só pode.
Não. Não estava a sonhar, não.
Que dores!
Disse umas não sei quantas asneiras (em voz baixinha) e só pensava como me iria aguentar em mais 12 km naquele martírio.
Esquece.
Deixa lá.
Pois, a vontade era mesmo cortar o dedo.
Desistir, não desisto, não, portanto, siga.
Ponte Arrábida (Km 10), Cais de Gaia, o "sofrimento" já se fazia sentir.


                                                       Pedrinho no km 11

                 
                                                        Leninha já a voltar

Ponte D. Luiz (km13) e siga até ao Freixo (novamente).
Aqui já cruzamos com o Pedrinho (já ia bem adiantado)


                          Teresinha e Mike depois da Ponte D. Luiz, de volta ao Freixo


                                     Pedrinho já tinha feito o retorno no Freixo

Lá me ia aguentando, tentava pensar em tudo menos na dor da maldita unha e, os km iam passando.
O sol aparece agora também para nos "chatear"
Retorno, abastecimento ("saquei" três gel 😋) e já estamos no túnel da Ribeira a ouvir os músicos a darem um empurrãozinho).
Passamos a Maria Ricardo e o Raul Ferreira e incentivamo-los a nos acompanhar.
"Isto nunca mais acaba", pensava eu com os meus botões.
Alfandega, Museu Carro Elétrico (aqui apanho um banho de mangueirada de um bombeiro) e, vamos lá cerrar os dentes que já falta pouco.
Temos a grande atleta Flor no passeio a nos incentivar (então Flor desta vez não correste?), anima um pouco, lá isso anima.
Falta 1 km !
Só 1.
Yes.
Aqui temos o Pedro Gaio (outro grande atleta) que, desta vez, tá lá para tirar fotos.
Simpático como é, bate então umas chapas.
Aqui estão as suas fotos:


                          Pedrinho como se nada fosse muito perto da meta


                     O riso só para o Pedro Gaio, porque por dentro, ia a "chorar" de dores

Entretanto Pedrinho já tinha terminado e voltava para trás para também tirar umas fotos.
Aqui vai uma das suas habilidades,


                                    Leninha apanhada pelo telemóvel de Pedrinho

A meta é já ali.
Um último folego e, já está.
Água, isotónico, banana e medalha.
Desta vez fui um sortudo.
Tive duas medalhas.
A primeira aqui vai,


                                    Linda medalha desta meia maratona

A segunda, bom, tapem o nariz para não sentirem o cheiro, ok? 😧


                                    A maldita unha que me atormentou durante 12 km 😠

Antes dos finalmentes, queria ainda fazer uma referência aos atletas do "Egoísmo positivo".
Lembram-se de lhes ter dito que me tinha ficado na retina uma menina lindíssima numa cadeira de rodas a ser empurrada?
Pois, não podia deixar de postar essa beleza.
Aqui vai,

                             
                                                 Que linda que tu és 😊

Perguntava eu, no título, se tinha valido a pena arriscar?
A minha resposta foi SIM.
Agora a razão.
SIM, só para ver o teu sorriso minha linda menina, valeu a pena tanta dor.

Finalmentes,
Terminaram a prova 4221 atletas
- Teresinha, tempo de 02.14:38, lugar 3625 da geral e no seu escalão (F60), lugar 6 em 13
- Leninha, tempo de 02:22:52, lugar 3864 da geral e no seu escalão (F55), lugar 16 em 24
- Mike, tempo de 02:14.39, lugar 3626 da geral e no seu escalão (M60), lugar 116 em 141
- Pedrinho, tempo de 01:50:13, lugar 1900 da geral e no seu escalão 8M40), lugar 378 em 682
Os nossos amigos,
- Tiago Martins, tempo de 01:52.24, lugar 2125 da geral
- Silvério Pinto, tempo de 01:41.28, lugar 1055 da geral
- Maria Ricardo, tempo de 02:19.12, lugar 3678 da geral
- Pedro Esperança, tempo de 02:05:06, lugar 3044 da geral
- Raul Ferreira, tempo de 02:17:54, lugar 3677 da geral
Agora as grandes estrelas,
- Vencedor masculino: Mike Kiptum Boit (Quénia), tempo de 01:00:52
- Vencedora feminina: Susan Jeptoo (Quénia), tempo de 01:11:04
- Melhor português: Luis Saraiva, tempo de 01:07:23  , 13º lugar
- Melhor portuguesa: Susana Godinho, tempo de 01:18:45, 18º lugar
Como última nota destaco o vencedor se chamar Mike, um dia serei eu? 😀
E pronto.
É tudo
Abraço e beijos
MIKE
2018.setembro






terça-feira, 17 de julho de 2018

4ª Corrida Portucale - última prova de fim de época


Domingo.
Ás 08H26 em ponto, Teresinha, Leninha, Pedrinho e Mike arrancam para mais uma prova.
Desta vez era para o lado de lá da ponte Arrábida.
Estacionamos o bote no parque destinado pela organização.
Dá-mos logo de caras com o Tiago Martins (ultimamente está a "andar" muito este atleta), últimos preparativos e toca a descer para o Cais de Gaia.
Descer não custa mesmo nada, não é?
Olha se fosse a subir e, a correr!
Uff.
Mas, não é.
Chegados lá abaixo ainda vamos a tempo de apreciar a Corrida dos pequeninos.
500 metros para aquelas "formigas" começarem a ganhar o gosto pela corrida.
Uma ternurinha ver aqueles miúdos todos contentes com a corrida.



                                           Aqui estão os campeões de amanhã


Ah, o que nos esperava?

- 4ª Corrida Portucale
- 10 horas
- 15K

4ª Corrida Portucale que estamos presentes.
Não falhamos uma (a primeira foi de 10K).
O sol estava envergonhado mas, estávamos com muita humidade, ar abafado e temperatura a rondar os 24 graus.
Lá fomos aquecendo (era preciso?) e, claro, começaram os encontros com gente amiga conhecida.
Como hábito, algumas fotos tiradas para a posteridade,



 Aqui os Happyruns com o amigo Tiago Martins



                         Aqui com o amigo Lénio verdadeiro portador da alma salgueirista

Ok, já aquecidos, vamos lá para a caixa de partida.
Já estava a escorrer por todos os lados e ainda não tinha partido.
Tiro de partida e, aí vamos nós.
Esta via está diferente com novo piso pois, proibiram os automóveis e aumentaram os passeios.
Já estamos a entrar na Ponte D. Luíz (sim, é com "z" mesmo) e, como de costume, a sensação é terrível!
Toda a estrutura da ponte abana (tinha de ser senão partia) e, não sentimos os pés no chão, dá a sensação que estamos sempre no ar e a cair a qualquer momento.
Ponte atravessada (K1 já feito), virar á direita para ao Freixo.


                             Pedrinho já nos tinha deixado para trás e, aí vai ele 😋


                                       Mike e Teresinha concentradíssimos 😝                                      


                                Leninha também mais que concentradíssima 😝

Íamos em ritmo confortável porque, já sabia, o calor lá mais para o fim ia "apertar".
Até ao Freixo encontramos o Adriano, Mário Soares, o Tiago e a Maria Ricardo.
Todos nos saudamos e todos eles nos passaram.
Siga.
Retorno na Ponte do Freixo (K4,5), abastecimento e, já estamos de volta.
Pedrinho cruza connosco e nos incentivamos.
Ao K5 olho para o relógio: 28 minutos e 11 segundos
Ok.
Deixa-te ir assim que estás confortável.
Túnel da Ribeira (aqui há sempre quem grite pelo seu clube para, com o eco, se ouvir bem) e, já estamos a descer (e muito) para o cubo da Ribeira.
Aqui o contraste era evidente: uns (maioria turistas), sentados nas esplanadas a beberem fininhos, e outros (os "tolinhos" como nós), a suarem as estopinhas naquela manhã bem quente.
Agora toca a subir para a Ponte D. Luíz (custa um pouco) e, vamos lá novamente para Gaia.
Aqui, somos bafejados pela sorte pois uma fotógrafa nos tira uma boa foto,


                                             Enquadramento bem bonito da Ponte D. Luíz

Siga.
7 K já estão.
Acabamos de ultrapassar a Maria Ricardo (incentivo-a a vir connosco) e, estamos rumo á Ponte Arrábida.
Já estou a sentir os efeitos do calor e vou procurando as sombras.
Pouco antes da ponte, K10
Relógio marca: 00:57:21
Ok.
Podia ser melhor mas, hoje não é de esperar grande coisa no tempo final.
Novo abastecimento.
Siga.
Marina da Afurada (aqui com muito incentivo do público) e, já estamos no retorno.

                                                      
                                                             No retorno da Afurada

Novamente Marina Afurada e, já falta pouco.
Pedrinho já ia bem á frente.

                                       
                                            Aqui está Pedrinho já bem adiantado de nós

Novo abastecimento, Ponte Arrábida, tá quase, tá quase, acelera um pouco, passamos o Adriano e, já vejo a meta lá ao fundo (Pedrinho já á nossa espera para nos tirar mais uma foto), siga, siga, ... pronto, já tá.
Água, fruta, medalha e isotónico.
Leninha chega logo após,


                                                       Leninha a cortar a meta

E pronto.
Assim termina a nossa época de atletismo.
Provas, agora, só em setembro.
Descansar um pouco e treinar afincadamente para ver se conseguimos fazer a maratona do Porto em novembro!
Agora vamos lá subir a Rua Serpa Pinto até ao parque de estacionamento.
Ah e, como foi então a nossa época?
Uma imagem vale mais que mil palavras, não é?


                                                A imagem de marca de fecho de época 😝😝

Antes dos finalmente só queria realçar a excelente organização desta prova em todos os aspetos.
Excelente itinerário, sempre nas margens do Douro, abastecimentos impecáveis, tudo do melhor, não fosse esta a prova da nossa campeoníssima Rosa Mota!
Agora sim, agora os finalmentes,

Terminaram a prova 822 atletas
- Teresinha, tempo de 01:29:39, lugar 623 da geral e no seu escalão (F), lugar 75 em 154
- Mike, tempo de 01.29:39, lugar 624 da geral e, no seu escalão (M), lugar 549 em 681
- Pedrinho, tempo de 01:20:28, lugar 408 da geral e, no seu escalão (M), lugar 380 em 681
- Leninha, tempo de 01:44:46, lugar 789 da geral e, no seu escalão (F), lugar 143 em 154

Os nossos amigos,
- Tiago Martins, tempo de 01.20:43, lugar 432 da geral e no seu escalão (M), lugar 409 em 681
- Mário Soares, tempo de 01:21:37, lugar 460 da geral e, no seu escalão (M), lugar 424 em 681
- Maria Ricardo, tempo de 01:33:02, lugar 695 da geral e, no seu escalão (F), lugar 96 em 154
- Adriano Ferreira, tempo de 01:30:00, lugar 640 da geral e, no seu escalão (M), lugar 562

- Vencedor masculino: Carlos Costa com o tempo de 00:49:30
- Vencedora masculina: Marisa Barros com o tempo de 00:57:00

E, pronto, época terminada.
Boas férias para todos e bjs e abraços
MIKE
2018.julho