domingo, 5 de junho de 2016

domingo, 29 de maio de 2016

15 kms? ...............Só?


Sábado chovia torrencialmente.
As previsões para domingo eram também de chuva.
A Mascote, inscrita na prova de 500 metros, "torcia o nariz".
Miss simpatia, temendo pela saúde do seu rebento, "torcia ainda mais o nariz".
Pedrinho, o papá babado, começava a pensar duas vezes.
Sábado á noite, a decisão: a Mascote amanhã não vai correr.
Ok.
Compreensível mas, é pena.
Domingo de manhã (29.maio), lá estávamos a embarcar no bote para "papar" mais uns kms.
Com o "GPS de cabeça" do Pedrinho, lá atracamos num parque disponibilizado pela organização nas "costas" das caves do Vinho do Porto em Gaia.
Ah!
Afinal, não está a chover.
Manter-se-á?
Vamos ver.
Descemos (não custa nada) até ao cais de Gaia.
Aí, a tenda já estava montada.
Rosa Mota, sim, essa mesmo, a Rosinha campeã olímpica (era a madrinha da prova), andava de vassoura na mão a varrer a poça de água que estava mesmo á frente da partida.
Interrompemos a lide da dita cuja para tirarmos uma foto com a grande campeã.



                 Rosinha, simpática como sempre, aqui no meio dos HAPPYRUN


Os pequenos-grandes atletas de palmo e meio preparavam-se para o tiro de partida
09H15
Pum.
Aí vão eles.
Giro, mesmo muito giro ver aquelas "pulgas" de 4, 5 e 6 anos a correrem com os graúdos (até 12 anos).
Mascote,................ apanhou falta.
Devia lá estar.
Terminada a prova, toca lá a aquecer para a nossa, que partia ás 10 horas.
2ª Corrida Portucale
15 kms
Só?
Agora, andamos armados em atletas de fundo e, 15 kms, para nós, já é para meninos :)
Ai que convencidos,..... ai,........ai.


              Antes da partida com Adriano, meu ex-colega do Hóquei em Patins

Partida apertada e em paralelo (molhado).
Fresquinho, aí uns 13 graus.
Tração ás 4 rodas para tudo correr bem na arrancada.
Direção á Ponte D. Luis e, logo aí, somos "atropelados" pelo Silvério.
Passa por nós que nem um foguete!
Estamos no tabuleiro da ponte.
Diz-me a Teresinha: "já me estou a sentir enjoada"
Pois é, a trepidação era imensa na ponte, abanava bem.
Não sentia os pés no chão.
Sensação estranha.
Siga.
Passa por nós o Américo, cumprimenta-nos,dispara "estou a correr em casa" e segue.
Mais á frente temos a companhia do Tiago Martins.
Desta vez não lhe dou um calduço como na última prova.
Conti-me, não foi Tiago?
O sol aparece.
Rumamos á ponte do Freixo, meia volta e corremos para o túnel da Ribeira.


                                 Pedrinho, passada larga, "papa" kms


                                     Aqui vamos nós no meio da juventude




                                                           A força e estilo das mulheres :)


Adriano continua a acompanhar-nos desde a partida.
Túnel da Ribeira.
Esquerda e estamos a descer para a Ribeira (pró Cubo).
Ribeira, mesmo.
Nós ali a dar ao "pedal" e eles, os outros, na esplanada.
Óculos de sol, copos de cerveja ou café na mão a apreciarem.
Elas, as vendedoras de sempre, a incentivarem-nos (aos gritos como é costume).
Bonito!
Toca a subir para a ponte D. Luis.
Já estamos em Gaia.
Cais de Gaia novamente.
Siga em frente.
Ponte da Arrábida.
Já passamos os 10 kms
Entretanto, os primeiros já nos cruzam.
Vejo o Pedrinho e pergunto:" a volta ainda é longe?"
Pedrinho, para não me "assustar": "é já li depois da Afurada"
Tamos na Afurada.
Perdoem-me a minha estúpida mentalidade machista mas, vou confessar: iam duas jovenzinhas á minha frente há já bastante tempo e já me iam a irritar.
Estavam com peso a mais e, só ia a pensar: mas tu, não és capaz de as ultrapassar?
Se não és, desiste.
Vai para casa.
Hiberna.
Emigra.
Ligeira subida e elas são ultrapassadas.
Já tá
Um alívio.
Damos o último retorno.
Cruzo-me com a Leninha e ainda lhe digo:" força, a volta é já ali"
Leninha olha-me e acena com a mão (nada de gastar energias com a fala).
Agora já falta pouco.
Último KM.
Vou buscar forças ocultas e acelero.
Meta á vista.
Pronto.
Já tá.


                      Sprint final para não ser ultrapassado na linha da meta




                                               Leninha no foto finish


                   Pedrinho, o mais rápido de todos nós, já tinha recebido a medalha

Agora, no final da festa, era só ir ter com o bote,
Só?
Pois é, a descer, no início, foi bom.
Agora era a subir.
E que subida!
Bom, lá chegamos (sãos e salvos), mudar de roupa e papar as gelatinas do Pedrinho.
Finalmentes:
Terminaram a prova 820 atletas.
Teresinha, tempo de 01:25:30, lugar 564 de geral e no escalão feminino, lugar 49 em 150
Leninha, tempo de 01:35:57, lugar 720 da geral e, no escalão feminino, lugar 108 em 150
Mike, tempo de 01.25:31, lugar 565 da geral e, no seu escalão (masculino), lugar 514 em 665
Pedrinho, tempo de 01:17:48, lugar 376 da geral e, no seu escalão (masculino), lugar 514 em 665
Mais tempos dos nossos amigos:
Américo, 01:18.35, lugar 412 da geral
Tiago Martins, 01:20.47, lugar 474 da geral
Adriano Ferreira, 01:30:42, lugar 651 da geral
Silvério, 01:04:00 (com este tempo canhão, foi pena não ter registo porque não se inscreveu)
É tudo.
Adeus
Goodbye
Adiós
MIKE
2016.maio

terça-feira, 10 de maio de 2016

Wings for life 2016 - correr pelos outros e,......... com prazer



Sábado, 7.maio levantamos, como sempre, os dorsais para mais uma prova.
No edifício Transparente, ali em Matosinhos, mesmo junto ao Castelo do Queijo, lá estávamos nós carregados com os sacos da equipa HAPPYRUN.
A equipa lamentava que Suzy, ainda lesionada, não pudesse comparecer nesta prova.
As melhoras Suzy e, volta depressa.
A Mascote deu-nos o prazer de nos acompanhar nesta "difícil" tarefa para se ir habituando a estas andanças pois, na próxima prova (daqui a 15 dias) também vai participar numa corrida de 500 metros.

        A Mascote com a camisola oficial da prova da Wingsd of life a ser atacada por um "troglodita"


Domingo, 8.maio.2016
A equipa HAPPYRUN preparada, mais uma vez, para participar nesta empolgante prova sui generis.
A Wings For Life é uma fundação que apoia a cura da espinal medula e, todos os anos organiza uma prova a nível mundial onde toda a receita arrecadada é para contribuir para a cura desta doença.
A organização da prova é suportada pela Red Bull o que, desde logo, é garantia de qualidade.
Assim, em simultâneo, em 34 países espalhados pelo mundo, inicia a prova ao mesmo tempo.
Em Portugal foi aqui no Porto e, iniciava a prova ás 12 horas.
É uma prova única no mundo, os atletas partem e 30 minutos depois parte o carro-meta a uma determinada velocidade.
Á medida que vai "apanhando" os atletas, termina a prova para eles sendo contabilizada a distância percorrida e não o tempo.
Quem "aguentar" mais tempo, ou seja, quem for o último a ser apanhado, vence.
Há vencedores a nível de país e a nível mundial.
Depois desta explicação, vamos lá ao que interessa.
Ora, o centro nevrálgico da prova era o Edifício Transparente no Castelo do queijo.
Ás 10 horas já lá estavamos a estacionar os nossos botes no início da Avenida da Boavista.
O tempo estava "tremido", a chuva espreitava.
Entramos no autocarro que nos iria levar ao início da prova mesmo em frente à Casa da Música na Boavista.
Lá fomos num bate papo com uns nossos companheiros de prova que tinham vindo de Cesar (Oliveira de Azeméis).
Logo que chegamos, o alvoroço instalou-se !
Todo o mundo aos pinotes numa alegria imensa.
Só queriam tirar fotos connosco :)
Nós, já habituados a estes banhos de multidão e, simpáticos como somos, lá acedemos sempre com um sorriso.
Ah, não acreditam?
Pois, como uma foto vale mais que mil palavras, aqui vai:

         O speeker de serviço, o Alvim não esconde a sua felicidade de estar no meio dos HAPPYRUN

   Pedro Fernandes também lutou, e muito, por uma foto connosco

Isto de sermos famosos tem estes custos :)
A chuvinha aparece (miudinha) e, fomos aquecer para o jardim da Rotunda da Boavista.
Entramos na caixa e encontramos "n" colegas-amigos de corrida.
O grupo dos Lions lá estava todo (são mais que as mães :)), a equipa da Shift-up, o Silvério, a Flor, a Angela (que, estando a viver profissionalmente no Algarve veio à prova) enfim, eram só caras conhecidas.
Mais umas fotos para a posteridade,

                     Silvério já estava de camisola amarela (é sempre o primeiro de todos nós)

                                      A equipa da Shift-up em peso a marcar presença

                         Angela, uma nóvel "algarvia" a matar saudades dos ares do Norte

                        Flor a nossa "treinadora" das quartas feiras na Maia, também lá estava

3 minutos antes da partida (que seria ao meio dia), S. Pedro, ainda ensonado, esfrega os olhos, espreguiça-se, olha para baixo e pensa para com os seus botões:" oh.....oh... o que vocês estão a precisar é de um banhinho"
Pega na mangueira, abre a água e zás, tomem lá disto.
A chuvinha começa a cair e, da nossa parte só nos restou começar a saltar para não arrefecer.
16 graus e temperatura.
Tiro de partida.
Aí vamos nós.
Mal damos os primeiros passos, a chuva para e o sol aparece :)
Avenida da Boavista abaixo em 5ª velocidade que isto é sempre a descer.
Aos 2,5 kms já tínhamos abastecimento.
Chegamos ao Parque da cidade num ápice, virar á direita, Vilarinha e já estamos na estrada da Circunvalação.
Sempre a dar-lhe.
Anémona e estamos diante do Edifício Transparente.
Aí, ainda consigo cumprimentar o Pedro (treina connosco ás quartas na Maia) que, lesionado, só poderia estar no passeio a apoiar-nos.
Na Rotunda do Castelo do Queijo, vejo à minha frente o Tiago Martins,
Pensei logo em saudá-lo colocando-lhe a mão nas costas.
Pôr a mão é como quem diz, saiu com mais força e dei-lhe uma "paulada".
Tiago não estrebuchou.
Digo-lhe eu: "vamos os três que custa menos"
E fomos.
Entramos na Avenida Brasil.
Apanhamos agora com vento de frente.
Incomoda mas, siga em frente.
A esta hora o carro-meta já tinha arrancado e, agora era uma questão de fugir-lhe o mais possível até sermos apanhados por ele.
A temperatura começa a aquecer e, eu que tinha levado camisola térmica interior de manga comprida, já estava arrependido.
Adiante.
Foz feita, estamos no Castelo.
Mais à frente temos o nosso amigo Serafim que, lesionado, simpaticamente, nos tirava fotos.

                                   Pedrinho, poderoso, "galga" kilómetros como quem bebe água



         Leninha á saída da Ponte D. Luis já a ouvir o megafone do carro da organização


                           

                                  Miguel, aprumado, dá passada sem qualquer custo

                                               Diogo e a sua companheira de corrida: a música

                                Teresinha, fresquinha como sempre e Mike já a acusar algum esforço

A fila de atletas, compacta até aqui, começa a "esticar".
Os abastecimentos continuam de 2,5 em 2,5 kms e, não falta nada: água, tónico, gomos de laranja....
Ao "queimar" o km 12 sinto que estou a baixar de ritmo.
Ai,.................ai,...........
Bom, não penses nisso e, segue em frente.
Lá passamos a Alfandega, túnel da Ribeira e estamos na Ponte D. Luis.
15 kms já nas pernas :)
Muita gente nas bermas a aplaudir e já estamos no Cais de Gaia.
Já estou a ouvir as sirenes a tocarem lá atrás.
Olho e vejo lá ao fundo, o carro-meta na Ponte D. Luis.
Tento acelerar um pouco (é verdade que estava cansado), terminamos o Cais de Gaia  e entramos na marginal com a rua mais estreita.
Cada vez era mais estridente o barulho do carro-meta e,................... ele aí está.
Somos apanhados.

                                   Momento exato em que somos apanhados pelo carro-meta

Tinhamos feito pouco mais de 16 kms.
Sabia que a Leninha e o Miguel estavam para trás e o Diogo e Pedrinho para a frente.
Pedrinho é apanhado mais á frente e, só muito depois, o Diogo.

                     Já depois dos 23 kms, chega a vez de Diogo ser apanhado na companhia do Pedro

Fomos apanhar o autocarro ao Cais de Gaia que nos iria levar de volta para o Castelo do Queijo.
Estamos no autocarro (com uma "histérica" que fazia a festa) e, já estamos a retornar a "casa".
Ao passar na ponte D. Luis, estava a pensar cã com os meus botões: "esta vista é mesmo linda !!! "
No percurso de volta, já se viam os lixeiros a limparem as ruas com aqueles carros próprios (muitas garrafas de água no chão por todo o lado), ou seja, já estamos "evoluídos" na questão ambiental.
Já na avenida Brasil, outro pensamento me assalta:" eh pá, nunca mais chegamos ao Castelo do queijo e, tu fizeste tudo isto a correr"
Ao chegarmos ao nosso carro, já lá estavam a Leninha e o Miguel.
Mais tarde chega o Pedrinho para nos fornecer as habituais gelatinas.
Só falta o Diogo.
Já tinha telefonado a dizer que ainda estava a entrar no autocarro na Casa Branca para vir embora.
Arrancamos para casa para o banho.
Felizes.
Bom, resultados (dados em kms):
Terminaram 2083 atletas
Teresinha, 16,30 kms, lugar 1074 na geral e, na sua categoria (F55), 4º lugar em 12
Leninha, 15,34 kms, lugar 1203 na geral e, na sua categoria (F50), 12º lugar em 25
Diogo, 23,25 kms, lugar 432 na geral e. no seu escalão (M18), 16º lugar em 82
Pedrinho, 19,6 kms, lugar 720 na geral e, no seu escalão (M40), 142º lugar em 283
Mike, 16,30 kms, lugar 1075 na geral e, no seu escalão (M60), 15º lugar em 25
Miguel, 10,53 kms, lugar 1667 na geral e, no seu escalão (M25), 115ª lugar em 124
Silvério Pinto 27,10 kms, Angela Morais 10,04 kms, Flor Madureira 25,53 kms, Tiago Martins 17,55 kms e Pedro Rodrigues com 23,25 kms
Vencedores a nível mundial:
Masculino: Giorgio Calcaterra (italiano), em Milão com 88,44 kms.
Sim, não me enganei não, são mesmo 88,44 kms :)
Feminino: Kaori Yoshida no Japão com 65,71 kms
No Porto venceram:
Masculino: António Sousa com 69,46 kms
Feminino: Vera Nunes com 58,85 kms
Saliento também que o português Hélder Santos venceu no Dubai com 54,34 kms e Doroteia Peixoto venceu (feminino) em Niagara Fall (Canadá) com 55,44 kms.
Rosa Mota (sim, essa mesmo, a Rosinha da Foz), no Porto venceu o escalão F55 (o escalão da Teresinha) com 22,21 kms.
E pronto, é tudo.
Não, não é tudo.
Informo que a equipa HAPPYRUN já está inscrita para 2017.
É verdade :)
A prova é a 7.maio.
Para quem nunca correu, treinem, iniciem, não custa nada e, quem sabe, nos encontrarás para o ano nesta maravilhosa prova.
Bjs e abraços
MIKE
2016.maio