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segunda-feira, 3 de abril de 2017
Cortar a meta com a Maskote :)
A semana de 27.março a 1.abril foi aziaga.
Depois de Varsóvia só treinamos uma única vez no treino habitual das quarta feiras no Forum Jovem da Maia.
É assim.
A mim atacou-me uma maldita constipação (não é que não seja o tempo delas) a á Teresinha e Leninha dores físicas.
A prova estava marcada.
4ª Corrida do mar
10 K
2.abril.2017
Vamos ou não vamos?
Vamos.
Levamos a prova como um treininho para mais uma meia maratona que temos para o fim de abril e pronto.
Como habitual lá arrancamos na traineira em direçãoao mar :)
Bom, foi da Maia para Leça da Palmeira.
Aparcamos no sítio habitual (rua paralela á marginal de Leça) e, o termómetro do carro não mentia: 10 graus.
Sim, friinho mas um sol a aquecer nossas almas.
Fomos aquecer, conversamos com as gémeas que conhecemos das nossas corridas na Costa Nova e o corpinho bem me dizia que não estava ali para "altas cavalarias".
Fomos para a caixa (Aurora Cunha e Jorge Gabriel, o da TV, a "botar" faladura) e, já estávamos a ouvir o tiro de partida.
Yes.
Siga.
Sempre em frente até quase á ponte móvel de Leixões e, aí retorno.
Andamento confortável, nada de "apertar" que o corpinho ainda estava a trabalhar a medicamentos (antibióticos).
Passagem no farol da Boa Nova (4 km) e siga em frente.
Ritmo sempre confortável para não atrapalhar.
Passamos o restaurante "Rochedo" e retorno nos karts de Perafita.
Aí, a dar a volta ainda pensei "oh, vou apertar um pouco, afinal vou muito lento e acho que posso".
Acelerei um pouco mas, depois de passar novamente pelo "Rochedo" senti que o corpo não obedecia á cabeça.
Ok.
Deixa ir, nas calmas.
Ao passar o Km 9, novamente a cabecinha avisou o corpinho "acelera mais um pouco, vá lá".
Sim, um pouquito ainda deu mas, depressa cheguei á conclusão que não era o meu dia.
Tranquilo, deixa ir.
Na descida mesmo em frente ao farol da Boa Nova, salta uma "pulga" da assistência na nossa direção.
Ups, .......que é isto?
A Maskote, a nossa linda Maskote tinha-nos feito uma surpresa.
Sem nos avisar, decidiu aparecer (claro com o Pedrinho e com a Rute) e, "cola-se" a nós com passada larga.
"Vais, vais até á meta comigo", digo-lhe eu.
Pois mas, a Maskote estava fresquinha que nem um alface, com passada larga, vi-me aflito para a acompanhar naqueles 100 metros :)
E lá cortamos a meta de mão dada.
Maskote, adoramos a tua presença.
E, agradeço-te a amabilidade que tiveste para comigo pois já senti que te preocupas aqui com o "velhinho".
Pensaste: "vou dar-lhe a mão senão ele ainda me cai aqui no meio desta gente toda e é uma vergonha :)"
Maskote, és um amor :)
Rute e Pedrinho, um bj e um abraço.
Medalha, água e fotos.
Ah, as fotos vão já.
Vamos primeiro aos resultados, ok?
Terminaram a prova 1665 atletas.
Teresinha, tempo de 00:54:42, lugar 919 da geral e no seu escalão (F55), lugar 4 em 20
Mike, tempo de 00:54:42, lugar 920 da geral e no seu escalão (M60), lugar 41 em 71
Leninha, tempo de 01:04.19, lugar 1424 da geral e no seu escalão (F55), lugar 10 em 20
Mais tempos, agora da família Esperança:
Zé Esperança, tempo de 01.08.02 e lugar 1545 da geral
Pedro Esperança, tempo de 00:53:57 e lugar 868 da geral
Helena Esperança, tempo de 01.12:16 e lugar 1596 da geral
Agora, uma curiosidade: Aurora Cunha e Jorge Gabriel terminaram com o mesmo tempo: 00:56:27
Ah, agora as fotos:
A Maskote a segurar o Mike para ele não cair :)
Um trio feliz
Leninha , num último esforço, a cortar a meta
A Maskote a liderar o grupo HAPPYRUN
O nosso amigo Zé Esperança em grande estilo (como sempre)
E pronto.
É tudo.
Bjs e abraços.
MIKE
2017.abril
PS: Maskote, fiz de conta que não sei ler.
Essa coisa que tens escrita na camisola, não percebo mesmo o que é,.......... é isso,......... não sei ler :)
Gosto mais de te ver com a camisola HAPPYRUN :)
quarta-feira, 29 de março de 2017
Meia maratona de Varsóvia. Correr no frio? Não. Correr no gelo !!!
Mais uma internacionalização !
Desta vez, voamos para a Polónia.
A 12ª Meia Maratona de Varsóvia nos esperava.
Eram só mais 21,0975 kms para "papar" na estranja :)
Ora, vamos lá nos situar:
Ora aqui temos Varsóvia no mapa
Teresinha, Leninha e Mike embarcam no avião para uma viagem longa de 3h50m
Diogo já lá estava; há um mês e tal que já lá vive pois resolveu ir para lá estudar para concluir o mestrado.
Assim, passamos a ser quatro HAPPYRUN na capital da Polónia.
Um frio nos trespassou os ossos quando pousamos o pé em terreno polaco.
Aquele frio, tipo "cortar á faca", não é para brincadeiras.
Rumo ao Hotel que temos um guia privado para nos mostrar a cidade.
Com a aplicação no seu telemóvel dos transportes públicos, Diogo era uma "máquina" nas indicações das linhas do metro, das carreiras Bus e Trams.
Sábado fomos levantar os dorsais ao novo estádio construído propositadamente para o Europeu de futebol 2012.
Á entrada do novo estádio PGE Narodowy
Levantamos os dorsais e demos uma voltinha pelas "lojinhas" desportivas que nos "atacavam" com os últimos gritos de roupa e suplementos nutricionais.
Os dorsais já cá estão
Pronto, agora era só "estagiar" para o grande dia.
Domingo.
26.março.2017
Aí está.
Depois de uma noite mal dormida (acontece-me sempre a mesma coisa quando vou correr "lá fora" ), lá fomos ao pequeno almoço no hotel.
Depois de abastecer o nosso estomago, fomos meter a cabeça de fora que, é como quem diz, saímos do hotel e voltamos a entrar em dois segundos, só para "apreciar" o frio que nos esperava.
E, ....... que frio !
No telemóvel marcava 2 graus !
Rumamos ao quarto, últimos preparativos higiénicos, equipamento para vencer o frio e, lá vamos.
Ao sair do Hotel avisto um bus (o 128) que sabia que nos levaria á partida na rua Senartorska.
Corro e incito a que todos se mexam rápido para não perder este bus.
Entramos, o bus arranca e o Diogo vai confirmar na aplicação do seu telemóvel se estávamos a ir bem.
Num segundo, olha para mim e diz: "Estamos enganados. A direção é a contrária".
Saímos de imediato na paragem seguinte e, para disfarçar a minha "burrice" começo a correr para trás incentivando-os que façam o mesmo para aquecerem tal era o frio.
De "mansinho" olho para trás e, só de olhar para a cara deles, fiquei logo esclarecido; todos tinham uma cara de, "mas que raio de morcão nos está aqui a dar cabo da cabeça com este frio"
Tram correto (o nº 9) e lá fomos para a Warszawa Centralyna
Aí chegados já não havia que enganar tal eram os muitos atletas que se dirigiam pela Novy Swiat par o local da partida.
Apanhamos o primeiro bus que chegou que ia repleto de atletas.
Eram 09:05 e já estávamos no Saxonien Garden (onde existe um mausoléu ao soldado desconhecido).
Faltavam 55 minutos para o tiro de partida.
O frio era mais que muito.
Como ainda era cedo, Leninha e Diogo preferiram se meterem num dos muitos guarda roupas que existiam para se agasalharem.
Teresinha e Mike não pararam. Toca a aquecer "os motores" que isto não é para brincadeiras.
Lá andamos ás voltas no meio de cada vez mais atletas.
Todo o mundo se mexia.
De repente, damos de frente com uns polacos, tipo "homens das neves"; aí uns 50 a 60 vestidos á idade média, uns até em tronco nú (bbbrrrrr !!! bbbrrrr !!!) que, com gritos de guerra, iam espantando o frio.
Não estão a imaginar como eram eles?
Ora, aqui vai :
Os verdadeiros guerreiros do asfalto antes da grande prova
Fomos entregar o nosso saco no guarda roupa.
Bom, são horas de ir para a caixa de partida.
Pois é.
Pela primeira vez a caixa de partida não tinha barreiras !
Só o grupo de elite tinha caixa fechada.
A partir daí, existia um atleta com uma placa anunciando o tempo de prova (1:20, 1:30,......etc.)
Estes polacos acreditam que todos nós somos sérios para ocupar o lugar para o qual temos condições físicas para o tempo respetivo e para o qual nos inscrevemos.
A verdade é que funcionou.
A partida era na Old Town (na tal rua Senartorska), mesmo em frente ao Nacional Theatre.
10 horas.
3 graus de temperatura
Tiro de partida.
Como a rua é muito estreita, o fluxo fazia-se muito lentamente.
Quando passamos pela linha de partida, olhei para a minha direita e lá estava um ecran gigante a transmitir a corrida em direto.
Os suspeitos do costume já iam á frente e o tempo de prova já marcava 9 minutos !
Pois é.
"Escoar" práticamente 13 mil atletas não é fácil, não.
Muito público e muita animação.
Siga.
Lá vamos nós pela Nowy Swat, Hotel Bristol e passamos o Palácio Presidencial.
Não podíamos acelerar porque o "transito" era muito ainda.
Siga.
Passamos no monumento ao Chopin, uma descida, (já temos 3,5 kilómetros) e entramos no grande Lazicakowskit Park (é um grande jardim).
Aqui o piso passa a ser muito mais macio (nota-se bem) mas, o caminho é estreiro o que nos leva a abrandar e temos muita dificuldade em ultrapassar.
Árvores totalmente despidas de folhas, "relva" toda castanha (pudera, com este frio!) mas, mesmo assim, um percurso muito bonito.
Foram 2 kilómetros aqui dentro e, já estamos novamente na estrada.
Mas, vamos lá nos situar:
O itinerário da meia maratona Varsóvia
Km 8, Km 9 e, já estamos a ver o rio Vístula.
Ao chegarmos á ponte Poniatowskiego, mesmo muito publico a nos incentivar.
Já estamos no lado de lá, 11 kms já estão e sinto-me "levezinho".
Abastecimento com água, isotónico e banana.
Aqui, quem me dá o copo de isotónico é, vejam lá, uma freirinha !
Ainda duvidei: será isotónico ou será água benta? :)
Um senão: o líquido era dado ao copo !
Dificuldade em beber em andamento e, claro, metade era entornada.
Siga.
Um solzinho aparece.
É fraquinho mas aquece a alma.
Já estamos nos 15 kms e continuo a sentir-me mesmo muito bem.
Tão bem que penso para com os meu botões: "será que serei capaz de fazer a meia maratona em menos de duas horas? Será desta?"
Já lá vão nove e o melhor tempo até hoje foi em Praga com 02:02:25 em abril de 2016
Vá, concentra-te, descontrai e dá tudo, foi a voz que ouvi de mim próprio.
Depois dos 17 kms temos de atravessar novamente uma ponte que nos iria levar á cidade velha.
Agora é a Siqsko Dqbrowski.
Uma subida nos espera no início desta ponte.
17.5 kms
Uff!
Começo a abrandar na subida mas, não estou só.
Olho para o lado e vejo quem comece a andar (e a bufar), o que só me dá força para continuar.
Chegamos lá acima.
Até que enfim !
Siga.
Muito público na rua a nos incentivar.
Cada vez mais.
E, a meta a aproximar, já a "cheirava".
Buscar forças aonde não existem.
Agora é só mais um pouquinho.
Acredita.
Último kilómetro em paralelo.
Curva á direita e já estamos na reta da meta novamente na rua Senartorska.
Muito público, grande animação e, último sprint.
Já está.
Olho para o relógio e vejo logo 2 horas e tal.
Ainda não foi desta.
Desisto de fazer menos que 2 horas na meia?
Não.
Fica para a próxima.
Um dia vou conseguir.
Medalha.
Isotónico
Capa plástica para o frio.
Tiramos umas fotos.
Levantar a mochila para mudar de roupa.
Trocar a roupa (que soube muitíssimo bem com o frio que estava).
E, lá fomos para o local combinado (ao pé de uma cruz em betão).
Mais umas fotos.
Leninha e Diogo aparecem.
Sentamo-nos num banquinho de madeira a apanhar aquele solzinho.
Ok.
Vamos embora.
Apanhamos um táxi e lá fomos para o hotel.
Missão cumprida.
Resultados:
Terminaram a prova 12180 atletas
Teresinha, tempo de 02:02:51, lugar 8236 da geral , no seu escalão (K60) lugar 8 em 27 e em mulheres, lugar 1440 em 3263
Mike, tempo de 02:02:52, lugar 8241 na geral, no seu escalão (M60) lugar 121 em 215 e, nos homens, lugar 6798 em 8917
Leninha, tempo de 02:17:29, lugar 10589 da geral, no seu escalão (K50) lugar 94 em 161 e, em mulheres lugar 2441 em 3263
Diogo, tempo de 01:47:35, lugar 4225 da geral , no seu escalão ( M20) lugar 621 em 1323 e em homens lugar 3843 em 8917
Venceram a prova:
- em Masculino, Kipsang Hohn (Quénia) com o tempo de 01:01:11
- em Feminino, Gemechiu Ayawtu com o tempo de 01:10:24
E pronto, mais uma prova para o nosso curriculum.
Agora, as imagens que faltavam:
Teresinha e Mike a dois metros de cortarem a meta
Leninha no seu último esforço
Diogo ao lado de um atleta voador
As nossas medalhas (Mike a verificar se ela é mesmo verdadeira :)
O quarteto já depois da mudança de roupa, cansados mas felizes
E pronto.
Já cá estamos na nossa santa terrinha e deixamos lá o Diogo (a apanhar frio), pelo menos até Junho.
Bjs e abraços para todos
MIKE
2017.março
terça-feira, 21 de março de 2017
Comemorar dia do pai,......... a correr
Mais um dia do pai comemorado ,..... a correr.
19 de março.2017
14ª Corrida dia do Pai - 10K
Desta vez a equipa HAPPYRUN representada por quem estava disponível; Teresinha, Leninha e Mike preparados e Pedrinho a competir no trilho do Paleozóico e Diogo a experimentar o que é frio em Varsóvia.
08:35 de domingo e lá partimos animados para suarmos mais um pouquinho.
Frio, mesmo frio nessa manhã e céu enevoado o que, diga-se a verdade, para correr é muito bom.
Estacionamos o bote no local do costume (na Vilarinha) e lá fomos já a aquecer para o Queimódromo.
Espaço amplo para podermos "aquecer os motores".
Já estamos na caixa de partida e ás 10 horas em ponto, aí vamos nós.
Anémona, Edifício transparente, sempre em bom ritmo.
Avenida Brasil e, estamos a meio da mesma e já temos os primeiros (estes não correm, voam), a nos cruzar.
Tranquilo, mesmo tranquilo ia eu.
Retorno no fim da Avenida Brasil (com piso novo), siga.
Abastecimento de água no Castelo do Queijo e, toca a subir a Avenida da Boavista.
Aqui o ritmo abranda um pouco (pudera !) e, siga.
Lá no alto retorno (antes de Antunes Guimarães) e, agora é a descer, não custa nada.
Vilarinha, uma última subida (pequena mas íngreme) e, já estamos na Circunvalação.
Tranquilo, nada de dores e, aí "meti a 5ª velocidade".
Dá um certo gozo, no último kilómetro, ultrapassar uns tantos :)
Sempre a "abrir" até á meta.
Na reta final, ainda mais um esforço para passar mais uns tantos.
É verdade, apesar de ter ainda muitos poucos treinos funcionais no ginásio do Bruno Antunes, já senti qualquer coisa de diferente.
Nada me doeu, mesmo nada e, ainda consegui acelerar no kilómetro final. Aliás, foi no km final que fizemos o tempo mais baixo (05:02).
Bueno !!!
Medalha, água, maçã e volta para casa que para hoje já tá feito.
Para memória futura:
Concluíram a prova 3614 atletas.
Teresinha, tempo de 00:53:59, lugar 2101 da geral e, no seu escalão (F55), 3ª em 22
Mike, tempo de 00:53:59, lugar 2104 da geral e, no seu escalão (M60), 88 em 161
Leninha, tempo de 01:02:45, lugar 3052 da geral e, no seu escalão (F55), lugar 11 em 22
Mais tempos de nossos amigos que, não tivemos o prazer de os encontrar nesta prova:
Silvério Pinto, tempo de 00:45:40 e lugar 1084 da geral
José Esperança, tempo de 01:07:57 e lugar 3414 da geral
Américo Martins, tempo de 00:49:42 e lugar 1409 da geral
Tiago Martins, tempo de 00:49:20 e lugar 1250 da geral
E, mais uma vez Teresinha no pódium; mais um terceiro lugar entre 22 atletas !!! , mais um troféu para somar aos já muitos que tem.
Agora, para terminar, uma curiosidade, vamos comparar os tempos que fizemos em 2016 e 2017 nesta mesma prova.
Temos:
- Teresinha faz mais 41 segundos que em 2016
- Mike faz mais 41 segundos que em 2016
- Leninha faz mais 48 segundos que em 2016
- Silvério faz mais 2 minutos e 34 segundos que em 2016
- Zé Esperança faz menos 1 minuto e 37 segundos que em 2016 (ah grande atleta !!!)
- Américo Martins faz mais 1 minuto e 27 segundos que em 2016
- Tiago Martins faz menos 8 minutos e 20 segundos (espetacular !!!)
Agora, a prova em imagens:
A passagem na Anémona (frio e céu encoberto)
Teresinha e Mike no último sprint (isto de acompanhar a Teresinha não é nada fácil :) )
Leninha a cortar a meta á frente de um "jovenzinho"
Silvério (8055) a "rebentar" com eles todos
Zé Esperança (6037) com andamento mais rápido que em 2016
Amério Martins (meio escondido de boné e camisola azul) nos últimos metros da prova
Tiago Martins (á esquerda de óculos e camisola branca) no último esforço
10 kms bem suadinhos :)
E pronto.
É tudo.
Próxima prova: meia maratona.
Aonde?
Ah,........ VARSÓVIA !!!
Mais uma internacionalização, agora na Polónia.
e, é já no próximo dia 26.março.
Até lá.
Bjs e abraços
MIKE
2017.março
quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017
27ª MITJÁ MARATÓ DE BARCELONA - 2017
Sábado, 11.fevereiro.2017
Alvorada ás 04H00 que o dia ia começar bem cedo.
Malas feitas e aí temos três atletas HAPPYRUN preparados para iniciarem viagem.
Preparados para a viagem estavam eles, para a prova,........... bem, não muito bem preparados porque, por razões várias, todos nós não treinamos convenientemente para uma prova de 21,1 kms como devia ser mas,....... cá estávamos.
Teresinha, Leninha e Mike serão os dignos representantes da equipa em terras espanholas, ou antes, catalãs.
Direitinhos ao aeroporto que o transito é nulo a essa hora.
Mal entraram no avião fecharam os olhinhos para compensarem o soninho que já estava em débito.
Ás 06H35 a "ave" descola rumo a Barcelona.
Pois é.
Nesse fim de semana, Barcelona era o centro do mundo do atletismo.
Iriamos ter a MITJA MARATÓ DE BARCELONA.
Pois, MITJA é catalão puro e quer dizer Meia.
Mas, calma, já lá vamos.
Já estamos a sair do aeroporto e, com o nosso BCN de dois dias já podemos rumar ao centro nos transportes.
Hotel a 1 minuto do Arc de Triomf e já estamos instalados.
Fomos "afagar" o estômago que já dava horas e rumamos ao Centro Comercial Arenas para levantamento de dorsais.
É uma antiga praça de touros transformada num centro comercial.
Cá estão os dorsais que nos iriam acompanhar na prova
Tudo muito rápido porque, desta vez, a "feira" era muito fraquinha com muitas poucas marcas desportivas.
Nova incursão gastronómica para encher de "combustível o depósito".
Nesse restaurante encontramos uma ideia sui-generis: mesas feitas de matraquilhos reais, ou seja, podes comer e jogar simultaneamente :)
Aqui vai:
Vamos lá comer e jogar.... ao mesmo tempo :)
Uma passeata pelas ruas de Gaudi, jantar e caminha que amanhã é que são elas.
Domingo, ás 07H00 já estávamos sentados á mesa para o pequeno almoço.
Sentados, é como quem diz, não todos porque a Leninha só acordou quando lhe batíamos á porta e lhe telefonávamos para o barulho ser maior :)
13 graus de temperatura nos esperavam.
Já estamos a aquecer que o frio sentia-se bem.
Entramos no bloco de partida e, de lá, mal se via a linha da meta tantos eram os atletas presentes.
Céu enevoado.
08H45
Partida.
Sim, partida para a elite pois, desta vez, a partida foi feita em intervalo de blocos.
Arrancamos á vontade pois as avenidas eram largíssimas e ninguém se atropelava.
Km 2 no Monumento a Colón e siga para a Avenida Paralela.
Iamos em ritmo normal e sem dificuldade.
Gran Via, sempre em frente e plano.
Nada demais.
Passamos mesmo em frente ao nosso Hotel, Arco do Triumfo e, aí na multidão era imensa a nos incentivar com o "vamos" muito tradicional espanhol.
Siga.
Gran Via novamente, 10 kms já passados, Diagonal e, no km 17 ao chegarmos mesmo á beira mar, um ventinho pela frente passa a incomodar.
Litoral e eu já a sentir peso nas pernas.
Uff......... isto custa.
Km 18 foi fatídico.
Aí, passa por mim o estafeta com a bandeira das 2 horas (são atletas que fazem um ritmo para 2 horas de total de prova para quem os quiser acompanhar) e, dizia eu, passa por mim e, tento acompanhá-lo.
Tento, disse eu, ou seja, fiquei pela tentativa.
Não consegui.
Lá ia ele cada vez a se afastar mais e eu a pensar quantos minutos mais depois das 2 horas ia fazer.
Teresinha também ajudava a me incentivar mas, as perninhas não davam mais.
Enfim, foram 3 kms e 490 metros mais que tive de fazer até terminar.
Sim, foram 21,49 kms e não 21,09 como deviam ter sido, a não ser que o meu relógio ande errado nas marcações
Terminamos.
Tudo muito bem organizado, até coberturas plásticas tivemos para o frio e chuva.
Cá estão as medalhas bem "suadas"
Vestidos de amarelo :)
Para quem conhece bem Barcelona, aqui vai o itinerário:
E pronto.
Hotel.
Banho retemperador.
Almoço.
Passeata.
Aeroporto.
Home, sweet home.
Terminaram a prova 15241 atletas.
Ora, aqui vão os tempos:
Teresinha, tempo de 02:12:29, lugar 13043 da geral, e no seu escalão (W50), lugar 276 em 473 atletas
Leninha, tempo de 02:21:46, lugar 14226 da geral e no seu escalão (W50), lugar 379 em 473 atletas
Mike, tempo de 02:12:38, lugar 13043 da geral e, no seu escalão (M60), lugar 230 em 302 atletas
Agora, umas curiosidades:
Vencedor masculino: Langat Kipkoech, tempo de 01:00:52
Vencedora feminina: Florence Kiplagat, tempo de 01:08:15
Nº total de portugueses em prova: 112
Mulheres portuguesas: 32 ; Teresinha, lugar 21 em 32 e Leninha, lugar 28 em 32
Homens portugueses: 80 ; Mike, lugar 70 em 80
E, é tudo.
Mais uma participação internacional depois de duas vezes em Madrid, Valência e Praga.
Qual a cidade que se seguirá?
Ah,..... segredo,...... segredo :)
Terão notícias brevemente :)
Até lá.
Bjs e abraços
MIKE
2017.fevereiro
domingo, 18 de dezembro de 2016
A 23ª mítica S. Silvestre do Porto numa noite de frio de rachar
Ás 17:45 de 18 de dezembro lá estávamos nós no local do costume (Rua Vitorino Nemésio, 25) preparados para participarmos em mais uma prova.
Desta vez, teríamos pela frente a mítica S. Silvestre do Porto.
Arrancamos com duas "traineiras", diria mesmo, dois "trenós" tal era o frio que já se fazia sentir.
Olho para o indicador do carro e, lá estava: 8 graus !
Bem perto da Av. dos Aliados, demos duas voltas e lá conseguimos atracar os trenós na Rua Faria Guimarães com eles já viradinhos para a saída (a Maia, claro está).
Teresinha, Leninha, Raquel, Fred, Diogo, Pedrinho e este v/ amigo Mike, dão os últimos preparos e avançam para a partida na Av. dos Aliados.
Pedrinho, que não brinca em serviço, além de se ""borratar" com gel nas pernas, anda a "convencer" as meninas da grande oportunidade que é ter as pernas fresquinhas.
Aliás, valha a verdade, Pedrinho, na semana anterior, já tinha ido treinar para lá fazendo o novo percurso com mais uns tantos do Gaia Trail e, ia avisando "olhem que este ano é mais difícil, no início sobe bastante".
Claro, já sabemos que a prova é difícil pois, a cidade do Porto é o que é, ou seja, está edificada num vale e, o sobe e desce é inevitável.
Para quem conhece a cidade, aqui vai o novo itinerário para poderem ter uma ideia do que estamos a falar,
Os 10 kms no novo itinerário que nos esperava na S. Silvestre do Porto
Ok.
Nada de mais.
É para fazer, é para fazer.
Fomos aquecer para a Av. dos Aliados e já os atletas eram mais que as mães !!
E, bem precisávamos pois o frio cada vez era mais.
Nesta prova corremos pela Marmedsa Running Team pois fomos inscritos pela mesma após largas e aturadas conversações para nos convencerem a assinar o contrato.
Enfim, aquilo que as grandes estrelas mundiais têm de passar quando o seu valor é reconhecido internacionalmente :)
Bom, continuemos.
Fotos da praxe antes da partida.
Claro.
Não podiam faltar.
Aqui vão:
Não era o frio extremo que nos iria tirar o sorriso
A minha língua é maior que a tua :)
Toda a equipa Marmedsa mais a Raquel e o Fred
Pronto.
Toca a ir para a caixa de partida que já é tempo.
Ficamos mesmo em frente ao café Guarany o que, por coincidência, já o ano passado tínhamos lá ficado.
A contagem decrescente começa.
Nota-se uma agitação.
Tento olhar para o fim da caixa (o que é difícil para quem mede 1,70m) e,.............. ui,...... tantos !!
Não acreditam?
E agora, já creditam na multidão ?
20 horas em ponto.
Partida.
Aí vamos nós.
Passo de caracol pois é impossível arrancar com tanta gente.
Já estamos em frente à Estação de S. Bento e temos a primeira subida, ......... a sério.
Uff,....... já estamos na Batalha e esta já passou.
Pelotão compacto, sempre.
Rua da Alegria acima.
Aquele ritmo do arranca e para, dá cabo de mim.
É muito difícil ultrapassar e não se consegue ter um ritmo constante.
Á nossa frente, um running mete a mão ao bolso e, caem-lhe as chaves ao chão.
Ouvem-se gritos "olha a chave, olha a chave" e só vejo aquele "desgraçado" a parar, voltar e tentar apanhar as chaves no meio daquela cavalgada toda.
Terá conseguido?
Não sei.
Adiante.
Rua Carlos Malheiro Dias e já estamos no Marquês.
Um multidão nos esperava.
Aposto que quem estava a ver estava com mais frio que nós.
Frio?
Nem pensar.
Já transpirava por todos os lados.
Só a partir daqui o pelotão se alargou e pudemos andar a ritmo constante.
Ora, já estamos na Rua de Camões e, aí todos os santos ajudam.
É a descer.
É só meter a 5ª velocidade (os mais audazes metem a 6ª velocidade a descer) e, aí vamos nós.
Lá em baixo, a placa dos 5 kms.
Metade já tá.
Siga.
Virar á direita para a Rua Gonçalo Cristóvão e, temos mais uma subida.
Nas calmas.
Nada me custou.
Estamos na Praça da República e, aí temos o abastecimento de água.
Cuidado, piso escorregadio pois havia muita água no chão.
Entramos na Rua da Boavista e mais uma descida.
No início, "ponto morto" para descansar.
Lá ao fundo carregar no acelerador porque vamos bem.
Volta na Rotunda da Boavista e estamos a passar em frente ao antigo Liceu D. Manuel II.
É isso.
Andei lá 8 anos !!
Não foram 8 dias.
Nostalgia.
Fred aparece vindo de trás.
Eu, "oh Fred, aqui á nossa beira?"
Fred: "é, vim a acompanhar a Helena (Raquel) até á Rua D. João IV, depois decidi avançar"
Teresinha tendo consciência que Fred é bem mais rápido que nós. "Fred, avança, vai, tu és mais rápido, não fiques connosco".
E, como seria de esperar, Fred avançou.
Ok.
Já estamos perto do fim.
Entramos no túnel de Ceuta.
Descemos.
Ouvem-se gritos de "Pooooorrrtooooooo, Pooooorrrrtooooo" que fazem um eco tremendo.
Claro, não podia ficar calado e, colaborei :)
Iniciamos a subida no fim do túnel.
Confesso, tou a sentir as pernas a ceder.
Teresinha idem aspas
Teresinha pára e dá dois passos.
Olho para trás.
De repente, um desconhecido põe a mão nas costa da Teresinha, dá-lhe impulso e diz: "Não páres, não páres"
Teresinha passa por mim a "voar".
Porque não mereço ter uma alma caridosa que me faça o mesmo?
Bem precisava.
Uffff.
Já estamos na Avenida dos Aliados.
Uma multidão imensa a bater palmas.
Sabe bem.
Volta lá no fundo da Avenida e mais uma subida nos espera até á meta perto da Câmara.
Vamos lá.
As forças já não eram muitas mas faço, como dizer, "das tripas coração".
Cruzamos a meta.
Já tá.
Como de costume, selamos o fim da prova com um beijo transpirado e sofrido.
Desta vez o fotógrafo estava lá.
Respiração "boca a boca" para não desfalecer após o esforço :)
Bebida isotónica e medalha recebida.
É linda não é? E, já agora, merecida também :)
Lá nos encontramos todos no local combinado.
Cansados mas felizes.
Diogo decidiu fazer a prova mais lentamente para acompanhar a mãe, Leninha.
Dioguito, estiveste bem.
Mesmo.
Foi bonito.
Sentido.
Leninha aguentou-se bem apesar das lesões que tem tido (como acha que as lesões da corrida não chegam, em casa diverte-se a "atirar-se" para o chão) :)
Pedrinho, como sempre, foi mais uma vez, o nosso "ponta de lança".
Este homem está supersónico !
Não corre, voa.
Fred apesar da sua lesão no joelho e de na parte inicial ter acompanhado a Raquel também se portou muito bem.
Raquel, mesmo treinando pouco, (não te esqueças que prometeste que em 2017 te ias dedicar ao treino), terminou a prova.
Teresinha apesar de ter estado parada durante praticamente três semanas e ter treinado muito pouco, portou-se lindamente.
Mike, enfim esse, fez o que pôde ( o que já não é pouco)
Enfim, uma grande noite.
Resultados:
Terminaram a prova 8795 atletas.
Meu relógio, para esta prova, marcou 10,3 kms.
Pedrinho, tempo de 00:50:44, lugar 2205 da geral e, no seu escalão (M40), lugar 409 em 1204
Fred, tempo de 00:56.28, lugar 3864 da geral e, no seu escalão (M20), lugar 1027 em 2039
Teresinha, tempo de 00:58:49, lugar 4495 da geral e, no seu escalão (F45), lugar 201 em 791
Mike, tempo de 00:58:49, lugar 4496 da geral e, no seu escalão (M60), lugar 100 em 213
Diogo, tempo de 01:04:41, lugar 6062 da geral e, no seu escalão (M20), lugar 1578 em 2039
Leninha, tempo de 01:04:42, lugar 6063 da geral e, no seu escalão (F40), lugar 341 em 791
Raquel, tempo de 01.20:44, lugar 8487 da geral e, no seu escalão (F35), lugar 471 em 512
Tempos dos outros atletas da Marmedsa:
João Teixeira, tempo de 01:01:12 e lugar 5721 da geral
Vitor Costa, tempo de 00:56:15 e lugar 3058 da geral
Hélder Rafael, tempo de 00:51:51 e lugar 2536 da geral
Hélder Maia, tempo de 00:52:12 e lugar 2502 da geral
Carlos Oliveira, tempo de4 00:50.41 e lugar 2203 da geral
Roberto Dias, tempo de 00:46:27 e lugar 1314 da geral
Tempos de nossos amigos:
Américo Martins, tempo de 00:052:44 e lugar 2439 da geral
Serafim Ramos, tempo de 00:46:34 e lugar 1130 da geral
Bruno Reis, tempo de 00:59:27 e lugar 4244 da geral
Tiago Martins, tempo de 57:34 e lugar 3957 da geral
Pedro Esperança, tempo de 00:54:59 e lugar 2990 da geral
Helena Esperança, tempo de 01.15:52 e lugar 8418 da geral
O nosso amigo José Esperança encontra-se ainda lesionado mas tem o seu clã a o representar (e bem).
Queremos que volte depressa pois, o pelotão assim o exige :)
Ah, tão cansados?
De ler?
E nós?
Nós cansamo-nos de,.......... correr :)
Bjs e abraços deste v/ servo
MIKE
Desta vez, teríamos pela frente a mítica S. Silvestre do Porto.
Arrancamos com duas "traineiras", diria mesmo, dois "trenós" tal era o frio que já se fazia sentir.
Olho para o indicador do carro e, lá estava: 8 graus !
Bem perto da Av. dos Aliados, demos duas voltas e lá conseguimos atracar os trenós na Rua Faria Guimarães com eles já viradinhos para a saída (a Maia, claro está).
Teresinha, Leninha, Raquel, Fred, Diogo, Pedrinho e este v/ amigo Mike, dão os últimos preparos e avançam para a partida na Av. dos Aliados.
Pedrinho, que não brinca em serviço, além de se ""borratar" com gel nas pernas, anda a "convencer" as meninas da grande oportunidade que é ter as pernas fresquinhas.
Aliás, valha a verdade, Pedrinho, na semana anterior, já tinha ido treinar para lá fazendo o novo percurso com mais uns tantos do Gaia Trail e, ia avisando "olhem que este ano é mais difícil, no início sobe bastante".
Claro, já sabemos que a prova é difícil pois, a cidade do Porto é o que é, ou seja, está edificada num vale e, o sobe e desce é inevitável.
Para quem conhece a cidade, aqui vai o novo itinerário para poderem ter uma ideia do que estamos a falar,
Os 10 kms no novo itinerário que nos esperava na S. Silvestre do Porto
Ok.
Nada de mais.
É para fazer, é para fazer.
Fomos aquecer para a Av. dos Aliados e já os atletas eram mais que as mães !!
E, bem precisávamos pois o frio cada vez era mais.
Nesta prova corremos pela Marmedsa Running Team pois fomos inscritos pela mesma após largas e aturadas conversações para nos convencerem a assinar o contrato.
Enfim, aquilo que as grandes estrelas mundiais têm de passar quando o seu valor é reconhecido internacionalmente :)
Bom, continuemos.
Fotos da praxe antes da partida.
Claro.
Não podiam faltar.
Aqui vão:
Não era o frio extremo que nos iria tirar o sorriso
A minha língua é maior que a tua :)
Toda a equipa Marmedsa mais a Raquel e o Fred
Pronto.
Toca a ir para a caixa de partida que já é tempo.
Ficamos mesmo em frente ao café Guarany o que, por coincidência, já o ano passado tínhamos lá ficado.
A contagem decrescente começa.
Nota-se uma agitação.
Tento olhar para o fim da caixa (o que é difícil para quem mede 1,70m) e,.............. ui,...... tantos !!
Não acreditam?
E agora, já creditam na multidão ?
20 horas em ponto.
Partida.
Aí vamos nós.
Passo de caracol pois é impossível arrancar com tanta gente.
Já estamos em frente à Estação de S. Bento e temos a primeira subida, ......... a sério.
Uff,....... já estamos na Batalha e esta já passou.
Pelotão compacto, sempre.
Rua da Alegria acima.
Aquele ritmo do arranca e para, dá cabo de mim.
É muito difícil ultrapassar e não se consegue ter um ritmo constante.
Á nossa frente, um running mete a mão ao bolso e, caem-lhe as chaves ao chão.
Ouvem-se gritos "olha a chave, olha a chave" e só vejo aquele "desgraçado" a parar, voltar e tentar apanhar as chaves no meio daquela cavalgada toda.
Terá conseguido?
Não sei.
Adiante.
Rua Carlos Malheiro Dias e já estamos no Marquês.
Um multidão nos esperava.
Aposto que quem estava a ver estava com mais frio que nós.
Frio?
Nem pensar.
Já transpirava por todos os lados.
Só a partir daqui o pelotão se alargou e pudemos andar a ritmo constante.
Ora, já estamos na Rua de Camões e, aí todos os santos ajudam.
É a descer.
É só meter a 5ª velocidade (os mais audazes metem a 6ª velocidade a descer) e, aí vamos nós.
Lá em baixo, a placa dos 5 kms.
Metade já tá.
Siga.
Virar á direita para a Rua Gonçalo Cristóvão e, temos mais uma subida.
Nas calmas.
Nada me custou.
Estamos na Praça da República e, aí temos o abastecimento de água.
Cuidado, piso escorregadio pois havia muita água no chão.
Entramos na Rua da Boavista e mais uma descida.
No início, "ponto morto" para descansar.
Lá ao fundo carregar no acelerador porque vamos bem.
Volta na Rotunda da Boavista e estamos a passar em frente ao antigo Liceu D. Manuel II.
É isso.
Andei lá 8 anos !!
Não foram 8 dias.
Nostalgia.
Fred aparece vindo de trás.
Eu, "oh Fred, aqui á nossa beira?"
Fred: "é, vim a acompanhar a Helena (Raquel) até á Rua D. João IV, depois decidi avançar"
Teresinha tendo consciência que Fred é bem mais rápido que nós. "Fred, avança, vai, tu és mais rápido, não fiques connosco".
E, como seria de esperar, Fred avançou.
Ok.
Já estamos perto do fim.
Entramos no túnel de Ceuta.
Descemos.
Ouvem-se gritos de "Pooooorrrtooooooo, Pooooorrrrtooooo" que fazem um eco tremendo.
Claro, não podia ficar calado e, colaborei :)
Iniciamos a subida no fim do túnel.
Confesso, tou a sentir as pernas a ceder.
Teresinha idem aspas
Teresinha pára e dá dois passos.
Olho para trás.
De repente, um desconhecido põe a mão nas costa da Teresinha, dá-lhe impulso e diz: "Não páres, não páres"
Teresinha passa por mim a "voar".
Porque não mereço ter uma alma caridosa que me faça o mesmo?
Bem precisava.
Uffff.
Já estamos na Avenida dos Aliados.
Uma multidão imensa a bater palmas.
Sabe bem.
Volta lá no fundo da Avenida e mais uma subida nos espera até á meta perto da Câmara.
Vamos lá.
As forças já não eram muitas mas faço, como dizer, "das tripas coração".
Cruzamos a meta.
Já tá.
Como de costume, selamos o fim da prova com um beijo transpirado e sofrido.
Desta vez o fotógrafo estava lá.
Respiração "boca a boca" para não desfalecer após o esforço :)
Bebida isotónica e medalha recebida.
É linda não é? E, já agora, merecida também :)
Lá nos encontramos todos no local combinado.
Cansados mas felizes.
Diogo decidiu fazer a prova mais lentamente para acompanhar a mãe, Leninha.
Dioguito, estiveste bem.
Mesmo.
Foi bonito.
Sentido.
Leninha aguentou-se bem apesar das lesões que tem tido (como acha que as lesões da corrida não chegam, em casa diverte-se a "atirar-se" para o chão) :)
Pedrinho, como sempre, foi mais uma vez, o nosso "ponta de lança".
Este homem está supersónico !
Não corre, voa.
Fred apesar da sua lesão no joelho e de na parte inicial ter acompanhado a Raquel também se portou muito bem.
Raquel, mesmo treinando pouco, (não te esqueças que prometeste que em 2017 te ias dedicar ao treino), terminou a prova.
Teresinha apesar de ter estado parada durante praticamente três semanas e ter treinado muito pouco, portou-se lindamente.
Mike, enfim esse, fez o que pôde ( o que já não é pouco)
Enfim, uma grande noite.
Resultados:
Terminaram a prova 8795 atletas.
Meu relógio, para esta prova, marcou 10,3 kms.
Pedrinho, tempo de 00:50:44, lugar 2205 da geral e, no seu escalão (M40), lugar 409 em 1204
Fred, tempo de 00:56.28, lugar 3864 da geral e, no seu escalão (M20), lugar 1027 em 2039
Teresinha, tempo de 00:58:49, lugar 4495 da geral e, no seu escalão (F45), lugar 201 em 791
Mike, tempo de 00:58:49, lugar 4496 da geral e, no seu escalão (M60), lugar 100 em 213
Diogo, tempo de 01:04:41, lugar 6062 da geral e, no seu escalão (M20), lugar 1578 em 2039
Leninha, tempo de 01:04:42, lugar 6063 da geral e, no seu escalão (F40), lugar 341 em 791
Raquel, tempo de 01.20:44, lugar 8487 da geral e, no seu escalão (F35), lugar 471 em 512
Tempos dos outros atletas da Marmedsa:
João Teixeira, tempo de 01:01:12 e lugar 5721 da geral
Vitor Costa, tempo de 00:56:15 e lugar 3058 da geral
Hélder Rafael, tempo de 00:51:51 e lugar 2536 da geral
Hélder Maia, tempo de 00:52:12 e lugar 2502 da geral
Carlos Oliveira, tempo de4 00:50.41 e lugar 2203 da geral
Roberto Dias, tempo de 00:46:27 e lugar 1314 da geral
Tempos de nossos amigos:
Américo Martins, tempo de 00:052:44 e lugar 2439 da geral
Serafim Ramos, tempo de 00:46:34 e lugar 1130 da geral
Bruno Reis, tempo de 00:59:27 e lugar 4244 da geral
Tiago Martins, tempo de 57:34 e lugar 3957 da geral
Pedro Esperança, tempo de 00:54:59 e lugar 2990 da geral
Helena Esperança, tempo de 01.15:52 e lugar 8418 da geral
O nosso amigo José Esperança encontra-se ainda lesionado mas tem o seu clã a o representar (e bem).
Queremos que volte depressa pois, o pelotão assim o exige :)
Ah, tão cansados?
De ler?
E nós?
Nós cansamo-nos de,.......... correr :)
Bjs e abraços deste v/ servo
MIKE
Local:
Porto, Portugal
sexta-feira, 9 de dezembro de 2016
Volta a Paranhos - é a 59ª. É obra !!!
Todos os anos, a 8 de dezembro, feriado nacional, realiza-se a Volta a Paranhos.
Este ano era 59ª prova o que, valha a verdade, é obra !
Assim, conforme combinado, ás 09H30 estava marcada a concentração dos atletas na Rua Vitorino Nemésio para irem em "excursão" para o local do crime :)
Teresinha, desta vez, com muita pena de todos, ficava na caminha pois não estava em condições físicas para correr.
Lá estava o Pedrinho, o Mike (claro) e o Fred.
Raquel e sua afilhada Daniela (ou Ni para os amigos), iriam fazer de claque e tirar fotografias.
Faltava a Leninha.
Toquei uma vez na campainha do número 25 e,.............. nada.
Duas vezes, três vezes e, a porta abre-se.
Aparece a Leninha com cara de sono e de roupão: "vocês desculpem mas, adormeci. Vão indo que eu vou lá ter".
Acontece.
Lá arrancamos rumo a Paranhos.
Estacionamos o bote no mesmo local do ano passado, abri a porta e, ....... estava frio.
Digamos, a temperatura ideal para correr: aí uns 12 graus e o sol a espreitar para nos aquecer a alma.
Lá fomos aquecer para a reta da meta e íamos encontrando a "malta" conhecida dos nosso treinos das quartas feiras na Maia.
A primeira foto aqui está:
Pedrinho, Fred e Mike e a nossa "claque": Raquel e Ni
Mais uns alongamentos, corridinhas e, já quando íamos para a caixa de partida aparece a Leninha.
Cada vez são mais atletas a participarem e, isso notava-se bem na caixa de partida.
Ás 10H45, partida e, aí vamos nós.
Era só alegria na partida :)
Início com ligeira subida, passamos o viaduto da auto estrada, ISEP e estamos novamente a passar na reta de partida (já com 2 kms nas pernas).
Tudo normal até aqui.
Pedrinho já ia bem á frente pois a sua partida tinha sido um foguete.
Pedrinho na primeira passagem pela reta da meta a "comandar" este pelotão
Subida para o Vidal Pinheiro (custa um pouco) e já estamos na Rua Costa Cabral.
Aí, sinto um atleta a aproximar-se de mim um pouco ofegante que me pergunta: "agora é plano ou há mais subidas"?
Lá lhe explico o trajeto (sem olhar para ele) ao que ele me responde: "é a primeira vez que corro e estou com muito medo de não conseguir terminar".
Aí, viro ligeiramente a cara para o meu lado esquerdo para ver quem era o novato.
Penso: Ui, tão novo que és e estás com medo? E, ainda por cima és grande!
"Vens comigo,.......agora tens de vir, vens e vais terminar".
Ele nem respondeu.
Não respondeu e, não me largou.
Ok.
Rua das Constituição abaixo.
Sinto uma mão nas minhas costas, olho e, era o Américo.
Está mais magro e com uma passada mais ligeira.
Lá nos cumprimentamos e, com um ritmo superior, avançou.
Abastecimento de água.
BCG.
Viramos á direita para Serpa Pinto.
A descer.
Diz o meu "protegido": ainda vamos ter mais subidas?
"Não penses nisso, segues-me e pronto"
"Ok"
Como sabia que íamos ter uma subida difícil, levo a mão ao meu bolso da camisola e tiro dos tubinhos de mel.
Meto um á boca e dou o outro ao meu "protegido".
Mete na boca, trinca que isso abre.
Canil.
Virar á direita para fazermos toda aquela subida até ao cinema Vale Formoso.
Diz ele: "Ui, isto sobe tanto".
"Não olhes para afrente, olha para o chão e passes curtinhos para não te cansares"
Siga.
Já ofegante, a meio da subida diz-me:" Dói-me o corpo todo, nem sinto as pernas, não sei se aguento"
"Vieste até aqui, falta pouco, se desiste agora parto-te todo", atiro-lhe eu uma dura para o incentivar.
Não me responde mas, também não me larga.
Subida terminada, viramos á esquerda para a Rua Antero Quental.
"Vá, agora relaxa, descansa, respira fundo e segue porque é a descer"
"Ok"
Jardim de Arca D´água, Colégio Luso Francês, virar direita, ligeira subida e estamos em frente ao ISEP.
" Falta pouco, siga."
Estamos na reta da meta e preparo-me para lhe dizer, "acelera, acelera" mas, arrependo-me, nada digo.
Desta vez era eu que queria e não podia.
Queria acelerar e não podia.
Ok, então Mike está caladinho e mantem o ritmo.
Ofegante, ele não me largava.
Cortamos a meta.
Respiramos fundo e, voltamo-nos um para o outro de demos um sentido abraço, dizendo-me ele: "muito obrigado, muito obrigado, nunca pensei que conseguisse fazer este tempo, sem ti não o tinha conseguido"
Naquele momento senti que tinha feito uma prova brilhante.
Tinha ajudado mentalmente alguém a se superar.
Só isso.
Logo após ter cortado a meta, Mike olha para o seu "protegido" (dorsal 1714)
As medalhas?
Ah, esta prova é organizada pelo Salgueiros, sim esse centenário clube portuense para angariar fundos.
A entrega das medalha, desta vez, foi uma lástima.
Uma confusão danada com alguém a ir buscar duas caixas de medalhas (tinham acabado) e, a confusão instalou-se.
Claro que fiquei com a minha mas, só depois de muitos apertos.
Quando nos encontramos todos no final, Leninha contava a sua odisseia:
"Hoje correu-me muito mal.
A partir dos 5 kms senti-me indisposta
Até tive que andar nas subidas.
E, não é que passa por mim atleta e me diz: "isso é Happyrun ou é Happywalk?"
Naquele momento não achei piada nenhuma.
O despertador tocou, acordei, olhei e pensei: oh, só mais cinco minutos.
Adormeci.
Comi o pequeno almoço a correr e muito em cima da prova.
Quase não aqueci.
Então, claro, senti.me muito mal"
Pois é,
Pois é.
Assim não dá.
Levantar a tempo e horas par o corpinho se habituar ao esforço,.... tem de ser,.... tem de ser.
Pedrinho, também confessa: "Eu, no fim também vomitei. Comi mel durante a prova a caiu-me mal"
Fred, esse estava ok.
Tinha feito uma boa prova e, agora é para continuar a nos acompanhar, não é Fred?
Bom, os finalmente:
Terminaram 2178 atletas
Leninha, tempo de 01:05:16 , lugar 2051 na geral e no seu escalão (Vet.IV fem), lugar 11 em 15
Pedrinho, tempo de 00:48:35, lugar 1046 na geral e no seu escalão (Vet I), lugar 200 em 357
Mike, tempo de 00:53:178, lugar 1503 da geral e, no seu escalão (Vet.V), lugar 80 em 138
Fred, tempo de 00:49:34, lugar 1153 da geral e, no seu escalão (Seniores), lugar 405 em 697
Mais tempos de nosso amigos:
Serafim Ramos, tempo de 00:42:57
Américo Martins, tempo de 00:48:52
Tiago Martins, tempo de 00:51:16
No fim, finzinho, a foto final:
Os "Berdadeiros" atletas com a Ni
E pronto.
É tudo.
Próxima prova: a mítica S. Silvestre do porto a 18.dezembro.
Até lá,............... treinar,..... treinar :)
Bjs e abraços para todos
MIKE
dezembro.2016
Este ano era 59ª prova o que, valha a verdade, é obra !
Assim, conforme combinado, ás 09H30 estava marcada a concentração dos atletas na Rua Vitorino Nemésio para irem em "excursão" para o local do crime :)
Teresinha, desta vez, com muita pena de todos, ficava na caminha pois não estava em condições físicas para correr.
Lá estava o Pedrinho, o Mike (claro) e o Fred.
Raquel e sua afilhada Daniela (ou Ni para os amigos), iriam fazer de claque e tirar fotografias.
Faltava a Leninha.
Toquei uma vez na campainha do número 25 e,.............. nada.
Duas vezes, três vezes e, a porta abre-se.
Aparece a Leninha com cara de sono e de roupão: "vocês desculpem mas, adormeci. Vão indo que eu vou lá ter".
Acontece.
Lá arrancamos rumo a Paranhos.
Estacionamos o bote no mesmo local do ano passado, abri a porta e, ....... estava frio.
Digamos, a temperatura ideal para correr: aí uns 12 graus e o sol a espreitar para nos aquecer a alma.
Lá fomos aquecer para a reta da meta e íamos encontrando a "malta" conhecida dos nosso treinos das quartas feiras na Maia.
A primeira foto aqui está:
Pedrinho, Fred e Mike e a nossa "claque": Raquel e Ni
Mais uns alongamentos, corridinhas e, já quando íamos para a caixa de partida aparece a Leninha.
Cada vez são mais atletas a participarem e, isso notava-se bem na caixa de partida.
Ás 10H45, partida e, aí vamos nós.
Era só alegria na partida :)
Início com ligeira subida, passamos o viaduto da auto estrada, ISEP e estamos novamente a passar na reta de partida (já com 2 kms nas pernas).
Tudo normal até aqui.
Pedrinho já ia bem á frente pois a sua partida tinha sido um foguete.
Pedrinho na primeira passagem pela reta da meta a "comandar" este pelotão
Subida para o Vidal Pinheiro (custa um pouco) e já estamos na Rua Costa Cabral.
Aí, sinto um atleta a aproximar-se de mim um pouco ofegante que me pergunta: "agora é plano ou há mais subidas"?
Lá lhe explico o trajeto (sem olhar para ele) ao que ele me responde: "é a primeira vez que corro e estou com muito medo de não conseguir terminar".
Aí, viro ligeiramente a cara para o meu lado esquerdo para ver quem era o novato.
Penso: Ui, tão novo que és e estás com medo? E, ainda por cima és grande!
"Vens comigo,.......agora tens de vir, vens e vais terminar".
Ele nem respondeu.
Não respondeu e, não me largou.
Ok.
Rua das Constituição abaixo.
Sinto uma mão nas minhas costas, olho e, era o Américo.
Está mais magro e com uma passada mais ligeira.
Lá nos cumprimentamos e, com um ritmo superior, avançou.
Abastecimento de água.
BCG.
Viramos á direita para Serpa Pinto.
A descer.
Diz o meu "protegido": ainda vamos ter mais subidas?
"Não penses nisso, segues-me e pronto"
"Ok"
Como sabia que íamos ter uma subida difícil, levo a mão ao meu bolso da camisola e tiro dos tubinhos de mel.
Meto um á boca e dou o outro ao meu "protegido".
Mete na boca, trinca que isso abre.
Canil.
Virar á direita para fazermos toda aquela subida até ao cinema Vale Formoso.
Diz ele: "Ui, isto sobe tanto".
"Não olhes para afrente, olha para o chão e passes curtinhos para não te cansares"
Siga.
Já ofegante, a meio da subida diz-me:" Dói-me o corpo todo, nem sinto as pernas, não sei se aguento"
"Vieste até aqui, falta pouco, se desiste agora parto-te todo", atiro-lhe eu uma dura para o incentivar.
Não me responde mas, também não me larga.
Subida terminada, viramos á esquerda para a Rua Antero Quental.
"Vá, agora relaxa, descansa, respira fundo e segue porque é a descer"
"Ok"
Jardim de Arca D´água, Colégio Luso Francês, virar direita, ligeira subida e estamos em frente ao ISEP.
" Falta pouco, siga."
Estamos na reta da meta e preparo-me para lhe dizer, "acelera, acelera" mas, arrependo-me, nada digo.
Desta vez era eu que queria e não podia.
Queria acelerar e não podia.
Ok, então Mike está caladinho e mantem o ritmo.
Ofegante, ele não me largava.
Cortamos a meta.
Respiramos fundo e, voltamo-nos um para o outro de demos um sentido abraço, dizendo-me ele: "muito obrigado, muito obrigado, nunca pensei que conseguisse fazer este tempo, sem ti não o tinha conseguido"
Naquele momento senti que tinha feito uma prova brilhante.
Tinha ajudado mentalmente alguém a se superar.
Só isso.
Logo após ter cortado a meta, Mike olha para o seu "protegido" (dorsal 1714)
As medalhas?
Ah, esta prova é organizada pelo Salgueiros, sim esse centenário clube portuense para angariar fundos.
A entrega das medalha, desta vez, foi uma lástima.
Uma confusão danada com alguém a ir buscar duas caixas de medalhas (tinham acabado) e, a confusão instalou-se.
Claro que fiquei com a minha mas, só depois de muitos apertos.
Quando nos encontramos todos no final, Leninha contava a sua odisseia:
"Hoje correu-me muito mal.
A partir dos 5 kms senti-me indisposta
Até tive que andar nas subidas.
E, não é que passa por mim atleta e me diz: "isso é Happyrun ou é Happywalk?"
Naquele momento não achei piada nenhuma.
O despertador tocou, acordei, olhei e pensei: oh, só mais cinco minutos.
Adormeci.
Comi o pequeno almoço a correr e muito em cima da prova.
Quase não aqueci.
Então, claro, senti.me muito mal"
Pois é,
Pois é.
Assim não dá.
Levantar a tempo e horas par o corpinho se habituar ao esforço,.... tem de ser,.... tem de ser.
Pedrinho, também confessa: "Eu, no fim também vomitei. Comi mel durante a prova a caiu-me mal"
Fred, esse estava ok.
Tinha feito uma boa prova e, agora é para continuar a nos acompanhar, não é Fred?
Bom, os finalmente:
Terminaram 2178 atletas
Leninha, tempo de 01:05:16 , lugar 2051 na geral e no seu escalão (Vet.IV fem), lugar 11 em 15
Pedrinho, tempo de 00:48:35, lugar 1046 na geral e no seu escalão (Vet I), lugar 200 em 357
Mike, tempo de 00:53:178, lugar 1503 da geral e, no seu escalão (Vet.V), lugar 80 em 138
Fred, tempo de 00:49:34, lugar 1153 da geral e, no seu escalão (Seniores), lugar 405 em 697
Mais tempos de nosso amigos:
Serafim Ramos, tempo de 00:42:57
Américo Martins, tempo de 00:48:52
Tiago Martins, tempo de 00:51:16
No fim, finzinho, a foto final:
Os "Berdadeiros" atletas com a Ni
E pronto.
É tudo.
Próxima prova: a mítica S. Silvestre do porto a 18.dezembro.
Até lá,............... treinar,..... treinar :)
Bjs e abraços para todos
MIKE
dezembro.2016
quarta-feira, 9 de novembro de 2016
A prova dos "fraquinhos"
6.novembro.2016
Dia da Maratona do Porto,, também dia da Family Race, prova de 15K
Teresinha, Leninha e Mike, iriam participar nesta prova, a chamada prova dos "fraquinhos" para quem ainda não tem pedalada para aguentar os 42 kms da maratona.
A equipa arrancou de casa, bem cedo e aparcamos na Vilarinha.
Foi descer até ao Queimódromo e, aí mesmo tiramos a foto da praxe,
Os "fraquinhos" com os homens da maratona
Corremos com a camisola da Marmedsa pois foi a empresa que nos inscreveu nesta prova.
Descemos até á Anémona e iniciamos o aquecimento.
Fomos para a caixa de partida, a última depois da "C" da maratona.
Desejamos felicidades aos nosso heróis que iam correr a maratona com bjs e abraços e, lá foram eles para a frente.
É dado o tiro de partida até passarmos a linha de partida demoramos 3 minutos tantos eram ao atletas da maratona.
Rotunda do Castelo do Queijo e estamos na Avenida da Boavista.
O transito era intenso e lento pois estávamos a "apanhar" com o grupo mais lento da maratona que , obviamente, ia a ritmo baixo.
Difícil a ultrapassagem que até nos levou para "galgar" pelo passeio.
Vilarinha, (ligeira subida), estrada da Circunvalação e viramos á direita para Matosinhos.
Nessa Avenida de duas vias, já os primeiros vinham para cima a todo o gás.
Bem olho par essa via e só consigo ver o Silvério a grande velocidade e que o cumprimento com um grito.
Viramos, subida e estamos de novo na estrada da Circunvalação.
Corria a pensar no Aquiles direito mas, até á data, ele ainda não tinha "berrado".
Siga.
Anémona e viramos para Matosinhos.
O transito continuava intenso.
Continuavamos a ultrapassar os mais lentos da maratona e , entre eles, muitos eram estrangeiros, notava-se bem.
Continuo a olhar para a minha esquerda (para os que já voltavam) e não consigo ver o nem Pedrinho, nem Diogo nem o Rui.
Passamos a Ponte móvel (por baixo) e continuamos até á Sepsa.
Aí, voltamos.
Ia a um ritmo confortável, notava bem que não ia a fazer grande tempo mas, o importante era fazer a prova sem dores no pé.
Porto de Leixões á nossa direita e siga.
Lá ao fundo voltar á esquerda e já estamos na Anémona.
Aí, muita gente nos passeios a ver-nos passar com incentivos.
Bom, vou confessar uma "habilidade" que fiz.
Como bom português que sou, lembrei-me da tal acima referida "habilidade".
Ora, aí vai:
Da Anémoma até á rotunda do Castelo do Queijo, fiz á prova á boleia.
É verdade.
Nas provas temos sempre motas no nosso meio com o condutor e um fotógrafo para tirar fotos.
No início da Anémona tenho ao meu lado a tal mota.
Como estava muito "transito", ele não conseguia "furar" pelo meio dos atletas para avançar.
Ora, fez toda aquela marginal (aí uns 400 metros) a meu lado.
E, do que se lembrou este xiquinho-esperto?
Coloquei a minha mão na mota, agarrei uma fivela e fui á "boleia" aqueles metros todos.
Sem esforço.
Só ria para mim e pensava "és mesmo portuga,....... és mesmo portuga"
Chegados á rotunda do Castelo do Queijo, o espaço era maior e, ela lá arrancou e , lá tive que deixar a "boleia".
Aí, nós, os fraquinhos da Family Race íamos pela Avenida da Boavista e os da Maratona pela Avenida Brasil.
Bem olhei para a Avenida Brasil e só pensava como adorava ir com eles.
Pois é, mas adorar não chega, é preciso ter perninhas, não é?
Subir a Av. Boavista, no parque da cidade, retornar e estamos a descer novamente para Castelo do Queijo.
Aí (e não só) a Teresinha incentivou-me a acelerar, ainda dei um "cheirinho" (era a descer) mas, não era o suficiente para a acompanhar.
Edifício transparente, direita para a estrada da circunvalação, entramos no Queimódromo e estamos na meta.
Levantamos a medalha, saco final e bebi de uma só vez a bebida isotónica.
Fomos alongar, Leninha chega e vamos para o carro.
Tivemos pena de não termos podido ficar para esperar pelos nossos heróis da maratona mas tínhamos um almoço familiar de anos de casados dos meus "segundos" pais e tinhamos de estar presentes.
Um ventinho frio passa pelo nossos corpo que nos arrefece.
Chegamos á Vilarinha, mudamos de roupa e, enquanto nós íamos embora, Leninha voltava para a meta para esperar pelo Diogo, Pedrinho e Rui.
De salientar que Leninha fez esta prova com mazelas de uma queda que deu a semana passada.
Enfim,...... ossos do ofício, não é?
A prova em fotos:
Teresinha e Mike na reta da meta
Leninha termina a sua prova
Terminaram a prova 2531 atletas
Teresinha, tempo de 01:28:27, lugar 1439 da geral e, seu escalão (F35), lugar 211 em 610
Mike, tempo de 01.28:27, lugar 1440 da geral e, no seu escalão (M35), lugar 825 em 1211
Leninha, tempo de 01:34:05, lugar 1857 da geral e, no seu escalão (F35), lugar 355 em 610
A prova foi ganha em masculinos por Hélder Santos com 00:45:49 e em femininos por Daniela Cunha em 00:54:13
Bjs e abraços para todos
MIKE
2016.novembro
Os homens da maratona
Não.
Não me estou a referir ao filme de 1976 "O Homem da Maratona" de John Schlesingler que tem no principal papel Dustin Hoffman.
Não.
Estou a referir-me a grandes atletas, lídimos representantes da equipa HAPPYRUN que no domingo último, dia 6 de novembro de 2016, em termos desportivos, escreveram uma das páginas mais brilhantes e marcantes das suas vidas.
É verdade.
Dioguinho e Pedrinho participaram na maratona do Porto.
Participaram e, terminaram.
Sim, para terminar uma maratona (são só 42 kilómetros!!!), há duas exigências cruciais: a física e a psicológica.
Sem as duas a "carburarem" em pleno, não é possível.
Pois bem.
Na nossa equipa HAPPYRUN passamos a ter dois "monstros" sagrados, exemplo para todos nós.
São o nosso orgulho e, perdoem-me a sinceridade, a "inveja" tomou conta de mim :)
É feio ter "inveja"?
É.
Mas, eu tenho e,................ muita.
Como a anular?
É fácil.
Em dezembro deste ano já me vou inscrever para a Maratona de 2017 que será a 5 de novembro. aqui na nossa cidade do Porto.
Tenho de afastar as lesões e me preparar.
Tenho de conseguir.
Tenho de passar para o "quadro de honra".
Bem, logo pela manhã nos encontramos (de madrugada !) para nos dirigir-mos para o "local do crime".
Os "fraquinhos" (Teresinha, Leninha e Mike) preparados para a Family Race (15 escasso kms) e, os homens (com H grande como dizia o outro), preparados para a maratona (Pedrinho, Diogo e Rui).
Mas, como "dos fracos não reza a história", esta crónica será exclusiva dos homens da maratona.
Estacionamos o bote na Vilarinha e descemos até á Anémona.
Abraços e beijinhos de despedida e, lá foram os nossos heróis para a caixa B da maratona.
Céu limpo e 11 graus de temperatura.
A partir daqui não fazia sentido ser eu a continuar esta crónica.
Vai daí, solicitei que fossem eles, os heróis, a relatarem a sua prova.
Comecemos pelo mais jovem.
Aqui vai ó relato do Diogo:
6 de novembro, eis que chegava o grande dia. Muito pouco treino e uma contratura na coxa não anteviam uma grande prova.
Alvorada pelas 06H30, pequeno almoço forte e reunião com o gang HappyRun no local do costume, com partida agendada para as 07H35.
Carro estacionado, era altura dos últimos preparativos. os minutos passam à velocidade da luz e o nervosismo não ajuda, continua a aumentar. Ladeado pelo Pedrinho e pelo Rui, ouço o tiro de partida, começava assim a corrida mais importante da minha vida.
Desde o primeiro segundo deixo de ver o Pedro, tal o gás com que partiu. Fiquei apenas na companhia do rui, também a realizar a sua primeira maratona. Nos primeiros kms senti-me bem, subir a avenida da Boavista, virar na Vilarinha, Queimódromo, Porto de Leixões.
Quando voltamos a passar perto do Queimódromo, na rotunda da Anémona, senti o apoio de centenas de pessoas com cartazes de motivação.. No ano anterior estava ali, no mesmo sítio a terminar os 15 kms da Family Race, este ano ainda tinha de correr mais 30 kms, uma vez que quando passávamos nessa zona ainda estávamos nos 12 kms.
Mais á frente, na rotunda seguinte, os corredores de 15 kms viravam á esquerda e os da maratona seguiam para a direita.
Pensei para mim que ali sim, começava a corrida a sério. Avenida Brasil acima, sempre a manter o ritmo de 5,20 m/km.
Sentia-me bem, apesar de por vezes me dar umas picadas no peito que resolvia com uma inspiração pelo nariz ao invés de inspirar sempre pela boca (um bom truque para reduzir também a dor de burro).
O Rui continuava a acompanhar-me, mas insistia para que dispersasse, pois sabia que ele podia dar mais que aquilo. Todos os abastecimentos (a cada 5 kms) foram fundamentais, talvez tenha sido a primeira vez numa corrida que tenha parado completamente para conseguir beber água e isotónico como deve ser e aproveitar para comer tudo o que pudesse, desde laranja, banana, até gel e frutos secos!
Aos 20 km atingíamos a ponte D. Luis, outro dos locais repleto de apoiantes. é incrível o que o calor das pessoas faz rapidamente. Quando as pernas já pesam se não tivermos uma grande força de vontade, paramos. Ali não temos hipótese senão continuar, temos centenas de pessoas a gritar por nós e mesmo não nos conhecendo, admiram o que estamos a fazer. Como não continuar? Lembro-me de já em Gaia ter passado por um insuflável que dizia "Meia Maratona". Pensei: "Meu Deus, quer dizer que ainda me falta outra? Inteira ??. Nunca havia corrido mais de 23 kms, como ia correr mais 19 kms do que o meu próprio recorde?
As pernas começavam a pesar cada vez mais. Cais de Gaia, Afurada, virada, Afurada, Cais de Gaia, 27/28 kms. Os kms teimavam em não passar, ao invés dos restantes participantes que continuavam a ultrapassar-me tal era a minha fadiga. Regressados á Ponte D. Luis sentimos novamente todo aquele apoio.
Já começava a ver o Rui á distância e pensava que era impossível conseguir acompanhá-lo, estava muito bem e ia provavelmente cumprir o objetivo a que nos tínhamos proposto, baixar das 4 horas.
Só rezava por mais um abastecimento e ingerir tudo o que pudesse. Finalmente os 30 kms estavam alcançados. Avisto o Pedrinho na outra faixa, já aos 32 kms a regressar a Matosinhos e abano-lhe a cabeça em tom de sofrimento.
Pareceu-me muito bem o que me deixou ainda mais derriado. Tinha de terminar, desse por onde desse.
A muito custo tento continuar. Chego aos 32 kms e pendo "ok, agora só falta mais uma S. silvestre, tu consegues Diogo, não é agora que vais desistir". Nesse momento ainda estava abaixo dos 5,40m/km, o que me permitia terminar abaixo das 4 horas.
Pois, o problema é que ainda faltavam 10 km, os piores e mais difíceis da minha vida.
As pernas não respondiam, tudo me doía, já ia práticamente em piloto automático.
Deixei de correr pela primeira vez aos 34 kms no túnel da Ribeira, ainda por cima ao som e imagens do Rocky Balboa. Tapei a cara com vergonha para o Rocky não perceber que era eu que ali estava.
Não dava mais., tinha de caminhar uns momentos para recuperar as forças.
Retomei a corrida mais ou menos 30 segundos depois.
Olhava para o relógio e o km 35 não chegava. Nestes momentos a música que me acompanha em todas as corridas faz milagres, distrai imenso e ajuda-me a superar o que ainda falta.
Por volta dos 36 kms caminhei novamente. Dizem que numa maratona, a partir dos 30 kms é quando começamos a vê-los tombar.
Amigos, é mesmo! Cheguei a ver uma atleta deitada no passeio a berrar com dores e caibras.
Apetecia-me fazer exatamente o mesmo, ou entrar numa barraca da Cruz vermelha e pedir para me acordarem só no dia seguinte. Mas, como ia explicar um dia aos meus netos que o avô deles tinha participado pela primeira vez numa maratona e tinha desistido a 6 km do fim?
Impossível!
De vez em quando as forças voltavam e voltava a correr, sempre em piloto automático. Pensei inúmeras vezes que quando terminasse a prova teria de amputar as pernas, porque não as sentia.
Mas, como isso era só ni fim, só tinha de terminar, depois via-se.
Os abastecimentos passaram a ser de 3 em 3 km, penso, porque lembro-me de beber água aos 36 e aos 39/40 kms. Se calhar não foram mas, como devem perceber, já nem estava muito consciente.
Chegado á avenida Brasil sabia que estava na última reta! Aproveitei para caminhar um pouco antes de chegar aos 41 kms para que depois no último, pudesse aproveitar e sorrir para todos os que ali estavam a apoiar e á espera que terminasse. Chegado á rotunda do Castelo do Queijo, ouço "Diogo, Diogo, eu vou contigo". era a minha mãezinha que não queria perder a oportunidade de terminar a maratona comigo. Só dizia "dói-me tudo, dói-me tudo" e só ouvia "és o meu herói", como não ficar motivado com isto?
A subida da rua da Anémona até ao Queimódromo só me tinha custado assim uma vez na queima das Fitas, depois de ingerir uma quantidade grande de álcool. agora, depois de 42 kms? Meu Deus, estava finalmente a terminar. Avanço para a reta final e vejo as 4 horas que já lá vão há 11 minutos mas, mesmo assim termino imensamente orgulhoso de mão dada com a minha mãe no meio de seis giraças cherleerders e com a sensação de dever cumprido.
Para quem não treinou decentemente, tinha uma contratura mal curada e nunca tinha corrido mais de 23 kms, 4 horas e 11 minutos acredoto que não esteja mal. O melhor vem depois, a medalha, a tshirt de finalista, as parabenizações........ como um senhor que já fez 27 maratonas me disse hoje "Diogo, muitos parabéns, desfrute. Acredite, a partir de hoje, passou a ter um novo estatuto.
Sinto-me o maior, esta ninguém ma tira.
Agora a crónica do Pedrinho:
Domingo, 6 de novembro de 2016, o dia tão esperado desde dezembro de 2015, com o DESAFIO proposto: correr a 13ª edição da Maratona do Porto.
Depois de mais de 4 meses de preparação, com mais de 100 treinos, mais de 1250 kms percorridos durante mais de 120 horas, era chegado o grande dia.
Noite anterior dormida á pressa, com muita ansiedade. Despertador preparado para as 06H30 e mas 1 hora antes já estava acordado.
A hora de saída da "sede" dos Happyrun estava marcada para as 07H35 pois a partir das 8 horas o transito estava cortado nas imediações do Parque da Cidade e Quimódromo do Porto.
9 horas - partida e o plano era ir a uma média de 5,20/5,30 min/km mas as pernas queriam ir mais rápido.
Primeiros kms a um ritmo de 5,10 confortável. Já depois dos 10 kms, anexo ao Porto de Leixões, encontro o amigo das corridas Luis de Almeida e seguimos juntos na conversa, na palhaçada e focados no objetivo.
Por cada abastecimento que passo, hidrato-me bem. Chegados á ribeira muita gente a acarinhar-nos e seguimos para Gaia.
No retorno da Afurada, já com mais de 25 kms nas pernas, começo a sentir as primeiras dores nos músculos das pernas. Já a meio da ponte D. Luis, em diração ao freixo, recebo o apoio da Sandra Arribança, com fotografo preparado e tudo. Isto de ser vedeta tem estas regalias. No abastecimento dos 30 kms (na Ponte Dona Maria) páro para beber e comer.
Mando o Luis seguir pois não queria empatar ninguém. Depois de passar o túnel da Ribeira nem com a música do Rocky 4 vou lá, pois aí começa o meu sofrimento, dói virilha, músculos das pernas, dói tudo.
O gajo da marreta apareceu e que marretada ele me deu!
Aos 36 kms, debaixo da Ponte da arrábida, páro e entro na tenda da cruz vermelha. Peço spray paar a virilha e para as pernas.
Sigo até ao antigo Twins e aí tenho que parar a alongar para evitar as caibras.
Até ao Castelo do Queijo é um martírio. Sempre com um olho no relógio, as minhas contas eram simples: chegar antes das 4 horas.
Na Rotunda do Castelo do Queijo aparece a Leninha, acompanha-me um pouco mas digo para ir ter com o Diogo. Ao chegar á rotunda da Anémona, tenho á minha espera a Sandra, outra vez e a Flor Madureira.
Sei que faltavam 400 metros mas o incentivo delas para mim foi gasolina para mim. Cortei a meta num estado lastimável. Para terem uma noção, os primeiros 20 kms foram feitos a uma média de 5,10m/km e os últimos 10 kms a uma média de 6,30m/km.
Pronto. Está feita. Apesar do sofrimento, abaixo das 4 horas, conforme pretendido. Agora descansar que para ano há mais :)
Notável !
Dois depoimentos que nos emocionam.
Perdoem-me mas, só quem corre consegue sentir o que eles sentiram.
Só espero para o ano, ter o prazer de poder estar aqui a escrever a minha crónica da minha primeira maratona.
Agora a prova em imagens.
Aqui vai:
O percurso da Maratona do Porto
Diogo e Rui no Porto de Leixões (km 8)
Pedrinho, sorridente, na rotunda do Castelo Do Queijo (km 12)
Pedrinho na mítica ponte D. Luiz (Km 20)
O grande campeão Pedrinho a dois metros da meta
O orgulho não é só deles, também é de todos nós
Terminaram a maratona 4748 atletas, 4108 homens (87%) e 638 mulheres /(13%)
Por nacionalidade: 3317 Portuguese (70%) e 1429 Estrangeiros (30%)
O ano passado (2015) terminaram 4404
A média do pelotão foi de 04:18:40
Último classificado com o tempo de 06:25:33
Classificações:
- Pedrinho, tempo de 03:58:16 ao ritmo de 00:05:40
lugar 644 no seu escalão (M40) em 1036 atletas
- Diogo, tempo de 04:11:31 ao ritmo de 00:05:59
lugar 486 no seu escalão (M20) em 665 atletas
- Rui Guedes, tempo de 03:58:51 ao ritmo de 00:05:41
lugar 421 no seu escalão (M20) em 665 atletas
Em masculinos venceu a prova o queniano Samuel Mwaniki com 02:11:40
O melhor português foi José Moreira (3º lugar) com 02:16:11
Em femininos venceu a queniana Loice Kiptoo com 02:29:13
A melhor portuguesa foi Catarina Ribeiro com 02:30:10
Tempos de outros nosso amigos/colegas de treinos da quarta feira na Maia:
- Serafim Ramos: 03:41:46
- Cristina Gonçalves: 04:43:51
- Pedro Gaio: 03:27:51
- José Sá: 03:28:29
- Mário Soares: 04:27:24
- Maria Ricardo: 04:27:44
- Miguel Fonseca: 04:35:17
Para terminar, uma curiosidade (enviada pela Leninha):
Maratona é o nome de uma corrida realizada na distância oficila de 42,195 km., normalmente em ruas e estradas.
É a única modalidade desportiva que tem origem numa lenda, o seu nome foi instituído como uma homenagem á antiga lenda grega do soldado ateniense Filípedes, um mensageiro do exército de Atenas que teria corrido cerca de 40 km entre o campo de batalha de Maratona até Atenas para anunciar aos cidadãos da cidade a vitória dos exércitos atenienses contra os persas e morrido de exaustão após cumprir a missão.
E pronto.
É tudo.
Bjs e abraços para todos
MIKE
2016.novembro
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